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ARQUITETURA HOSPITALAR

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Arquitetura hospitalar 
 
Juarez de Queiroz Campos 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
No momento da revisão da regulamentação do Ministério da Saúde pela Portaria 
1884/94, com sua nova versão publicada em 1998 impondo normas destinadas ao exame e 
aprovação dos Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde a serem observadas 
em todo o território nacional, na área pública e privada, para construções novas, ampliações e/ou 
reformas, julgamos indispensável a divulgação dos principais aspectos técnicos, objetivando um 
planejamento adequado da rede destes estabelecimentos de saúde. 
A realização deste trabalho contou com a participação do Arquiteto Marciel Peinado, 
com especialização em Planejamento e Administração Hospitalar, sócio diretor do escritório Benno 
Perelmutter Arquitetura e Planejamento S/C Ltda., com sede em São Paulo, à Alameda Jau 1717, 
casa 4, fonefax 011-883.2099, e-mail: marciel@vol.com.br, empresa responsável por diversos 
projetos na área de planejamento e arquitetura hospitalar. 
Esperamos mais uma vez, colaborar com o leitor interessado na construção ou 
ampliação de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, tão carentes em termos de 
funcionalidade. 
 
JUAREZ DE QUEIROZ CAMPOS 
Rua Alves Guimarães, 642 - apto. 155 
CEP.: 05410-001 - Jardim América - São Paulo, SP 
Tels.: (011) 881.0327 - 853.3332 - 881.8387 
Tel. FAX (011) 881.6215 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Muito embora a revisão da regulamentação pelo Ministério da Saúde com relação a 
Portaria Ministerial no 1884/94 não esteja ainda concluída e se arrastando desde o início de 1998 
(estamos em maio de 2000), preferimos arriscar com este trabalho, registrando as propostas de 
mudança, em fase final de estudos. 
O espírito da Portaria 1884/94 foi atualizar as normas estabelecidas pela Portaria no 
400 de 6 de Dezembro de 1977, primeiro instrumento oficial normatizando a elaboração de 
projetos arquitetônicos específicos para os estabelecimentos assistenciais de saúde. 
Até o final de 1977, a legislação federal foi manifestadamente omissa com relação ao 
problema. 
Uma das justificativas para o descaso do Poder Público no assunto foi o fato de 82,5% 
dos hospitais brasileiros serem de iniciativa privada, edificados e mantidos por entidades 
particulares com ou sem finalidade lucrativa. 
O Estado avocava para si a responsabilidade pela assistência médico-hospitalar 
especializada (tuberculose, hanseníase e doenças mentais) estatuída a partir da primeira 
Constituição republicana, ainda no século XIX. 
Mais de cem anos depois, a União, os Estados-membros e os Municípios 
reiteradamente vêm envidando esforços para aplicar nas entidades de saúde sob o seu controle, 
medidas administrativas de caráter gerencial claramente eficazes no empresariado privado. 
Sem legislação específica, os órgãos de saúde foram construídos, reformados e 
ampliados sem nenhum tipo de planejamento, tornando as edificações verdadeiros elefantes 
brancos. 
Antes da legislação regulamentadora alguns doutrinadores em conclaves de toda 
natureza, defendiam diretrizes e procedimentos para tornar mais funcionais os projetos 
ambulatoriais e hospitalares. 
Todavia, o brasileiro, normalmente avesso ao cumprimento de qualquer lei, jamais 
consideraria idéias inovadoras de doutrinadores, sem caráter policialesco. 
Daí o grande número de labirintos hospitalares, disseminados pelo território nacional, 
tornando os processos administrativos operacionais mais onerosos. 
Mesmo com as exigências imperativas dos órgãos públicos, empresários da área da 
saúde teimam em construir ou reformar estabelecimentos hospitalares sem a assistência de 
arquitetos e consultores especializados. 
Desde a fundação da Irmandade da Santa Casa de Santos, por Braz Cubas, em 1543, 
até o final de 1977, o Governo Federal não manifestou nenhum entusiasmo quanto a 
