PROVA 1 ETAPA UFF 2012 (2ª fase)
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PROVA 1 ETAPA UFF 2012 (2ª fase)

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MI NISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERS IDADE FEDERAL DOS VALES D O JEQUITINHONHA E MUC URI
C oordenação de Processos S elet ivos – COPESE
1ª E tapa (triên io 2013/ 2 01 5) – S ELEÇ ÃO S ERIAD A – S ASI
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BLOCO I
LINGUAGENS, CÓDI GOS E SUAS TECN OLOGI AS.
Língua Por tuguesa, Lit eratura Brasilei ra, Língua Inglesa e Língua Espanhola.
Questão 01
Leia este texto, retirado do livro “Antologia Poéti ca de Gregório de Matos”.
TE XTO I - Sétimo poema do ciclo "Ângela
Anjo no nome, Angéli ca na cara.
Isso é ser fl or, e Anjo juntamente,
Ser Angélica f lor, e Anj o florente,
em quem, senão em vós se uniformara?
Quem veria uma fl or, que a não cortara
De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idol atrara?
Se como Anjo soi s dos meus alt ares,
Fôrei s o meu custódio, e mi nha guarda,
Livrara eu de diabóli cos azares.
Mas vejo, que tão bel a, e tão galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesar es,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.
F onte: Antologi a P oétic a de Gr eg ório d e Matos. Comp anhia d as Letr as, 2010.
ASSINAL E a al ternati va em que a principal característica barroca encont ra-se evi denci ada na poesia de
Gregóri o de Mat os.
A) Certeza, evidenciada pel a palavra “Posto” do 13º verso.
B) Oposi ção, evidenciada pela palavra “Mas” do 12º verso.
C) Condi ci onalidade, evidencia da pela palavra “Se do 9º ver so.
D) Tendência a conclusão, evi denci ada pela palavra “Que” do 8º verso.
MI NISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERS IDADE FEDERAL DOS VALES D O JEQUITINHONHA E MUC URI
C oordenação de Processos S elet ivos – COPESE
1ª E tapa (triên io 2013/ 2 01 5) – S ELEÇ ÃO S ERIAD A – S ASI
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Questão 02
Leia este poema retirado da obra ‘Meu l ivro de cordel’, de Cora Corali na.
TE XTO II - ‘Das pedras
Ajunt ei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete fl oreado
e no sonho me p erdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companhei ro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Mi nha vida. ..
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.
F ont e: C oralina, Cor a. M eu li vro d e cordel – 1ª Ediçã o. Goiânia, GO – P.D.
Araújo – Livr aria e E d. Cultura 1 976
Em rel ação a esse poema é correto af irmar que:
A) Cora Coralina homenagei a menestréis medievai s que, para el a, são “irmãos rudes”, daí
e xpre ssar-se utilizando das pedra s.
B) A poeti sa, ao preocupar-se com a f orma, repetiu el ementos, como o arti go indef inido
“um(a)”, o que compr ometeu a mensagem.
C) Ao decl arar seu amor à vida, apesar das adversidades, a poetisa escreve com simpli cidade
e prioriza a me nsagem aos invés da f orma.
D) A principal atração do gêner o poético ‘cordel’ é a li nguagem elaborada e o estil o rebuscado,
por isso, a p oetisa o escolheu para el aborar sua obra.