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Redes de Distribuição de Energia Elétrica Final

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Brasília-DF. 
Redes de distRibuição de eneRgia
Elaboração
Rodrigo Paduan Mendonça
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APrESEntAção ................................................................................................................................. 4
orgAnizAção do CAdErno dE EStudoS E PESquiSA .................................................................... 5
introdução.................................................................................................................................... 7
unidAdE i
Fundamentos Básicos ....................................................................................................................... 9
CAPítulo 1
introdução ao setor elétrico, geração, transmissão e distriBuição de energia ..... 9
CAPítulo 2
sistema energético ............................................................................................................ 12
CAPítulo 3
sistema interligado nacional (sin) e o operador nacional do sistema (ons) ........... 18
CAPítulo 4
agentes reguladores e o mercado de energia ............................................................ 21
unidAdE ii
redes de distriBuição ...................................................................................................................... 26
CAPítulo 1
introdução ........................................................................................................................ 26
CAPítulo 2
linhas de transmissão ....................................................................................................... 28
CAPítulo 3
redes primárias e secundárias ......................................................................................... 37
CAPítulo 4
Fornecimento de energia para unidades consumidoras – condições gerais ......... 43
unidAdE iii
projetos elétricos em Baixa-tensão .............................................................................................. 61
CAPítulo 1
introdução aos projetos ................................................................................................ 61
unidAdE iV
smart grid ........................................................................................................................................ 73
CAPítulo 1
introdução ........................................................................................................................ 73
CAPítulo 2
mercado externo .............................................................................................................. 80
CAPítulo 3
a tecnologia smart grid .................................................................................................. 85
rEfErênCiAS .................................................................................................................................. 92
5
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se 
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. 
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela 
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da 
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade 
dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos 
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém 
ao profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a 
evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo 
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na 
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
6
organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em 
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos 
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam tornar 
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta para 
aprofundar seus estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, apresentamos uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos 
Cadernos de Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
7
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
8
introdução
Nós consumidores de modo geral, nos beneficiamos a cada momento do desenvolvimento 
e avanço tecnológico presente na área da eletrônica, que são aplicados em todos os 
produtos de consumo utilizados em nosso dia a dia. Em nossas residências é comum 
termos uma grande variedade de equipamentos conectados à instalação elétrica, 
consumindo energia.
Tendo isso em mente, você já parou para pensar como é que a eletricidade chega até sua 
residência ou comércio? Como ela foi gerada? Quais serão as próximas tecnologias que 
nós consumidores finais iremos utilizar?
Diante destes questionamentos de extrema importância, e devido ser um assunto 
considerado atualmente como uma necessidade básica de sobrevivência, esta disciplina 
irá abranger de forma introdutória as redes de distribuição de energia, desde a geração, 
transmissão e distribuição.
objetivos
 » Promover ao aluno a oportunidade de adquirir senso crítico da 
importância dos sistemas de geração e distribuição de energia e a sua 
utilização aplicada no dia a dia.
 » Analisar os conceitos relativos ao sistema de geração, distribuição bem 
como a solução de problemas que envolvem a energia elétrica.
 » Compreender toda a teoria apresentada, tendo como um enfoque prático 
nas questões relacionadas ao funcionamento dos sistemas de geração, 
transmissão e distribuição de energia elétrica.
 » Qualificar, os alunos para execução de atividades referentes ao sistema 
de distribuição de energia, capacitando-os a mobilizar conhecimentos, 
habilidades, atitudes e valores necessários para o desempenho eficaz das 
atividades requeridas no exercício de suas funções.
9
unidAdE ifundAmEntoS 
BáSiCoS
CAPítulo 1
introdução ao setor elétrico, geração, 
transmissão e distribuição de energia
introdução
Segundo informações da AIE, a estrutura de consumo por fontes energéticas 
é uma das chaves para analisar os desafios com o quais nós enfrentaremos no 
futuro. Esta estrutura, na qual o petróleoe os demais combustíveis fósseis têm 
um peso significativo, reflete-se na matriz energética de consumo mundial de 
energia primária. 
Abaixo seguem os dados e a evolução previsível de tal matriz segundo a Agência 
Internacional de Energia (AIE).
Figura 1.
Fonte disponível em: <https://www.repsol.com/pt_pt/corporacion/conocer-repsol/contexto-energetico/matriz-energetica-
mundial/>.
10
UNIDADE I │ FUNDAmENtos BásIcos
Setor energético brasileiro
Os anos de 1990 foram fundamentais para o avanço na administração do setor elétrico 
nacional, duas grandes mudanças ocorreram no modelo institucional do setor de 
energia. A criação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) além da venda 
das companhias operadoras estatais ao capital privado, tendo início através da Lei no 
9.427, de dezembro de 1996, a qual determinou que por intermédio de um sistema 
de concorrência ou leilão, o maior valor oferecido pela outorga (Uso do Bem Público) 
dos potenciais hidráulicos do país permitiria que o vencedor pudesse explorar estes 
recursos, foi considerada a primeira grande mudança. A segunda ocorreu em 2004, 
marcando a responsabilidade do Estado no planejamento do setor de energia elétrica. 
Seus principais objetivos foram:
 » garantir a segurança no suprimento de energia;
 » promover modicidade tarifária;
 » promover a inserção social, em particular pelos programas de 
universalização (como o Programa Luz para Todos).
Ainda em 2004, os novos processos para empreendimentos de geração de energia 
sofreram alterações em seu critério de concessão. A partir desta medida, os investidores 
que quizessem vencer os leilões deveriam propor o menor preço de venda da produção 
de energia das futuras usinas. Além disso, este novo modelo possibilitou a criação de 
dois ambientes para a realização de contratos de compra e venda de energia:
 » Ambiente de Contratação Regulada (ACR), exclusivo para as geradoras e 
distribuidoras de energia;
 » Ambiente de Contratação Livre (ACL), aberto às geradoras, 
comercializadoras, consumidores livres e os importadores e exportadores.
Na antiga estrutura, grande parte das atividades eram completamente regulamentadas 
e as companhias operadoras eram controladas pelo Estado e verticalizadas. Após 
um período de aproximadamente 55 anos de controle estatal, a privatização do setor 
energético construiu uma nova estrutura que assenta-se até hoje em muitos dos pilares 
definidos no anos de 1990
No Brasil, dentre todos os segmentos de infraestrutura o mais utilizado é a energia 
elétrica, com todo esse consumo, após 2004, foi implantado um novo modelo do setor 
elétrico por meio das leis no 10.847/2004 e no 10.848/2004, que possibilitou melhorias 
e um maior controle da produção e distribuição. 
11
Fundamentos Básicos │ unidade i
Figura 2.
Fonte disponível em: estrutura instrucional do setor energético - anaeel, 2008.
12
CAPítulo 2
Sistema energético
Existem três processos desde a captação dos recursos até a entrega de energia 
elétrica ao consumidor final que são: a geração/produção, a transmissão e a 
distribuição.
Abaixo segue a estrutura da matriz energética brasileira apurada em 2015: 
Figura 3.
Fonte disponível em: <http://www.cbdb.org.br/informe/img/63socios7.pdf>.
geração
Para a geração de energia elétrica, a geração de energia mecânica é essencial 
para que os rotores das turbinas das usinas girem, nos quais estão interligados, 
no mesmo eixo, os rotores dos geradores de eletricidade, transformando assim 
energia mecânica em elétrica. 
O país conta com uma enorme capacidade de produção de energia, já que possui grande 
potencial de recursos renováveis. Atualmente, existe produção ou desenvolvimento de 
13
Fundamentos Básicos │ unidade i
pelo menos 11 tipos de energias advindas de: hidráulica, gás natural, petróleo, carvão, 
nuclear, biomassa, eólica, solar, geotérmica, marítima, biogás.
geração de energia hidroelétrica 
Figura 4.
Fonte disponível em: <www.brasil.gov.br>.
No Brasil, a água é o recurso natural mais abundante e o potencial hidráulico, segundo 
a Aneel é estimada em 260 GW, ocupando o 5o lugar no ranking mundial de produção. 
A força da água é o combustível da geração de eletricidade. 
De forma bastante resumida, uma das principais variáveis, a capacidade ou potência 
instalada, quantificada em [MW], define se a usina é de Grande Porte, Médio Porte ou 
uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). A ANEEL adota três classificações:
 » Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH, com até 1 MW de potência 
instalada).
 » Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH, entre 1,1 MW e 30 MW de potência 
instalada). 
 » Usina Hidrelétrica de Energia (UHE, com mais de 30 MW de potência 
instalada). 
Outras variáveis como altura da queda d’água, vazão, tipo de turbina instalada, 
localização, tipo de barragem e reservatório unificadas à variável potência 
instalada são variáveis utilizadas na classificação de uma usina hidrelétrica.
14
UNIDADE I │ FUNDAmENtos BásIcos
geração de energia termoelétrica
Figura 5.
Fonte disponível em: <www.riograndedonorte.net/geracao-termica-avanca-e-pesa-no-rn/>.
