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TCC  FINAL Uninter modelo tcc pronto tcc variação linguistica

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A IMPORTÂNCIA DE SE TRABALHAR SOBRE O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
xxxxxx[1: Aluna do Curso de Letras – Língua Portuguesa e Literaturas EAD do Centro Universitário Internacional UNINTER. Artigo científico apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso no ano 2017.]
Ru: xxxxxx
xxxxxxx[2: Graduada em Pedagogia pelo Centro Universitário Internacional Uninter (2017). Graduada em Letras-Português/Inglês pelas Faculdades Santa Cruz (2014). Especialista em Marketing Integrado – Universidade Positivo (2010). Graduada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Universidade Positivo (2008).]
RESUMO
A gramática normativa traz suas possibilidades de ensino rígido, modo que leva a imposição da norma, e percebe-se que as escolas muitas vezes seguem a risca essa forma de ensino, e por isso deve-se repensar o ensino visando o contexto de produção da linguagem. A corrente sociolinguística da língua no que diz respeito à linguagem em uso, bem como a pragmática e o preconceito linguístico é algo que deve ser repensado e trabalhado em sala de aula. Trabalhar pedagogicamente as concepções da sociolinguística em sala de aula, como objetivo de auxiliar o aluno no seu desempenho linguístico é primordial. A sociolinguística, dentre as várias áreas dos estudos da linguagem é uma das que mais se aproxima da atividade pedagógica. Muitas vezes a língua é identificada a um modelo idealizado e transmitido por um ensino impregnado de tradição escolar literária e calcado no “certo/errado”, é preciso ter em mente que nossa língua é viva, e devem ser consideradas suas variações longe de um pensamento dogmático. O estudo apresenta metodologias baseadas e fundamentadas em pesquisas de cunho bibliográfico e artigos, assim este trabalho possibilitou a reflexão e formação de indivíduos para que reconheçam a importância da variação bem como a reflexão acerca do preconceito e que a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno se fazem desde a infância pela família e na educação escolar.
Palavras-chave: Gramática normativa. Preconceito. Variação linguística.
1 INTRODUÇÃO
Sabe-se das dificuldades de se trabalhar diante das variações e do preconceito linguístico, compreender e desenvolver possibilidades de se trabalhar com os alunos certos conceitos da língua materna e suas variações é de suma importância, além disso, proporcionar o interesse e ir além da gramática é por sua vez indispensável. Em relação ao trabalho do professor para com o aluno em sala de aula é uma questão que não devemos permitir um retrocesso às formas tradicionais de ensino, o intuito é salientar as probabilidades do uso da língua, salientando a importância dos contextos linguísticos e adequação ao uso. Contudo o reconhecimento da variação linguística na língua portuguesa numa visão sociolinguística e histórica e como o comportamento da sociedade reflete na língua trará uma visão crítica de como podemos trabalhar isso com o aluno em sala de aula, já que o ato comunicativo não é algo mecânico e já determinado.
	 A pesquisa tende a mostrar a corrente sociolinguística da língua no que diz respeito à linguagem em uso, bem como a pragmática e o preconceito linguístico sendo algo que deve ser repensado e trabalhado em sala de aula e reconhecer a importância da adequação da língua nos contextos sociais e mostrar a importância da reflexão da língua e suas variações tanto para o professor quanto para o aluno. O presente estudo trará a reflexão sobre norma e o conceito de erro salientando a imposição normativa da gramática tradicional (não que ela não seja relevante para um conhecimento padrão da língua, mas refletir que não se deve julgar, e sim se adequar às situações de uso da língua). 
Portanto, o estudo tem como base pesquisa bibliográfica e artigos e sites confiáveis, visa alcançar os objetivos propostos e rever o ensino da língua portuguesa numa visão crítica, indo além da norma e mostrar como superar preconceitos e regionalismos em salas de aula de forma metodológica com trabalhos em grupo. Além disso, evidenciar as variações ocorridas por regiões, faixa etária, sexo, grupo dentre outras e sobre o avanço das tecnologias e suas implicações na língua. A pesquisa é organizada em identificação, resumo, introdução, fundamentação teórica, metodologia; considerações finais e referências.
