controle e qulidade de imagem
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FORMAÇÃO E QUALIDADE DA IMAGEM 
EM SISTEMA FILME-ÉCRAN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Formação e Qualidade da Imagem 
Imagens radiográficas feitas em filmes são avaliadas com base em quatro fatores de 
qualidade. Estes quatro fatores primários de qualidade consistem em: DENSIDADE, 
CONTRASTE, DETALHE e DISTORÇÃO. 
A densidade do filme radiográfico é definida como a quantidade de escurecimento na 
radiografia processada. Quando se olha uma radiografia com alta densidade, menos luz é 
transmitida através da imagem. 
 
DENSIDADE E FATORES DE CONTROLE 
 
O fator de controle primário da densidade do filme é o mAs (miliampére por segundo). O 
mAs controla a densidade por meio do controle da quantidade de radiação emitida pelo tubo 
de raios X e duração da exposição. A relação pode ser descrita como linear, para nossos 
propósitos; dobrando o mAs, dobraremos a quantidade/duração dos raios X emitidos, 
dobrando, desse modo, a densidade no filme. 
A distância da fone dos raios X do receptor de imagem, ou distância fonte receptor de 
imagem (DFR), também apresenta um efeito na densidade radiográfica de acordo com a lei 
do inverso do quadrado. Se a DFR é dobrada, no receptor de imagem (RI, representado pelo 
cassete do filme ou dispositivo de aquisição digital), reduzindo então a densidade 
radiográfica por um quarto. Uma DFR padrão geralmente é usada para diminuir essa 
variável.Outros fatores que influenciam a densidade em um exame em filme incluem Kv, 
espessura da região, tempo e temperatura do revelador, razão do gradeamento e velocidade 
filme-écran. 
 
 
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Efeito de inclinação anódica 
A intensidade da radiação emitida pela extremidade do catodo do tubo de raios X é maior 
que aquela emitida pela extremidade do anodo; este fenômeno também é conhecido como 
efeito de inclinação anódica,efeito anódio, heel effect e efeito talão. Ocorre a maior 
atenuação ou absorção dos raios X na extremidade do anodo devido ao ângulo deste; os 
raios X emitidos mais do interior do anodo precisam percorrer mais material anódico antes 
de saírem; logo serão atenuados. 
Estudos mostram que a diferença de intensidade da extremidade do catodo para a do 
anodo do campo de raios X, quando um receptor de imagem de 17 polegadas (43 cm) é 
usado a uma DFR de 100 centímetros (1metro), pode ter uma variação de até 45%, 
dependendo do ângulo do anodo. Esse efeito é mais pronunciado quando a DFR é curta e um 
campo de tamanho grande é usado. 
A aplicação do efeito de inclinação anódica à prática clínica ajudará o tecnólogo a obter 
imagens de qualidade de regiões do corpo que exibem variação significativa de espessura ao 
longo do eixo longitudinal do campo de raios X. O paciente deverá ser posicionado para que 
a porção mais espessa da região esteja na extremidade do catodo do tubo de raios X e a 
porção mais fina esteja sob o anodo. O abdome, coluna torácica e ossos longos dos membros 
são exemplos de estruturas que variam de espessura o suficiente para requererem o uso 
correto do efeito anódio. 
 
 
 
 
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Filtros de Compensação 
Conforme discutido na seção anterior, regiões do corpo de densidade anatômica variável 
podem resultar em uma imagem parcialmente superexposta ou subexposta, porque as 
regiões anatômicas atenuarão o feixe de forma diferenciada. Este problema pode ser 
resolvido pelo uso de filtros de compensação, os quais filtram uma porção do feixe primário 
através da porção fina ou menos densa do corpo que está em exame. 
Vários tipos de filtros de compensação estão em uso; a maioria é feita de alumínio; 
entretanto alguns podem incluir plástico. O tipo de filtro de compensação usado pelo 
tecnólogo dependerá da indicação clínica. Filtros de compensação de uso comum incluem: 
 
\uf0d8 Filtro em Cunha; 
\uf0d8 Filtro em Canal; 
\uf0d8 Filtro Bumerangue. 
 
O filtro em cunha é acoplado ao colimador; a porção mais larga da cunha é colocada na 
porção menos densa da anatomia, igualando as densidades. Este filtro possui numerosas 
indicações. Algumas das mais comuns incluem a incidência AP do pé, AP da coluna torácica e 
perfil axial do quadril. 
 
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O filtro em canal também é acoplado ao colimador e usado em exames do tórax. As 
porções periféricas mais espessas do filtro são colocadas para corresponder aos pulmões 
anatomicamente menos densos. A porção mais fina corresponde ao mediastino. 
O filtro em bumerangue é posicionado atrás do paciente e usado principalmente para 
radiografias do ombro e coluna torácica superior, onde proporciona melhor visualização das 
partes moles na região superior do ombro e coluna torácica superior. 
 
CONTRASTE 
 
Contraste radiográfico é definido como a diferença de densidade em áreas adjacentes em 
uma imagem radiográfica. Quando a diferença de densidade é grande o contraste é alto e 
quando é pequena, o contraste é baixo. O contraste pode ser descrito como de longa escala 
ou escala curta, referindo-se à variação total das densidades ópticas da porção mais clara 
para a mais escura da imagem radiográfica. 
O contraste permite que seja visualizado o detalhe anatômico em uma imagem. Por isso, é 
importante um contraste otimizado, além de ser essencial uma compreensão do contraste 
para avaliação da imagem. 
Um contraste alto ou baixo não é necessariamente bom ou mau por si só. Por exemplo, 
contraste baixo (de longa escala) é preferível nas imagens radiográficas do tórax. Muitos tons 
de cinza são necessários para a visualização da trama pulmonar. 
 
Fatores de Controle do Contraste 
 
O fator de controle primário, para o contraste baseado no filme, é a kilovoltagem Kv. O Kv 
controla a energia ou poder de penetração do feixe primário de raios X. Quanto mais alto o 
kilovolt, maior energia e mais uniforme será a interação do feixe de radiação nas variadas 
densidades de massa de todos os tecidos. Portanto, um Kv mais alto produz menor variação 
na atenuação (absorção diferencial) resultando em um contraste menor entre os órgãos \u2013 
baixo contraste. 
O kilovolt é também o fator de controle secundário da densidade. Um valor mais alto 
resultando em raios X mais numerosos e de maiores energias determina que uma maior 
intensidade alcance o receptor de imagem, com o aumento correspondente na densidade 
global. 
Uma regra geral revela que um aumento de 15% no valor da kilovoltagem aumentará a 
densidade no filme radiográfico num efeito semelhante à duplicação do mAs \u2013 regra dos 15% 
ou 10 kv. Portanto, na variação mais baixa de Kv como 50 a 70 Kv, um aumento para 8 a 10 
será necessário para dobrar a densidade (equivalente a dobrar o mAs). A importância disso 
está relacionada à proteção radiológica, já que quando o Kv é aumentado o mAs poderá ser 
diminuído, resultando em menor quantidade de radiação absorvida pelo paciente. 
 
 
 
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Outros fatores que afetam o contraste são: 
 
\uf0d8 Quantidade de radiação secundária no receptor filme-écran \u2013 radiação que sofreu 
mudança de direção e intensidade como resultado da interação com o paciente. A 
quantidade de radiação secundária produzida depende da intensidade do feixe de raios 
X, quantidade de tecido irradiado e espessura do tecido; 
\uf0d8 Uso adequado do colimador