O processo de geração de uma usina termoelétrica pode utilizar como fonte de 
combustível gás, óleo ou petróleo, onde a partir da queima destes combustíveis a 
eletricidade é produzida. Abaixo segue uma breve explicação de cada tipo acima descrito:
 » O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos gasosos, originados 
da decomposição de matéria orgânica fossilizada ao longo de milhões de 
anos. Em relação a outros combustíveis fósseis sua queima possui baixos 
índices de emissão de poluentes, além da rápida dispersão e pouco odor 
liberado.
 » O petróleo também de origem a partir de hidrocarbonetos provenientes 
da decomposição de matéria orgânica, principalmente o plâncton. Durante 
o século XIX, a exploração de petróleo passou a expandir, chegando ao 
inicio dos anos de 1970 com quase 50% do consumo da energia primária 
no mundo, hoje responsável por aproximadamente 4,8% da eletricidade 
gerada em nosso país.
 » O carvão é uma variada e complexa mistura de componentes orgânicos 
sólidos fossilizados tem sua qualidade determinada pelo conteúdo do 
carbono que varia de acordo com o tempo.
15
Fundamentos Básicos │ unidade i
geração de energia nuclear
Figura 6.
Fonte disponível em: <www.energia.sp.gov.br>.
O urânio, dentre algumas substâncias, possuem núcleos atômicos, que podem ser 
divididos em partículas menores e quando atingem os nêutrons, ocorre à quebra do 
núcleo, esta quebra emite um intenso calor em forma de radiação. Essa reação física, 
é aproveitada no processo de geração da energia em usinas nucleares.
geração de energia solar
Figura 7.
Fonte disponível em: <http://www.conexaolusofona.org>.
Este tipo de geração de energia utiliza em sua maioria esmagadora a tecnologia das 
células fotovoltaicas, que são feitas a partir de materiais semicondutores, como o silício. 
16
UNIDADE I │ FUNDAmENtos BásIcos
geração de energia a partir de combustíveis 
alternativos
Figura 8.
Fonte disponível em: <http://www.opetroleo.com.br>.
Similar aos demais processos térmicos de geração de energia, o biogás e a biomassa, são 
os combustíveis utilizados para a geração de energia neste tipo de usina.
transmissão de energia
O processo de transportar energia elétrica entre dois pontos é realizado por 
linhas de transmissão de alta potência, que geralmente utilizam corrente 
alternadas e altos níveis de tensão para a viabilização dessa conexão entre 
usina/consumidor
O Brasil possui um amplo sistema interconectado (SIN), onde, o aspecto fundamental é 
a segurança das redes de transmissão, já que qualquer problema que ocorra, tem como 
consequência a descontinuidade de suprimentoenergético de milhares de pessoas. 
Esse monitoramento constante é de responsabilidade da ONS, que deve manter no país 
o nível de tensão de fornecimento entre 230kv e 750kv, para linhas de transmissão.
As conversões de níveis de tensão são realizadas por meio de transformadores abaixadores 
ou elevadores, isso depende para qual finalidade aquela energia será utilizada. Estes 
transformadores podem ser encontrados nas subestações de distribuição.
A redes de transmissão, em geral, possuem a estrutura em linhas aéreas, às vezes 
também contam com cabos subterrâneos.
17
Fundamentos Básicos │ unidade i
Figura 9.
Fonte disponível em: <www.abradee.com.br/setor-de-distribuicao/tarifas-de-energia/tarifas-de-energia>.
distribuição
O sistema de distribuição, nada mais é do que um sistema de transmissão em meios 
físicos o qual efetivamente distribui energia até os consumidores finais. 
A distribuição é composta por fios condutores, transformadores e equipamentos diversos 
de medição, controle e proteção das redes elétricas. Porém, o sistema de distribuição 
torna-se mais complexo, pois é muito mais extenso e ramificado.
Figura 10.
Fonte disponível em: <www.abradee.com.br/setor-de-distribuicao/a-distribuicao-de-energia>.
18
CAPítulo 3
Sistema interligado nacional (Sin) e o 
operador nacional do Sistema (onS)
Sin - Sistema interligado nacional
No Brasil, o sistema de transmissão e produção de energia elétrica é considerado 
um sistema de grande porte termo-hidro-eólico, distribuído em dezesseis bacias 
hidrográficas nas diferentes regiões do país, sendo subdividido da seguinte maneira:
 » região Sul;
 » região Sudeste/Centro-Oeste;
 » região Nordeste; 
 » e a maior parte da região Norte. 
Este sistema está interconectado por meio de uma malha de transmissão, o qual 
recebe o nome de Sistema Interligado Nacional (SIN), permitindo a transferência de 
energia elétrica entre os diversos subsistemas, obtendo assim ganhos sinérgicos, já 
que a utilização em comum dos recursos permite com economicidade e segurança o 
atendimento ao mercado. 
Segue a representação do Sistema Interligado Nacional (SIN) segundo informado 
pela ONS:
Figura 11.
Fonte disponível em: <http://www.ons.org.br>.
19
Fundamentos Básicos │ unidade i
onS - operador nacional do Sistema Elétrico
Figura 12.
Fonte disponível em: <www.ons.org.br/biblioteca_virtual/marcaons.aspx>.
“O Operador Nacional do Sistema Elétrico desenvolve as atividades de 
planejamento e programação da operação, de elaboração de estudos, 
normas e procedimentos técnico-operacionais de coordenação, 
supervisão e controle da Rede de Operação do sistema eletro energético, 
bem como realiza atividades voltadas para a administração dos serviços 
de transmissão e do uso do sistema de transmissão.” (Fonte: ONS, 
Operador Nacional de Sistema, 2017)
Dentre as responsabilidades da ONS estão, por exemplo:
 » manutenção do correto funcionamento do SIN;
 » realização dos processos de integração de novas instalações, 
considerando a adequação física, operacional e instalação dentro dos 
padrões normativos.
Caso qualquer alteração necessária venha causar risco de impacto sistêmico, o ONS 
solicita a elaboração de um documento - PAR - Plano de Ampliações e Reforços, 
que funciona como autorização, avaliação e implementação de reforços e melhorias. 
A partir deste documento é verificado o atendimento às exigências técnicas e 
premissas definidas nas avaliações, além dos estudos a partir da solicitação de 
acesso a rede. Com estes resultados, são elaborados avaliações do sistema e medidas 
corretivas/preventivas à serem adotados. Todo o acompanhamento se da por meio 
de indicadores de desempenho os quais são monitorados por meio de parâmetros 
específicos.
Detalhados os Procedimentos de Rede subdivido em seus macro processos:
20
UNIDADE I │ FUNDAmENtos BásIcos
Figura 13.
Fonte disponível em: <http://www.ons.org.br>.
21
CAPítulo 4
Agentes reguladores e o mercado de 
energia
AnEEl – Agência nacional de Energia Elétrica
Figura 14.
Fonte disponível em: <www.aneel.gov.br/>.
A partir da Lei no 9.427/1996, a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL tem 
suas atividades e competências definidas. Onde, a Agência concede, permite e autoriza, 
implementando políticas relativas aos empreendimentos e serviços de energia elétrica, 
leiloa concessões do setor por meio de procedimentos licitatórios e faz a gestão dos 
contratos de fornecimento e concessão de uso do bem público.
A Aneel também realiza o regulamento por meio de normas, estabelecendo regras para 
os serviços de energia, determinando metas para um bom e equilibrado funcionamento 
do mercado, além de criar a metodologia de cálculo de tarifas que devem ser aplicadas 
às contas e fiscalizar o fornecimento dos serviços de energia elétrica, impondo se 
necessárias multas e o fim do contrato de concessão caso seja necessário. 
Cabe a ANEEL mediar conflitos, na esfera administrativa, os desentendimentos entre 
consumidores e agentes e gerir programas de pesquisa e desenvolvimento, nos termos 
da lei nos termos da Lei no 9.991, de 24 de julho de 2000. Cabe ressaltar que a Aneel 
incentiva projetos de eficiência e qualidade dos serviços e que reduzam a dependência 
tecnológica do setor.
O que a ANEEL não faz?
 » Políticas públicas do setor;
 » Investimento direto em projetos;
22
UNIDADE I │ FUNDAmENtos BásIcos
 » Fiscalização de Itaipu Binacional. A usina está sujeita a regras 
binacionais de fiscalização, auditoria e mecanismos de transparência e 
acesso a informações especiais, decorrentes do Tratado Internacional 
que a criou e rege. Mais informações no site da Itaipu Binacional.
EPE – Empresa de Pesquisa Energética
Figura 15.
Fonte disponível em: <www.epe.gov.br/paginas/default.aspx>.
Segundo o Art. 2o da Lei no 10.847, de 15 de março de 2004 a Empresa de Pesquisa 
Energética – EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas 
destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético, tais como energia elétrica, 
petróleo e gás natural e seus derivados, carvão mineral, fontes energéticas renováveis e 
eficiência energética, dentre outras.
mercado de energia – CCEE 
Figura 16.
Fonte disponíveis em: <http://www.setorenergetico.com.br/governo-regulamentacao/ccee-liquidacao-financeira-do-
mercado-de-curto-prazo-de-energia-eletrica-movimenta-r-500-milhoes/21305/>.
