ApostilaCLETO SPII Maio2008
73 pág.

ApostilaCLETO SPII Maio2008


Disciplina<strong>produ</strong>1 materiais
Pré-visualização23 páginas
See discussions, stats, and author pro\ufb01les for this publication at: https://www.researchgate.net/publication/307512004
APOSTILA DA DISCIPLINA PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO
Research · August 2016
DOI: 10.13140/RG.2.2.25738.47046
CITATIONS
0
1 author:
Some of the authors of this publication are also working on these related projects:
GESTÃO DA PRODUÇÃO View project
Marcelo Gechele Cleto
Universidade Federal do Paraná
33 PUBLICATIONS   18 CITATIONS   
SEE PROFILE
All content following this page was uploaded by Marcelo Gechele Cleto on 31 August 2016.
The user has requested enhancement of the downloaded \ufb01le.
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ 
SETOR DE TECNOLOGIA 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA 
PRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcelo Gechele Cleto, Dr. Eng. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maio de 2008 
 
 
 
MARCELO G. CLETO - PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO 
 
 
ii 
 
 
 
 
Apresentação 
 
Este trabalho nasceu do interesse em se organizar conteúdos apresentados nas aulas 
ministradas na disciplina POP \u2013 Planejamento e Organização da Produção, TM 208 do 
Curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Paraná. É direcionado para 
médias e grandes empresas, embora possa ser aplicado com os devidos ajustes às micro 
e pequenas empresas. 
 
 
 
 
Objetivos 
 
Seus objetivos são: 
a) apresentar conceitos e técnicas relevantes para a adequada gestão das atividades 
industriais; 
b) apresentar e discutir as alternativas existentes em termos de configuração e gestão 
de sistemas industriais; 
c) fixar conhecimentos através de estudos de caso e exercícios. 
Desta forma, busca auxiliar os alunos em seu aprendizado sobre o assunto, bem como 
ser fonte de estímulo para a investigação e desenvolvimento de uma visão crítica sobre 
o tema. 
 
 
 
Agradecimentos: 
 
Este trabalho teve o apoio de Fernanda Tassi. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARCELO G. CLETO - PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO 
 
 
iii 
 
SUMÁRIO 
 
 
 Pág. 
1. Introdução........................................................................................................1 
2. Histórico dos Sistemas de Produção................................................................4 
3. Engenharia de Produção................................................................................11 
4. Planejamento e Controle da Produção...........................................................17 
5. Capacidade de Produção................................................................................21 
6. A Gestão Informatizada da Produção...........................................................33 
7. Produção Enxuta............................................................................................37 
8. Ferramentas da Produção Enxuta...................................................................40 
9. Gerenciamento das Restrições.......................................................................62 
10. Sistemas de Produção na Atualidade...........................................................65 
Referências.........................................................................................................68 
 
 
 
MARCELO G. CLETO - PLANEJAMENTO E ORGANIZ. DA PRODUÇÃO 
 
1 
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO 
 
1.1 Aspectos Gerais 
 
 A competição entre empresas em termos mundiais torna-se cada vez acirrada. A 
entrada de empresas de Países em Desenvolvimento, tais como Brasil, China, México, 
Cingapura, Índia e outros, em algumas áreas ou mercados dominados por empresas de 
Países Desenvolvidos, força todo o conjunto a buscar níveis mais elevados de 
performance. 
 
 Tal movimento configura-se em um aumento da oferta ou do número de 
produtores. O consumidor, por outro lado, torna-se cada vez mais exigente e, face à 
diversidade e quantidade de opções, faz valer seu poder de escolha. Como consequência 
tem-se um aumento moderado da demanda e uma elevada exigência em relação à 
qualidade dos produtos e serviços. 
 
 Assim, para sobreviverem e se desenvolverem, as empresas no mercado 
doméstico ou mundial, precisam utilizar da melhor forma possível os recursos 
disponíveis. No caso de empresas industriais, apresenta elevado impacto sobre as suas 
operações a forma como será estruturado e gerenciado o sistema produtivo, incluindo-se 
aí, além das suas próprias operações, seu relacionamento com fornecedores, 
distribuidores, atacadistas e clientes finais, ou seja, toda a sua cadeia de valor. 
 
1.2 A importância do projeto para a gestão do sistema produtivo 
 
A definição das características do sistema produtivo, tais como: forma ou tipo do 
arranjo-físico, porte ou capacidade instalada, nível de automação planejado, forma e 
frequência de entregas pelos fornecedores, alternativas de estocagem de materiais, 
forma de trabalho das pessoas, etc., normalmente são realizadas através da condução de 
um projeto, isto é, de uma atividade que objetiva ter como produto final a fábrica ou o 
sistema produtivo implantado. 
 
Em função disto, muito cuidado e planejamento são exigidos na fase de projeto 
de um sistema de produção, uma vez que é neste período que serão tomadas decisões 
que afetarão a gestão da empresa posteriormente. 
 
Uma vez que o sistema produtivo é composto de um conjunto amplo de 
elementos, tais como postos de trabalho manuais, máquinas, equipamentos, matérias-
primas, materiais em processo, produtos acabados, espaços para movimentação e 
estocagem, equipamentos de transporte, etc., uma vez realizada a implantação de tais 
elementos, fica mais difícil e normalmente onerosa, a sua alteração. E também sistemas 
de produção projetados para suportar uma determinada estratégia de vendas ou gama de 
produtos não poderão ser utilizados com a mesma eficiência para um conjunto muito 
diferente de produtos. 
 
Desta forma, o setor de vendas da empresa deverá estabelecer campanhas de 
vendas que estejam em sintonia com os níveis de quantidade e qualidade possíveis de 
serem suportados pelo sistema produtivo. Também em relação ao desenvolvimento de 
produtos a interação com a área da produção é de grande importância, uma vez que os 
novos produtos ou as mudanças nos atuais deverão estar em consonância com a 
estrutura produtiva existente para a sua produção. 
 
 Embora Porter (1986) tenha razão em colocar que estratégia não é eficiência 
operacional, no caso das indústrias, é justamente esta que, em muitos casos, possibilita 
MARCELO G. CLETO - PLANEJAMENTO E ORGANIZ. DA PRODUÇÃO 
 
2 
à empresa sustentar determinadas posições competitivas. A estratégia de mercado define 
\u201co que fazer\u201d, que produto vender, quais mercados são interessantes e eventualmente 
rentáveis. No entanto, o \u201ccomo fazer\u201d é suportado pelas estratégias de produção, 
qualidade, logística, etc. Também Kotler (1986) em seu livro \u201cA Nova Concorrência\u201d 
coloca de forma clara a importância do \u201cMarketing\u201d no processo de expansão das 
empresas japonesas pelo mundo no início da década de 70. No entanto, poucas menções 
faz ao Sistema Toyota de Produção, o qual originou em grande parte o nível de 
competitividade da indústria japonesa a partir daquela década. 
 
Assim, toda e qualquer questão relativa ao projeto de um sistema produtivo 
deverá ser analisada em relação a quatro indicadores-chave: 
 
a) produtividade das operações, sejam manuais ou automatizadas;