Manual de Contabilidade Societária 2018 3ª edição
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Manual de Contabilidade Societária 2018 3ª edição

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CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

Manual de contabilidade societária : aplicável a todas as sociedades: de acordo com as normas
internacionais e do CPC / Ernesto Rubens Gelbcke ... [et al.]. – 3. ed. – São Paulo: Atlas, 2018.

Inclui bibliografia e índice
ISBN 978-85-97-01615-4

1. Contabilidade. 2. Sociedades comerciais. I. Gelbcke, Ernesto Rubens. II. Título.

18-47730 CDD-657

Prefácio à Terceira Edição

Em 1977, logo após a revolução contábil do século XX no Brasil trazida
pela edição da Lei das S.A. (no 6.404/76), a Fipecafi foi procurada pela CVM
para editar o Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, já que
praticamente tudo o que havia de novidade em matéria contábil nessa lei
vinha sendo pesquisado e ensinado no Departamento de Contabilidade e
Atuária da FEA/USP. E aquele Manual nasceu em 1978, passando a servir
como fonte de consulta dos profissionais de contabilidade, auditoria e análise
de balanços, acabando por se transformar também em livro didático e
trabalho de referência.

A partir principalmente de 1990, com a criação da Comissão Consultiva
de Normas Contábeis da CVM (presença, além da CVM, da Fipecafi, do
Ibracon, do CFC, da Apimec e da Abrasca), essa autarquia passou a emitir
um grande conjunto de normas já convergentes às do IASB, dentro dos

limites que a Lei permitia, e aquele Manual as foi incorporando ao longo de
várias edições. Diversas outras evoluções foram também sendo inseridas.

Com a edição das Leis nos11.638/07 e 11.941/09 (esta transformando em
lei a MP no 449/08) e com a criação do CPC – Comitê de Pronunciamentos
Contábeis – em 2005, produziu-se, durante 2008 e 2009, enorme conjunto de
novas normas, aprovadas pela CVM, pelo CFC e outros órgãos reguladores,
agora com a convergência completa às Normas Internacionais de
Contabilidade (IASB). Com essa participação do Conselho Federal de
Contabilidade, está-se tendo a expansão das normas, que antes atingiam
apenas as sociedades anônimas abertas e as sociedades de grande porte, para
praticamente todas as entidades no Brasil, com exceção das microempresas e
empresas de pequeno porte, que podem optar pela Res. no 1.418/12. O Banco
Central do Brasil, apesar de ter sido a primeira entidade a utilizar de forma
completa as normas do IASB em 2006, até hoje não as expandiu às entidades
que regula, a não ser para o caso de demonstrações consolidadas adicionais
por parte dos grandes bancos. De qualquer forma, essas normas do IASB são
a grande revolução contábil deste século no nosso país (no século XX foi a
Lei das S.A., a de no 6.404/76).

Em função de tão grande transformação, a Fipecafi deliberou por cessar
a edição daquele Manual em 2010 e produzir este outro, totalmente conforme
os Pronunciamentos, as Interpretações e as Orientações do CPC e conforme
as Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB. E ao grupo
de autores do Manual anterior agregou-se o Prof. Ariovaldo dos Santos, que
também tem dedicado enorme parte de sua vida como profissional e como
acadêmico ao desenvolvimento da contabilidade brasileira. E, em 2013,
emitiu a segunda edição deste novo Manual, atualizando e utilizando a
experiência das práticas contábeis novas adotadas a partir de 2010.

A Lei no 11.941/09, corroborando a de no 11.638/07, criou o RTT –
Regime Tributário de Transição, fazendo que, para efeitos fiscais,
prevalecessem as normas contábeis vigentes em 31/12/07, ou seja, as novas

normas contábeis não surtiram quaisquer efeitos tributários durante um bom
período. Em 2014, convertendo a MP no 627/13, nasceu a Lei no 12.973, que
normatizou fiscalmente as novas normas contábeis até então emitidas, dando
efeitos fiscais a algumas, e definitivamente mantendo ou dando outros
critérios fiscais para outras normas. E determinou a Lei no 12.973,
novamente, que a neutralidade fiscal continuasse, ou seja, que nenhuma nova
norma contábil tivesse qualquer efeito fiscal sem que nova Lei se alterasse. E
de lá para cá convivemos com a Receita Federal se pronunciando para os
casos em que novas normas não produzem novos efeitos fiscais, e a Lei
precisando mudar para o caso de novas normas virem a ter efeitos tributários.

Um conjunto relativamente pequeno de normas foi emitida e entrou em
vigência a partir da segunda edição. O que houve foram muitas revisões das
normas anteriores. Na verdade, nenhum novo Pronunciamento desde 2013,
segunda edição deste Manual, 2 novas Interpretações e 2 novas Orientações,
mas 12 revisões de normas anteriores. Uma boa folga para a sedimentação de
todo esse conjunto emitido tão rapidamente em 2008 e 2009.

Mas, para 2018, entram em vigência duas novas normas relevantíssimas:
o CPC 47, sobre Receitas com Clientes, e o CPC 48, sobre Instrumentos
Financeiros. E em 2019 passa a vigorar o novo CPC 06, sobre Arrendamento
Mercantil (incluindo aluguéis e outros contratos de direito de uso de ativos).
Com isso, atualiza-se o Manual, emitindo-se esta terceira edição. Assim, esta
edição modifica basicamente os assuntos de reconhecimento de receitas de
operações de vendas de bens e serviços, os relativos à classificação e
mensuração de instrumentos financeiros, cuida dos efeitos das mudanças
ocorridas nas normas antigas e já antecipa a matéria relativa aos
arrendamentos, aluguéis e outros contratos de direito de uso de ativos, apesar
de sua vigência, como dito, ser para 2019. Há outra norma emitida pelo IASB
sobre Seguros, mas que entrará em vigência a partir de 2021; esta não está
sendo cuidada agora.

Nós, os Autores e a Fipecafi, acreditamos estar contribuindo para a

elevação da informação contábil das nossas empresas e para a elevação do
profissional de Contabilidade a um patamar de qualidade ímpar. A linguagem
contábil é universal, e, com a globalização dos negócios, tornou-se por
demais importante para todos os países, não podendo mais ser praticada por
cada um conforme seus próprios desejos. Aliás, tudo o que é relevante e se
globaliza se obriga, cada vez mais, a um processo de convergência mundial
para facilitar a comunicação, o entendimento, a análise, o uso, enfim, para
qualquer finalidade. Se isso é relevante até no mundo esportivo (imagine-se o
futebol praticado com regras diferentes em cada país, ou dentro de um país
em regiões diferentes – como chegou a ser praticada a Contabilidade em
alguns países), imagine-se no mundo dos negócios. Com a Contabilidade não