Com o intercambio energético (SIN), coordenado pelo Operador Nacional do Sistema 
(ONS), o papel de garantir o fornecimento da energia para os agentes de consumo é 
23
Fundamentos Básicos │ unidade i
obtida mediante o registro de seus contratos na Câmara de Comercialização de Energia 
Elétrica - CCEE, seja ele realizado no ACL - Ambiente de Contratação Livre ou no ACR 
- Ambiente de Contratação Regulada, nesse contexto, a CCEE fortalece o mercado de 
comercialização, promovendo relações justas e solidas para todos os segmentos de 
distribuição, geração, comercialização e consumo.
mercado livre 
O ACL ou Ambiente de Contratação Livre é um ambiente em que, os consumidores 
podem exercer seu direito à portabilidade da conta de luz escolhendo livremente seus 
fornecedores de energia, negociando e estabelecendo em contratos os volumes e seus 
respectivos preços. Atualmente, a energia do país possui mais de 60% adquirida pelo 
mercado livre, pois essas empresas buscam basicamente previsibilidade e redução nos 
custos, pois desde de 2003, segundo a Abraceel, este mercado proporcionou em média, 
uma economia de 18%,se comparado ao mercado ACR.
Figura 17.
Fonte disponível em: <www.abraceel.com.br/archives/files/abraceel_cartilha_mercadolivre_V9.pdf>.
24
UNIDADE I │ FUNDAmENtos BásIcos
O mercado livre está aberto basicamentea dois tipos de consumidores:
 » Consumidores com demanda contratada superior à 3.000 KW;
 » Consumidores especiais com demanda contratada igual ou maior que 
500 KW e menor que 3.000 KW.
O que torna este mercado cada vez mais procurado pelas pequenas e médias 
empresas é o valor do KW/h pago em relação ao preço pago no mercado cativo, 
esta diferença chega a gerar uma economia de aproximadamente 40% na fatura 
de energia mensal.
Outro ponto bastante interessante, é que a energia contratada pelos consumidores 
especiais, só pode ser gerada pelas chamadas fontes especiais de energia, energia 
esta advinda apenas de usinas eólicas, solares, biomassa, pequenas centrais 
hidrelétricas (PCHs) ou hidráulicas de empreendimentos com potência igual ou 
inferior a 50.000 KW.
Dentro do mercado livre pode-se dizer que existem basicamente dois tipos de negociações 
quanto à energia, e são elas:
 » ENERGIA INCENTIVADA: ao consumir energia de fontes 
incentivadas, os consumidores tem uma redução, entre 50% e 100%, nas 
tarifações de uso do sistema de distribuição e transmissão (Tusd e Tust), 
esse percentual varia conforme o tipo de geração e a data do registro 
na ANEEL. A regulamentação indica que as fontes incentivadas devem 
ser provenientes de usinas eólicas, solares, a biomassa, hidráulicas ou 
cogeração qualificada com potência inferior ou igual a 30.000 kW.
 » ENERGIA PROVENIENTE DE COMERCIALIZADORES: 
neste tipo, os comercializadores não geram energia, eles adquirem de 
diferentes fornecedores e repassam aos consumidores e outros agentes, 
sob autorização da ANEEL, possuem a função de gerir riscos de preço 
e volume, suas atividades encontram se regulamentadas na Resolução 
Normativa no 678 da ANEEL, de 1o de setembro de 2015.
mercado cativo 
Já no ACR - Ambiente de Contratação Regulada ou também denominado de mercado 
cativo, temos:
 » a energia entregue à unidade consumidora é de responsabilidade de uma 
empresa distribuidora de energia, sendo que o valor pago pelo consumo 
25
Fundamentos Básicos │ unidade i
energético já inclui o custo da energia e do serviço de transmissão e 
distribuição;
 » não há preço pela energia e sim uma tarifa fixa, o valor desta tarifa é 
determinado pela Aneel;
 » não existe liberdade para negociação de condições contratuais e 
flexibilidades de suprimento;
 » o consumidor fica exposto à variações no preço da tarifa paga trazendo 
assim para clientes neste tipo de mercado incertezas quanto ao custo da 
energia.
Figura 18.
Fonte disponível em: <www.abraceel.com.br/archives/files/abraceel_cartilha_mercadolivre_V9.pdf>.
As tarifas do mercado cativo, que são pagas mensalmente pelo consumidor para a 
distribuidora, são compostas pelos seguintes itens:
 » custos médios com a aquisição de energia elétrica, que a distribuidora 
possui com os comercializadores e geradores, além da própria geração;
 » custos relativos ao uso do sistema de distribuição e transmissão, pagos 
às empresas para receber distribuição de energia produzida nas usinas;
 » perdas técnicas e não técnicas, encargos, tributos e impostos.
26
unidAdE iirEdES dE 
diStriBuição
CAPítulo 1
introdução
Visão geral
Figura 19.
Fonte disponível em: <www.abradee.com.br/setor-eletrico/redes-de-energia-eletrica>.
Mesmo na atualidade, onde a evolução tecnológica e descobertas ocorrem o tempo todo, 
ainda não foi possível, de forma economicamente viável, a realização da transmissão de 
energia elétrica de um ponto ao outro utilizando o ar como meio de transporte. Como a 
geração da energia é algo constante e proveniente dos diversos tipos de usinas, tais como, 
eólicas, solares, hidráulicas etc., é clara a necessidade de encontramos um meio físico 
que seja capaz de transportar esta energia gerada até os grandes centros consumidores. 
É, a partir deste “grande problema” que as construções das linhas de transmissão se 
iniciaram por todo o país, objetivando a entrega da eletricidade ao consumidor final.
27
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
A rede de transmissão de energia elétrica, formada por um conjunto de cabos e 
torres, tem como principal finalidade transportar a eletricidade gerada nas usinas, 
por intermédio de um cabeamento específico, o qual devido à alta potência do sinal 
transmitido é revestido por grossas camadas de materiais isolantes e fixados em torres 
de metal de forma aérea. 
Estas linhas de transmissão, devido à alta voltagem e grande potência, são normalmente 
administradas pelas empresas geradoras, no entanto, esta não é uma regra universal, 
sendo permitido também que as empresas distribuidoras de energia elétrica possam 
construir suas próprias redes de distribuição de menor voltagem, permitindo assim que 
o consumidor final possa receber de forma mais segura voltagens menores dentro da 
área de concessão de cada distribuidora de energia. 
Os isolantes de porcelana ou vidro são elementos de extrema importância 
nas redes de transmissão, aos quais além de sustentarem os cabos, servem 
como dispositivos de proteção contra descargas elétricas durante toda a rede, 
prevenindo contra acidentes e minimizando custos e perdas em possíveis 
manutenções. 
As Redes de Transmissão de Energia Elétrica são compostas basicamente por:
 » linhas de transmissão (fios condutores);
 » subestações de transformação de energia;
 » subestações de distribuição de energia;
 » consumidores.
As distribuidoras de energia são responsáveis pela conexão, atendimento e entrega 
efetiva da energia elétrica ao consumidor final. Considera-se a energia distribuída 
como a energia efetivamente entregue aos consumidores conectados à rede elétrica 
aérea (suportada por postes) ou subterrânea (os cabos estão localizados sob o solo ou 
dentro de dutos subterrâneos), aos quais têm por característica serem muito extensas 
e ramificadas. 
Informações da Abradee – Associação Brasileira de Distribuidores de Energia 
Elétrica – mostram que do total de energia distribuída no país, aproximadamente 
60% da energia é de responsabilidade do setor privado e os 40% restantes das 
empresas públicas.
28
CAPítulo 2
linhas de transmissão
tipos de linhas de transmissão
Linhas de Alta Tensão: 
 » responsáveis por transportar faixas de tensão de 69 KV até 230 KV;
 » conhecidas também como linhas de subtransmissão;
 » em termos organizacionais são divididas em três tipos de classes, de 
acordo com o nível de tensão transportado (A1 > 230 KV, 88 KV < A2 > 
138 KV e A3 = 69 KV);
 » compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Linhas de Média Tensão:
 » responsáveis por transportar faixas de tensão de 2,3 KV até 44 KV;
 » redes de longa extensão e ramificadas;
 » geralmente compostas por três fios condutores aéreos, sustentados por 
postes de concreto e separados a uma distância segura um do outro;
 » consumidores finais que utilizam diretamente as linhas de média tensão 
para seu consumo de energia, têm como responsabilidade a conversão 
desta energia para os níveis de baixa tensão.
Linhas de Baixa Tensão:
 » responsáveis por transportar faixas de tensão de 127 V até 440 V;
 » utilizam a mesma estrutura de transmissão aérea das linhas de média 
tensão;
 » responsáveis por entregar, por meio dos ramais de ligação, a energia aos 
pequenos e médios consumidores (residências, comércios e indústrias).
29
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
Figura 20.
Fonte disponível em: <www.abradee.com.br/setor-eletrico/redes-de-energia-eletrica>.
 A subestação de distribuição
Figura 21.
Fonte disponível em: <www.abradee.com.br/setor-eletrico/redes-de-energia-eletrica>.
Após a energia elétrica ser gerada pelas centrais elétricas e transportadas pelas 
linhas de alta tensão até as subestações de transmissão, onde o rebaixamento 
do nível de tensão é realizado, é a vezde conhecermos um pouco mais afundo 
as subestações de distribuição.
