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A EXECUÇÃO INEFICAZ DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE DENTRO DO SISTEMA CARCERARIO BRASILEIRO

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Por meio da pesquisa realizada, observa-se que na verdade a privação de 
liberdade como pena adota com o inicio do capitalismo sempre foi eficaz, pois foi 
criada justamente para segregar o criminoso pobre, pois se não tem dinheiro, que 
perca o seu tempo e na atual concepção de mundo que vivemos, tempo é dinheiro. 
Porém com o passar dos tempos foram criadas outras finalidades para a mesma 
pena de prisão para que o Estado continuasse a tirar a liberdade do criminoso sem 
ser questionado pela sociedade. 
Por fim criou-se a finalidade de ressocializar o condenado e aí começou a se 
tornar ineficaz, pois para que esse objetivo seja alcançado e necessário que a pena 
privativa de liberdade produza efeitos positivos e para que isso ocorra é 
imprescindível que normas sejam respeitadas, pois a lei no papel existe, contudo, 
assim como muitas outras leis, não são cumpridas. 
 Além de o Estado não cumprir a lei com o intuito de devolver o apenado 
recuperado à sociedade, há outros fatores que contribuem ainda mais para o 
fracasso da pena privativa de liberdade. Como por exemplo, os estabelecimentos 
penitenciários totalmente sucateados, em péssimas condições, não oferecendo o 
mínimo de dignidade para o condenado cumprir sua pena, superlotados, onde a 
cada dia que passa há o ingresso de novos e retorno de velhos detentos. 
Observa-se também que outro fator que contribui um bom tanto para deixar 
a situação dos presídios ainda mais calamitosa são as facções criminosas que por 
vez se alimenta do tráfico de entorpecente, fazendo com que a população carcerária 
aumente extraordinariamente, seja pelo próprio crime de tráfico, previsto na lei de 
drogas, seja por crimes secundários, mas motivado pelo tráfico, ou seja uma das 
raízes da superpopulação carcerária no Brasil. 
Contudo diante da inércia do Poder Público, da falta de interesse político, há 
pessoas de bem que se preocupam com o assunto e que não medem esforços para 
que pelo menos os recuperando que tem interesse em voltar ao convívio da 
sociedade melhores de que quando entraram no presidio, tenha alguma chance. 
Para isso foi criado o método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos 
Condenados), de iniciativa não estatal que visa a ressocialização do individuo preso. 
É a luz no fim do túnel e nem tudo esta perdido. 
 
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