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Comparativo Novo CPC vs. Antigo CPC

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determinada em razão da 
matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por 
convenção das partes. 
Art. 111. A competência em razão da matéria e da 
hierarquia é inderrogável por convenção das partes; 
mas estas podem modificar a competência em razão 
do valor e do território, elegendo foro onde serão 
propostas as ações oriundas de direitos e obrigações. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em 
razão do valor e do território, elegendo foro onde será 
proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
 
§ 1º A eleição de foro só produz efeito quando constar 
de instrumento escrito e aludir expressamente a 
determinado negócio jurídico. 
§ 1o O acordo, porém, só produz efeito, quando constar 
de contrato escrito e aludir expressamente a 
determinado negócio jurídico. 
§ 2º O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores 
das partes. 
§ 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores 
das partes 
§ 3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se 
abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, 
que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro 
de domicílio do réu. 
 
§ 4º Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da 
cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena 
de preclusão. 
 
Seção III Seção V 
Da Incompetência Da Declaração de Incompetência 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será 
alegada como questão preliminar de contestação. 
Art. 112. Argúi-se, por meio de exceção, a 
incompetência relativa. 
 Parágrafo único. A nulidade da cláusula de eleição de 
foro, em contrato de adesão, pode ser declarada de 
ofício pelo juiz, que declinará de competência para o 
juízo de domicílio do réu. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em 
qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser 
declarada de ofício. 
Art. 113. A incompetência absoluta deve ser declarada 
de ofício e pode ser alegada, em qualquer tempo e 
grau de jurisdição, independentemente de exceção. 
 § 1o Não sendo, porém, deduzida no prazo da 
contestação, ou na primeira oportunidade em que Ihe 
couber falar nos autos, a parte responderá 
integralmente pelas custas. 
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz 
decidirá imediatamente a alegação de 
incompetência. 
§ 2o Declarada a incompetência absoluta, somente os 
atos decisórios serão nulos, remetendo-se os autos ao 
juiz competente. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, 
os autos serão remetidos ao juízo competente. 
 
§ 4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, 
conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo 
juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o 
caso, pelo juízo competente. 
 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu 
não alegar a incompetência em preliminar de 
contestação. 
Art. 114. Prorrogar-se-á a competência se dela o juiz não 
declinar na forma do parágrafo único do art. 112 desta 
Lei ou o réu não opuser exceção declinatória nos casos 
e prazos legais. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser 
alegada pelo Ministério Público nas causas em que 
atuar. 
 
Art. 66. Há conflito de competência quando: Art. 115. Há conflito de competência: 
I – 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes; I - quando dois ou mais juízes se declaram competentes; 
II – 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, 
atribuindo um ao outro a competência; 
II - quando dois ou mais juízes se consideram 
incompetentes; 
III – entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia 
acerca da reunião ou separação de processos. 
III - quando entre dois ou mais juízes surge controvérsia 
acerca da reunião ou separação de processos. 
Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência 
declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a 
outro juízo. 
 
 
Quadro comparativo elaborado pela grupo de pesquisa do Prof. José Miguel Garcia Medina. 4.a versão (10.04.2015). É permitida a 
distribuição ou reprodução, total ou parcial, do presente trabalho, desde que a título gratuito e citada a fonte, sendo vedada sua 
comercialização. O quadro comparativo foi elaborado com base em informações colhidas nas versões dos projetos disponíveis 
no site do Senado Federal e nos textos das Leis 5.869/1973 e 13.105/2015 disponíveis no site da Presidência da República. Sugestões 
poderão ser enviadas para novocpc@medina.adv.br. 
11 
CPC/2015 CPC/1973 
 Art. 117. Não pode suscitar conflito a parte que, no 
processo, ofereceu exceção de incompetência. 
 Parágrafo único. O conflito de competência não obsta, 
porém, a que a parte, que o não suscitou, ofereça 
exceção declinatória do foro. 
 Art. 118. O conflito será suscitado ao presidente do 
tribunal: 
 I - pelo juiz, por ofício; 
 II - pela parte e pelo Ministério Público, por petição. 
 Parágrafo único. O ofício e a petição serão instruídos 
com os documentos necessários à prova do conflito. 
 Art. 119. Após a distribuição, o relator mandará ouvir os 
juízes em conflito, ou apenas o suscitado, se um deles for 
suscitante; dentro do prazo assinado pelo relator, 
caberá ao juiz ou juízes prestar as informações. 
 Art. 120. Poderá o relator, de ofício, ou a requerimento 
de qualquer das partes, determinar, quando o conflito 
for positivo, seja sobrestado o processo, mas, neste caso, 
bem como no de conflito negativo, designará um dos 
juízes para resolver, em caráter provisório, as medidas 
urgentes. 
 Parágrafo único. Havendo jurisprudência dominante do 
tribunal sobre a questão suscitada, o relator poderá 
decidir de plano o conflito de competência, cabendo 
agravo, no prazo de cinco dias, contado da intimação 
da decisão às partes, para o órgão recursal 
competente. 
 Art. 121. Decorrido o prazo, com informações ou sem 
elas, será ouvido, em 5 (cinco) dias, o Ministério Público; 
em seguida o relator apresentará o conflito em sessão 
de julgamento. 
 Art. 122. Ao decidir o conflito, o tribunal declarará qual 
o juiz competente, pronunciando-se também sobre a 
validade dos atos do juiz incompetente. 
 Parágrafo único. Os autos do processo, em que se 
manifestou o conflito, serão remetidos ao juiz declarado 
competente. 
 Art. 123. No conflito entre turmas, seções, câmaras, 
Conselho Superior da Magistratura, juízes de segundo 
grau e desembargadores, observar-se-á o que 
dispuser a respeito o regimento interno do tribunal. 
 Art. 124. Os regimentos internos dos tribunais regularão o 
processo e julgamento do conflito de atribuições entre 
autoridade judiciária e autoridade administrativa. 
CAPÍTULO II 
DA COOPERAÇÃO NACIONAL 
Art. 67. Aos órgãos do Poder Judiciário, estadual ou 
federal, especializado ou comum, em todas as 
instâncias e graus de jurisdição, inclusive aos tribunais 
superiores, incumbe o dever de recíproca cooperação, 
por meio de seus magistrados e servidores. 
 
Art. 68. Os juízos poderão formular entre si pedido de 
cooperação para prática de qualquer ato processual. 
 
Art. 69. O pedido de cooperação jurisdicional deve ser 
prontamente atendido, prescinde de forma específica 
e pode ser executado como: 
 
I – auxílio direto; 
II – reunião ou apensamento de processos; 
III – prestação de informações; 
IV – atos concertados entre os juízes cooperantes. 
§ 1º As cartas de ordem, precatória e arbitral seguirão o 
regime previsto neste Código. 
 
 
Quadro comparativo elaborado pela grupo de pesquisa do Prof. José Miguel Garcia Medina. 4.a versão (10.04.2015). É permitida a 
distribuição ou reprodução, total ou parcial, do presente trabalho, desde que a título gratuito e citada a fonte, sendo vedada sua 
comercialização.