As subestações de distribuição, SEs, que são supridas pela rede de subtransmissão, 
são responsáveis pela transformação de tensão de subtransmissão para a de 
distribuição primária, 13,8kV. Há inúmeros arranjos de SEs possíveis, variando 
com a potência instalada na SE.
30
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
A subestação de distribuição é compota por:
 » transformadores que convertem basicamente a energia para 127 V e 220 V;
 » dispositivos de Proteção contra sobre-corrente, sobre-tensão, descargas 
elétricas, curto circuitos etc.;
 » dispositivos de Medição;
 » linhas de transmissão de baixa e média tensão.
Sempre posicionadas logísticamente dentro dos grandes centros consumidores 
de energia, tecnologias que possam impactar diretamente na compactação 
da cara estrutura física recebem uma atenção especial das concessionárias de 
energia.
A subestação de transmissão
O sistema de subtransmissão é o elo que tem a função de captar a energia em grosso das 
empresas geradoras e transferi-la às SEs de distribuição em tensão de subtransmissão, 
através de linhas trifásicas operando em tensões, usualmente de 138kV ou 69kV. 
A definição
“As subestações de transmissão são aquelas localizadas nos pontos de conexão 
com geradores, consumidores e empresas distribuidoras. Nos pontos de conexão 
com geradores, a função das subestações é elevar o nível de tensão da energia 
elétrica gerada para centenas de milhares de Volts. Já nos pontos de conexão 
com consumidores ou distribuidoras, a função das subestações de transmissão 
é rebaixar os níveis de tensão para dezenas de milhares de Volts”. Disponível em: 
<http://www.abradee.com.br/setor-eletrico/redes-de-energia-eletrica>.
Normalmente localizadas em pontos de conexão com:
1. consumidores;
2. geradores;
3. empresas distribuidoras;
No primeiro e terceiro caso a função desta subestação é a redução dos níveis de tensão 
de transporte da energia.
31
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
No segundo caso sua função é elevar o nível de tensão de transporte da energia.
A elevação da tensão reduz a corrente elétrica que circula nas linhas de 
transmissão, reduzindo assim, consideravelmente, as perdas elétricas inerentes 
ao transporte da energia.
dispositivos de uma SE
Dentro de uma subestação (SE) encontramos diversos equipamentos com diversas 
finalidades, tais como:
 » proteção;
 » transformação; 
 » manobra;
 » medição.
Dispositivos de Proteção:
 » Para-raios: dispositivo que inibe ou limita considereávelmente os efeitos 
prejudiciais causados por descargas atmosféricas as quais poderiam 
causar severos danos aos equipamentos elétricos em funcionamento.
 » Fusíveis: dispositivos que têm como principal função proteger o circuito 
principal contra curtos circuitos, onde a elevação da corrente, nesta 
condição, certamente irá danificar todo e qualquer equipamento elétrico 
em funcionamento. 
Dispositivos de Transformação:
 » Transformadores: dispositivos que têm como principal função realizar 
a elevação ou abaixamento da tensão, pois a partir desta característica 
elétrica é que se é possível a realização do transporte da energia elétrica de 
um ponto ao outro, gerando enorme economia nas linhas de transmissão 
de longa distância
Dispositivos de Manobra:
 » Disjuntores: o disjuntor é um dispositivo eletromecânico que protege 
a instalação elétrica contra possíveis danos relacionados a sobrecargas 
elétricas e curtos-circuitos. Basicamente, o disjuntor monitora e controla 
32
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
a corrente elétrica, interrompendo imediatamente sua circulação em caso 
de picos que ultrapassem o considerado adequado.
 » Chaves Seccionadoras: as chaves seccionadoras, também chamadas 
de interruptores de desconexão, são consideradas um dispositivo de 
segurança e tem como principal finalidade desenergizar o circuito em 
questão, para que o operador possa trabalhar de forma segura e sem risco 
de acidentes. 
dispositivos de medição
Responsáveis por mensurar as principais grandezas descritas abaixo:
 » tensão;
 » corrente;
 » frequência;
 » potência ativa e reativa.
Classificação das subestações (SEs)
As subestações são normalmente classificas de acordo com sua função e a sua instalação.
 » Subestação Transformadora Elevadora: situada próxima aos 
grandes centros geradores de energia, o principal objetivo desta unidade 
é a elevação do nível da tensão de entrada.
 » Subestação Transformadora Abaixadora: situada próxima aos 
grandes centros consumidores de energia, o principal objetivo desta 
unidade é a conversão dos altos níveis de tensão de entrada, para níveis 
mais baixos.
 » Subestação Seccionadora, de Manobra ou Chaveamento: tem 
como finalidade, a interconexão entre circuitos de suprimento de energia, 
os quais devem ter impreterivelmente os mesmos níveis de tensão. 
Caso haja a necessidade de interrupção temporária de energia para que uma manutenção 
pontual ocorra, este tipo de subestação pode atuar de forma a seccionar os circuitos 
elétricos, permitindo assim que os demais circuitos continuem a operar. 
33
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
Principais arranjos de uma SE de distribuição
Basicamente ao se realizar o projeto e execução de uma nova subestação, os principais 
macros aspectos levados em consideração são, o funcional e econômico. A avaliação 
realizada ao se analisar o diagrama unifilar de uma SE, remete aos seguintes pontos:
 » segurança do sistema;
 » flexibilidade de operação;
 » habilidade na redução de correntes de curto-circuito;
 » simplicidade dos dispositivos de proteção;
 » facilidade de manutenção e seu efeito na segurança;
 » facilidade de expansão;
 » área total;
 » custo.
São apresentados, a seguir, alguns dos arranjos elétricos de subestações mais 
usuais:
Barra simples com um circuito de suprimento
As principais características são:
 » baixo custo de implementação;
 » utilizado para suprir concentrações de pouca demanda de carga;
 » permite apenas uma linha de suprimento de energia;
 » possui apenas um único dispositivo de proteção na entrada de alta tensão 
do transformador;
 » baixa confiabilidade.
34
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
Figura 22.
Fonte disponíveis em : <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdf>.
Barra simples com duas barras de suprimento
As principais características são:
 » baixo custo de implementação;
 » utilizado para suprir concentrações de pouca demanda de carga;
 » permite apenas uma linha de suprimento de energia;
 » possui apenas um único dispositivo de proteção na entrada de alta tensão 
do transformador;
 » aumento da confiabilidade, quando comparada ao modelo com apenas 
uma barra de suprimento, devido à este circuito possuir dupla alimentação. 
No entanto, ao ser necessário a realização de uma manutenção o 
desligamento da SE deve ocorrer.
Figura 23.
Fonte: <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdf>.
35
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
Barra dupla com dois circuitos de suprimento
As principais características são:
 » utilizado para suprir concentrações de grande demanda de carga;
 » permite apenas duas linhas de suprimento de energia independentes;
 » alta confiabilidade, devido à este circuito possuir dupla alimentação e no 
caso de ser necessário a realização de uma manutenção o desligamento 
da SE não é necessário.
Figura 24.
Fonte disponível em: <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdf>.
Barra dupla com disjuntor de transferência com 
dois circuitos de suprimento
Este arranjo é uma evolução doarranjo anterior, onde se distribui os circuitos de saída 
em vários barramentos, permitindo-se maior flexibilidade na transferência de blocos de 
carga entre os transformadores, e a manutenção dos disjuntores é realizada por meio 
do disjuntor de transferência.
36
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
Figura 25.
Fonte disponível em: <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdf>.
37
CAPítulo 3
redes primárias e secundárias
tipos de redes 
As redes que derivam das subestações de distribuição, também denominadas redes 
primárias e secundárias, chegam até o consumidor final através de duas formas 
possíveis:
 » redes aéreas;
 » redes subterrâneas.
redes subterrâneas
Figura 26.
Fonte disponível em: <www.osetoreletrico.com.br/por-baixo-da-terra>.
Quando comparada às redes aéreas, este tipo de rede de distribuição de energia possuem 
um alto custo de implementação, no entanto, oferece vantagens não que vão além da 
estética, proporcionando maior segurança e proteção aos usuários consumidores de 
energia. Além disso, este tipo de rede não está sujeita às variações climáticas, tempestades 
e descargas atmosféricas, fatores estes que sempre geram interrupção no fornecimento 
da energia causando gastos constantes com manutenção das redes aéreas.
38
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
Em polos consumidores, onde a demanda de consumo atinge valores superiores 
a 28MVA/km2, prioritariamente a área em questão deve ser alimentada utilizando 
o sistema de distribuição subterrâneo.
redes aéreas
Figura 27.
Fonte disponível em: <www.adeel.com.br/rede-compacta-vs-convencional>.
O tipo de rede aérea, é o mais encontrado no Brasil, possui baixo custo de implementação 
e normalmente utilizada em áreas de grande demanda de carga, tais como pequenas, 
médias e grandes cidades. Normalmente erguidas sobre postes de concreto ou de 
madeira tratada dependendo da zona de instalação, urbana ou rural.
As redes aéreas dependendo da localidade de implantação necessitam de cabos 
específicos para cada aplicação, abaixo seguem os principais tipos de cabos normalmente 
utilizados:
 » rede aérea com cabo nu:
 » rede aérea com cabo pré-reunido:
 » rede aérea com cabo protegido.
