84 QUESTÕES SUBJ DIREITO ADMINISTRATIVO PARA OAB
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84 QUESTÕES SUBJ DIREITO ADMINISTRATIVO PARA OAB

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 Servidores Públicos:

1 - (OAB 2007.1) Pedro, ex-prefeito do município X, está sendo processado pelo Ministério Público por ato de improbidade, já que teria utilizado, em sua propriedade, veículos e pessoal do serviço público municipal para construção de uma churrasqueira.

Considerando a situação acima, redija um texto fundamentado esclarecendo qual a natureza jurídica dos atos de improbidade administrativa praticados pelo ex-prefeito e qual o órgão do Poder Judiciário competente para julgar tais atos.

R: A improbidade administrativa é tratada pela Lei 8429/92. Tal norma traz em seu bojo a descrição exemplificativa de atos de improbidade, os sujeitos ativos e passivos de tais atos, as sanções aplicáveis, os procedimentos administrativos e o rito da ação judicial.

A doutrina especializada no tema indica que o ato de improbidade administrativa é de natureza civil e as penas aplicáveis aos agentes que cometem ato de improbidade são, a seu turno, de natureza civil, administrativa e política.

Os atos de improbidade classificam-se em atos que importem em enriquecimento ilícito (artigo 9º), atos que importem lesão ao erário (artigo 10) e atos que atentem contra os princípios da administração pública (artigo 11).

No caso em questão, é flagrante que a natureza jurídica do ato praticado pelo ex- prefeito trata-se de enriquecimento ilícito, conforme artigo 9º, inciso IV da Lei 8429/92.

Para responder ao questionamento quanto ao órgão cometente para apurar tais fato, é preciso recorrer a jurisprudência do STF, o qual entendimento consolidado que, por tratar-se de ação de improbidade de natureza cível, não há foro por prerrogativa de função para julgamento desta ação, devendo ser processado e julgado no primeiro grau de jurisdição.

2 - (OAB 2007.1) Antes do advento da Constituição Federal de 1988, vários servidores públicos federais ascenderam ao cargo hierarquicamente superior dentro da estrutura da administração pública sem o devido concurso público. Recentemente, o Ministério Público Federal ingressou, tempestivamente, com ação civil pública visando anular o ato de nomeação e a posse desses servidores, ao argumento de sua inconstitucionalidade. Até o presente momento essa ação não foi julgada.

Nessa situação hipotética, seria possível a mencionada anulação, passados quase vinte anos? Quais seriam os efeitos da declaração judicial de anulação dos referidos atos?

R: É A hipótese apresentada caracteriza a prática de atos administrativos ampliativos, quais sejam, aqueles que geram efeitos favoráveis aos administrados.

Em atenção aos princípios da boa fé e da segurança jurídica o direito da administração pública em anular esses atos decai contados 5 anos da sua prática, consoante estabelece o artigo 54 da Lei 9784/99.

No caso em tela, portanto, passados mais de 20 anos da ascensão funcional dos mencionados servidores e não havendo qualquer indicativo da prática de má fé (que não se presume) não mais de faz possível a anulação desses atos pela Administração ou pelo Poder Judiciário, de modo que os efeitos da sentença somente se dariam em relação a atos futuros, ou seja, “ex nunc”, proibindo-se, portanto, a repetição do ato que efetivamente se mostra ilegal, já que o provimento em cargos públicos de caráter efetivo somente se perfaz através de concurso público, conforme Súmula 685 do STF.

3 - (OAB 2007.2) Pedro, servidor público federal, após ser veiculada a notícia de que teria praticado ato de corrupção, resolveu pedir a sua aposentadoria do cargo efetivo. Alguns meses depois de aposentado, foi aberto processo administrativo disciplinar que, ao final, concluiu pela materialidade e autoria do fato.

Considerando a situação hipotética apresentada acima, responda, de forma fundamentada, a seguinte pergunta: Pedro poderá sofrer alguma sanção administrativa?

