A Volta do Parafuso (Edicao Bil   Henry James

A Volta do Parafuso (Edicao Bil Henry James


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 COPYRIGHT 2004-2012 BY EDITORA LANDMARK LTDA.
 A EFICÁCIA DO PARAFUSO
 A VOLTA DO PARAFUSO
 Prefácio
 Capítulo I
 CAPÍTULO 2
 CAPÍTULO 3
 CAPÍTULO 4
 CAPÍTULO 5
 CAPÍTULO 6
 CAPÍTULO 7
 CAPÍTULO 8
 CAPÍTULO 9
 CAPÍTULO 10
 CAPÍTULO 11
 CAPÍTULO 12
 CAPÍTULO 13
 CAPÍTULO 14
 CAPÍTULO 15
 CAPÍTULO 16
 CAPÍTULO 17
 CAPÍTULO 18
 CAPÍTULO 19
 CAPÍTULO 20
 CAPÍTULO 21
 CAPÍTULO 22
 CAPÍTULO 23
 CAPÍTULO 24
 THE TURN OF THE SCREW
 PREFACE
 CHAPTER 1
 CHAPTER 2
 CHAPTER 3
 CHAPTER 4
 CHAPTER 5
 CHAPTER 6
 CHAPTER 7
 CHAPTER 8
 CHAPTER 9
 CHAPTER 10
 CHAPTER 11
 CHAPTER 12
 CHAPTER 13
 CHAPTER 14
 CHAPTER 15
 CHAPTER 16
 CHAPTER 17
 CHAPTER 18
 CHAPTER 19
 CHAPTER 20
 CHAPTER 21
 CHAPTER 22
 CHAPTER 23
 CHAPTER 24
 HENRY JAMES
 
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 HENRY JAMES
 A VOLTA DO PARAFUSO
 THE TURN OF THE SCREW
 EDIÇÃO BILÍNGUE
 
 
 
 
 
 EDITORA LANDMARK
 2012
 
 
 
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 COPYRIGHT 2004-2012 BY EDITORA LANDMARK LTDA.
 Primeira edição: THE TURN OF THE SCREW : William Heinemann Publishing Company, Londres: 13 de Outubro de 1898
 Publicado inicialmente em série: THE TURN OF THE SCREW: Collier\u2019s Weekly: An Illustrated Journal em 1898
 DIRETOR EDITORIAL: FABIO CYRINO
 DIAGRAMAÇÃO E CAPA: ARQUÉTIPO DESIGN+COMUNICAÇÃO
 TRADUÇÃO E NOTAS: FRANCISCO CARLOS LOPES
 REVISÃO: FRANCISCO DE FREITAS
 
 DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)
 (CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, CBL, SÃO PAULO, BRASIL )
 JAMES, HENRY (1843-1916)
 A VOLTA DO PARAFUSO - THE TURN OF THE SCREW /
 HENRY JAMES; {TRADUÇÃO, INTRODUÇÃO E NOTAS FRANCISCO CARLOS LOPES}
 - - SÃO PAULO: EDITORA LANDMARK, 2004.
 TÍTULO ORIGINAL: THE PICTURE OF DORIAN GRAY
 EDIÇÃO BILÍNGUE: PORTUGUÊS / INGLÊS
 ISBN 85-88781-14-X: 1a edição: 2004
 ISBN 85-88781-23-9: 2a edição: 2005
 ISBN 978-85-8070-001-5: 3a edição: 2011
 E-ISBN 978-85-88781-71-9
 1. Romance norte-americano I. Lopes, Francisco Carlos II. Título III. Título: The turn of the screw
 04-0540 CDD: 813
 ÍNDICES PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO:
 1. ROMANCES: LITERATURA NORTE-AMERICANA 813
 
 TEXTOS ORIGINAIS EM INGLÊS DE DOMÍNIO PÚBLICO. RESERVADOS TODOS OS DIREITOS DESTA TRADUÇÃO E PRODUÇÃO.
 NENHUMA PARTE DESTA OBRA PODERÁ SER REPRODUZIDA ATRAVÉS DE QUALQUER MÉTODO, NEM SER DISTRIBUÍDA E/OU ARMAZENADA EM SEU TODO, OU EM PARTES, ATRAVÉS DE MEIOS ELETRÔNICOS, SEM PERMISSÃO EXPRESSA DA EDITORA LANDMARK, CONFORME LEI N° 9610, DE 19 de fevereiro de 1998.
 