39
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
Segundo o site Portal Brasil, disponível em: <www.brasil.gov.br>. “A rede 
de transmissão de energia elétrica no Brasil é de 107,4 mil quilômetros de 
extensão. A grande extensão do sistema brasileiro se explica pela dimensão 
continental do País e pelas características de sua evolução, com as maiores e 
mais importantes usinas hidrelétricas localizadas a distâncias consideráveis dos 
centros consumidores.” 
Configurações de redes aéreas
As redes aéreas poderão utilizar as seguintes configurações:
radial simples
Esta configuração, normalmente utilizada em áreas onde a densidade de carga é 
relativamente considerada baixa, tem como objetivo direcionar de forma distinta os 
diversos circuitos, tornando inviável a interligação entre pontos.
Figura 28.
Fonte disponível em: <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdf>.
radial com recurso
Considerada mais robustos do ponto de vista de confiabilidade, esta configuração é 
usualmente utilizada em áreas com maior densidade de carga, direcionando os circuitos 
para pontos de consumo que exigem tais características, tais como: hospitais, centros 
informática, bancos etc.
40
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
Figura 29.
Fonte disponível em: <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdf>.
Configurações de redes subterrâneas
Ao analisar uma determinada área e sua densidade de carga ultrapassar o valor 
de 28 MVA/km2, as configurações de rede aéreas não são mais viáveis. A partir daí, 
é necessária a modificação do fornecimento de energia para modelos de sistemas de 
distribuição subterrâneos. 
Os centros urbanos, possuem uma concentração muito grande de consumidores e a 
construção de novas linhas de transmissão de energia aéreas torna-se impraticável, 
haja visto o número imenso de equipamentos para este tipo de construção.
Mediante este contexto, seguem abaixo algumas configurações para redes de distribuição 
subterrâneas:
 » Sistema Radial: o fornecimento de energia chega à este sistema por 
um único ponto de entrada. Considerado simples e com baixo custo 
de implementação. Sua principal desvantagem é que devido ao fato da 
alimentação chegar por apenas um ponto, em casos de manutenção ou 
parada por qualquer outro motivo os demais circuitos ligados a este 
sistema sofrerão com o desligamento.
41
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
Figura 30.
Fonte disponível em: <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdf>.
 » Sistema em anel: este sistema quando comparado ao anterior, permite 
maior flexibilidade e continuidade do fornecimento de energia elétrica, 
no entanto, apresenta um custo de implantação superior devido ao 
aumento considerável de componentes e elementos que compõem esta 
nova configuração. 
Figura 31.
Fonte disponível em: <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdfc>.
 » Sistema primário seletivo: esta configuração é basicamente a 
duplicação dos circuitos primários radiais fazendo parte de uma mesma 
subestação. 
42
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
O fornecimento de energia ocorre de forma direta, em condições normais ou por meio 
dos chamados subanéis, que consistem em circuitos automáticos de comandos que 
operam através de uma chave fusível, em condições anormais. 
Como temos dois circuitos primários alimentadores de energia, em uma condição 
de manutenção ou interrupção do fornecimento de energia esta chave de manobra 
deve transferir automaticamente a alimentação de um circuito para o outro. Esta 
característica permite que em casos de trechos com defeitos o trecho defeituoso seja 
isolado e o sistema anel seja reestabelecido tudo isso automaticamente.
Este tipo de sistema requer incondicionalmente um sistema de indicação visual, o qual 
tem por função sinalizar a localização de trechos defeituosos. 
Entre os três sistemas apresentados este é o mais caro, pois além da duplicidade de 
elementos e equipamentos necessários em sua implementação requer a instalação de 
um sofisticado sistema de proteção.
Figura 32.
Fonte disponível em: <http://www.feis.unesp.br/home/departamentos/engenhariaeletrica/apostila_sdee_01.pdf>.
43
CAPítulo 4
fornecimento de energia para 
unidades consumidoras – condições 
gerais
introdução
Mediante documentos e normas técnicas disponibilizados ao público consumidor, 
as empresas concessionárias de energia elétrica de cada região estabelecem os 
padrões, limites e tipos de fornecimento de energia mais adequado para cada unidade 
consumidora, seja ela individual ou coletiva, levando sempre em consideração as 
potências instaladas e a máxima demanda prevista.
Basicamente, com a padronização destes dados o consumidor terá conhecimento de 
como o atendimento de fornecimento elétrico deverá ocorrer, se ocorrerá em tensão 
primária ou secundária, qual a quantidade de condutores interligados à unidade 
consumidora entre outros.
Os sistemas de distribuição à unidade consumidora de energia elétrica são 
caracterizados basicamente por:
 » tensão nominal;
 » número de conduroes fases e neutros; 
 » frequência nominal, padronizada em 60 Hz no Brasil.
termos e suas definições
De acordo com as normas nacionais ABNT, seguem abaixo as definições e nomenclaturas 
usuais utilizadas:
 » Consumidor: pessoa física ou jurídica que solicitar à concessionária o 
fornecimento de energia elétrica e assumira responsabilidade de todas as 
obrigações regulamentares e contratuais.
 » Unidade Consumidora: instalações de um único consumidor, 
caracterizada pela entrega de energia elétrica em um só ponto, com 
medição individualizada.
44
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
 » Entrega de Serviço: conjunto de equipamentos, condutores e 
acessórios instalados desde o ponto de derivação da rede de distribuição 
da concessionária até a proteção e ou medição, inclusive.
 » Ponto de entrega: ponto de conexão do sistema da concessionária 
com a instalação do consumidor. Até esse ponto a concessionária se 
obriga a fornecer energia elétrica, com participação nos investimentos 
necessários, bem como responsabiliza-se pela execução dos serviços, pela 
operação e pela manutenção.
 » Ramal de Ligação: conjunto de condutores e acessórios instalados 
pela concessionária desde o ponto de derivação até o ponto de entrega. 
 » Ramal de Entreda: conjunto de condutores e acessórios instalados 
desde o ponto de entrega até a proteção geral.
 » Caixa Seccionadora: caixa instalada dentro da propriedade do 
consumidor, na qual se aloja o disjuntor de proteção geral da instalação 
consumidora.
 » Alimentador Geral: continuação do ramal de entrada, constituído de 
condutores, eletrodutos e acessórios instalados a partir da proteção geral 
até o quadro geral de baixa tensão e / ou o centro de medição.
 » Quadro Geral de BT: quadro, painel ou caixa modular, destinada à 
instalação dos equipamentos de proteção dos ramais alimentadores dos 
centros de medição.
 » Centro de Medição: local onde estão instalados os medidores de 
energia e os disjuntores termomagnéticos limitadores de fornecimento 
de cada unidade consumidora.
Ponto de entrega
O ponto de conexão entre o sistema elétrico da concessionária de energia (neste estudo 
de caso Cemig MG) e o ramal de entrada da unidade consumidora é denominado, Ponto 
de Entrega. Este ponto, pode ser identificado das seguintes formas:
ramal de ligação aéreo
Em unidades consumidoras de energia elétrica com demanda para atendimento de até 
95 kVA e localizadas em regiões atendidas por rede aérea, o tipo de ligação ao ramal de 
45
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
entrada deve ser aéreo. Neste caso, o ponto de conexão será realizado junto ao poste 
ou pontalete da unidade consumidora, podendo também ser realizado junto à parede 
da edificação que normalmente está na divisa da propriedade com o passeio público, 
conforme imagem abaixo.
Figura 33. desenho 1 – alturas mínimas do ramal de ligação ao solo.
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
ramal de ligação subterrâneo
Em unidades consumidoras de energia elétrica com demanda para atendimento 
superior a 95 kVA e menor ou igual a 327 kVA e localizadas em regiões atendidas por rede 
aérea ou rede subterrânea, o tipo de ligação ao ramal de entrada deve ser subterrâneo. 
Neste caso, o ponto de conexão será realizado na caixa de inspeção instalada pelo 
consumidor no passeio público, junto à divisa da unidade consumidora.
tensões de fornecimento
As tensões de fornecimento efetuado em tensões secundárias de baixa tensão:
 » 127 / 220 V, sistema trifásio, frequência 60 Hz;
 » 127 / 254 V, sistema bifásico, frequência 60 Hz.
limites de fornecimento
 » As unidades consumidoras que apresentarem demanda de energia igual 
ou inferior a 75 kW devem sempre receber o fornecimento de energia em 
46
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
tensão secundária de acordo com as prescrições contidas nas normas de 
cada concessionária.
 » As unidades consumidoras que apresentarem demanda de energia 
superior a 75 kW devem receber o fornecimento de energia em média 
tensão, exceto se o consumidor fizer a opção por fornecimento conforme 
norma específica de cada concessionária.
 » Ligação de cargas especiais devem atender às limitações de fornecimento 
de energia definidas para cada tipo. Abaixo alguns exemplos de cargas 
especiais:
 › máquinas de solda;
 › motor-gerador;
 › motores elétricos monofásicos e trifásicos.
