4. Jones  Introducao a Teoria Do Crescimento Economico (2000) 2ª edição
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4. Jones Introducao a Teoria Do Crescimento Economico (2000) 2ª edição


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INTRODUÇÃO À 
' 
Charles 1. Jones 
Stanford University 
4ª Tiragem 
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CAMPUS 
\u2022 
, 
SUMARIO 
PREFÁCIO XI 
1 - ' INTRODUÇAO FATOS DO CRESCIMENTO ECONOMICO 1 
1.1 DADOS DE CRESCIMENTO ECONÓMICO E DESENVOLVIMENTO 3 
1.2 OUTROS "FATOS CONSAGRADOS" 10 
1.3 ORESTANTEDOLIVRO 14 
2 O MODELO DE SOLOW 16 
2.1 MODELO BÁSICO DE SOLOW 17 
2.1.1 O diagrama de Solow 22 
2.1.2 Estática comparativa 24 
2.1.3 Propriedades do estado estacionário 26 
2.1.4 Crescimento econômico no modelo simples 28 
2.2 TECNOLOGIA E O MODELO DE SOLOW 29 
2.2.1 O gráfico de Solow com tecnologia 31 
2.2.2 A solução para o estado estacionário 33 
2.3 AVALIAÇÃO DO MODELO DE SOLOW 36 
2.4 DECOMPOSIÇÃO DO CRESCIMENTO E REDUÇÃO 
DA PRODUTIVIDADE 38 
EXERCÍCIOS 42 
3 APLICACÔES EMPÍRICAS DOS MODELOS DE CRESCIMENTO NEOCLÁSSICOS 44 
\u2022 
3.1 O MODELO DE SOLOW COM CAPITAL HUMANO 44 
3.2 CONVERG~NCIA E EXPLICAÇÃO DAS DIFERENÇAS 
NAS TAXAS DE CRESCIMENTO 52 
3.3 A EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DA RENDA 59 
EXERCÍCIOS 62 
INTRODUÇÃO À TEORIA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO 
A ECONOMIA DAS IDÉIAS 65 
4.1 O QUE É TECNOLOGIA 65 
4.2 A ECONOMIA DAS IDÉIAS 66 
4.3 DIREITOS DE PROPRIEDADE INTELECTUAL E A 
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 72 
4.4 DADOS ACERCA DAS IDÉIAS 76 
4.5 RESUMO 78 
EXERCÍCIOS 78 
O MOTOR DO CRESCIMENTO 80 
5.1 OS ELEMENTOS BÁSICOS DO MODELO 81 
5.1.1 Crescjmento no modelo de Romer 84 
5.1.2 Efeitos de crescimento versus efeitos de nível 88 
5.1.3 Estática comparativa: Um aumento permanente na participação 
deP&D 89 
5.2 A ECONOMIA DO MODELO 92 
5.2.1 O setor de bens finais 93 
5.2.2 O setor de bens intermediários 94 
5.2.3 O setor de pesquisas 96 
5.2.4 Solução do modelo 98 
5.3 P&D ÓTIMA 99 
5.4 RESUMO 101 
AP~NDICE: Solução para a participação de P&D 103 
EXERCÍCIOS 104 
MODELO SIMPLES DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO 105 
6.1 MODELO BÁSICO 105 
6.2 ANÁLISE DO ESTADO ESTACIONÁRIO 108 
6.3 TRANSFE~NCIA DE TECNOLOGIA 111 
6.4 ENTENDENDO AS DIFERENÇAS NAS TAXAS DE CRESCIMENTO 112 
EXERCÍCIOS 114 
INFRA-ESTRUTURA E DESEMPENHO ECONÔMICO DE LONGO PRAZO 116 
7.1 PROBLEMA DO INVESTIMENTO EMPRESARIAL 117 
7.2 DETERMINANTES DE F 118 
7.3 DETERMINANTES DE II 119 
7.4 QUE INVESTIMENTOS FAZER? 121 
7.5 EVID~NCIA EMPÍRICA 121 
7.6 ESCOLHA DA INFRA-ESTRUTURA 126 
8 
9 
-
SUMÁRIO IX 
7.7 MILAGRES E DESASTRES DE CRESCIMENTO 127 
7.8 RESUMO 131 
EXERCÍCIOS 131 
\u2022 TEORIAS ALTER NATIVAS OE CRESCIMENTO ENDOGENO 133 
8.1 MODELO SIMPLES DE CRESCIMENTO ENDÓGENO: O MODELO" AK" 134 
8.2 INTUIÇÃO E OUTROS MODELOS DE CRESCIMENTO 136 
8.3 EXTERNALIDADES E MODELOS AK 138 
8.4 AVALIAÇÃO DOS MODELOS DE CRESCIMENTO ENDÓGENO 140 
8.5 OQUEÉCRESCIMENTOENDÓGENO? 142 
EXERCÍCIOS 143 
ENTENDENDO O CRESCIMENTO ECONÓMICO 144 
9.1 POR QUE SOMOS TÃO RICOS E ELES TÃO POBRES? 
9.2 QUAL É O MOTOR DO CRESCIMENTO ECONÓMICO? 
9.3 COMO ENTENDER OS MILAGRES DO CRESCIMENTO? 
9.4 CONCLUSÃO 147 
144 
145 
146 
APÊNDICE A REVISÃO MATEMÁTICA 148 
A.1 DERIVADAS 148 
A.1.1 Qual é o significado de K 148 
A.1.2 O que é taxa de crescimento? 149 
A.1.3 Taxas de crescimento e logaritmos naturais 150 
A.1.4 "Logaritmos e derivadas" 151 
A.1.5 Razões e taxas de crescimento 151 
A.1.6 /:;. Log versus variação percentual 152 
A.2 INTEGRAÇÃO 153 
A.2.1 Uma regra importante da integração 154 
A.3 EQUAÇÕES DIFERENCIAIS SIMPLES 154 
A.3.1 Juros compostos 157 
A.4 MAXIMIZAÇÃO DE UMA FUNÇÃO 158 
EXERCÍCIOS 160 
\u2022 
APÊNDICE 8 DADOS SOBRE CRESCIMENTO ECONÓMICO 161 
BIBLIOGRAFIA 166 
ÍNDICE 170 
, 
PRf fACIO 
É difícil superestimar a importância do crescimento econômico. O aumento 
de mais de dez vezes na renda dos Estados Unidos no último século é resulta-
