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contabilidade societaria II resumo da  aula 1 a 5

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Disciplina: Contabilidade Societária II
Aula 1: Investimentos
Apresentação
Os ativos de uma companhia são sempre alvo de atenção, pois revelam muito sobre a saúde financeira da empresa, sua gestão de caixa e riscos de investimentos. Riscos? Sim, há muito riscos envolvidos na gestão das modalidades de aplicações financeiras, visto a gama de pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC para disciplinar os investimentos em instrumentos financeiros e também investimentos em outras sociedades.
Investimentos
No Grupo Investimentos – LP (Não Circulante) estão registradas as participações permanentes (ações e títulos de participação societária), com interesse seja de controle acionário ou de obtenção de dividendos.

Inserir Legenda (Fonte: Shutterstock).
Há diversas formas de investimentos1, porém todas elas devem ser registradas no Ativo, por se tratarem de recursos dos quais se esperam benefícios econômicos futuros.Conforme o FIPECAFI, p. 3, temos:
	Aplicações em instrumentos financeiros e em direitos e títulos de crédito
	Pelo valor justo ou pelo custo amortizado (valor inicial acrescido sistematicamente dos juros e outros rendimentos cabíveis), neste caso ajustado ao valor provável de realização, se este for menor.
	Investimentos relevantes em coligadas e controladas (incluindo joint ventures)
	Pelo método da equivalência patrimonial, ou seja, com base no valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada proporcionalmente à participação acionária. Quando de controladas, obrigatória a consolidação.
	Outros investimentos Societários
	Igual aos instrumentos financeiros, não pode mais ao custo.
	Outros investimentos
	Ao custo menos estimativas para reconhecimento de perdas permanentes. Se propriedade para investimento, pode ser ao valor justo.
Investimentos em coligadas e em controladas
Pronunciaremos técnicos do CPC foram emitidos sobre os investimentos e o conceito para correta contabilização passo a ser a essência do relacionamento entre investidor e investida.
Sendo que o CPC 10 dispõe sobre - Investimentos em Coligadas, cuja avaliação será pela aplicação do método de equivalência patrimonial e o CPC 30 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.
Influência Significativa
Mas afinal, o que influencia significativa?
Influência significativa é o poder de participar nas decisões financeiras e operacionais da investida, sem controlar de forma individual ou conjunta essas políticas.
E como é caracterizada a Influência Significativa?
Conforme redação do próprio CPC 18, p. 3 e 4:Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por exemplo, por meio de controladas), 20% ou mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa ser claramente demonstrado o contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), menos de 20% do poder de voto da investida, presume-se que ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência possa ser claramente demonstrada. A propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor não necessariamente impede que o investidor minoritário tenha influência significativa.
A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por um ou mais das seguintes formas:(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras distribuições;(c) operações materiais entre o investidor e a investida;(d) intercâmbio de diretores ou gerentes; ou(e) fornecimento de informação técnica essencial.
Método de custo
 Notas e moedas brasileiras. Fonte shutterstock
Conforme esclarecimento dado pelo FIPECAFI, p. 170:
“Em resumo, esse método baseia-se no fato de que a investidora registra somente as operações ou transações baseadas em atos formais, pois de fato, os dividendos são registrados como receita no momento em que são declarados e distribuídos, ou reconhecidos pela empresa investida.
Dessa forma, no método de custo não importa quando ou quanto foi gerado de lucro ou reserva, mas deixa-se de reconhecer, na empresa investidora, os lucros e reservas gerados e não distribuídos pela coligada.”
Método da Equivalência Patrimonial
Como se dá a apuração do valor do investimento? O valor do investimento será apurado mediante a aplicação da porcentagem de participação da sociedade investidora no capital social da sociedade investida, sobre o valor do patrimônio líquido desta, diminuído dos resultados não realizados, observando-se o seguinte (art. 387 do RIR/99):
O patrimônio líquido da sociedade investida será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado na mesma data do balanço do contribuinte ou até 2 meses, no máximo, antes dessa data com observância da lei comercial, inclusive quanto à dedução das participações nos resultados e da provisão para o Imposto de Renda.
Se os critérios contábeis adotados pela investida (coligada e controlada) e pela investidora não forem uniformes, o contribuinte deverá fazer no balanço ou balancete da coligada ou controlada os ajustes necessários para eliminar as diferenças relevantes decorrentes da diversidade de critérios.
O balanço ou balancete da investida (coligada ou controlada) levantado em data anterior à do balanço da investida deverá ser ajustado para registrar os efeitos relevantes de fatos extraordinários ocorridos no período.
O prazo de 2 meses, mencionado no item anterior aplica-se aos balanços ou balancetes de verificação das sociedades de que a coligada ou controlada participe, direta ou indiretamente, com investimentos relevantes que devam ser avaliados pelo valor de patrimônio líquido para registrar os efeitos relevantes de fatos extraordinários ocorridos no período.
O valor do investimento do contribuinte será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido ajustado de acordo com os procedimentos anteriores, da percentagem da participação do contribuinte no capital da coligada ou controlada.
Particularidades para as instituições financeiras e companhias abertas
A Resolução nº 484/78 do Banco Central do Brasil e a Instrução Normativa CVM nº 1/78 da Comissão de Valores Mobiliários, que disciplinam a aplicação do artigo 248, da Lei 6.404/1976, nas instituições do sistema financeiro e nas companhias abertas, determinam que o investimento na controlada, qualquer que seja o valor, independente de ser relevante ou não, deverá ser avaliado pelo método de equivalência patrimonial.
Atenção
É muito importante lembrar que todo empresário investe pensando em lucro e sua rentabilidade, bem como a de seus investimentos devem ser constantemente avaliadas.
Visão empresa e empresário
Enquanto o ROI nos informa a rentabilidade da empresa, ou seja, sua capacidade de transformar os recursos captados em ativos.
O ROE é o índice mais observado pelos acionistas e investidores, como citado por Buffett, 2010, p. 118 e 119:
“Se formos acionistas de uma empresa, estaremos muito interessados na capacidade da equipe de gestão de alocar o nosso dinheiro para que consigamos ganhar ainda mais.(...) Buffett descobriu que as empresas que se beneficiam de uma vantagem competitiva durável ou de longo prazo apresentam um retorno sobre o Patrimônio Líquido acima da média. A companhia favorita de Buffett, a Coca-Cola, apresenta um retorno de 30% sobre o patrimônio líquido; Wrigley, de 24%, a Hershey´s apresenta ótimos 33%; e a Pepsi atingi 34%..”.
A Resolução nº 484/78 do Banco Central do Brasil e a Instrução Normativa CVM nº 1/78 da Comissão de Valores Mobiliários, que disciplinam a aplicação do artigo 248, da Lei 6.404/1976, nas instituições do sistema financeiro e nas companhias abertas, determinam que o investimento na controlada, qualquer que seja o valor, independente de ser relevante ou não, deverá ser avaliado pelo método de equivalência patrimonial.
Atenção
É muito