 » Unidades consumidoras que apresentem características de cargas 
acionadas por motores com partidas frequentes (ou simultâneas) ou 
especiais, por exemplo aparelhos de raio-X, cargas estas que normalmente 
geram perturbações indesejáveis na rede tais como flutuações de tensão, 
rádio interferência, harmônicas etc. Estas unidades consumidoras devem 
sempre informar a concessionária da região quanto:
 › às condições em que tais cargas podem operar;
 › às alterações no padrão de entrada visando adequá-lo ao tipo de 
fornecimento ao tipo de fornecimento compatível com o funcionamento 
e as características elétricas destas cargas.
tipos de fornecimento
As principais características que definem o tipo de fornecimento de energia elétrica são:
 » carga instalada;
 » demanda de energia;
 » tipo de rede;
 » local onde estiver situada a unidade consumidora. 
47
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
NOTA: as unidades consumidoras não enquadradas nos tipos de fornecimento 
classificados a seguir devem ser objeto de estudo específico pela Concessionária 
de Energia Elétrica, visando o dimensionamento de todos os componentes da 
entrada de serviço. 
Classificação das unidades consumidoras
tipo A: fornecimento de energia a 2 fios (fase -neutro)
O Tipo A abrange as unidades consumidoras com carga instalada até 10 kW dais quais 
não contem motores monofásicos com potência nominal superior a 2 cv ou máquinas 
com potência nominal superior a 2 kVA. Estas unidades devem estar localizadas em 
zonas urbanas ou rurais e serem atendidas pelas seguintes redes de distribuição:
 » secundárias trifásicas (127 V / 220 V); 
 » secundárias bifásicas (127 V /254 V).
tipo B: fornecimento de energia a 3 fios (2 condutores 
fase -neutro) 
O Tipo B abrange as unidades consumidoras com carga instalada até 15 kW dais quais 
não se enquadrem no tipo de fornecimento A e não contem aparelhos vetados ao 
fornecimento tipo A alimentados em 127 V, motores monofásicos com potência nominal 
a 5 cv se alimentados em 220 V ou máquinas com potência nominal superior a 9 kVA 
e alimentadas em 220 V. Estas unidades devem estar localizadas em zonas urbanas ou 
rurais e serem atendidas pelas seguintes redes de distribuição:
 » secundárias trifásicas (127 V / 220 V);
 » secundárias bifásicas (127 V /254 V).
tipo C: fornecimento de energia a 4 fios (3 condutores 
fase -neutro) 
O Tipo C abrange as unidades consumidoras com carga instalada entre 15,1 kW a 75 kW 
das quais não se enquadrem no tipo de fornecimento A e B e não constem aparelhos 
vetados ao fornecimento tipo A se alimentados em 127 V, motores monofásicos com 
potência nominal superior a 5 cv alimentados em 220 V, motores de indução trifásicos 
com potência superior a 15 cv, máquinas tipo motor-gerador com potência nominal 
superior a 30 kVA e máquinas com potência superior a 9 kVA alimentadas em 220 V – 
48
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
2 fases ou 220 V – 3 fases em ligação V-v invertida ou máquina a transformador com 
potência nominal superior a 30 kVA e com retificação em ponte trifásica alimentadas 
em 220 – 3 fases. Estas unidades devem estar localizadas em zonas urbanas ou rurais e 
serem atendidas pela seguinte rede de distribuição:
 » secundárias trifásicas (127 V / 220 V).
Na ligação de motores de indução trifásicos com potência nominal superior a 5cv devem 
ser utilizados dispositivos auxiliares de partida. 
tipo d: fornecimento de energia a 3 fios (2 condutores 
fase-neutro) 
O Tipo D abrange as unidades consumidoras com carga instalada até 37,5 kW das 
quais não constem aparelhos vetados ao fornecimento tipo A se alimentados em 
127 V, motores monofásicos com potência nominal superiora 10 cv alimentados em 
220 V*. Estas unidades devem estar localizadas em zonas rurais e serem atendidas 
obrigatoriamente por redes de distribuição secundárias bifásicas, com transformadores 
exclusivos (secundário 127 / 254 V).
*Nota 1: mesmo que a unidade consumidora esteja nas faixas D2 a D5 da tabela 
mostrada a seguir:
tabela 3. dimensionamento para unidades consumidoras rurais atendidas por redes de distribuição primárias 
monofásicas com transformador exclusivo.
Fornecimento
Demanda
Número de Proteção Ramal de Entrada Aterramento
Condutor 
de 
proteção 
(mm2)
Poste do 
Padrão de 
EntradaTipo Faixa Fios Fases
Disjuntor 
Termo - 
Magnético
A
Condutor 
Cobre PVC 
- 70
(2)
Eletroduto
Condutor 
cobre nu
Eletrodo
PVC Aço
De Até
Diâmetro 
Nominal
k VA mm2 mm mm2 Quantidade Aço Concreto
D
D1 - 5
3 2
40 10
40 32
10
1
16
PA4
PC2
D2 5,1 10 60 16 PA4
D3 10,1 15 90 35
2
PA5
D4 15,1 25 120 50 50 40 25 PA5
D5 25,1 37,5 200 95 60 50 3 50 PA6 PC3
Fonte disponível em: <www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
**Nota 2: vale ressaltar que, para o atendimento à unidade consumidora do tipo 
D, o transformador é instalado na propriedade rural do consumidor e não possui o 
secundário conectado à rede de baixa tensão. 
***Nota 3: motores monofásicos que apresentem potência nominal de 12,5 cv e 15cv 
podem ser ligados diretamente a este tipo de fornecimento, desde que contenham 
dispositivos auxiliares de partida com as devidas características técnicas que atendam 
49
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
aos requisitos normativos de cada concessionária distribuidora de energia. Abaixo 
seguem duas tabelas, a primeira indica os dispositivos auxiliares e a segunda indica as 
características técnicas de cada dispositivo:
tabela 7. limites máximos de potência de motores.
Tipo do 
Motor
Fornecimento
Partida 
Direta
Rotor em Gaiola - Dispositivos Auxiliares de Partida
Rotor 
Bobinado 
(Nota 1)Tipo
N. de 
fios
Tensão 
(V)
Chave 
Série 
Paralelo
Chave 
Estrela 
Triângulo
Compensador de 
Partida (%Vn)
Resistência 
ou Reatância 
Primária
50% 65% 80% 70% 85%
Motor 
Monofásico
A 2
127
2 CV - - - - - - - -
120
B 3
220
5 CV - - - - - - - -
120
D 3 127/254 10 CV 15 CV - 15 CV 15 CV
12,5 
CV
15 CV
12,5 
CV
-
Motor 
Trisfásico
C 4 220 5CV 15 CV 15 CV 15 CV
12,5 
CV
7,5 CV 7,5 CV 6 CV 10 CV
E 4 220 50CV - - - 75 CV 60 CV 75 CV 60 CV 60 CV
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
Notas: 
1. associado a reostato de partida;
2. fornecimento com transformador exclusivo rural;
3. opcionalmente, podem ser utilizados dispositivos auxiliares de partida 
tipo soft-stater ou inersor de frequência.
tabela 8. características dos dispositivos de partida.
Dispositivos
Valores em relação a partida direta (%)
Aplicação CaracterísticasTensão 
aplicada ao 
enrolamento
Corrente e 
potência 
aparente 
(Nota1)
Conjugado
Chave Série - Paralelo 50 25 25
Motores para quatro 
tensões em que a partida se 
faça praticamente a vazio.
Proporciona baixo conjugado de 
partida. Necessita de motores 
para quatro tensões.
Chave Estre - Triângulo 58 33 33
Cargas que apresentam 
conjugados resistentes 
e partida até 
aproximadamente 1/3 
do conjugado nominal do 
motor.
Proporciona baixo conjugado de 
partida. (porém superior à chave 
série-paralelo).
50
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
Dispositivos
Valores em relação a partida direta (%)
Aplicação CaracterísticasTensão 
aplicada ao 
enrolamento
Corrente e 
potência 
aparente 
(Nota1)
Conjugado
Chave Compensadora (Auto 
- Transformador)
50 25 25 Cargas com conjugados 
resistência de partida 
próximos da metade do 
conjugado nominal do 
motor.
Proporciona um conjugado de 
partida ajustável as necessidades 
da carga.
65 42 42
80 64 64
Resistência ou Reatância 
Primária
70 a 85 70 a 85 49 a 72
Cargas com conjugados 
resistência de partida 
maiores que 1/3 do 
conjugado nominal do 
motor.
Cargas de elevada inércia. 
Necessidade de aceleração 
suave.
Utilizado quando o conjugado 
resistente de partida ou a inércia 
não permitem a utilização da 
chave Estrela Triângulo.
Proporciona aceleração suave. 
Produz perdas e aquecimento 
quando utiliza resistência 
primária.
Motor com Rotor bobinado 
Resistência Rotórica
100 100 100
Cargas com conjugado 
resistência de partida 
elevados. Cargas de 
elevada inércia. Cargas que 
necessitam de controle de 
velocidade.
Permite controle do conjugado 
na partida. Permite controle 
da velocidade em regime. 
Apresenta melhor fator de 
potência na partida (próximo 
a 70%). Produz perdas e 
aquecimento na resistência 
externa.
