Introdução ao Estudo do Direito   Part.01
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Introdução ao Estudo do Direito Part.01


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O ESTUDO DO DIREITO
Introdução ao Estudo do Direito\u2013 Part.01
	
	
	
	
	
	Letícia Nogueira Barbosa
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO
Apresentação da Disciplina
 Primeiro deve-se identificar o direito situando-o como ordem social dotada de coerção e, ao mesmo tempo, fórmula de garantia da liberdade. 
 A disciplina IED tem como objetivo: definir o objeto de estudo, indicar os limites da área de conhecimento, apresentar as características da ciência, seus fundamentos, valores e princípios cardiais.
 IED não possui autonomia, não cria o saber, apenas recolhe de outras disciplinas jurídicas as informações necessárias para um prévio conhecimento. Seu conteúdo não é de domínio próprio, sua especificidade é a sistematização dos conhecimentos gerais.
Objeto da Introdução ao Estudo do Direito
São abordados na disciplina apenas conceitos gerais que podem ser aplicados a todos os ramos do Direito,
É uma disciplina de natureza epistemológica, que expressa uma teoria da ciência jurídica.
Tríplice objeto: Conceitos gerais do Direito, visão de conjunto do Direito e lineamentos da técnica jurídica.
 A ciência pressupõe a existência de um saber metódico e sistematizado, isto é, um saber que requer uma coerência interna, baseado em uma sistematização que pressupõe a existência de um método, de um caminho, armado com princípios próprios, regras peculiares e técnicas ou instrumentos úteis, que permita melhor conhecer o objeto estudado.
 O objeto a ser estudado em um Curso de Direito seja o ordenamento jurídico, quer dizer: um conjunto de normas jurídicas que prescrevem um dever-ser, ou, melhor, regras de comportamento elaboradas por agentes credenciados e que ensejam a possibilidade de aplicação de uma sanção institucionalizada, isto é, que contará com o amparo do Estado para sua possível aplicação. Estuda-se, portanto, a ordem jurídica posta, isto é, o Direito positivo, considerado aqui e agora.
EPISTEMOLOGIA
 
