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Manual de Teologia Católica   Versão Atualizada

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adequado: aliás, o acto conjugal não envolve somente os órgãos genitais mas requer também o acomapanhamento de outros gestos, como carícias, palavras, beijos, olhares ...p. 105-106. É a dimensão relacional que dá o sentido pleno da sexualidade, enqaunto põe relevo a “convensão” do macho e da fêmea a formar o homem integral - p. 107: Vide - BOTERO, Etica Coniugale, Per un Rinnovamento della Morale Matrimoniale, p. 102-108. ]
4.2.3. Desvios sexuais 
Conceito-São considerados desvios sexuais todas as condutas sexuais contrárias às normas comummente estabelecidas numa determinada sociedade. É desvio na conduta sexual normal para uma sexualidade chamada de parafilias e se caracteriza, de forma geral, pela troca da fonte de prazer tradicional. 
Parafilia - é um padrão de comportamento sexual no qual a fonte predominante do prazer não se encontra na cópula, mas em outra actividade. Os mais comuns é: o sadismo, o masoquismo, o exibicionismo, o fetichismo, a urofilia. 
Se, no acto sexual das pessoas que possuem um comportamento normal, o prazer está na cópula, a relação sexual dos parafílicos busca prazer em um objecto externo e em outras acções, como fantasias ou a fricção da região genital na roupa do parceiro. 
Os desvios comportamentais são mais comuns do que se imagina e nem sempre representam perigo. “É importante esclarecer que os desvios do comportamento sexual são considerados nocivos somente quando impõem sofrimento ao próprio individuo, isto é, quando o acto não valoriza o objecto sexual, servindo única e exclusivamente para aliviar uma angústia”. 
O sadomasoquismo - que é o prazer em sentir dor e em oferecer dor, ideia na qual se baseia a prática, nasce com todos os seres humanos, mas só se desenvolve em alguns. 
O fetichismo - é um desvio comportamental. Nele existe, além do prazer, o culto por algum objecto, como os pés. 
Homossexualidade: Atracção erótica predominante e persistente entre pessoas do mesmo sexo. Os actos homossexuais são intrinsecamente uma desordem por falta de uma união sexual genuína com a parte unitiva e ou procriativa. 
Pederastia ou Pedofilia actividade sexual entre um(a) adulto(a) e um(a) menor (Peschke, 1989, 454). 
Zoofilia – coito com um animal 
Sadismo – prazer sexual conseguido mediante crueldade exercida sobre o outro. 
Masoquismo – prazer sexual conseguido mediante suporte da crueldade e humilhação. 
 
