Refratometria Ocular e a Arte da Prescrição Médica   5 Ed
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Refratometria Ocular e a Arte da Prescrição Médica 5 Ed


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V
Coordenador
Milton Ruiz Alves
Autores
Milton Ruiz Alves
Doutor, Professor Associado e Professor da Pós-Graduação da FMUSP, São Paulo, SP
Chefe do Setor de Córnea e Doenças Externas da Clínica Oftalmológica 
do Hospital das Clínicas da FMUSP, São Paulo, SP
Mariza Polati
Doutora pela USP, São Paulo, SP
Chefe do Setor de Estrabismo da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da FMUSP, São Paulo, SP
Sidney Júlio de Faria e Sousa
Professor Associado da USP, Ribeirão Preto, SP
Chefe do Setor de Córnea e Doenças Externas da FMRP, USP, SP
5a Edição
Rio de Janeiro \u2013 RJ \u2013 Brasil
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VI
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE 
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R332
5.ed. Refratometria ocular e a arte da prescrição médica / coordenador Milton Ruiz Alves; 
 autores Milton Ruiz Alves, Mariza Polati, Sidney Júlio de Faria e Sousa. \u2013 5. ed. \u2013 
 Rio de Janeiro : Cultura Médica, c2017.
 il.
 Vários colaboradores
 ISBN 978-85-7006-678-7
 1. Refração ocular. 2. Oftalmologia. I. Alves, Milton Ruiz. II. Polati, Mariza. III. 
 Sousa, Sidney Júlio de Faria e. IV. Título.
 CDD: 617.735 
 CDU: 617.735
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VII
Colaboradores
Adamo Lui Neto
Professor Assistente Doutor da Faculdade de Ciên-
cias Médicas da Santa Casa de São Paulo, SP
Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina 
de Ribeirão Preto, USP, SP
Edson dos Santos-Neto
Doutorando pela FMUSP, São Paulo, SP
Fabrício Witzel de Medeiros
Médico do Setor de Cirurgia Refrativa do Hospital 
das Clínicas da FMUSP, São Paulo, SP
Ex-Fellow do Setor de Cirurgia Refrativa do Cole 
Eye Institute, Cleveland Clinic Foundation, Cleve-
land, EUA
Doutorando pela FMUSP, São Paulo, SP
Gustavo Victor
Doutor pela FMUSP, Ribeirão Preto, SP
Médico da Eye Clinic, São Paulo, SP
Coordenador de Residência Médica do Hospital 
Ana Costa, Santos, São Paulo, SP
Iara Debert
Médica do Setor de Estrabismo do Hospital das 
Clínicas da FMUSP, São Paulo, SP
Doutoranda pela FMUSP, São Paulo, SP
Íris Yamane
Doutoranda pela FMUSP, São Paulo, SP
Jackson Barreto Júnior
Médico do Setor de Cirurgia Refrativa do Hospital 
das Clínicas da FMUSP, São Paulo, SP
Doutorando pela FMUSP, São Paulo, SP
Keila Monteiro de Carvalho
Professora Associada da Disciplina de Oftalmolo-
gia do Departamento de Oftalmologia e Otorrino-
laringologia da Faculdade de Ciências Médicas da 
UNICAMP, Campinas, SP
Murilo Barreto Souza
Doutorando pela FMUSP, São Paulo, SP 
Docente da Disciplina de Oftalmologia do Curso 
de Medicina da FTC, Salvador, BA
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IX
Apresentação
Os Professores Milton Ruiz Alves, Mariza Pola-
ti e Sidney Júlio de Faria e Sousa presenteiam a 
Oftalmologia brasileira com um livro não ape-
nas necessário, mas oportuno: Refratometria 
Ocular e a Arte da Prescrição Médica 
É redundante repetir que a esmagadora 
maioria da nossa clientela compõe-se de pes-
soas em busca de um par de óculos. Diante de 
uma dificuldade visual, ninguém pensa em ne-
nhum outro problema. Os óculos, de uma for-
ma ou de outra, são a porta de entrada do ci-
dadão em nossos consultórios. Se o cliente já 
os usa, então nos procura para atualizá-los; se 
ainda não, espera poder usá-los. 
