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Manual de Teologia Católica   Versão Atualizada

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plenamente o amor de Deus. O Vaticano II reafirmou o símbolo niceno-constantinopolitano segundo o qual “por nós homens e para a nossa salvação desceu dos céus, e incarnou pelo Espírito Santo no seio da virgem Maria” (LG, 52). Maria foi sempre virgem corporal e moralmente. A afirmação da virgindade de Maria permite-nos falar da concepção virginal de Jesus pela força do Espírito Santo. 
c) Imaculada Conceição 
A doutrina sobre a Imaculada Conceição pretende afirmar que Maria foi preservada do pecado original, como preparação para a sua maternidade divina. No projecto de redenção que Deus traçou para a humanidade era necessário que a Mãe do Filho de Deus fosse preservada de todo o contacto com o pecado. Pio IX declarou oficialmente esta doutrina na encíclica Ineffabilis Deus a 8 de Dezembro de 1854. Declarámos que “no primeiro momento da concepção, a bem aventurada virgem Maria foi pela graça singular e o privilégio de Deus em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, preservada, intacta de toda a mancha do pecado original” (DS, 2803). 
Ela foi chamada por Deus na qualidade de primeira redimida a contribuir no plano salvífico de Cristo (LG, 8). 
O discurso sobre a Imaculada Conceição não é um discurso de natureza ética, mas é um testemunho de fé em favor da possibilidade humana de se abrir à vontade de Deus. 
d) Assunção de Nossa Senhora-15 de Agosto 
A Escritura não dá nenhuma informação específica sobre a assunção de Maria. Em Jerusalém, há dois textos que se referem à assunção de Maria. Um em siríaco e outro do evangelho apócrifo de Tiago. O primeiro diz que Maria morreu (dormiu), mas quando a sepultavam, uma nuvem envolveu o seu corpo e desapareceu. O outro texto diz que Maria foi enterrada, mas ao terceiro dia o seu corpo já não estava no túmulo. 
Os cristãos acreditam que se Maria teve uma concepção e uma vida excepcionais, também pode ter tido um fim excepcional. Assim, foram levados a acreditar na assunção de Maria. 
O mais antigo exame da morte de Maria está nos escritos de Epifânio (+403). Ele apresenta duas possibilidades: que Maria morreu ou não morreu e confessa que não sabe qual é a verdadeira. 
Já no séc V havia uma forte convicção de que o corpo de Maria não se decompôs no túmulo, mas que tinha sido elevado logo depois da sua morte, reunido à sua alma e transformado pelo poder do Espírito. 
Logo cedo em muitas igrejas orientais começou a ser celebrada a festa da dormitio de Maria que só chegou a Roma no século VI, embora persistissem as dúvidas, como no caso de São Beda (+735). 
A assunção de Nossa Senhora foi declarada dogma por Pio XII em 1950 na encíclica Munificentissimus Deus, onde se afirma: “proclamamos (...) e definimos ser um dogma revelado por Deus que quando a etapa de sua vida terrena terminou a imaculada mãe de Deus e sempre virgem Maria foi elevada de corpo e alma à glória do seu Filho” (DS, 3903). 
Era apropriado que o corpo de Maria não fosse deixado à sorte da terra. Proclamar a assunção de Maria dogma de fé é afirmar que ela participa da plenitude da ressurreição que Deus prometeu a todos os povos quando ressuscitou Jesus. 
A doutrina da assunção do corpo e da ama de Maria significa que toda a pessoa é salva. Nesse ínterim, a mãe de Jesus tal como está no céu já glorificada de corpo e alma é imagem do começo da Igreja como deverá ser consumada no tempo futuro. Assim, também brilha aqui na terra como sinal de esperança segura e de conforto para o povo de Deus em peregrinação até que chegue o dia do Senhor (LG, 66). 
 
	2.4. 	 Os Sacramentos na Igreja 
2.4.1. Conceito 
Sacramentos são sinais visíveis e eficazes da graça de Deus instituídos por Cristo. 