do do crescimento econômico. Este também explica por que as rendas dos 
Estados Unidos e da Europa Ocidental são pelo menos trinta vezes maiores 
que a renda de muitos países da África subsaariana. 
Nosso entendimento do crescimento econômico melhorou significativa-
mente nos últimos quinze anos. Desde meados da década de 1980, o cresci-
mento tem sido um dos campos de pesquisa mais ativos da teoria econômica. 
Contudo, embora desempenhem um papel no discurso acadêmico e na for-
mação superior, os avanços da pesquisa não chegaram aos níveis de ensino 
de graduação. Essa negligência se deve, em parte, ao fato de que esses avan-
ços têm sido discutidos principalmente em publicações acadêmicas. O resul-
tado é um acúmulo de publicações fascinantes mas altamente técnicas, reple-
tas de matemática, a linguagem moderna da economia. 
Este livro traduz essas contribuições em linguagem mais acessível. As per-
cepções fundamentais das teorias do crescimento, antigas e modernas, são ex-
plicadas com ênfase na economia em vez de na matemática. Não é necessário 
um conhecimento de matemática além do cálculo ensinado pela maioria das 
faculdades e universidades no primeiro semestre. Mais ainda, a maior parte da 
matemática necessária é apresentada com o modelo de Solow, no Capítulo 2; a 
análise dos capítulos seguintes apenas reutiliza essas ferramentas.1 
Este livro é útil nos cursos de crescimento econômico em nível de gradua-
ção, bem como nos cursos de macroeconomia, macroeconomia avançada e de-
senvolvimento econômico. Os alunos de graduação podem considerá-lo tam-
bém um recurso valioso para o acompanhamento dos tratamentos mais avan-
çados encontrados nos artigos técnicos originais e em outras fontes de consul-
ta. Finalmente, espero que meus colegas venham a descobrir uma ou mais per-
cepções; sem dúvida, aprendi muito no processo de preparação dos originais. 
1 Duas simplificações-chave aumentam a compreensão do que se expõe neste livro. Primeiro, 
os modelos são apresentados sem otimização dinãmica. Segundo, a análise dos dados é feita 
sem recurso à econometria. 
XII INTRODUÇÃO À TEORIA DO CRESCIMENTO ECONÓMICO 
Sou muito grato a Robert Barro, Susanto Basu, Sunny Jones, Michael Kre-
mer, Paul Romer, Xavier Sala-i-Martin, Bobby Sinclair, Terry Tao, John Willi-
ams e Alwyn Young pelo incentivo e pelos comentários feitos às primeiras 
versões do trabalho. Também agradeço à National Science Foundation pela 
bolsa CAREER (SBR-9510916), que me possibilitou ensinar crescimento eco-
nômico em cursos de graduação. 
CHARLES 1. }ONES 
Stanford University 
Verão de 1997 
"' 
"Os erros decorrentes da ausência de fatos são muito mais 
numerosos e mais duradouros do que aqueles que resul-
tam de um raciocínio infundado a respeito de dados ver-
dadeiros." 
- CHARLES BABBAGE, citado em Rosenberg (1994), p. 27. 
"É um equívoco tentar fundamentar uma teoria apenas em 
grandezas observáveis ... É a teoria que determina o que 
podemos observar." 
-ALBERT EINSTEIN, citado em Heisenberg (1971), p. 63. 
urante uma palestra proferida no encontro anual de 1989 da American 
Economic Association, o renomado historiador econômico David S. Landes 
deu à sua intervenção a respeito da questão fundamental do crescimento e do 
desenvolvimento econômico o título "Por que somos tão ricos e eles tão po-
bres?"' Esta antiga pergunta tem preocupado os economistas há séculos. A 
questão fascinou tanto os economistas clássicos, que está no título do famoso 
tratado de Adam Smith An Inquíry ínto the Nature and Causes of the Wealth of 
Natíons. E foi a previsão equivocada de Thomas Malthus, no início do século 
XIX, acerca das perspectivas futuras do crescimento econômico que levou a 
disciplina a ser reconhecida pelo epíteto de "ciência lúgubre". 
O exame moderno desse tema pelos macroeconomistas data dos anos 
1950 e da publicação de dois artigos famosos de Robert Solow, do Massachu-
setts Institute of Technology. As teorias de Solow ajudaram a esclarecer o pa-
pel da acumulação de capital físico e destacaram a importância do progresso 
1 Ver Landes (1990).