 EDITORA LANDMARK
 RUA ALFREDO PUJOL, 285 - 12° ANDAR - SANTANA
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 IMPRESSO NO BRASIL
 PRINTED IN BRAZIL
 2012
 
 
 
 
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 A EFICÁCIA DO PARAFUSO
 A Volta do Parafuso \u2013 The Turn of the Screw \u2013 de Henry James, foi primeiramente publicado em formato de folhetim, em edições do jornal Collier\u2019s Weekly, em 1898. Enquadra-se bem no gênero novela, em que Henry James foi particularmente bem-sucedido, constituindo um paradigma desse formato \u201ccurto demais para ser um romance e longo demais para ser um conto\u201d.
 Fez enorme sucesso e tornou-se um dos trabalhos mais populares do autor, mas, provocou polêmica, porque nunca ficou claro se a preceptora, que narra a história de um casal de crianças possuído pelos espíritos de um criado de quarto e uma antecessora de sua função num casarão antigo em Bly, interior da Inglaterra, viu os espíritos de fato ou os fantasiou. Pelo viés da análise freudiana da reprimida sexualidade da era vitoriana, a preceptora, cheia de romantismo exaltado e sem experiência sexual alguma, podia ser vista como narradora altamente \u201csuspeita\u201d.
 Com sua carga de sugestividade e seu poder de causar calafrios, no entanto, A Volta do Parafuso tornou-se um modelo de narrativa de terror psicológico e foi adaptada para o cinema em 1961, pelo diretor inglês Jack Clayton, com roteiro de William Archibald e Truman Capote. O filme foi denominado Os Inocentes e é considerado um dos mais belos exercícios de terror psicológico já feitos no cinema, além de constituir um vigoroso exemplo de adaptação cinematográfica bem-sucedida de uma obra-prima literária.
 
 \u201cSinistra e peçonhenta\u201d
 Fazer sinopse da história contada por um clássico muitíssimo conhecido é tolo, mas é preciso levar em conta o pouco que se lê no Brasil e que há muita gente nova para quem essa novela, embora muito citada, pode ser solenemente desconhecida.
 Eis a situação: uma mulher jovem, solteira, filha de um pároco de um vicariato rural, vai a Londres atender a um anúncio em que se oferece emprego para uma preceptora. O tio de um casal de crianças órfãs, solteiro, bonitão e mundano, precisa de uma moça para cuidar dos pequenos, que são, para ele, um grande incômodo. O que ele exige? Que a moça que se dispuser ao trabalho vá para uma propriedade, Bly, no interior da Inglaterra, e fique lá, cuidando das crianças, sem aborrecê-lo de modo algum com os problemas, podendo \u2013 na verdade, devendo \u2013 resolver tudo sem que a vida brilhante dele em Londres seja perturbada. É uma exigência absurda e egoísta, mas ele é encantador, percebe que ela é suscetível a esse encanto e um contrato obviamente chantagista é feito. Ela rumará para a propriedade, fará amizade com uma servidora rude e confiável, descobrirá que as crianças são excepcionalmente inteligentes e belas. Até que certas verdades, nada agradáveis, começarão a aparecer.
 Isso ajuda e é pouquíssimo. Em Henry James, a trama pode ser pequena ou nenhuma, visto que o decisivo é a maneira pela qual é narrada. E, nesse caso, estamos diante de uma arapuca finamente armada: a narrativa, decididamente, é suspeita. No preâmbulo, estamos em uma sala vitoriana em que uma história de fantasmas foi contada e um seu ouvinte promete ao grupo atento que tem uma muito mais terrível para narrar, excitando a todos. As suspeitas podem começar já aí, visto que esse narrador \u2013 que faz da coisa um teatro bem calculado \u2013 aparece sob as luzes duvidosas da manipulação e está envolvido pessoalmente com a coisa. É mais indireto: a história aconteceu com uma mulher que foi governanta de sua irmã e que ele conheceu quando pequeno. Na verdade, apaixonou-se por ela. E ela \u2013 naturalmente, a jovem que pegou a vaga de preceptora a que nos referimos \u2013 lhe deixou o manuscrito em que conta tudo.
 É preciso acreditar na fidelidade desse manuscrito. Mas, pode-se duvidar à vontade, na medida em que se vai conhecendo a narrativa da preceptora. Tem-se a impressão de um mecanismo de sedução que gira em muitas direções \u2013 tudo é extremamente ambíguo, tudo está implicado em alguma outra coisa e a narrativa tem que ser já vista como algo que nasce sob o signo da arbitrariedade \u2013 dos personagens e do autor.
 Essa preceptora é um dos personagens mais