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743 Manuacl Sinalizacao Rodoviaria DNIT

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função da execução de melhorias físicas e/ou 
operacionais em rodovias já pavimentadas. Estas melhorias podem envolver: recuperação do 
pavimento, construção ou pavimentação de acostamentos, implantação de terceira faixa, duplicação 
de rodovias, implantação de tratamentos em pontos críticos de acidentes ou em travessias urbanas, 
implantação de fiscalização eletrônica de controle de velocidade e/ou avanço de sinal, entre outras. 
Com isso, é necessário adotar diferentes procedimentos, em função da situação e da base de dados 
disponível ou passível de ser obtida, conforme descrito a seguir. 
Tipicamente, o projeto de sinalização se desenvolve em 3 (três) etapas, a saber: 
Levantamento de dados; 
Desenvolvimento do projeto; 
Verificação de campo. 
5.1. LEVANTAMENTO DE DADOS 
Nesta etapa, são coletados todos os elementos de interesse para o desenvolvimento do projeto de 
sinalização, tais como: 
Projeto geométrico em planta e perfil; 
Levantamento topográfico planialtimétrico; 
Cadastro rodoviário; 
Informações sobre locais concentradores de acidentes; 
Informações de guias e mapas e imagens de satélites; 
Inspeção do trecho. 
5.1.1. Projeto Geométrico 
No caso de rodovias novas ou de pavimentação de rodovias existentes em leito natural, o projeto 
geométrico em planta e perfil é uma informação absolutamente indispensável para se conhecer as 
características técnicas em diferentes trechos. Com base nos parâmetros de projeto, definem-se as 
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velocidades máximas a regulamentar, o tratamento a ser dispensado às curvas e a regulamentação de 
ultrapassagem, por exemplo. 
5.1.2. Levantamento topográfico planialtimétrico 
Nos casos de rodovias existentes, onde não se dispõe do projeto executivo, recomenda-se que seja 
executado o levantamento topográfico planialtimétrico, idealmente compreendendo todo o corpo 
estradal. 
5.1.3. Cadastro rodoviário 
Nos casos de rodovias existentes, onde não se dispõe do projeto executivo utilizado na época de 
implantação, é recomendável executar o cadastro rodoviário no campo, devidamente referenciado por 
estaqueamento, para levantar as seguintes informações: largura das pistas de rolamento e 
acostamentos, tipo de pavimento, entroncamentos, pontes, viadutos, passarelas, acessos, travessias 
urbanas, polos geradores de tráfego, postos de abastecimento, divisas entre estados e limites entre 
municípios, estruturas de operação e fiscalização, entre outros. 
Além das informações gerais sobre a rodovia, o cadastro de todos os dispositivos de sinalização, 
envolvendo o tipo de placa, suporte, cores, legendas, marcas viárias e inscrições no pavimento, 
permite ao projetista analisar o que pode ser mantido, o que deve ser substituído e o que deve ser 
projetado e detalhado. 
O cadastro rodoviário pode ser complementado com registro fotográfico, seja para se obter o estado 
de conservação de cada uma das placas existentes, seja para se visualizar a localização de cada placa 
em relação à pista de rolamento. 
A utilização de recursos tecnológicos, como o vídeo registro, por exemplo, contribui para a 
visualização da rodovia, mas não elimina a necessidade de informações de campo, tais como 
gabaritos, larguras de pistas e acostamentos, altura dos caracteres das mensagens das placas de 
sinalização, largura das marcas viárias etc. 
5.1.4. Informações sobre os locais concentradores de acidentes 
Inicialmente, devem ser consultados os registros de acidentes dos órgãos com circunscrição sobre as 
rodovias, para se identificar os locais concentradores (segmentos críticos) e os tipos de ocorrências. 
No caso de rodovias federais, deve-se verificar se a rodovia foi objeto de estudos, com base no 
