Resumo Processo Penal
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Resumo Processo Penal

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RESUMO PROCESSO PENAL

TÍTULO II
DO INQUÉRITO POLICIAL

• O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em
flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a
partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias,
quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
◦ Se o indiciado está preso em virtude de prisão temporária, a duração da prisão

é de 5 dias, prorrogáveis por mais 5 dias, em caso de extrema e comprovada
necessidade.

• A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e
somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da
investigação o exigir.
◦ A incomunicabilidade, que não excederá de 3 dias, será decretada por

despacho fundamentado do Juiz, a requerimento da autoridade policial, ou do
órgão do Ministério Público, respeitado, em qualquer hipótese, o disposto no
artigo 89, inciso III, do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil.

TÍTULO III
DA AÇÃO PENAL

• Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no
direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de 6
meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso
da ação penal privada subsidiária da pública, do dia em que se esgotar o prazo
para o oferecimento da denúncia.

• O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito, se com a representação
forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste
caso, oferecerá a denúncia no prazo de 15 dias.

• O prazo para oferecimento da denúncia, estando o réu preso, será de 5 dias,
contado da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do
inquérito policial, e de 15 dias, se o réu estiver solto ou afiançado. No último caso,
se houver devolução do inquérito à autoridade policial, contar-se-á o prazo da data
em que o órgão do Ministério Público receber novamente os autos.

• Quando o Ministério Público dispensar o inquérito policial, o prazo para o
oferecimento da denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as peças de
informações ou a representação.

• O prazo para o aditamento da queixa será de 3 dias, contado da data em que o
órgão do Ministério Público receber os autos, e, se este não se pronunciar dentro
do tríduo, entender-se-á que não tem o que aditar, prosseguindo-se nos demais
termos do processo.

• Concedido o perdão, mediante declaração expressa nos autos, o querelado será
intimado a dizer, dentro de 3 dias, se o aceita, devendo, ao mesmo tempo, ser
cientificado de que o seu silêncio importará aceitação.

Este material foi produzido pelo Prof. Kalebe Dionisio e faz parte dos Bônus oferecidos no curso: "Guia Prático para Passar em Concurso Público em 1 Ano".

• Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á
perempta a ação penal:
◦ quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do

processo durante 30 dias seguidos;
◦ quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não

comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 dias,
qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36;

◦ quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer
ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de
condenação nas alegações finais;

◦ quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar
sucessor.

• Em qualquer fase do processo, o juiz, se reconhecer extinta a punibilidade, deverá
declará-lo de ofício.
◦ No caso de requerimento do Ministério Público, do querelante ou do réu, o juiz

mandará autuá-lo em apartado, ouvirá a parte contrária e, se o julgar
conveniente, concederá o prazo de 5 dias para a prova, proferindo a decisão
dentro de 5 dias ou reservando-se para apreciar a matéria na sentença final.

• No caso de morte do acusado, o juiz somente à vista da certidão de óbito, e depois
de ouvido o Ministério Público, declarará extinta a punibilidade.

TÍTULO V
DA COMPETÊNCIA

• Determinará a competência jurisdicional:
◦ o lugar da infração:
◦ o domicílio ou residência do réu;
◦ a natureza da infração;
◦ a distribuição;
◦ a conexão ou continência;
◦ a prevenção;
◦ a prerrogativa de função.

• Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de
domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.

CONFLITO DE COMPETÊNCIA:
• no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum,

prevalecerá a competência do júri;
• no concurso de jurisdições da mesma categoria:

◦ preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;
◦ prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se

as respectivas penas forem de igual gravidade;
◦ firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos;

• no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior
graduação;

• no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta.

Este material foi produzido pelo Prof. Kalebe Dionisio e faz parte dos Bônus oferecidos no curso: "Guia Prático para Passar em Concurso Público em 1 Ano".

• A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:
◦ no concurso entre a jurisdição comum e a militar;
◦ no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.

PRISÃO: EM FLAGRANTE, PREVENTIVA, DOMICILIAR,
TEMPORÁRIA (LEI Nº 7.960/1989)

CABERÁ PRISÃO TEMPORÁRIA:
• quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;
• quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários

ao esclarecimento de sua identidade;
• quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na

legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes:
◦ homicídio doloso; (não fala em culposo)
◦ sequestro ou cárcere privado;
◦ roubo; (não fala em furto)
◦ extorsão;
◦ extorsão mediante sequestro;
◦ estupro;
◦ atentado violento ao pudor;
◦ rapto violento;
◦ epidemia com resultado de morte;
◦ envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal

qualificado pela morte;
◦ quadrilha ou bando, todos do Código Penal;
◦ genocídio, em qualquer de suas formas típicas;
◦ tráfico de drogas;
◦ crimes contra o sistema financeiro.

• A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da
autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5
dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada
necessidade.

• O despacho que decretar a prisão temporária deverá ser fundamentado e prolatado
dentro do prazo de 24 horas, contadas a partir do recebimento da representação
ou do requerimento.

• Decorrido o prazo de 5 dias de detenção, o preso deverá ser posto imediatamente
em liberdade, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva.

JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS (LEI Nº 10.259/2001)

• Compete ao Juizado Especial Federal Cível processar, conciliar e julgar causas de
competência da Justiça Federal até o valor de 60 salários mínimos, bem como
executar as suas sentenças.

Este material foi produzido pelo Prof. Kalebe Dionisio e faz parte dos Bônus oferecidos no curso: "Guia Prático para Passar em Concurso Público em 1 Ano".

• Quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas, para fins de competência
do Juizado Especial, a soma de 12 parcelas não poderá exceder o valor de 60
salários mínimos.

• Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas
pessoas jurídicas de direito