escritos   jacques lacan

escritos jacques lacan


DisciplinaPsicologia, Psiquiatria e Neurociência46 materiais1.037 seguidores
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ESCRITOS 
Jacques Lacan 
CAMPO FREUDIANO 
NO BRASIL 
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facebook.com/lacanempdf
ESCRITOS 
Versão brasileira: Vera Ribeiro 
Revisão técnica: Antonio Quinet e Angelina Harari 
Preparação de texto: André Telles 
J acques Lacan 
ESCRITOS 
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ZAHAR 
Jorge Zahar Editor 
Rio de Janeiro 
Título original: 
Écrits 
Tradução autorizada da reimpressão de 
fevereiro de 1995 da primeira edição francesa, 
publicada em 1966 por Éditions du Seuil, de Paris, França 
Copyright © 1966, Éditions du Seuil 
Copyright da edição brasileira © 1998: 
Jorge Zabar Editor Ltda. 
rua México 3 1 sobreloja 
2003 1-144 Rio de Janeiro, RJ 
te!.: (21) 2108-0808 I fax: (21) 2108-0800 
Digitalizado para PDF em fevereiro de 2017 
byZekitcha 
Todos os direitos reservados. 
A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo 
ou em parte, constitui violação de direitos autorais. (Lei 9.610198) 
Este livro, publicado no âmbito do programa de auxílio à publicação, 
contou com o apoio do Ministério francês das Relações Exteriores, da 
Embaixada da França no Brasil e da Maison française no Rio de Janeiro 
CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte 
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ 
Lacan, Jacques, 1901-1981 
L l29e Escritos I Jacques Lacan; tradução: Vera Ribeiro - Rio 
98-0126 
de Janeiro: Jorge Zabar Ed., 1998. 
(Campo Freudiano no Brasil) 
Tradução de: Écrits 
Inclui apêndice e bibliografia 
ISBN 978-85-71 10-443-3 
1. Psicanálise. L Título. 11. Série. 
CDD: 150.195 
CDU: 159.964.2 
Sumário 
I 
Abertura desta coletânea ............................................ 9 
O seminário sobre "A carta roubada" .................. ...... 13 
11 
De nossos antecedentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 
Para-além do " Princípio de realidade" . . .... ................. 77 
O estádio do espelho como formador da função 
do eu .......................................................................... 96 
A agressividade em psicanálise ................................. 104 
Introdução teórica às funções da psicanálise 
em criminologia ...................................................... 127 
Formulações sobre a causalidade psíquica ............... 152 
III 
O tempo lógico e a asserção da certeza antecipada .... 197 
Intervenção sobre a transferência .............................. 214 
IV 
Do sujeito enfim em questão .................................. 229 
Função e campo da fala e da linguagem 
em psicanálise ......................................................... 238 
Variantes do tratamento-padrão ................................. 325 
De um desígnio ........................................................ 365 
Introdução ao comentário de Jean Hyppolite 
sobre a " Vemeinung" de Freud ........................... 370 
Resposta ao comentário de Jean Hyppolite 
sobre a "Vemeinung" de Freud ........................... 383 
A coisa freudiana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 402 
A psicanálise e seu ensino ........................................ . 438 
Situação da psicanálise e formação do psicanalista 
em 1956 ................................................................... 461 
A instância da letra no inconsciente 
ou a razão desde Freud . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 496 
v 
De uma questão preliminar a todo tratamento 
possível da psicose . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 537 
A direção do tratamento e os princípios de 
seu poder . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 591 
Observação sobre o relatório de Daniel Lagache: 
" Psicanálise e estrutura da personalidade" .......... 653 
A significação do falo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 692 
À memória de Emest Jones: 
Sobre sua teoria do simbolismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 704 
De um silabário a posteriori . . .. . .... .... . .. . .. ...... .... .... . 725 
Diretrizes para um Congresso sobre a sexualidade 
feminina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 734 
VI 
Juventude de Gide ou a letra e o desejo . . . . . . . . . . . . . . . . . . 749 
Kant com Sade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 776 
VII 
Subversão do sujeito e dialética do desejo 
no inconsciente freudiano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 807 
Posição do inconsciente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 3 
Do "Trieb" de Freud e do desejo do psicanalista ... 865 
A ciência e a verdade ................................................. 869 
APÊNDICE 1: Comentário falado sobre a 
"Vemeinung" de Freud, por Jean Hyppolite ...... 893 
APÊNDICE 11: A Metáfora do Sujeito ......................... 903 
Índice ponderado dos principais conceitos, 
por J acques-Alain Miller ........................................ 908 
Quadro comentado das representações gráficas ....... 917 
Termos de Freud em alemão ...................................... 923 
Índice dos nomes citados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 926 
Referências bibliográficas na ordem cronológica .... 930 
Nota à edição brasileira .............................................. 935 
ADVERTÊNCIA AO LEITOR 
A numeração entre colchetes à margem das páginas da 
presente edição refere-se às páginas correspondentes da 
edição francesa original. 
Para maiores esclarecimentos acerca desta versão dos 
Escritos, o leitor deve remeter-se à "Nota à edição 
brasileira" que se encontra no final deste volume (p. 935). 
(N.E.) 
I 
Abertura desta coletânea 
"O estilo é o próprio homem" , repete-se sem nisso ver malícia, 
e sem tampouco preocupar-se com o fato de o homem não ser 
mais uma referência tão segura. Além do mais, a imagem da 
roupagem que adorna Buffon ao escrever está aí mesmo para 
manter a desatenção. 
Uma reedição da Viagem a Montbar (publicada no ano IX 
por Solvet, edição póstuma), da lavra de Hérault de Séchelles, 
título que retoma uma Visita ao sr. de Buffon, de 1785, 
propiciaria uma maior reflexão. Não apenas por ali saborearmos 
um outro estilo, que prefigura o melhor de nossas reportagens 
bufas, mas por recolocar o próprio comentário em um contexto 
de impertinência no qual o anfitrião nada fica a dever a seu 
visitante. 
Pois o homem brandido no adágio já então clássico, por 
ter sido extraído de um discurso na Academia, revela-se, nessa 
escrita, uma fantasia do grande homem, composta em um 
roteiro tal que ela toma sua casa inteira. Nada ali provém do 
natural. Quanto a isso, Voltaire, estamos lembrados, generaliza 
maldosamente. 
O estilo é o homem; vamos aderir a essa fórmula, somente 
ao estendê-la: o homem a quem nos endereçamos? 
Isso seria simplesmente satisfazer a este princípio por nós 
promovido: na linguagem nossa mensagem nos vem do Outro, 
e para enunciá-lo até o fim: de forma invertida. (E lembremos 
que esse princípio se aplicou à sua própria enunciação, pois, 
tendo sido emitido por nós, foi de um outro, interlocutor 
eminente, que recebeu seu melhor cunho.) 
Mas se o homem se reduzisse a nada ser além do lugar de 
retomo de nosso discurso, não nos voltaria a questão de para 
que lho endereçar? 
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10 Escritos [Écrits[