R: 1 - Apresentação, estrutura textual e correção gramatical - 0,00 a 0,20;

2 - Fundamentação e consistência:

2.1 – Sim, Pedro poderá sofrer sanção administrativa, a cassação da sua aposentadoria, nos termos do artigo 134, c/c artigo 132 Lei8112/90 – 0,00 a 0,60;

3 - Domínio do raciocínio jurídico (adequação da resposta ao problema; técnica profissional demonstrada; capacidade de interpretação e exposição) - 0,00 a 0,20.

4 - (OAB 2007.3) A polêmica criação da “super-receita” acarretou uma série de reflexos jurídicos. Um deles foi o fato de que os auditores fiscais da Previdência Social assumiram o cargo de auditores fiscais da Receita Federal, sem terem prestado concurso público para esse novo cargo. É correto afirmar que tenha ocorrido, no caso, o chamado fato do príncipe? Justifique a sua resposta.

R: 1 - Apresentação, estrutura textual e correção gramatical - 0,00 a 0,20;

2 - Fundamentação e consistência:

2.1 – Na situação, não ocorre o fato do príncipe, o qual necessariamente, tem de estar ligado à execução de um contrato administrativo; no caso em apreço, a mudança de carreira ocorreu por força de lei - 0,00 a 0,60;

3 - Domínio do raciocínio jurídico (adequação da resposta ao problema; técnica profissional demonstrada; capacidade de interpretação e exposição) - 0,00 a 0,20.

5 - (OAB 2008.1) Um servidor público civil da União, após responder a processo administrativo disciplinar, foi absolvido das acusações que lhe eram imputadas.

Após essa absolvição, foi proposta ação penal que foi acolhida pela autoridade judicial. O servidor ingressou, então, com habeas corpus, no qual pleiteava a anulação do ato do juiz, alegando que as provas oferecidas na ação penal já haviam sido julgadas e consideradas inconsistentes na instância administrativa.

Na situação descrita, estão corretas as razões apresentadas pelo servidor? Justifique a sua resposta.

R: 1 - Apresentação, estrutura textual e correção gramatical - 0,00 a 0,10;

2 - Fundamentação e consistência:

2.1 – Inexistência de dependência da esfera penal em relação à esfera administrativa. Assim, a absolvição do servidor em processo administrativo disciplinar não impede a apuração dos mesmos fatos em processo criminal, pois as instâncias penal e administrativa são independentes - 0,00 a 0,80;

3 - Domínio do raciocínio jurídico (adequação da resposta ao problema; técnica profissional demonstrada; capacidade de interpretação e exposição) - 0,00 a 0,10.

6 - (OAB 2008.1) Considere que um desembargador de tribunal de justiça estadual, após quatro anos de sua aposentadoria, seja convidado para ocupar cargo em comissão de assessor jurídico em determinado município. Nessa situação, poderá o desembargador aposentado acumular os proventos de aposentadoria com a remuneração do cargo em comissão? Justifique a sua resposta.

R:

1 - Apresentação, estrutura textual e correção gramatical - 0,00 a 0,10;

2 - Fundamentação e consistência:

2.1 – Possibilidade de acúmulo de proventos de aposentadoria com remuneração do cargo em comissão (artigo 37, parágrafo 10 CF88) - 0,00 a 0,40;

2.2 – O desembargador poderá exercer a advocacia em qualquer juízo ou tribunal depois de decorridos 3 anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração (artigo 95, V CF88) - 0,00 a 0,40;

3 - Domínio do raciocínio jurídico (adequação da resposta ao problema; técnica profissional demonstrada; capacidade de interpretação e exposição) - 0,00 a 0,10.

7 - (OAB 2008.2) Um servidor de órgão da administração federal direta foi cedido a empresa pública para nela prestar serviços. Como a remuneração da nova função era inferior à que antes recebia, o servidor optou por continuar a receber a remuneração de seu cargo originário.

Em face dessa situação, responda, de forma fundamentada, às seguintes perguntas.

1 - É possível a cessão de servidor da administração direta para entidade da administração indireta?

2 - Pode o servidor optar pela remuneração do cargo de origem, mesmo prestando serviços a uma outra entidade?

3 - O órgão de origem pode aceitar a cessão remunerada, em face de a real fruição dos serviços
Eunice Ferreira fez um comentário
  • muito bom .
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