TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO   Beck
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TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO Beck


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TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO

AARON T. Beck

University of Pennsylvania
A. JOHN RUSH

Southwestern Medical School
BRIAN F. SHAW

University of Western Ontario
GARV EMERY

University of Southern California

Tradução: VERA RIBEIRO

Psicóloga Clínica

ZAHAR EDITORES

RIO DE JANEIRO

Prefácio \u2026 1

1. Uma Visão Geral \u2026 15
O problema da depressão \u2026 15
Valor da psicoterapia na depressão \u2026 16
Definição da terapia cognitiva \u2026 17
Novos aspectos da terapia cognitiva \u2026 20
Modelos cognitivos: perspectiva histórica \u2026 21
O modelo cognitivo da depressão \u2026 24
Revoluções cognitivas: paradigmas científicos e depressivos \u2026 33
Pré-requisitos para o exercício da terapia cognitiva da depressão \u2026 35
Limitações da terapia cognitiva \u2026 38
Armadilhas comuns na aprendizagem da terapia cognitiva \u2026 39
Maximizando o impacto da terapia cognitiva \u2026 43

2. O Papel das Emoções na Terapia Cognitiva \u2026 46
Identificação e expressão de emoções \u2026 48
O papel das emoções na relação terapêutica \u2026 51
Descarga emocional \u2026 53

3. A Relação Terapêutica: Emprego da Terapia Cognitiva \u2026 56
Características desejáveis do terapeuta \u2026 56
A interacção terapêutica \u2026 60
A cooperação terapêutica \u2026 64
Reacções de "transferência" e "contratransferência" \u2026 68

4. Estrutura da Entrevista Terapêutica \u2026 71
Reconhecer o "paradigma pessoal" do paciente \u2026 71 Estrutura
formal da terapia cognitiva \u2026 82

5. A Entrevista Inicial \u2026 94
Começando a entrevista inicial \u2026 94
Traduzindo a "queixa principal" num "sintoma-alvo" \u2026 100 Objectivos
terapêuticos da entrevista inicial \u2026 101 Seleccionando sintomas-alvo \u2013
103
Neutralizando os sintomas-alvo \u2026 104
Focalizando o processamento inadequado de informações \u2026 105 Feedback na
entrevista inicial \u2026 106
Resumo \u2026 108

6. Tratamento Sessão a Sessão: O Curso Típico da Terapia \u2026 110 Visão geral
das sessões \u2026 110
Histórico do caso \u2026 111

7. Emprego de Técnicas Comportamentais \u2026 122
Mudança cognitiva através da mudança comportamental \u2026 122 O
planejamento de actividades \u2026 125
Técnicas de mestria e prazer \u2026 132 Prescrição de
tarefas graduadas \u2026 136 Ensaio cognitivo \u2026 139
Treinamento de auto-afirmação e representação de papéis \u2026 140 Técnicas
comportamentais: sua lógica e seu momento \u2026 142

8. Técnicas Cognitivas \u2026 145
A lógica das técnicas cognitivas \u2026 145 Explicando a
lógica ao paciente \u2026 146 Técnicas de reatribuição \u2026
159
A anotação dos pensamentos disfuncionais \u2026 165 Utilização do
contador de pulso \u2026 167

9. O Enfoque dos Sintomas-alvo \u2026 169 Selecção de
alvos e técnicas \u2026 170
Sintomas afectivos \u2026 171
Sintomas motivacionais \u2026 184
Sintomas cognitivos \u2026 187
Sintomas comportamentais\u2026 198
Sintomas fisiológicos \u2026 205
Contexto social dos sintomas \u2026 206

10. Técnicas Específicas Para o Paciente Suicida \u2026 208
Avaliando o risco de suicídio \u2026 208
A intenção suicida como um continuum \u2026 209
Explorando os motivos do suicídio \u2026 210
Inclinando a balança contra o suicídio \u2026 212
Aumento dos desejos suicidas na terapia \u2026 221

11. Entrevista com um Paciente Deprimido Suicida \u2026 223
Parte 1: formulando perguntas para extrair informações vitais \u2026 225
Parte 2: ampliando as perspectivas da paciente \u2026 225
Parte 3: "terapia alternativa" \u2026 226
Parte 4: obtendo dados mais precisos \u2026 226
Parte 5: fechamento \u2026 226

12. Pressuposições Depressogênicas \u2026 240
Identificando as pressuposições disfuncionais \u2026 242
Modificando pressuposições \u2026 247

