Resumo AFO
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Resumo AFO

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Direito Financeiro
Ramo do Direito Público que disciplina as atividades financeiras do Estado.

	Compete à União, aos Estados e ao DF legislar concorrentemente sobre Direito Financeiro.
Aos municípios cabe legislar sobre interesse local e suplementar a legislação federal e estadual quando couber.
Lei Complementar do art. 165 CF/88
As normas gerais de Direito Financeiro estão na Lei n.º 4320/64, recepcionada no novo ordenamento constitucional como Lei Complementar (Originalmente é uma lei ordinária). Essa lei está vigente, uma vez que não foi promulgada a Lei Complementar do art. 165, §9º, da CF/88).
Cabe à lei complementar:
I - Dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentarias e da lei orçamentaria anual;
II - Estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.
III - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto no § 11 do art. 166 (emendas impositivas).
	As disposições gerais que deveriam ser estabelecidas nessa Lei Complementar são muitas vezes estabelecidas na LDO.
Os prazos das peças orçamentárias estão na ADCT.
Falhas de Mercado

Orçamentos
Histórico
1824: Constituição Imperial – pioneira nas exigências para elaboração de orçamentos formais. A competência da proposta era do Executivo e a aprovação do Legislativo;
1891: Com essa constituição, a elaboração do orçamento ficou privativa do Congresso Nacional;
1934: O orçamento passa a ter destaque. Presidente da República elabora e Legislativo vota, porém sem limites para emendas.
1937: Orçamento elaborado por um departamento administrativo e votado pela Câmara.
1946: Elaboração pelo executivo, votação pelo legislativo com possibilidade de emenda.
1967: Executivo elabora e legislativo aprova, mas sem possibilidade de emendas. Nesse período surgiu no Brasil a ideia de orçamento-programa, por meio da Lei 4.320/1964 e do Decreto-lei 200/1967.
1988: Retomada a aprovação do legislativo com emenda. Estabelecimento do ciclo orçamentário.
Princípios
	Princípios
	Definição
	Observação
	Exceção

	Totalidade (Unidade)
	Unidade: O orçamento deve ser uno, isto é, deve existir apenas um orçamento, e não mais que um para cada ente da Federação em cada exercício financeiro. Não podem existir orçamentos paralelos.
Totalidade: Há coexistência de múltiplos orçamentos que, entretanto, devem sofrer consolidação.
	A existência do orçamento fiscal, orçamento da seguridade social e orçamento de investimento não viola o princípio da Unidade. Não necessariamente significa um documento único, mas sim obrigatoriamente compatibilizados entre si.
	Entidades da administração indireta dotadas de autonomia financeira (Plano de Dispêndios Globais).

	Universalidade
(Globalização)*
	Deve conter todas as receias e despesas referentes aos Poderes da União, seus fundos, Órgãos e entidades da Administração direta e indireta.
	
	Despesas de custeio e de operação das empresas estatais não dependentes não estão na LOA.
Ingressos Extraorçamentários.

	Anualidade ou Periodicidade
	Anualidade: O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um período de um ano.
Periodicidade: Orçamento deve ter vigência limitada a um exercício financeiro (que coincide com o ano civil art. 34, L4320/64).
	O PPA não é exceção do princípio da anualidade, pois é um plano estratégico, necessitando da LOA para operacionalização.

Anualidade Orçamentária ≠ Anterioridade Tributária (não existe mais anualidade tributária)
	Créditos Suplementares
Crédito Extraordinários

	Orçamento Bruto
	Os valores devem ser inseridos nas peças orçamentárias pelo seu valor total bruto, sem descontos ou deduções (art. 6º, L4320/64).
	
	

	Exclusividade
	A LOA não poderá conter matéria estranha à previsão das receitas e à fixação de despesa.
	Uma autorização para o aumento de remuneração de uma determinada carreira, por exemplo, não pode constar unicamente na LOA. A LOA vai refletir o aumento da despesa (pois toda despesa deve estar na LOA), mas esse aumento tem que ser criado por um instrumento legal prévio.
	Autorização de crédito suplementar e
Operações de Crédito (incluso ARO) na LOA

	Especificação, (Especialização, Discriminação)
	As receitas e despesas devam ser discriminadas, demonstrando a origem e a aplicação dos recursos (Veda as despesas globais). Visa facilitar o controle do gasto público.
	* No PPA e LDO não precisa conter o detalhamento, mas na LOA é obrigatório.
Esse princípio não tem status constitucional.
	Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeados por dotações globais, classificadas entre as despesas de capital e chamadas de investimento em regime de execução especial (Ex. programa de proteção á testemunha).
Reserva de Contingência
* Podem ser atendidas por dotação global, mas não ilimitado.

	Não Vinculação ou afetação da Receita
	Nenhuma receita de impostos poderá ser reservada ou comprometida para atender a certos e determinados gastos, salvo as ressalvas constitucionais.
	Caso o recurso seja vinculado, ele deve atender ao objeto de sua vinculação, mesmo que em outro exercício financeiro.

Outros impostos podem ser vinculados, mas somente por EC (não pode por lei complementar, ordinária ou infraconstitucional).

	Repartição Constitucional dos impostos (FPE e FPM);
Destinação de recursos para a Saúde;
Destinação de recursos para o desenvolvimento do ensino;
Destinação de recursos para a atividade de administração tributária;
Prestação de garantias às AROs;
Garantia, contragarantia à União e Pagamento de débitos para com esta;
Para entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica (nos Estados e DF).

	Equilíbrio
	Assegurar que as despesas autorizadas não serão superiores à previsão das receitas na lei orçamentária anual.
	Formalmente e Contabilmente o orçamento sempre está equilibrado. A Reserva de Contingência é um instrumento para garantir o equilíbrio.

Esse princípio não tem status constitucional.
	

	Princípio do Estorno
	O administrador público não pode transpor, remanejar ou transferir recursos, entre categorias de programação ou órgão, sem autorização legislativa.
	
	Ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa, poderá transpor, remanejar ou transferir recursos de uma categoria de programação no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções.

	Quantificação dos Créditos Orçamentários
	Veda a concessão de créditos ilimitados. O empenho da despesa não poderá exceder o limite dos créditos concedidos.
	

	Legalidade
	Todas os instrumentos de planejamento e orçamento, PPA, LDO e LOA e também de créditos adicionais são encaminhadas pelo Poder Executivo para discussão e aprovação pelo Congresso Nacional. Serão objeto de Lei (Ordinária).
	

	Publicidade
	As decisões sobre orçamento só têm validade após a sua publicação em Órgão da imprensa oficial. A publicidade é condição de eficácia dos atos orçamentários.
	

	Transparência
	A LRF exige ampla divulgação, inclusive em meio eletrônico, dos instrumentos de planejamento e orçamento, da prestação de contas e de diversos relatórios e anexos.
	

	Programação
	O orçamento deve expressar as realizações e objetivos de forma programada e planejada. Vincula as normas orçamentárias à consecução e à finalidade do PPA e aos programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento.
	

	Uniformidade ou Consistência
	O orçamento (de cada ente) deve manter uma mínima padronização ou uniformidade