4.2.4. Pecados de Natureza Sexual 
Como se viu atrás, pecado é qualquer acto, sentimento ou pensamento que vai contra os padrões de Deus. Quem peca desrespeita as leis divinas, fazendo o que é errado ou injusto do ponto de vista de Deus. (1 João 3:4; 5:17) A Bíblia também fala sobre o pecado da omissão, ou seja, deixar de fazer o que é certo. — Tiago 4:17. 
Nos idiomas originais da Bíblia, as palavras traduzidas “pecado” significam “errar um alvo”. Por exemplo, no Israel antigo, um grupo de soldados era tão experiente em arremesso de pedras que eles atiravam “sem errar”, ou, numa tradução literal, “sem pecar”. (Juízes 20:16) Assim, pecar é errar o alvo dos padrões perfeitos de Deus. 
Conceito de Pecado de Natureza Sexual – é um pecado que se comete quando se pratica o sexo fora das regras estabelecidas pelo matrimónio. É uma falta contra a razão, a verdade, a consciência recta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo. 
Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. A raiz do pecado está no coração do homem, em sua livre vontade, segundo o ensinamento do Senhor. Com efeito, é do coração que procedem más inclinações, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações. São essas coisas que tornam um homem impuro. (Mt 15, 19-20). 
Pecados de natureza sexual: 
Prostituição – é a prática do acto sexual como moeda de comércio. 
Adultério – é a prática do acto sexual fora do matrimónio. Ele ofende a justiça, e a fidelidade (Peschke, 1989, 444). 
Violação – é a prática do acto sexual com uma pessoa contra a sua vontade. O violador usa a força física, e o engano ou busca uma pessoa sem o uso da razão. 
Incesto – prática sexual entre pessoas com afinidade de parentesco. 
Fornicação – toda a relação sexual fora do quadro social do matrimónio ou do casamento. 
Concubinato é o estado do homem e da mulher que vivem como cônjuges sem contrair o matrimónio cristão. 
4.3. Actos contra a vida Humana 
4.3.1. A Contracepção 
É o mecanismo de interferência no processo natural da fecundação. Esta pode ser preventiva, impedindo a fecundação, ou abortivo, impedindo o desenvolvimento do óvulo fecundado. 
	4.3.2. 	Reprodução assistida (RA) 
Consiste na assistência médica do processo de reprodução humana. Existem várias técnicas de assistência de acordo com os motivos da necessidade da assistência. 
O desejo de ter filhos é um sentimento inato, primitivo. A fertilidade está relacionada à realização pessoal, e a incapacidade de procriar representa uma falha em atingir o destino biológico, além de ser um estigma social. Um entre cada seis casais apresenta problemas de fertilidade e para 20% deles, o único modo de obter gestação é através da utilização de técnicas de Reprodução Assistida. Entende-se por Reprodução Assistida (RA) o conjunto de técnicas laboratoriais que visa obter uma gestação substituindo ou facilitando uma etapa deficiente no processo reprodutivo. 
Desde o nascimento de Louise Brown, o primeiro “bebê-de-proveta”, em 1978, a técnica teve vários desdobramentos e hoje em muitos países é utilizado doação de material genético, criopreservação de embriões, diagnóstico genético pré-implantacional, doação temporária de útero, sem contar a pesquisa em embriões, que é praticada em pequena escala, e a clonagem reprodutiva. 
Os profissionais envolvidos com essa tecnologia devem respeitar a autonomia e o direito reprodutivo dos casais (beneficência), não desrespeitar o embrião e preocupar-se com os interesses da criança (não-maleficência). 
4.3.3. Fecundação in vitro e transferência de embriões 
Esta técnica consiste em colocar O esperma (do marido ou do doador) e os óvulos em contacto num vaso para realizar a fecundação, em um laboratório. Este processo responde a questões de esterilidade feminina ou em ambos os cônjuges. Esta técnica coloca um problema de base que é o do futuro dos embriões já fecundados e não alocados a uma mãe. Por isso a Igreja desencoraja esta técnica. 
Fertilização in vitro (FIV), como o próprio nome já diz, é a técnica de reprodução assistida em que a fertilização e o desenvolvimento inicial dos embriões ocorrem fora do corpo e os embriões resultantes são transferidos habitualmente para o útero. 
Esta técnica surgiu para resolver o problema das mulheres com dano tubário irreversível. 
Porém, a indicação foi ampliada e hoje é utilizada em casos de fator masculino severo, endometriose, fator imunológico e infertilidade sem causa. O índice médio de gravidez em laboratórios qualificados gira em torno de 20-60%, de acordo com a idade feminina. 
A fertilização in vitro pode ocorrer de forma convencional, através da aproximação de óvulos e espermatozoides, e através da injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). 
Hoje, permite gravidez até para indivíduos azos pérmicos, através da utilização de espermatozoides retirados do epidídimo e do testículo, além de ter sua indicação estendida para alguns fatores femininos. 
O casal deve ser totalmente esclarecido em relação à técnica, bem como informado sobre outras alternativas de tratamento, as chances de sucesso e os riscos inerentes ao procedimento. 
Desta forma é respeitada a autonomia do casal que exercita a liberdade de procriação mediante o consentimento informado. 
O status moral do embrião, que está intimamente ligado com as questões de quando começa a vida humana e com a definição de pessoa, é um ponto-chave no debate ético (2). 
Para a Society For The Protection Of Unborn Children (SPUC), a objeção básica em relação à FIV é que ocorre manufatura de seres humanos. Com a prática da FIV o recém-nascido

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