escritos   jacques lacan

escritos jacques lacan

Disciplina:Psicologia, Psiquiatria e Neurociência28 materiais861 seguidores
Pré-visualização50 páginas
ESCRITOS
Jacques Lacan

CAMPO FREUDIANO
NO BRASIL

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ESCRITOS

Versão brasileira: Vera Ribeiro

Revisão técnica: Antonio Quinet e Angelina Harari

Preparação de texto: André Telles

J acques Lacan

ESCRITOS

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ZAHAR
Jorge Zahar Editor

Rio de Janeiro

Título original:
Écrits

Tradução autorizada da reimpressão de
fevereiro de 1995 da primeira edição francesa,

publicada em 1966 por Éditions du Seuil, de Paris, França

Copyright © 1966, Éditions du Seuil

Copyright da edição brasileira © 1998:
Jorge Zabar Editor Ltda.
rua México 3 1 sobreloja

2003 1-144 Rio de Janeiro, RJ
te!.: (21) 2108-0808 I fax: (21) 2108-0800

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Todos os direitos reservados.
A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo

ou em parte, constitui violação de direitos autorais. (Lei 9.610198)

Este livro, publicado no âmbito do programa de auxílio à publicação,
contou com o apoio do Ministério francês das Relações Exteriores, da

Embaixada da França no Brasil e da Maison française no Rio de Janeiro

CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ

Lacan, Jacques, 1901-1981
L l29e Escritos I Jacques Lacan; tradução: Vera Ribeiro - Rio

98-0126

de Janeiro: Jorge Zabar Ed., 1998.
(Campo Freudiano no Brasil)

Tradução de: Écrits
Inclui apêndice e bibliografia
ISBN 978-85-71 10-443-3

1. Psicanálise. L Título. 11. Série.
CDD: 150.195
CDU: 159.964.2

Sumário

I

Abertura desta coletânea ............................................ 9
O seminário sobre "A carta roubada" .................. ...... 13

11

De nossos antecedentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
Para-além do " Princípio de realidade" . . .... ................. 77
O estádio do espelho como formador da função

do eu .......................................................................... 96
A agressividade em psicanálise ................................. 104
Introdução teórica às funções da psicanálise

em criminologia ...................................................... 127
Formulações sobre a causalidade psíquica ............... 152

III

O tempo lógico e a asserção da certeza antecipada .... 197
Intervenção sobre a transferência .............................. 214

IV

Do sujeito enfim em questão .................................. 229
Função e campo da fala e da linguagem

em psicanálise ......................................................... 238
Variantes do tratamento-padrão ................................. 325
De um desígnio ........................................................ 365

Introdução ao comentário de Jean Hyppolite
sobre a " Vemeinung" de Freud ........................... 370

Resposta ao comentário de Jean Hyppolite
sobre a "Vemeinung" de Freud ........................... 383

A coisa freudiana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 402
A psicanálise e seu ensino ........................................ . 438
Situação da psicanálise e formação do psicanalista

em 1956 ................................................................... 461
A instância da letra no inconsciente

ou a razão desde Freud . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 496

v

De uma questão preliminar a todo tratamento
possível da psicose . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 537

A direção do tratamento e os princípios de
seu poder . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 591

Observação sobre o relatório de Daniel Lagache:
" Psicanálise e estrutura da personalidade" .......... 653

A significação do falo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 692
À memória de Emest Jones:

Sobre sua teoria do simbolismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 704
De um silabário a posteriori . . .. . .... .... . .. . .. ...... .... .... . 725
Diretrizes para um Congresso sobre a sexualidade

feminina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 734

VI

Juventude de Gide ou a letra e o desejo . . . . . . . . . . . . . . . . . . 749
Kant com Sade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 776

VII

Subversão do sujeito e dialética do desejo
no inconsciente freudiano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 807

Posição do inconsciente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 3

Do "Trieb" de Freud e do desejo do psicanalista ... 865
A ciência e a verdade ................................................. 869

APÊNDICE 1: Comentário falado sobre a
"Vemeinung" de Freud, por Jean Hyppolite ...... 893

APÊNDICE 11: A Metáfora do Sujeito ......................... 903

Índice ponderado dos principais conceitos,
por J acques-Alain Miller ........................................ 908

Quadro comentado das representações gráficas ....... 917

Termos de Freud em alemão ...................................... 923

Índice dos nomes citados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 926

Referências bibliográficas na ordem cronológica .... 930

Nota à edição brasileira .............................................. 935

ADVERTÊNCIA AO LEITOR

A numeração entre colchetes à margem das páginas da
presente edição refere-se às páginas correspondentes da
edição francesa original.

Para maiores esclarecimentos acerca desta versão dos
Escritos, o leitor deve remeter-se à "Nota à edição
brasileira" que se encontra no final deste volume (p. 935).

(N.E.)

I

Abertura desta coletânea

"O estilo é o próprio homem" , repete-se sem nisso ver malícia,
e sem tampouco preocupar-se com o fato de o homem não ser
mais uma referência tão segura. Além do mais, a imagem da
roupagem que adorna Buffon ao escrever está aí mesmo para
manter a desatenção.

Uma reedição da Viagem a Montbar (publicada no ano IX
por Solvet, edição póstuma), da lavra de Hérault de Séchelles,
título que retoma uma Visita ao sr. de Buffon, de 1785,
propiciaria uma maior reflexão. Não apenas por ali saborearmos
um outro estilo, que prefigura o melhor de nossas reportagens
bufas, mas por recolocar o próprio comentário em um contexto
de impertinência no qual o anfitrião nada fica a dever a seu
visitante.

Pois o homem brandido no adágio já então clássico, por
ter sido extraído de um discurso na Academia, revela-se, nessa
escrita, uma fantasia do grande homem, composta em um
roteiro tal que ela toma sua casa inteira. Nada ali provém do
natural. Quanto a isso, Voltaire, estamos lembrados, generaliza
maldosamente.

O estilo é o homem; vamos aderir a essa fórmula, somente
ao estendê-la: o homem a quem nos endereçamos?

Isso seria simplesmente satisfazer a este princípio por nós
promovido: na linguagem nossa mensagem nos vem do Outro,
e para enunciá-lo até o fim: de forma invertida. (E lembremos
que esse princípio se aplicou à sua própria enunciação, pois,
tendo sido emitido por nós, foi de um outro, interlocutor
eminente, que recebeu seu melhor cunho.)

Mas se o homem se reduzisse a nada ser além do lugar de
retomo de nosso discurso, não nos voltaria a questão de para
que lho endereçar?

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10 Escritos [Écrits[