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
tipo E: fornecimento de energia a 4 fios (3 fases-neutro) 
O Tipo D abrange as unidades consumidoras com carga instalada até 75 kW das quais 
não constem motores de indução trifásicos de potência nominal superior a 50 cv, 
motores monofásicos de potência nominal superior a 10cv alimentados em 220V e 
máquinas vetadas ao fornecimento no tipo C. Estas unidades devem estar localizadas 
em zonas rurais e serem atendidas obrigatoriamente por:
 » redes de distribuição ruais de média tensão;
 » transformadores trifásicos exclusivos (127 / 220V).
*Nota1: vale ressaltar que, o atendimento para este tipo de unidade consumidora, 
o transformador é instalado dentro da própria unidade e não possui o secundário 
conectado à rede de baixa tensão da concessionária de energia.
**Nota2: Os motores abaixo listados podem ser conectados a este tipo de fornecimento 
desde que implementados dispositivos auxiliares de partida com suas características 
técnicas que atendam aos requisitos normativos de cada concessionária distribuidora 
de energia.
 » Motores trifásicos com potência nominal de 60 cv e 75cv.
 » Motores monofásicos com potência nominal 12,5 cv e 15 cv.
51
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
Abaixo, duas tabelas, a primeira indica os dispositivos auxiliares e a segunda indica as 
características técnicas de cada dispositivo:
tabela 7. limites máximos de potência de motores.
Tipo do Motor
Fornecimento
Partida 
Direta
Rotor em Gaiola - Dispositivos Auxiliares de Partida
Rotor 
Bobinado 
(Nota 1)Tipo
N. de 
fios
Tensão 
(V)
Chave 
Série 
Paralelo
Chave 
Estrela 
Triângulo
Compensador de 
Partida (%Vn)
Resistência 
ou Reatância 
Primária
50% 65% 80% 70% 85%
Motor 
Monofásico
A 2
127
2 CV - - - - - - - -
120
B 3
220
5 CV - - - - - - - -
120
D 3 127/254 10 CV 15 CV - 15 CV 15 CV
12,5 
CV
15 CV
12,5 
CV
-
Motor Trifásico
C 4 220 5CV 15 CV 15 CV 15 CV
12,5 
CV
7,5 
CV
7,5 
CV
6 CV 10 CV
E 4 220 50CV - - - 75 CV 60 CV 75 CV 60 CV 60 CV
Fonte disponível em: http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf
Notas: 
1. associado a reostato de partida;
2. fornecimento com transformador exclusivo rural;
3. opcionalmente, podem ser utilizados dispositivos auxiliares de partida 
tipo soft-stater ou inersor de frequência.
tabela 8. características dos dispositivos de partida.
Dispositivos
Valores em relação a partida direta (%)
Aplicação CaracterísticasTensão aplicada 
ao enrolamento
Corrente e 
potência 
aparente 
(Nota1)
Conjugado
T 50 25 25
Motores para 4 tensões 
em que a partida se faça 
praticamente a vazio.
Proporciona baixo conjugado 
de partida. Necessita de 
motores para 4 tensões.
Chave Estre - Triângulo 58 33 33
Cargas que apresentam 
conjugados resistentese 
partida até aproximadamente 
1/3 do conjugado nominal do 
motor.
Proporciona baixo conjugado 
de partida. (porém superior à 
chave série-paralelo).
Chave Compensadora 
(Auto - Transformador)
50 25 25 Cargas com conjugados 
resistência de partida próximos 
da metade do conjugado 
nominal do motor.
Proporciona um conjugado 
de partida ajustável as 
necessidades da carga.
65 42 42
80 64 64
52
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
Dispositivos
Valores em relação a partida direta (%)
Aplicação CaracterísticasTensão aplicada 
ao enrolamento
Corrente e 
potência 
aparente 
(Nota1)
Conjugado
Resistência ou Reatância 
Primária
70 a 85 70 a 85 49 a 72
Cargas com conjugados 
resistência de partida maiores 
que 1/3 do conjugado nominal 
do motor.
Cargas de elevada inércia. 
Necessidade de aceleração 
suave.
Utilizado quando o conjugado 
resistência de partida ou 
a inércia não permitem a 
utilização da chave Estrela 
Triangulo.
Proporciona aceleração suave. 
Produz perdas e aquecimento 
quando utiliza resistência 
primária.
Motor com Rotor 
bobinado Resistência 
Rotórica
100 100 100
Cargas com conjugado 
resistente de partida elevados. 
Cargas de elevada inércia. 
Cargas que necessitam de 
controle de velocidade.
Permite controle do conjugado 
na partida. Permite controle 
da velocidade em regime. 
Apresenta melhor fator de 
potência na partida (próximo 
a 70%). Produz perdas e 
aquecimento na resistência 
externa.
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
tipo f: fornecimento de energia a 4 fios (3 condutores 
fase - neutro) 
O Tipo F abrange as unidades consumidoras com carga instalada superior a 75 kW e 
demanda até 327 kVA das quais não constem cargas vetadas para o fornecimento tipo C e 
que escolham por atendimento em baixa tensão. Estas unidades devem estar localizadas 
em zonas urbanas ou rurais e serem atendidas pela seguinte rede de distribuição:
 » redes de distribuição secundárias trifásicas (127 / 220V).
*Nota: o pedido de fornecimento para o fornecimento tipo F deve ser realizado por 
escrito junto a concessionária distribuidora de energia.
fornecimento de energia – casos especiais
Fornecimento de energia que não se enquadre nos tipos de A a F, são considerados 
tipos especiais e podem ser efetuados desde que haja liberação prévia da concessionária 
distribuidora de energia que deverá analisar perturbações na rede de distribuição e nas 
unidades consumidoras mais próximas.
53
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
Pedido de ligação 
requisitos gerais 
Normalmente, após a definição do tipo de fornecimento que a unidade consumidora 
deverá receber, o próximo passo é a solicitação formal de um pedido de ligação junto 
à concessionária distribuidora de energia da região, o pedido deve ser realizado por 
um Responsável Técnico com registro em situação regular no CREA. Abaixo seguem 
alguns pontos importantes de serem lembrados para solicitações de novas ligações ou 
aumentos de carga em unidades consumidoras com carga acima de 75 kW de carga 
instalada e até 327 kVA de demanda:
 » O consumidor deverá apresentar junto à concessionária distribuidora 
de energia um formulário preenchido com a finalidade de solicitar uma 
nova ligação ou aumento de carga, juntamente com uma cópia da ART 
do projeto. Este formulário está sempre disponível no site da empresa e é 
de fácil acesso. Outros documentos podem ser solicitado, isso dependerá 
de cada região e normas da concessionária. Abaixo segue um exemplo de 
documento solicitado a ser entregue junto à concessionária:
opção de atendimento em baixa tensão
CEMIG Distribuição S/A
Prezados Senhores:
Na qualidade de consumidor de Energia Elétrica com características de atendimento 
em Média Tensão (MT), subgrupo A4, e atendendo ao definido no Item 12 do Capítulo 
2 da ND-5.1, formalizamos a opção pelo atendimento e faturamento na tarifa do Grupo 
B (baixa tensão), por considerá-la mais adequada às nossas necessidades.
________________________________________ (nome do cliente/empresa), 
inscrição CPF/CNPJ no __________, estabelecida à __________, no __________, 
Bairro ________________, Município de __________, Estado __________, 
com o no de identificação na CEMIG D PN __________, em relação à futura instalação 
a ser ligada na rua à __________, no __________, Bairro __________, Município 
de __________, Estado __________, conhecedores das condições legais prescritas 
na legislação vigente, na Resolução Normativa ANEEL no 414 de 9 de setembro 2010 
e na ND-5.1 da Cemig de maio de 2013, declaramos que nos foram apresentadas 
todas as informações sobre as opções de atendimento e faturamento para nossa 
unidade consumidora. Solicitamos, portanto, dessa concessionária, as providências 
54
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
que se fizerem necessárias para o atendimento à nossa opção, comprometendo-nos a 
providenciar, se necessário, a adequação e ou adaptação das instalações da entrada de 
serviço, para possibilitar esse tipo de atendimento.
Por ser verdade, firmamos a presente opção em 2 (duas) vias de igual teor e forma.
_______ , __________de __________ de 2__________,
_________________________ ____________________________
 Cliente Cliente Nome: 
 Nome: 
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/clientes/paginas/ligacao_noVa.aspx>.
 » A ligação do fornecimento de energia nas unidades consumidoras, seja 
ela nova ligação ou aumento de carga, só será efetuada após vistoria e 
aprovação dos respectivos padrões de entrada, os quais devem atender às 
prescrições normativas da concessionária. Esta inspeção é realizada pela 
equipe técnica da empresa distribuidora de energia.
 » O critério de aprovação das instalações elétricas normalmente deve 
obedecer às prescrições contidas nas normas NBR 5410 e 5419, caso 
a equipe técnica detecte na vistoria que as prescrições não atendem 
os aspectos técnicos e de segurança normalizados, a concessionária se 
reserva no direito de não realizar a ligação até que sejam corrigidas as 
não conformidades encontradas.
ligação provisória 
As ligações provisórias se caracterizam por serem efetuadas:
 » com ou sem medição;
 » em um prazo de no máximo de 3 (três) meses; 
 » através de somente um padrão de entrada para cada unidade consumidora; 
 » ligações provisórias com demanda igual ou inferior a 300 kVA 
normalmente destinam-se à:
55
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
 › parques de diversões;
 › cricos;
 › feiras;
 › exposições agropecuárias;
 › comércio ou indústria;
 › solenidades festivas;
 › vendedores ambulantes;
 › obras públicas.