 Ramo da filosofia interessada na investigação de evidências de que o conhecimento existe fora da consciência do indivíduo e da própria natureza. Também conhecida como \u2018\u2019Teoria do Conhecimento\u2019\u2019, a epistemologia é na verdade um questionamento da própria existência das coisas, onde é estudado o ato do conhecer, de como o conhecimento é adquirido. Duas escolas apresentam teorias distintas sobre a epistemologia, são elas:
Escola Racionalista: A razão é o ponto central para definir o conhecimento e explicar como o tal é adquirido. Se aplica às ciências matemáticas e lógicas.
Escola Empirista: O conhecimento só pode ser adquirido pelas experiências, através de experimentos, observações e percepções em geral
 O ato de conhecer mais estudado é o conhecimento proposicional (saber que), ou seja, saber algo a partir de um processo de construção de uma proposição ou de um conceito baseado em uma informação. Lembrando que: \u2018proposicional\u2019\u2019 (saber que) é diferente de \u2018\u2019por familiaridade\u2019\u2019 (saber como). \u2018\u2019O saber que se trata do conhecimento teórico e o saber como se trata do conhecimento prático\u2019\u2019.
EPISTEMOLOGIA E AS CRENÇAS
 A epistemologia busca estabelecer como o conhecimento e as crenças se relacionam, assim surgiram variadas teorias:
Teoria do Fundacionismo: determina que a maioria das crenças requer sustentação de outras crenças. A justificativa de uma crença se dá pela existência da outra. - INTERNALISTA
Teoria da Coerência: Para crer em determinada crença, ela precisa ter coerência com outro conhecimento. A crença deve ser coerente com aquelas já aceitas em um conjunto. Mútua interdependência. - INTERNALISTA
Teoria da Coercibilidade: A crença é justificada se ela tem crédito, se existe confiança na verdade. - EXTERNALISTA
Teoria Causal: A crença possui ligação causal com seu conteúdo. Relação de causa e efeito. \u2013 EXTERNALISTA
 EPISTEMOLOGIA JURÍDICA
 Busca compreender os fatos que condicionam a origem do direito.
Teoria pura do direito, Hans Kelsen: realiza a distinção entre \u2018\u2019ser\u2019\u2019 (as coisas como são) e o \u2018\u2019dever ser\u2019\u2019 (as coisas como devem ser)
Natureza epistemológica: diferencias o direito de como ele é e de como deve ser.
Natureza ontológica: diferencias o reino dos fatos (ser) e o reino das normas (dever ser).
Immanuel Kant: O mundo do \u2018\u2019dever ser\u2019\u2019 se relaciona com a vontade racional do homem, e o mundo do \u2018\u2019ser\u2019\u2019 é o das leis que decorrem da própria natureza (leis naturais não modificáveis). O mundo do dever ser é, portanto, onde os acontecimentos se passam segundo a vontade do homem, a vontade racional.
 Ciências Naturais x Ciências do Espírito
Ciências do espírito: são as ciências comportamentais-sociais, humanas, morais, históricas, ciências como o direito. Realiza o estudo do homem em si. As ciências do espírito possuem alguns elementos, são eles:
Elemento Histórico: conhecimento vindo da história.
Elemento Teórico e Prático: prescreve normas.
Base de conhecimento científico: oferece base.
Ciências naturais: estudo da natureza em seus aspectos mais gerais e fundamentais, estudos como física, química, etc.
ESPÍRITO (se preocupa em explicar e compreender os fatos)
O homem é o objeto de estudo
Ciência Branda e pseudociência
Compreensivas (aprender o individual no seu caráter peculiar)
NATURAIS (representação simbólica)
Estuda o exterior ao homem
Ciência dura e da verdade
Explanatórias (empenhadas na revelação de leis subjacentes e na identificação do universal)
DISCIPLINAS JURÍDICAS
 Disciplina é um sistema de princípios e de regras a que os homens se devem ater em sua conduta, há sempre a ideia de limite, ninguém pode exercer uma atividade sem razão de direito. Há, portanto, em cada comportamento humano, a presença, embora indireta, do fenômeno jurídico. O Direito é, sob certo prisma, um manto protetor de organização e de direção dos comportamentos sociais, ou seja, tutela comportamentos humanos. As disciplinas jurídicas representam e refletem um fenômeno jurídico unitário 
 As disciplinas jurídicas dividem-se em duas classes: Fundamentais e Auxiliares. A compreensão plena da ciência do direito exige o conhecimento anterior do homem e da sociedade.
FUNDAMENTAIS
Ciência do Direito \u2013 Dogmática Jurídica
 Estuda o fenômeno jurídico em todas as suas manifestações e momentos, é um estudo sistemático das normas, ordenando-as segundo princípios, e tendo em vista a sua aplicação, toma o nome de Dogmática Jurídica. Teoria positiva do Direito Positivo.
 Momento culminante da aplicação da Ciência do Direito, quando o jurista se eleva ao plano teórico dos princípios e conceitos gerais indispensáveis à interpretação, construção e sistematização de preceitos e institutos de que se compõe o ordenamento jurídico.
 Aborda o Direito vigente em determinada sociedade e as questões relativas à sua interpretação e aplicação. É uma forma de conhecimento positivo da realidade social segundo normas ou regras objetivadas, ou seja, tornadas objetivas, no decurso do processo histórico.
 Não é de natureza crítica, é sempre ciência de um direito positivo, como experiência efetiva, passada ou atual.
 Cumpre a tal disciplina definir e sistematizar o conjunto de normas que o Estado impõe à sociedade.
Filosofia do Direito
 Transcende o plano meramente normativo. Questiona o critério de justiça adotado nas normas jurídicas, é uma disciplina de reflexão sobre os fundamentos do Direito. Preocupa-se não com o \u2018\u2019ser\u2019\u2019, mas com o \u2018\u2019dever ser\u2019\u2019
 Ernildo Stein distingue três formas de exposição do pensamento filosófico:
Filosofia de ornamentação: se apresenta em textos.
Filosofia de orientação: consiste na reflexão filosófica de cunho ético.
Filosofia que funda paradigmas de racionalidade: busca de novos paradigmas.
\u2018\u2019Que é Direito? Em que se funda ou se legitima o Direito? Qual o sentido da história do Direito?
Sociologia do Direto
 É a ciência compreensiva da experiencia jurídica, estudando a conduta jurídica