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Apostila EEAR

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mensagem, e a despedida, que inclui a saudação 
e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O grau de 
familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio que orienta 
a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um amigo, opta-
se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é desconhecido 
ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica (empregador em 
relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), impõe-se o estilo 
formal. 
A Carta 
As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e argu-
mentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informativa, 
expressiva e apelativa). 
Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, isto é, 
aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a um 
amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm acontecimen-
tos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que percebe o 
receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário comprometido 
afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz de extrair a 
dimensão expressiva da mensagem. 
Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor conheci-
do, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transparecer 
marcas da oralidade: frases inconclusas, nas quais as reticências habilitam 
múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las; perguntas 
que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que encerram 
em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de exclamação 
que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas expressões que 
refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas. 
Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As enunciati-
vas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as 
dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a 
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Língua Portuguesa A Opção Certa Para a Sua Realização 9
subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também o uso de 
diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos qualificati-
vos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjeições. 
A Solicitação 
É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabelecida 
pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou tem a 
possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo emissor: um 
emprego, uma vaga em uma escola, etc. 
Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ceder ou 
não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que recorre 
ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas convencionalmente para a 
abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e conside-
ração . . . / despeço-me de vós respeitosamente. ../ Saúdo-vos com o maior 
respeito), e às frases feitas com que se iniciam e encerram-se estes textos 
(Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado, Antônio 
Gonzalez, D.NJ. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto Politéc-
nico a fim de solicitar-lhe...) 
As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do 
singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor 
através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi-
ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, dirige-
se a...). 
A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o primei-
ro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições que 
reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados por 
frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos em 
algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condições; 
por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à sua 
apelação. 
Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram um 
amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão tanto 
de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem desen-
volver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, como de 
construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa posição, o 
solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta 
os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o gerúndio 
enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido). 
A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal maneira 
que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de solicita-
ção de bolsas de estudo, etc. 
Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana 
Maria Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS. 
 
1.2 GRAMÁTICA: Fonética: Encontros vocálicos; Sílaba: 
tonicidade e acentuação gráfica. Ortografia. 
 
Em sentido mais elementar, a Fonética é o estudo dos sons ou dos fo-
nemas, entendendo-se por fonemas os sons emitidos pela voz humana, os 
quais caracterizam a oposição entre os vocábulos. 
 
Ex.: em pato e bato é o som inicial das consoantes p- e b- que opõe entre 
si as duas palavras. Tal som recebe a denominação de FONEMA. 
 
Quando proferimos a palavra aflito, por exemplo, emitimos três sílabas e 
seis fonemas: a-fli-to. Percebemos que numa sílaba pode haver um ou mais 
fonemas. 
No sistema fonético do português do Brasil há, aproximadamente, 33 fo-
nemas. 
 
É importante não confundir letra com fonema. Fonema é som, letra é o 
sinal gráfico que representa o som. 
 
Vejamos alguns exemplos: 
Manhã – 5 letras e quatro fonemas: m / a / nh / ã 
Táxi – 4 letras e 5 fonemas: t / a / k / s / i 
Corre – letras: 5: fonemas: 4 
Hora – letras: 4: fonemas: 3 
Aquela – letras: 6: fonemas: 5 
Guerra – letras: 6: fonemas: 4 
Fixo – letras: 4: fonemas: 5 
Hoje – 4 letras e 3 fonemas 
Canto – 5 letras e 4 fonemas 
Tempo – 5 letras e 4 fonemas 
Campo – 5 letras e 4 fonemas 
Chuva – 5 letras e 4 fonemas 
 
LETRA - é a representação gráfica, a representação escrita, de um 
determinado som. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS 
 
VOGAIS 
 
 
 
SEMIVOGAIS 
Só há duas semivogais: i e u, quando se incorporam à vogal numa 
mesma sílaba da palavra, formando um ditongo ou tritongo. Exs.: cai-ça-ra, te-
sou-ro, Pa-ra-guai. 
 
CONSOANTES 
 
 
 
ENCONTROS VOCÁLICOS 
A sequência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de 
encontro vocálico. 
Ex.: cooperativa 
 
Três são os encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato 
 
DITONGO 
É a combinação de uma vogal + uma semivogal ou vice-versa. 
Dividem-se em: 
• orais: pai, fui 
• nasais: mãe, bem, pão 
• decrescentes: (vogal + semivogal) – meu, riu, dói 
• crescentes: (semivogal + vogal) – pátria, vácuo 
 
TRITONGO (semivogal + vogal + semivogal) 
Ex.: Pa-ra-guai, U-ru-guai, Ja-ce-guai, sa-guão, quão, iguais, mínguam 
 
HIATO 
Ê o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em du-
as diferentes emissões de voz. 
Ex.: fa-ís-ca, sa-ú-de, do-er, a-or-ta, po-di-a, ci-ú-me, po-ei-ra, cru-el, ju-í-
zo 
 
SÍLABA 
Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados 
numa só emissão de voz. 
Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classifica-se em: 
• Monossílabo - possui uma só sílaba: pá, mel, fé, sol. 
• Dissílabo - possui duas sílabas: ca-sa, me-sa, pom-bo. 
• Trissílabo - possui três sílabas: Cam-pi-nas, ci-da-de, a-tle-ta. 
• Polissílabo - possui mais de três sílabas: es-co-la-ri-da-de, hos-pi-ta-
li-da-de. 
 
TONICIDADE 
Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe

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