Para ligação provisória em situações de corte para conserto segue abaixo um exemplo 
de kit para ligação provisória.
Figura 34.
Fonte disponíveis em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
 » Em ligações provisórias monofásicas, bifásicas e trifásicas com demanda 
de até 75 kVA os equipamentos de proteção (disjuntores) e condutores 
utilizados devem seguir os seguintes dimensionamentos, conforme 
tabelas abaixo:
56
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
1. Ligação monofásica.
CARGA INSTALADA (W) DISJUNTOR MONOPOLAR CONDUTOR (mm2)
0 a 1270 10 2,5
1271 a 1905 15 2,5
1905 a 2540 20 2,5
2541 a 3175 25 4
3176 a 3810 30 4
3811 a 4445 35 6
4446 a 5000 40 6
5001 a 6350 50 10
6351 a 7620 60 16
7621 a 10000 70 16
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
2. Ligação bifásica.
CARGA INSTALADA (W) DISJUNTOR MONOPOLAR CONDUTOR (mm2)
0 a 2200 10 2,5
2201 a 3300 15 2,5
3301 a 4400 20 2,5
4401 a 5500 25 4
5501 a 6600 30 4
6601 a 7700 35 67701 a 8800 40 6
8801 a 11000 50 10
11001 a 15000 60 16
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
3. Ligação trifásica
CARGA INSTALADA (W) DISJUNTOR MONOPOLAR CONDUTOR (mm2)
0 a 5710 15 2,5
5711 a 9520 25 2,5
9521 a 11430 30 4
11431 a 15240 40 6
15241 a 19050 50 10
19051 a 23000 60 16
23001 a 27000 70 16
27001 a 34200 90 25
34201 a 38000 100 25
38001 a 47000 120 35
47001 a 57000 150 50
57001 a 66000 175 70
66001 a 75000 200 95
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
57
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
Acima são exemplificados casos específicos e padrões estabelecidos pela CEMIG. 
Para maiores informações e conhecimento, a norma técnica estabelecida pela 
concessionária distribuidora de energia da região deve obrigatoriamente ser 
lida, analisada e executada.
ligações de obras
Em ligações de obras, o padrão de entrada podem seguir qualquer um dos tipos 
apresentados pelas normas técnicas de cada concessionária, sendo que os mais 
indicados são o padrão pré-fabricado em aço ou o padrão instalado em poste conforme 
ilustrado abaixo:
Figura 35.
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
58
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
Figura 36.
Fonte disponível em: <http://www.cemig.com.br/pt-br/atendimento/documents/nd_5_1_maio_2013.pdf>.
ligação definitiva
De acordo com os padrões definidos e indicados nas normas técnicas, as ligações 
definitivas corresponde às ligações em caráter definitivo e com ponto de medição.
Aumento de carga
Todo aumento de carga necessário deve passar por um procedimento de solicitação 
junto à concessionária para que uma análise da modificação possa ser realizada e caso 
haja necessidade de modificações na rede ou no padrão de entrada estas devem ser 
59
Redes de distRibuição │ uNidAde ii
executadas respeitando todas as premissas de padronização estabelecidas nas normas 
técnicas.
Na ocasião do pedido de aumento de carga, o consumidor deve alterar a proteção e 
instalar os demais condutores fase com as mesmas características dos condutores fase 
existentes, sujeitando-se, então, às condições do pedido de ligação.
Sistema de prevenção e combate a incêndio
 » Nas instalações de prevenção e combate aos incêndios, os conjuntos 
motobombas de recalque devem ser alimentados por circuitos elétricos 
independentes, de forma a permitir o desligamento de todas as instalações 
elétricas, sem prejuízo do funcionamento dos conjuntos de motobombas. 
 » Placas de indicação com informações para o desligamento da proteção 
devem ser colocadas próximo ao sistema de prevenção e combate a 
incêndio. 
 » A concessionária pode exigir que o cliente ou responsável técnico apresente 
declaração do Corpo de Bombeiros informando que, para aquele edifício, 
o sistema de prevenção e combate a incêndio é obrigatório pela postura 
municipal.
Condições não permitidas
As seguintes situações não são permitidas, sob pena de suspensão do fornecimento de 
energia elétrica: 
 » interligação entre instalações elétricas de unidades consumidoras, 
mesmo que o fornecimento seja gratuito. 
 » interferência de pessoas não credenciadas pela Cemig aos seus 
equipamentos de medição, inclusive violação de lacres. 
 » instalação de condutores conduzindo energia não medida na mesma 
tubulação contendo condutores conduzindo energia já medida. 
 » medição única a mais de uma unidade consumidora ou mais de uma 
medição em uma única unidade consumidora. 
 » ligação de cargas com potência nominal acima dos limites estabelecidos 
para o tipo de fornecimento existente na unidade consumidora. 
60
UNIDADE II │ REDEs DE DIstRIbUIção
 » ligação de cargas que não constem da relação apresentada e que 
venha a introduzir perturbações indesejáveis na rede da Cemig, tais 
como flutuações de tensão, rádio interferência (aparelhos de raios-X, 
equipamentos de eletrogalvanização etc.), e harmônicos. Neste caso 
a Cemig notificará o consumidor que as alterações necessárias em seu 
sistema elétrico para o atendimento de tais cargas, serão executadas às 
expensas do consumidor. 
 » unidade consumidora com dois níveis de tensões. 
 » deficiência técnica e/ou de segurança das instalações da unidade 
consumidora que ofereça risco iminente de danos a pessoas ou bens, 
inclusive ao funcionamento do sistema elétrico da concessionária. 
 » não pode ter condutor sobrando (desenergizado) dentro do eletroduto 
utilizado para ramal de entrada (energia não medida) e de saída (energia 
medida). 
 » disjuntor incompatível com o tipo de fornecimento.
Acima são exemplificados casos específicos e padrões estabelecidos pela CEMIG. 
Para maiores informações e conhecimento, a norma técnica estabelecida pela 
concessionária distribuidora de energia da região deve obrigatoriamente ser 
lida, analisada e executada.
Mais detalhes sobre limite de fornecimento, técnicas e cálculos encontram-se: 
Livro Projetos de Instalações Elétricas Prediais, Domingos Leite Lima Filho, 12a 
Edição.
61
unidAdE iii
ProjEtoS 
ElétriCoS Em 
BAixA-tEnSão
CAPítulo 1
introdução aos projetos
Conceito
O projeto elétrico é o resultado de uma grande necessidade. Tem como principal 
objetivo, encontrar de forma criativa soluções que possam viabilizar a distribuição da 
energia elétrica ao consumidor final, permitindo assim que a energia elétrica disponível 
nas redes públicas de baixa/média tensão possam ser conduzidas até os “circuitos 
terminais” de utilização em indústrias, comércios ou residências/prédios. 
A Figura abaixo ilustra bem este conceito.
Figura 37.
Fonte disponível em: <www.ensinandoeletrica.blogspot.com>.
62
UNIDADE III │ ProjEtos ElétrIcos Em BAIxA-tENsão
É importante reforçarmos que cada projeto não é único, ou seja, sempre existirão 
outras inúmeras alternativas, cabe ao projetista analisar, avaliar e decidir pela 
melhor opção disponível.
Mais detalhes sobre conceitos e metodologias de projetos elétricos: Livro 
Projetos de Instalações Elétricas Prediais, Domingos Leite Lima Filho, 12a. Ed, São 
Paulo, Érica, 2011, Capítulo 1.
Partes e documentos que integram um projeto 
elétrico
A documentação que está acerca do projeto elétrico, nada mais é do que uma 
representação escrita da instalação em questão, consistindo basicamente em desenhos 
e documentos.
Abaixo seguem toda a documentação necessária para um projeto de instalação elétrica.
 » ART: a Anotação de Responsabilidade Técnica tem por finalidade definir 
o responsável técnico legal pela execução do projeto.
 » Carta de Solicitação de Aprovação à Concessionárias: documento 
envaido à Concessionárias da região com o intuito de aprovação do projeto 
elétrico e ligação da energia elétrica no padrão de entrada da instalação 
em questão.
 » Memorial Descritivo: documento o qual tem o objetivo de provar 
que o projeto elétrico desenvolvido é viável, tanto no âmbito econômico 
quanto técnico.
 » Memorial de Cálculo: contém todos os cálculos técnicos sendo 
composto pelos seguintes documentos:
 › cálculo de Demanda;
 › dimensionamento dos condutores, dutos e circuitos de proteção.
 » Plantas: documento que representa o espaço físico e acomodações do 
local a ser projetado a instalação elétrica.
63
Projetos elétricos em Baixa-tensão │ UniDaDe iii
Esquema elétrico
 » Quadros: documento composto pelos seguintes documentos:
 › Quadros de Distribuição de Cargas;
 › Diagrama Unifilar ouj Multifilar.
 » Lista de Materiais: levantamento com todos os componentes 
necessários para o projeto, levando em conta o custo individual e da mão 
de obra.
Simbologia e normas técnicas
Normalmente