Linguistica I Vol2
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Linguistica I Vol2

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2VolumeAna Paula El-Jaick
Silvia Maria de Sousa
Vanise Medeiros

Linguística I

2
Volum

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ística I

9 7 8 8 5 7 6 4 8 8 9 3 4

ISBN 978-85-7648-893-4

Ana Paula El-Jaick

Silvia Maria de Sousa

Vanise Medeiros

Volume 2

Linguística I

Apoio:

Material Didático

J25l
 El-Jaick, Ana Paula.
 Linguística I. v. 2. / Silvia Maria Sousa; Vanise
 Medeiros. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2013.
 222 p. ; 19 x 26,5 cm.

 ISBN 978-85-7648-893-4

 1. Linguística. 2. Souza, Silvia Maria. 3. Medeiros,
Vanise. I. Título.

 CDD 410

Referências Bibliográfi cas e catalogação na fonte, de acordo com as normas da ABNT.
Texto revisado segundo o novo Acordo Ortográfi co da Língua Portuguesa.

Copyright © 2012, Fundação Cecierj / Consórcio Cederj

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ELABORAÇÃO DE CONTEÚDO
Ana Paula El-Jaick
Silvia Maria de Sousa
Vanise Medeiros

COORDENAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO
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SUPERVISÃO DE DESENVOLVIMENTO
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DESENVOLVIMENTO INSTRUCIONAL
E REVISÃO
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AVALIAÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO
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EDITOR
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COORDENAÇÃO DE
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Cristina Freixinho
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COORDENAÇÃO DE
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ILUSTRAÇÃO
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CAPA
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PRODUÇÃO GRÁFICA
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Tel.: (21) 2333-1112 Fax: (21) 2333-1116

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TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA
Diretor-geral: Carlos Henrique Figueiredo Alves

Aula 12 – Fonema: a trajetória de um conceito ________________________ 7
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Aula 13 – Fonética ___________________________________________ 27
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Aula 14 – Fonologia ___________________________________________47
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Aula 15 – A dupla articulação da linguagem ________________________ 69
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Aula 16 – O estruturalismo europeu ______________________________ 87
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Aula 17 – O estruturalismo americano ___________________________ 105
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Aula 18 – Qual é a relação entre linguagem e cultura? _______________ 121
 Ana Paula El-Jaick
 Vanise Medeiros

Aula 19 – O estruturalismo no Brasil ____________________________ 137
 Ana Paula El-Jaick
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Aula 20 – Forma e substância em Hjelmslev _______________________ 155
 Ana Paula El-Jaick
 Vanise Medeiros

Aula 21 – Uma das contribuições de Jakobson aos estudos
linguísticos: funções das linguagens _____________________ 175

 Ana Paula El-Jaick
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Aula 22 – Linguística da enunciação: Benveniste ___________________ 197
 Ana Paula El-Jaick
 Silvia Maria de Sousa
 Vanise Medeiros

Referências ______________________________________________ 215

Linguística I

SUMÁRIO

Volume 2

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Meta da aula

Apresentar o conceito de fonema.

Esperamos que, ao fi nal desta aula, você seja
capaz de:

1. compreender o conceito de fonema em
Courtenay;

2. compreender a distinção entre fone e fonema
pelo Círculo Linguístico de Praga;

3. comparar o conceito de fonema para Courtenay
com o do Círculo Linguístico de Praga.

Fonema: a trajetória de
um conceito
Silvia Maria de Sousa

Vanise Medeiros 12AULA

Linguística I | Fonema: a trajetória de um conceito

C E D E R J8

INTRODUÇÃO

Vogais

A negro, E branco, I rubro, U verde, O azul,

vogais,

Ainda desvendarei seus mistérios latentes:

A, velado voar de moscas reluzentes

Que zumbem ao redor dos acres lodoçais;

(...)

U, curvas, vibrações verdes dos oceanos,

Paz de verduras, paz dos pastos, paz dos

anos ...

Rimbaud

(Tradução de Augusto de Campos)

O poeta francês Rimbaud, valendo-se da criatividade que só os grandes artistas

possuem, traduz em cores os sons das vogais. Além disso, nos faz ver que

um simples “a” pode ser um “velado voar de moscas”. Interessante, não? Da

inspiração criadora deste poeta alimentamo-nos para iniciar esta aula. Letras,

sílabas, palavras e rimas, tudo isso tem a ver com som. Se a poesia não é feita

somente de sonoridade, como nos mostraram, por exemplo, os concretistas,

a sonoridade é uma de suas principais marcas. Já experimentou ler poesias em

voz alta? O que dizer dos contrastes entre /v/, /p/, /r/ e /z/ feitos por Rimbaud

em seus verso? Seriam desses contrastes que nasceria a beleza do poema?

Pois bem, nesta aula, trataremos do percurso de um conceito muito caro à

linguística: o conceito de fonema. A curiosidade a respeito dos sons vocais

desperta também a paixão e a curiosidade de cientistas e fi lósofos há vários

séculos. Sigamos, um pouco, dessa história!

C E D E R J 9

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U

LA

1
2

O CONCEITO DE FONEMA EM COURTENAY

A refl exão acerca dos sons da fala é bastante antiga. Podemos

afi rmar que remonta aos gregos, para fi carmos com uma tradição ociden-

tal. Você se lembra da nossa Aula 3, quando recuperamos, em Crátilo,

de Platão, a discussão acerca do caráter “natural” e “convencional” da

linguagem? Lembra que se discutia também a onomatopeia como forma

motivada pela natureza? Nas nossas Aulas 5 e 6, vimos que, no século XIX,

os estudos comparativistas, ganharam destaque. Voltemos, então, a esse

século para iniciar a discussão sobre o percurso do conceito de fonema.

Mattoso Câmara chama atenção para uma certa “discrepância

entre as descobertas da fonética e a percepção espontânea de falantes e

ouvintes no uso da língua” (CÂMARA JUNIOR, 1975, p. 197). Afi nal,

o “conhecimento fonético” deveria ou não levar em consideração as

interpretações dos falantes sobre os sons que produziam? Quais seriam

as relações entre os sons vocais verdadeiramente emitidos pelos falantes

e os sons que acreditavam emitir?

Concentremo-nos, então, em alguém a quem se atribui uma dis-

tinção criteriosa entre som e fonema: trata-se de Baudouin de Courtenay.

Vejamos o que nos conta acerca dele Mattoso Câmara:

Figura 12.1: Baudouin de
Courtenay (1845-1929).
Fonte: http://e-ducation.net/
linguists.htm

Linguística I | Fonema: a trajetória de um conceito

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