regulamentação de projetos e edificações no campo da saúde. 
As tentativas em nível de controle pela Previdência, surgiram com a integração dos 
ex-IAPs (IAPI, IAPM, IAPFESP, IAPB, IAPC, IAPETEC e IPASE) formando o Instituto Nacional de 
Previdência Social - INPS. 
Como o Governo da União, mesmo indiretamente, controlava os hospitais privados 
dependentes, em grande parte, de convênios com os Institutos de Previdência, foi fácil implantar 
uma tabela de Classificação Hospitalar, mediante a qual, os hospitais de convênio eram 
classificados e remunerados pela qualidade dos seus serviços. 
Esta tabela foi substituída pela tabela 300 e, finalmente, pela Reclar. 
O Programa do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social - FAS, da Caixa 
Econômica Federal, ao exigir o cumprimento de normas para financiamento de reformas e 
construções hospitalares também contribuiu para a implantação de uma consciência de 
planejamento hospitalar, com vistas a sua funcionalidade. 
Porém documento de validade incontestável, somente foi posto em vigor no final de 
1977, pela Portaria No 400 de 6 de dezembro de 1977. 
Tal instrumento oficial, foi amplamente divulgado e um grande número de instituições 
o utilizaram para orientação arquitetônica. 
O assunto foi por nós discutido em trabalhos anteriores (Hospital e seu Planejamento - 
São Paulo - Editora LTR, 1980; Fundamentos de Planejamento e Organização dos Serviços de 
Saúde. Vol. I e II, Editora Jotacê, São Paulo - 1991, Noções de Planejamento e Organização 
Hospitalar, Editora Jotacê, São Paulo - 1991 e Editora Jotacê, São Paulo, 1994). No final de 1994, 
quando a Portaria 400 recém completara dezessete anos, o Poder Público Federal, através do 
Ministério da Saúde, baixou a Portaria No 1884 de 11 de novembro de 1994, publicada no DOU de 
15 de dezembro de 1995. 
Esta Portaria apresenta caráter normativo e compulsório, substituindo a Portaria 
400/1977 de caráter restrito e pouco flexível e passando a considerar a globalidade do 
planejamento físico de sistemas de saúde. 
A nova sistemática de normatização federal substitui os antigos modelos pré-
estabelecidos por tipologias resultantes da composição de atribuições funcionais na concepção 
básica do edifício. 
Este trabalho constitui a quarta obra sobre o assunto a contar com a colaboração do 
Prof. Dr. Marciel Peinado, renomado arquiteto com especialização na área hospitalar prontificando 
na Capital paulista. 
Todavia, a evolução não é propriedade de alguns, representando a percepção do 
amanhã. 
Por isto, para o êxito deste empreendimento contamos com a colaboração das 
arquitetas Marcia Godoy, Sônia Gorga e Vivian Kütter, nossas colegas de docência nos Cursos de 
Especialização para Graduados no Campo da Saúde, desenvolvidos pela UNAERP - Universidade 
de Ribeirão Preto com centenas de cursos e dezenas de milhares de alunos no Brasil inteiro. 
No desenvolvimento da leitura será observada a grande preocupação das nossas 
colaboradoras com o conforto ambiental e funcionalidade dos projetos arquitetônicos para o século 
XXI. 
 
Os autores 
 
Prof. Dr. Juarez Queiroz Campos 
Rua Alves Guimarães 642 ap. 155 
Jardim América - São Paulo, SP 
CEP 05410-001 
Telefones: 3081.0327 
3081.8387 
3085.3332 
3081.6215 
E-mail: Juarez@editorajotace.com.br <mailto:Juarez@editorajotace.com.br> 
 
Marciel Peinado 
Escritório Benno Perelmutter Arquitetura e Planej. S/C Ltda. 
Alameda Jau, 1717 - casa 4 
Tel. FAX (011) 883.2099 
E-mail: <marciel@uol.com.br.> 
 
Margarida - E-mail: margarida@editorajotacê.com.br 
<mailto:margarida@editorajotacê.com.br> 
 
Carmencita - E-mail: carmencita@editorajotacê.com.br 
<mailto:carmencita@editorajotacê.com.br> 
 
Lúcia Helena - E-mail: presoto@uol.com.br <mailto:presoto@uol.com.br> 
 
Sônia - E-mail: arqsonia@aol.com <mailto:arqsonia@aol.com> 
 
Vivian - E-mail: <kutter@uol.com.br> 
 
Márcia - E-mail: dece@mandic.com.br <mailto:dece@mandic.com.br>

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