Aula Toxo e rubéola UFOP 2013
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Aula Toxo e rubéola UFOP 2013

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Diagnóstico sorológico das principais infecções
 Débora Andrade
Medicina Laboratorial

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Toxoplasmose: sorologia
Método primário de diagnóstico: demonstração dos anticorpos específicos para o Toxoplasma gondii, uma vez que a demonstração do parasito em tecidos traz dificuldades para realização da rotina laboratorial.

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Toxoplasmose: sorologia –
Ensaios para diagnóstico
Características:
Evidenciação do antígeno ou anticorpo;
As metodologias devem ter ótimas sensibilidade e especificidade;
Exeqüíveis na grande maioria dos laboratórios;
Preferencialmente quantitativos para avaliação de tratamento ou cura.

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Toxoplasmose: sorologia –
Problemas na interpretação
Alta prevalência de anticorpos em grande número de indivíduos;
Altos títulos de anticorpos persistentes em pessoas saudáveis;
Resultados falso positivo e falso negativo nos principais kits do mercado.

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Toxoplasmose recente
Transição
Toxoplasmose latente

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Perfis e marcadores sorológicos
O aparecimento de anticorpos para o Toxo-plasma, assinalado pela soroconversão dos testes sorológicos, de negativos para positi-vos, traduz a resposta humoral à infecção recém-adquirida. As curvas de ascenção e queda de títulos dos diferentes anticorpos obedecem a ritmos diversos, o que vem caracterizar 3 perfis sorológicos sucessivos.

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Toxoplasmose recente
Este perfil sorológico caracteriza-se pela presença de vários anticorpos(IgM, IgA e IgE) e os da classe IgG são de baixa afinidade ou avidez, detectada pelo ELISA-uréia, ou pela diferencial entre títulos significativamente mais altos nos testes de IFI ou ELISA do que nos testes de HAI.

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Transição
Evolução da recente para um perfil soroló-gico de transição, com níveis elevados de IgG, de avidez crescente, mostrando títulos hemaglutinantes tendendo a se igualar aos testes com anticorpos marcados. Estão ausentes os anticorpos IgA e IgE, assim como os IgM, estes ocasionalmente em baixos títulos.

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Latente
Progressivamente , este quadro sorológico dá lugar ao perfil de infecção latente ou crônica, que em geral se mantém por toda a vida, com anticorpos IgG de baixos títulos e de alta avidez, ausentes os anticorpos de outros isotipos, ainda que ocasionalmente se encontrem resíduos de IgM. A transição da infecção recente para a latente é +/- lenta, dependendo do estado imunitário do paciente.

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Toxoplasmose: sorologia
Teste de Sabin-Feldman para IgG;
Elisa: IgM, IgG, IgA e IgE;
Ensaio de aglutinação: IgE e IgG;
Imunofluorescência indireta: IgG e IgM.

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Imunofluorescência Indireta
para IgG
É amplamente utilizado por ser mais fácil e econômico que o teste de neutralização;
Falsos positivos podem ocorrer (soros com anticorpos antinucleares);
Falsos negativos: em soros com baixos títulos de IgG.

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Imunofluorescência Indireta
para IgM
IgM: aparece na primeira semana de infecção;
Títulos aumentam rapidamente desaparecendo em poucos meses, podendo permanecer baixos por 1 ano ou mais;
Falso positivo: anticorpos antinucleares e fator reumatóide.
Falso negativo: anticorpos bloqueadores( IgG). Tratar o soro com IgM polimerizada.

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Sorologia: Elisa
É o método mais largamente utilizado para demonstrar anticorpos IgG e IgM;
Facilmente automatizáveis e exeqüíveis em larga escala;
Anticorpos IgM podem aparecer precocemente e declinam mais rapidamente do que os do tipo IgG.

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Elisa: IgM para Toxoplasmose
IgM:
Diagnóstico da fase aguda da infecção;
Auxílio para determinação de infecção na gestação ou antes dela.

Problemas na interpretação – IgM:
Títulos que persistem por anos;
Resultados falso positivos.
Usar IgA

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Elisa: IgM para Toxoplasmose
Falso positivo:
Presença de fator reumatóide que interfere com IFI ou Elisa convencional;
Reação cruzada com outros antígenos de Toxoplasma gondii;
Doenças auto-imunes;
Neoplasias.