2.4.2. Divisão dos Sacramentos 
Os sacramentos estão divididos de acordo com a sua natureza e graça em três grupos: Sacramentos de Iniciação cristã: Baptismo, Confirmação e Eucaristia. Estes introduzem o ser humano na vida cristã. O Baptismo nos configura com Cristo na sua morte e ressurreição, é a porta de entrada, a Confirmação vem selar o Baptismo e nos torna testemunhas de Cristo e por sua vez a Eucaristia é o alimento de que sem configurou com Cristo de modo que não seja mais ele quem vive mas Cristo que vive nele (Gl 2,20). Eucaristia é o Sacramento central da vida da Igreja. Segundo o Papa Bento XVI existe um influxo causal da Eucaristia nas próprias origens da Igreja. Pelo facto que “a Eucaristia é Cristo que se dá a nós, edificando-nos continuamente como seu corpo. Portanto, na sugestiva circularidade entre a Eucaristia que edifica a Igreja e a própria Igreja que faz a Eucaristia, a causalidade primária está expressa na primeira fórmula: a igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo se deu a ela no sacrifício da Cruz” (Bento XVI, 2007, 14). 
Os sacramentos da cura: Penitência ou Reconciliação e Unção dos Enfermos também conhecido por Santa unção. Tempos houve que este sacramento foi chamado Extrema-unção. Estes nos curam da ferida ou doença causada pelo pecado. 
Sacramentos da Comunhão ou da Missão: Ordem e matrimónio. O matrimónio tem a missão de garantir as gerações, cooperar com o Criador na geração de seres humanos. Executando o mandato “crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,28) e é comunhão entre marido e mulher que não são dois mas uma só carne. O sacramento da ordem tem a missão de transformar os seres humanos gerados no matrimónio em filhos de Deus administrando os sacramentos da iniciação cristã e outros sacramentos. A comunhão neste sacramento é com Cristo, uma vez que o Sacerdote configura-se com Cristo Sacerdote, aliás ele é alter Christus. E dada a indissolubilidade esponsal entre Cristo e sua Igreja, também é comunhão com a Igreja. 
2.5. Inculturação do Evangelho nas culturas dos povos evangelizados 
2.5.1. Conceito 
É a incarnação do Evangelho nas culturas e ao mesmo tempo introdução dessas culturas na vida da Igreja. Inculturação significa uma íntima transformação dos autênticos valores culturais através da sua integração no cristianismo e o enraizamento do cristianismo nas diversas culturas (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, CCDDS, 4). 
2.5.2. Necessidade 
De uma parte, a penetração do Evangelho num dado ambiente sócio- cultural fecunda como de dentro, fortifica, completa e restaura em Cristo as qualidades do espírito e os dotes de cada povo. Doutra parte, a Igreja assimila esses valores, no caso que os mesmos sejam compatíveis com o Evangelho, para aprofundar o anúncio de Cristo e para melhor exprimi-lo na celebração litúrgica e na vida multiforme da comunidade dos fiéis. 
O fim principal da Inculturação é de ajudar o povo a acolher e a viver melhor a mensagem evangélica. Percebe-la com as suas categorias mentais. De modo que o Evangelho continuando uma Novidade (Boa Nova) não uma novidade estranha o que abre espaço à duplicidade ou incoerência. É igualmente para participar com mais envolvimento nos actos litúrgicos. 
2.5.3. Exigências 
Evite-se o perigo que a introdução de elementos culturais não pareça aos fiéis como retorno ao um estado anterior à Evangelização (CCDDS, 32). Inculturação não se deve confundir com sincretismo religioso 
2.5.4. Competências 
Todo o movimento de inculturação, depende unicamente da autoridade da Igreja. Tal autoridade compete à Sé Apostólica que a exerce através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; compete também nos limites previstos pelo Direito, às Conferências episcopais e ao Bispo diocesano. Nenhum outro, absolutamente, mesmo se é sacerdote, acrescente, tire ou mude algo de sua iniciativa, em matéria litúrgica. A inculturação não é portanto, deixada à iniciativa pessoal dos celebrantes, nem à iniciativa colectiva da assembleia (CCDDS, 37). A nível de uma nação, o processo da Inculturação Litúrgica é da responsabilidade da Conferência Episcopal a qual apoiando-se de peritos em diversas áreas, como é a da Bíblia, Liturgia e Teologia e expoentes das religiões não cristãs, pode discernir,