O ensino da refratometria é o que há de 
mais importante nos cursos de especialização. 
É bom lembrar que, antes de sermos oftalmo-
logistas, somos médicos e, antes de sermos su-
bespecialistas, somos oftalmologistas e refrato-
metristas. 
Ninguém chega a ser um bom retinólogo 
ou glaucomatólogo, entre tantas outras subes-
pecialidades, sem que antes seja capaz de re-
ceitar um par de óculos que dê visão (quando 
possível) e conforto ao seu paciente. 
Os autores, a par de seu sólido conheci-
mento da Oftalmologia, sempre se preocupa-
ram em ensinar e divulgar (bem) a teoria e prá-
tica da refração.
Este livro, portanto, é o produto belamen-
te escrito e editado dessa preocupação. Nada 
nele é desnecessário ou supérfluo. E uma coisa 
me chamou a atenção: os autores conseguiram 
desmistificar para nós, mortais oftalmologistas, 
aquelas fórmulas matemáticas complexas, eso-
téricas, indecifráveis mesmo. 
A física geométrica e a matemática de tan-
tas dessas fórmulas foram reduzidas a pala-
vras simples, a um linguajar descomplicado, 
de modo que essas matérias, tediosas para o 
médico em geral, ganharam uma forma leve 
ao nosso raciocínio e conhecimento. A ideia 
ou as regras embutidas nessas fórmulas torna-
ram-se transparentes, de fácil alcance, tal a 
precisão e clareza da linguagem usada pelos 
autores.
Este livro enriquece a bibliografia oftalmo-
lógica sobre o tema e, estou certo, será uma 
fonte de estímulo para que os neófitos e tam-
bém os veteranos terminem sua leitura mais 
preparados e mais seguros para o exercício da 
prática refratométrica em seus consultórios.
E não custa lembrar que, se assumirmos a 
refratometria por inteiro, se a praticarmos com 
sabedoria e sem preconceitos, dando-lhe o 
inestimável valor e importância que ela real-
mente tem, não sobrará espaço nem lugar para 
ninguém mais ousar receitar óculos ou lentes 
de contato, a não ser nós, médicos oftalmolo-
gistas.
O Conselho Brasileiro de Oftalmologia não 
poderia sentir-se mais feliz e gratificado por ter 
referendado a publicação deste livro. 
É uma obra de peso cultural e científico da 
qual todos nós e as gerações de futuros oftal-
mologistas muito nos orgulharemos.
Homero Gusmão de Almeida
Presidente
Conselho Brasileiro de Oftalmologia 
Gestão 2015-2017
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XI
Os erros da refração ocular e as perturba-
ções da acomodação são as duas condi-
ções que, indubitavelmente, mais levam 
uma pessoa a procurar seu oftalmologis-
ta. Se adicionarmos o fato de que ambos, 
muitas vezes, interferem com a motilidade 
ocular extrínseca e uma visão binocular 
confortável, vê-se então aumentada a im-
portância destes fatores na propedêutica e 
na terapêutica em Oftalmologia.
Deve-se ter em conta que pacien-
tes com achados clínicos semelhantes na 
maioria das vezes não expressam seus sin-
tomas do mesmo modo, nem exibem si-
nais superponíveis. A idade, a profissão ou 
as atividades em que o aparelho visual é 
solicitado, o perfil psicológico, outras en-
fermidades e o sexo são fatores que exigem 
consideração em uma possível proposição 
terapêutica. O oftalmologista nunca se de-
fronta com pacientes iguais.
Este livro é uma riqueza não apenas 
por expor detalhadamente os princípios 
gerais, mas também por valorizar certos 
procedimentos cuja omissão seria desas-
trosa, apresentando exemplos práticos, 
muito esclarecedores.
É para mim fato altamente alvissareiro 
saber que membros