As pressuposições como "alvos" \u2026 248
Modificação dos devos \u2026 250
As pressuposições como "contratos pessoais" \u2026 251
As suposições como profecias autoconsumatórias \u2026 254
Pressuposições subjacentes aos erros cognitivos \u2026 256
Relacionar vantagens x desvantagens das pressuposições disfuncionais \u2026 256
O papel da acção da mudança das pressuposições \u2026 258
Usando o paciente para fornecer contra-argumentos \u2026 260
Atacando as pressuposições acerca do valor pessoal \u2026 260
Expondo a arbitrariedade das pressuposições \u2026 263 Utilidade
das pressuposições a longo e a curto prazos \u2026 264

13. Integração do Trabalho de Casa na Terapia \u2026 266
Fornecendo a lógica do trabalho de casa \u2026 266
A prescrição de trabalhos para casa \u2026 269
Facilitando a realização de tarefas \u2026 270
Identificando relações disfuncionais ao trabalho de casa \u2026 273
Montando as programações de actividade \u2026 276 Programando
actividades para aumentar o prazer \u2026 277
Programando actividades para aumentar o sentimento de mestria \u2026 278
Registros escritos e deveres \u2026 279
O papel do paciente na concepção de trabalhos de casa \u2026 282
Trabalhos de casa especializados \u2026 284
Preparando o caminho para as dificuldades previsíveis \u2026 285
Sugestão de plano de trabalhos para casa \u2026 286

14. Problemas Técnicos \u2026 288
Orientações para o terapeuta \u2026 289
Crenças contraterapêuticas dos pacientes \u2026 291
Comportamentos contraterapêuticos do paciente \u2026 303

15. Problemas Associados ao Término e à Recaída \u2026 309
Preparando o término \u2026 309
Preocupações do paciente quanto ao encerramento \u2026 311
Encerramento prematuro \u2026 314
Recaída após o tratamento \u2026 317

16. Terapia Cognitiva de Grupo para Pacientes deprimidos Steven D. Hollon e Brian
F. Shaw \u2026 319

Introdução \u2026 319
Terapia de grupo para a depressão \u2013 considerações gerais \u2026
319 Considerações clínicas especiais \u2026 321

Aspectos formais \u2026 325
Conduzindo as sessões terapêuticas \u2026 330
Exemplos de manobras terapêuticas características \u2026 336
Experiências empíricas com a terapia cognitiva de grupo \u2026
339 Conclusões \u2026 342

17. A Terapia Cognitiva e os Medicamentos Antidepressivos \u2026 343
Introdução \u2026 343
Avaliando o paciente \u2026 347
Aumentando a adesão à medicação através das técnicas de mudança cognitiva

\u2026 359

18. Estudos Sobre os Efeitos da Terapia Cognitiva \u2026 372
Estudos sistemáticos: voluntários deprimidos \u2026 373
Estudos sistemáticos: pacientes clínicos deprimidos \u2026
374 Resumo \u2026 379

Apêndice Materiais \u2026 383
Inventário Beck \u2026 385
Escala de ideação suicida \u2026 388
Tabela de verificação de competência para terapeutas cognitivos \u2026 393
Razões possíveis para o não cumprimento das atribuições de auto-ajuda \u2026 399
Protocolo de pesquisa para estudo dos efeitos no centro de terapia cognitiva
\u2026401
Outros materiais e recursos técnicos \u2026 404

Referências bibliográficas \u2026 405

PREFÁCIO
Uma monografia que introduz uma nova abordagem para a compreensão e

terapia psicológica da depressão justifica alguns dados sobre seu desenvolvimento
histórico.

Este trabalho representa a combinação de muitos anos de pesquisa e prática

clínica. Sub muitos aspectos, ele é o produto final de contribuições directas de

numerosos indivíduos: clínicos, pesquisadores e pacientes, Além dessas contribuições

específicas, a terapia cognitiva provavelmente reflecte modificações graduais que vêm

ocorrendo nas ciências do comportamento há vários anos, mas que só recentemente

emergiram como uma tendência principal, No momento, não é possível determinar

que impacto teve a chamada "revolução cognitiva nu psicologia" sobre o

desenvolvimento da terapia cognitiva.
A fim de colocar este volume dentro de sua perspectiva particular, gostaria que

o leitor se reportasse à evolução primitiva do modelo cognitivo e da terapia da

depressão e outras neuroses, resumida em meu volume anterior, Depression,

publicado em 1967. Meu trabalho seguinte, Cognitive therapy and the emotional

disorders, publicado em 1976, apresentou uma ampla extensão das aberrações

cognitivas específicas de