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Manual de Análise, Diagnóstico, Proposição de Melhorias e Avaliação Econômica de Segmentos 
Críticos. 
Quando não se dispõe de registros para consulta, deve-se aproveitar a inspeção no trecho, descrita na 
subseção 5.1.6, para levantar as informações disponíveis junto às unidades locais, tanto da Polícia 
Rodoviária Federal (PRF), como do próprio DNIT. 
5.1.5. Informações de guias, mapas e imagens de satélite 
Estas fontes de informação permitem identificar as rodovias que entroncam com o trecho de projeto, a 
inserção do trecho na região atravessada, a hierarquização socioeconômica das localidades lindeiras e 
próximas da rodovia, distâncias a serem percorridas para alcançar as principais localidades, entre 
outras. É importante ressaltar que estas informações complementam, mas não substituem a inspeção 
do trecho. 
5.1.6. Inspeção do trecho 
Em rodovias existentes, em razão de qualquer tipo de serviço em que se torne necessária a elaboração 
de um projeto de sinalização, deve-se sempre proceder à uma inspeção do trecho, visando: 
Estabelecer diretrizes para a execução do levantamento cadastral da sinalização; 
Avaliar o cadastro disponível e, se necessário, orientar a execução da complementação do 
cadastro ou executá-la; 
Registrar a ocorrência de situações de risco relacionado aos sinais de advertência e/ou de 
regulamentação, tais como: 
− Áreas sujeitas a desmoronamento; 
− Irregularidades da superfície de rolamento; 
− Travessias de pedestres e/ou presença de crianças e ciclistas; 
− Presença de veículos de tração animal e animais na pista; 
Registrar os locais de ocorrência frequente de condições meteorológicas adversas, especialmente 
de neblina e vento lateral; 
Registrar os locais concentradores de acidentes, no que diz respeito à definição da sinalização a 
eles apropriada; 
Atualizar a oferta de postos de serviços, locais de hospedagem, banho, hospital, telefone; 
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Atualizar os locais de interesse turístico, cultural e ambiental; 
Registrar as condições gerais de visibilidade e as características do relevo (região plana, ondulada 
e montanhosa) em cada trecho. 
5.2. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 
Recomenda-se que o projeto seja desenvolvido, de acordo com a sequência de etapas descritas a 
seguir: 
5.2.1. Atividades iniciais 
A partir dos dados coletados, são identificados e relacionados todos os elementos componentes da 
rodovia com influência na definição do projeto de sinalização, a saber: 
Interseções e acessos; 
Curvas, cujos parâmetros geométricos sejam os da Tabela 33, a seguir: 
Tabela 33 – Parâmetros geométricos de curvas 
Raio (m) Ângulo Central 
R≤60 Qualquer 
60<R<120 AC≥45º 
60<R≤120 AC<45º 
60<R≤450 AC≥45º 
 
Rampas, cujos parâmetros geométricos sejam os da Tabela 34, a seguir: 
Tabela 34 – Parâmetros geométricos de rampas 
Greide (%) Extensão (m) 
5 900 
6 600 
7 300 
8 225 
9 150 
 
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Zonas com restrição de visibilidade para ultrapassagem (no caso de pistas simples); 
Segmentos diferenciados de velocidade diretriz; 
Travessias urbanas; 
Pontes estreitas; 
Divisas de Estados, Limites de Municípios, Fronteira de Países; 
Trechos potencialmente ou comprovadamente perigosos, devido às suas características 
geométricas, ao estado do pavimento, ou à ocorrência de outros riscos relacionados aos sinais de 
advertência. 
5.2.2. Zonas com restrição de visibilidade de ultrapassagem 
Para rodovias de classe I-B ou inferior (rodovias de pista simples) são identificados os segmentos com 
restrição de visibilidade de ultrapassagem, conforme estabelecido na subseção 3.3.1.2, que decorrem 
da conjunção dos segmentos com restrição de visibilidade em perfil com os de restrição em planta. 
A identificação daqueles segmentos pode ser feita com base nos elementos planialtimétricos da 
rodovia, a partir da