2 PRECONCEITO E VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
	Uma criança adquire e desenvolve a linguagem durante a infância, assim é o início do que chamamos aquisição da linguagem. Ao percorrer esse caminho de aprendizagem da língua materna na infância, o meio social interfere na aprendizagem. Com o primeiro contato com os adultos a criança tem acesso a valores, crenças, regras e assim adquire conhecimentos de sua cultura. A fala é uma importante ferramenta que utilizamos para nos comunicar, é extraordinário como uma criança domina sua língua materna antes mesmo de adentrar a escola, este fenômeno é maravilhoso e podemos dizer assim que esse é um fenômeno natural, ou seja, a linguagem humana é um instinto inato. Segundo Noam Chomsky (1997, p.16 apud GOMES, 2012, p.28) “A linguagem especifica da espécie, é adquirida como resultado do desencadear de um dispositivo inato, inscrito na mente do ser humano. É uma dotação genética, e não um conjunto de comportamentos verbais”.
	A linguagem é adquirida das relações humanas em sociedade, os fenômenos e mudanças linguísticas e variações também são fatores sociais. Sabe-se que se houver compreensão comunicativa entre pessoas a linguagem é legítima e a maneira de se comunicar não se trata de um problema linguístico e sim uma variação da língua.
	A escola muitas vezes tenta impor a norma culta da língua de forma tradicional, mecânica e decorada sem levar em consideração a origem geográfica, situação econômica e escolarização do aluno, para Saussure (1997, p.16 apud GOMES, 2012, p.68) “A linguagem tem um lado individual e um lado social, sendo impossível conceber um sem o outro”. A língua é homogênea considerada social e pertencente a todos os falantes, enquanto a fala é individual e heterogênea.
A identidade do ser humano se faz pela cultura, contudo no país, há vasta diversidade cultural e linguística. Nesta perspectiva vemos a relação que a língua tem com a sociedade em geral, com a escola e também com o professor, porque o português brasileiro é um sistema linguístico que todos fazem uso e a língua que falada é viva, diversa, individual e, portanto, heterogênea.
	As pessoas desprestigiam a língua do outro, e a escola impõe a norma culta como se ela fosse única para todos, mas a sociolinguística contribui aqui para mostrar que a língua tem suas relações com a sociedade, a língua serve para a comunicação, está ligada à sociedade e seus usuários, a língua muda com o tempo.
	O Brasil tem uma dimensão territorial de mais de 8,5 milhões de km², sendo, portanto natural o grande número de variações linguísticas existentes. As variações são diversas: lexical, fonética, morfológica, sintática, e pragmática, se relacionando até em questões geográficas, sociais, socioculturais e de contexto. Segundo Carvalho (2013, p.60 apud GOMES, 2012, p. 68). “Enquanto a língua é dotada de ordem sistematização, a fala é irredutível a uma pauta sistemática, pois os atos linguísticos não formam um sistema”.
Portanto, fala é o uso da linguagem de modo individual, um sistema no qual o homem faz uso para se comunicar seja de forma verbal ou não verbal. Para a linguística não existe certo e errado ou adequado e inadequado, nossa língua se compara ao uso de roupas, vão à praia de biquíni e apresentam uma palestra de trajes finos, e não ao contrário, ou seja, deve-se levar em consideração o contexto.
Existem níveis de linguagem na língua portuguesa, “quando falamos cada um de nós emprega certo nível de linguagem” (LEÓN, Cleide Bacil de et al., 2016,p.27). Certas pessoas dominam apenas um nível de linguagem, como a língua culta ou padrão, onde se diz “dá-me um copo d´água”, esse nível está de acordo com a gramática tradicional,

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