RELATÓRIO 4 - DIVISOR DE TENSÃO E DIVISOR DE CORRENTE
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RELATÓRIO 4 - DIVISOR DE TENSÃO E DIVISOR DE CORRENTE


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INSTITUTO FEDERAL DE SÃO PAULO
ENGENHARIA CIVIL
ELETROTÉCNICA
	DIVISOR DE TENSÃO E DIVISOR DE CORRENTE
CAMILA BELLON BOTACIN			1463209
SOFIA CHOI RIGUEIRA				1364405
VICTORIA DALCENO JOSÉ PEDRO		1361384
SCOTHY WALLACE BLEINAT PONCHIO	1363441
VICTOR STOROLI MENA				1362712
SÃO PAULO
24 DE ABRIL DE 2014
OBJETIVOS
Verificar o funcionamento de um divisor de tensão
Verificar o funcionamento de um divisor de corrente
INTRODUÇÃO TEÓRICA
Já pudemos observar, em experimentos anteriores, que, quando se fala em circuito elétrico, os elementos se encontram associados em série, em paralelo ou numa associação das duas formas. A corrente elétrica que passa pelo circuito não é a mesma em todos estes casos, ou seja, ela varia de acordo com a disposição dos resistores.
Em um circuito em série, a  corrente que passa por um resistor é a mesma que passa pelos outros. Se realizarmos medições em qualquer componentes deste circuito, o multímetro irá indicar o mesmo valor de corrente para qualquer um dos resistores. Já em ligações feitas em paralelo, não é a corrente que apresentará o mesmo valor, mas sim a tensão. Ela será a mesma em qualquer um dos componentes que estejam conectados em paralelo.
A solução de circuitos, ou partes deles, pode ser simplificada por meio da aplicação do divisor de tensão e do divisor de corrente. Tais regras são provenientes das Leis de Kirchhoff e de estudos de corrente e tensão realizados em experimentos anteriores.
A regra do divisor de tensão se aplica a resistores conectados em série. Seu objetuvo é determinar a tensão sobre cada componente individual. O divisor de corrente é aplicado em circuitos montados em paralelo, e serve para determinar a corrente que passa em cada componente, individualmente. 
MATERIAL UTILIZADO
Fonte de Tensão CC variável
Multímetro Digital
Base de montagem
04 resistores
Cabos de ligação
PROCEDIMENTO
Inicialmente, os resistores dados foram descritos, na tabela a seguir, de acordo com suas resistências medidas (com o multímetro na função de ohmímetro) e nominais.
	Resistor
	Valores Nominais [\u3a9]
	Valores Medidos [\u3a9]
	R1
	100 (5%)
	101,3
	R2
	120 (1%)
	119,8
	R3
	1000 (5%)
	1009
	R4
	221(1%)
	217
Tabela I. Medida da resistência em cada um dos resistores.
Feito isso, foi montado, com os quatro resistores, um circuito em série ligado a uma fonte com 6 volts de tensão. Associando os fios do multímetro (na função voltímetro) em paralelo, foi medida a tensão em cada um dos resistores.
Figura I. Esquema do circuito montado.
A partir da fórmula de divisor de tensão (explicitada abaixo), também foram obtidos os valores teóricos da tensão de cada um dos resistores utilizados.
	Tensão nos Resistores
	Valor Teórico [V]
	Valor Medido [V]
	Vfonte
	6
	5,97
	VR1
	0,42
	0,38
	VR2
	0,50
	0,47
	VR3
	4,16
	4,14
	VR4
	0,92
	0,88
Tabela II. Tensões em cada um dos resistores.
Após isso, foi montado o circuito em paralelo mostrado abaixo, também ligado à fonte com 6v de tensão.
Figura I. Esquema do circuito montado.
Com o multímetro na função amperímetro, foram medidos os valores de corrente em cada um dos resistores. Com base na fórmula abaixo, de divisor de corrente, foram obtidos os valores teóricos para as correntes.
Ambos os valores (medido e teórico) para cada um dos resistores foram utilizados para completar a tabela abaixo.
	Correntes
	Valores Teóricos [mA]
	Valores Medidos [mA]
	ITOTAL
	110
	106,2
	IR2
	50
	44,5
	IR2
	60
	59,0
Tabela III. Correntes em cada um dos resistores.
CONCLUSÃO
A tensão nos extremos de cada resistor do divisor é diretamente proporcional ao valor da sua resistência. Analisando as medições realizadas nos resistores, e observando a relação entre a queda de tensão e o valor do resistor, podemos concluir que os resistores de valor mais elevado causam uma alta tensão, enquanto os resisotres de valor mais baixo causam pequena queda de tensão. A queda de tensão, por sua vez, é diretamente proporcional ao valor da resistência.
Enquanto a tensão apresenta como característica ser diretamente proporcional, a corrente que circula em cada resistor é inversamente proporcional à resistência do mesmo. Podemos notar que, de acordo com a relação entre a corrente e o valor da resistência, o resistor de valor mais elevado deixa passar uma pequena corrente. Já no resistor de valor mais baixo, observamos que passa uma corrente maior.
REFERÊNCIAS
Hesnick, Robert Halliday e Krane Kenneth. Física, Livros técnicos e Científicos. Editora S.A. Rio-RJ, 1996. 
Sears, Francis Weston. Física, Livros Técnicos e Científicos. Rio de Janeiro, 1981. 
Purcell, E. Eletricidade e Magnetismo. Curso de Física de Berkeley, São Paulo, Edgard Blucher, 1973. 
Young & Freedman. Física, São Paulo, Addison Wesley, 2009 
http://www.ngsir.netfirms.com/englishhtm/Circuit.htm. Acesso em 20 de abril de 2014.