Direito Penal (parte geral)   Juarez Cirino dos Santos   6ª edição, 2014
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Direito Penal (parte geral) Juarez Cirino dos Santos 6ª edição, 2014

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Prof. Dr. Juarez Cirino dos Santos
Professor de Direito Penal da Universidade Federal do Paraná

DIREITO PENAL
Parte Geral

6ª edição
atualizada e ampliada

ICID
Curitiba - 20 14

ICPC CURSOS E EDIÇÕES LTDA.

PRESIDENTE CONSELHO EDITORIAL
Juarez Cirino dos Santos Ana Lúcia Sabadell

André Peixoto EDITOR CHEFE Dimitri Dimoulis
Juarez Cirino dos Santos Fabio Bozza

EDITORES
Jair Cirino dos Santos

Katie S. Cáceres Argüello
Mariane Martins C. dos San tos

AsSISTENTES EDITORIAIS

Flávio Cruz
Jacinto N. Miranda Coutinho
Jacson Zílio
J uarez Tavares
Maurício Stegemann Dieter
Nilo Batista

June Cirino dos Santos Rubens Casara

CAPA E DIAGRAMAÇÃO Saio de Carvalho
Rodrigo Michel Ferreira Vera Malaguti Batista

Vera Regina P. de Andrade

Dados internacionais de catalogação na publicação
Bibliotecária responsável: Mara Rejane V icente Teixeira

Santos, Juarez Cirino dos

Direito penal : parte geral I Juarez Cirino dos Santos. -
6. ed., ampl. e atual. - Curitiba, PR : ICPC Cursos e Edições,
2014.

739 p. ; 23 cm.
Bibliografia: p. 703-726
ISBN 978-85-98049-02-1

!. Direito penal. 2. Criminologia. 3. Política Criminal I. Título.
CDD (22ª ed.)

345.81

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A violação dos direitos aurorais é punível como crime, previsto no Código Penal e

na Lei de direitos autorais (Lei nº 9.610, de 19.02.1998).

©Copyright 2014 Impresso no Brasil I Printed in Brazil

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NOTA DO AUTOR PARA A 6ª EDIÇÃO

Apresentamos aos estudantes e professores de Direito Penal e
aos profissionais do Sistema de Justiça Criminal a 6ª edição do nosso
Direito Penal- Parte Geral, atualizada e ampliada.

Esta edição contém alguns aportes novos: na teoria da ação, uma
breve referência aos principais modelos sociológicos de ação; nos tipos
de omissão de ação, novas reflexões sobre problemas de legalidade da
omissão imprópria; na autoria e participação, delimitação do alcance
da teoria do domíno do fato e reestrut;uração da autoria mediata,
incluindo o uso de aparelhos de poder organizado; na teoria da pena,
descrição e crítica de dois discursos atuais: o discurso da integração/
prevenção, que pretende ser o novo fundamento do sistema penal, e
o discurso da política criminal atuarial, com sua proposta de incapa­
citação seletiva de grupos sociais perigosos.

Como sempre, os conceitos científicos e as ideias políticas do
livro partem do mesmo pressuposto: somente a democracia real pode
reduzir a violência estrutural e institucional de sociedades desiguais e
injustas e, desse modo, reduzir a violência pessoal de indivíduos de­
formados por condições sociais adversas, insuportáveis e insuperáveis
pelas vias próprias da relação capital/trabalho assalariado.

Enfim, a entusiástica recepção do livro poderia ser explicada pelo
propósito de descrever o estado atual da ciência do crime e da pena,
na sua relação crítica com as teorias políticas e sociais do capitalismo
contemporâneo, segundo o princípio lógico de Wittgenstein: em ge­
ral, tudo o que pode ser pensado, pode ser pensado claramente (Tractatus
logico-philosophicus, 4. 1 1 6) .

Curitiba, janeiro de 20 1 4.
fuarez Cirino dos Santos

111

SUMÁRIO

PRIMEIRA PARTE

TEORIA DA LEI PENAL

CAPÍTULO 1

DIREITO PENAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
I. Conceito de Direito Penal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. . ... . . . . . . . . . . . 3
II. Objetivos do Direito Penal . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . .. . . . ... . . ... . . . . . .... . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

1 . Objetivos declarados do discurso jurídico oficial . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . 5
2. Objetivos reais do discurso jurídico crítico . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6

2 . 1 . Direito Penal e desigualdade social. . . ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 O
2.2. Bem jurídico: ainda um conceito necessário . . . . . . . . . . . . . . . . 1 4

CAPÍTULO 2

PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . .. . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 9
I. Princípio da legalidade . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . ... . . . . . 20

1 . Proibição de retroatividade da lei penal ..... ........... .. . . . . .. . ... .... 2 1
2 . Proibição de analogia da lei penal (in malam partem) . .. . . . . . . . . 2 1
3 . Proibição do costume como fonte da lei penal... . . . . . .. . . . . . . . . . .. . . 22
4. Proibição de indeterminação da lei penal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

II. Princípio da culpabilidade . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 24
III. Princípio da lesividade . . . . .. . . . .. . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
IV Princípio da proporcionalidade . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
V Princípio da humanidade .. . . . . . . . . ... . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
VI. Princípio da responsabilidade penal pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 1

CAPÍTULO 3

VALIDADE DA LEI PENAL . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. . . . . . . . .. . . . .. . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33

A) VALIDADE DA LEI PENAL NO EsPAÇO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..... . . . . . . . . .. . . . . . . . . 34
I. O critério da territorialidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . .. . .. . . .. . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

V

1 . Conceito de território .................... . . ....................... . ............ 35
2 . Imunidades diplomáticas .... . . . .............................................. 36
3 . Navios e aviões públicos e privados ...................................... 37
4. Lugar do crime ........... . . . . ............ . . . ....................... . .. . . . . . . . . . . . . 39

II. Critério da extraterritorialidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
1 . Princípio da proteção ... . . . .......... . . . . . .................... .... . . ..... ...... . 40
2. Princípio da personalidade .. . .. ................. ........................ .. . . . 42
3 . Princípio da competência universal ..................................... . 43

III. Extradição ................................... . . . . .................................... . . . . . . . ... 4 5

B) VALIDADE DA LEI PENAL NO TEMPO ............................. . .. . . ...... . 47
I. O critério geral: princípio da l egalidade ............ ... . . .................. . .. . . . 47
II. O critério específico: lei penal mais benigna . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

1 . Leis penais em branco . . . . . . . . .. . ....... . . ............. ...... ................... 50
2. Leis penais temporárias e excepcionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
3 . Leis processuais penais . . .. . . . . ........ .. .......... ............ . . . . ............. 52
4 . Lei de execução penal . . . . .