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Caso clínico

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Caso clínico 1

SM,28 anos,sexo feminino
Grávida de 4 semanas

HD:?
HP: viagem há 3 semanas
 com ingestão de carne crua(churrasco)
15/01/06

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Caso clínico: evolução

12/04/06
15/01/06
Tratamento:espiramicina

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Toxoplasmose congênita
Resulta de infecção aguda, normalmente assintomática;
Adquirida pela mãe durante a gestação;
Em casos raros: 6 a 8 semanas antes da gestação.

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Toxoplasmose congênita : definição
Doenças mais severas: infecção da mãe no primeiro ou segundo trimestre gestacional;
Terceiro trimestre: infecção subclínica que sem tratamento, em 85% dos casos leva `a manifestação da doença, particularmente, coriorretinite.

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Toxoplasmose congênita
Período de maior risco de infecção congênita: entre 10a e 24a semanas;
Após a 26a semana: redução acentuada de risco
Tratamento com espiramicina: reduz a incidência da infecção congênita em até 60%, quando realizado na concepção ou nas duas primeiras semanas.

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Toxoplasmose congênita:
Sinais e sintomas
Abortos espontâneos;
Partos prematuros;
Anormalidades do SNC;
Coriorretinite, cegueira;
Calcificações intracranianas;
Hepatoesplenomegalia;
Linfadenopatia.

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Rotina pré-natal
IgG- IgM+
IgA
IgG+ IgM+
Tratar a
Gestante;
Propedêutica
fetal
Repetir
sorologia
em 15 dias
IgM falsa+
Orientações
Sorologia
 trimestrais
IgA+
IgA-
Infecção
aguda
IgG- IgM+
Infecção
aguda
Tratar a
Gestante;
Propedêutica
fetal

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Caso clínico 2

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Caso clínico 2

JARM,35 anos,sexo feminino
QC: cansaço,linfadeno-megalia

HD:?

25/08/06

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Caso clínico 2

25/08/06
22/06/06
Grávida de 4 semanas
HD:?
Teste de Avidez de IgG

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Caso clínico: evolução

01/03/07
11/10/06

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Testes de Avidez à IgG
É um procedimento laboratorial que permite estimar o período aproximado no qual ocorreu a infecção.

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Teste de Avidez
A afinidade ou avidez com que os anticor-pos IgG ligam-se a seus respectivos antíge-nos pode ser avaliada pela maior ou menor facilidade de quebra dessa ligação. Mede-se por um teste ELISA-IgG modificado, pela dissociação dos complexos formados e libe-ração dos anticorpos de baixa avidez, por meio de uma solução caotrópica, a uréia 6M

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Teste de avidez
Para este fim, após incubação do soro na placa, esta é lavada coma solução de uréia e, em seguida, prossegue-se a reação pela incubação com o conjugado enzimático. Uma baixa avidez é indicada por acentuada diminuição do título com relação ao título original sem o tratamento pela uréia. O resultado é expresso pela % de IgG rema-nescente, dada por: título pu/título su x 100

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Testes de Avidez à IgG
É baseado na observação que durante a infecção aguda por T. gondii, anticorpos IgG se ligam fracamente (baixa avidez) aos antígenos, enquanto que nos pacientes infectados cronicamente, aparecem anticorpos com ligação forte (alta avidez).
A mudança de baixa para alta avidez ocorre dentro de 6 meses, o que torna o teste apto para discriminar as infecçoes agudas das crônicas de melhor maneira do que avaliação de IgM.

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Testes de Avidez à IgG
Alta avidez (> 60%): infecção crônica;
Entre 30 e 60%: período de infecção não definível;
Baixa avidez (< 30%): infecção aguda ou há menos de 3 meses (recente);
OBS: a mudança de baixa para alta avidez ocorre dentro de 6 meses na maioria dos pacientes (melhor que teste de IgM).

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Testes de Avidez à IgG:
utitilidade clínica
Presença de anticorpos de ALTA avidez em gestação precoce – Interpretação: A infecção primária ocorreu num passado mais remoto (mais de 3 a 5 meses), portanto caracterizando infecção recente, mas não aguda, o que diminuiria os riscos para o concepto.

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Testes de Avidez à IgG:
utitilidade clínica
Presença de anticorpos de BAIXA avidez em gestação precoce – Interpretação: A infecção primária ocorreu a menos de 3 meses, portanto caracterizando infecção aguda, e que pode trazer risco potencial para o concepto.

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Testes de Avidez à IgG:
Vantagens:
Discriminam