A arte do aconselhamento psicologico
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A arte do aconselhamento psicologico

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RolLo May

A ARTE DO A CONSELHAMENTO PSICOLÓGICO

Tradução de Waine Tobelen dos Santos

Hipálito Martendal

Tradução da edição revista

Reinaldo Endlich Orth

1Y Edição

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N836781

EDITORA VOZES

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© 1989 Gardner Press, mc.

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Título original inglês: The art of couseling

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Editora ção e org. literária: Lúcia Endlich Orth

ISBN 85.326.0415-3 (edição brasileira)

Este livro foi composto e impresso pela Editora Vozes Ltda.

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Este livro foi digitalizado por Naziberto Lopes de Oliveira, para uso exclusivo de pessoas com deficiencia

visual, de acordo com a Lei 9610 dos direitos Autorais em seu artigo 46.

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Um livro prático, um guia de aconselhamento em que a teoria vem após o estudo de casos concretos e

demonstrações ilustrativas. A obra desenvolve palestras proferidas pelo autor nos “Seminários de

Educadores” da Igreja Episcopal, na Carolina do Norte e Arkansas, EUA, e logo as maiores revistas de

Teologia e de Educação Religiosa norte-americanas passaram a indicá-la como “livro de cabeceira” para

educadores, psicólogos, confessores e orientadores espirituais. Entretanto, o seu campo não é

estritamente religioso, como escreve o próprio autor: ‘não apenas o diretor de curso, que deve lidar com

alunos brilhantes, mas reprovados, ou o orientador, a quem recorrem os calouros timidos, oprimidos por

um sentimento de inferioridade, mas também o ministro religioso que atende a domicílio, o chefe de

acampamento com seus jovens junto ao lago, o professor com seus estudantes do sexto ano, ou

formandos de faculdade, enfim, um número infinito de pessoas, em vocações inúmeras, se dá conta de

que está sendo requisitado para o aconselhamento, para moldar personalidades, querendo ou não’. Para

todos eles o autor escreveu este livro, fazendo apelo à sua profunda bagagem cultural e à sua conhecida

qualidade de falar uma linguagem acessível aos não especialistas. “Utilizamos a nova forma de

compreender a personalidade oferecida por autoridades modernas, o campo, os psiccterapeutas Freud,

Jung, Rank e Kunkel. Esse debate deve muito particularmente à inteligência humilde e penetrante de

Alfred Adier, com quem tive o privilégio de estudar, relacionar-me e travar conversas intimas.

O autor

Rollo May, psicoterapeuta ativo, iniciou seus estudos em Viena e completou seu doutorado e treinamento

em Nova Yorque. Autor de dezenas de livros, entre os quais: Amor e vontade, O homem à procura de si

mesmo, Minha busca da beleza, todos publicados pela Editora Vozes.

PREFÁCIO

Um amigo meu que lecionava para estudantes universitários de

pedagogia comentou que ele e seus alunos haviam procurado um livro básico para as aulas. Esses

alunos não queriam ser terapeutas profissionais, mas queriam saber os rudimentos do aconselhamento

que todo professor deve praticar. Meu amigo acrescentou: “Não encontramos um livro adequado, por isso

voltamos ao seu A arte do aconselhamento psicológico”.

Este livro tem para mim uma história quase fatídica. Nos inícios da década de trinta, voltei de uma

atividade letiva por três anos na Europa onde, durante as férias de verão, participei de um seminário,

dirigido por Alfred Adier, em Viena. Ao voltar aos Estados Unidos, no meio da Grande Depressão, tive a

felicidade de conseguir um emprego como aconselhador de estudantes masculinos na Michigan State

University. Era um emprego que incluía três funções: dar um curso na Universidade, aconselhar

estudantes com problemas e supervisionar as atividades estudantis na Interdenominational People’s

Church no outro lado da rua da Universidade onde eu tinha meu consultório.

Naquela época, Freud, Jung, Adler, Rank e outros psicoterapeutas não eram ensinados nas

universidades e eram praticamente desconhecidos em nosso país. Por isso meu contato com Adier

mostrou-se surpreendentemente útil. Pessoas com empregos semelhantes ao meu em todo o país

estavam ávidas de informação sobre os procedimentos do aconselhamento; por isso fui várias vezes

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vidado a dar conferências. Como não existisse nada publicado neste campo ou, ao menos, disponível em

nossa língua, fui solicitado com insistência a publicar minhas conferências. O resultado foi o original A

arte do aconselhamento psicológico, o primeiro livro sobre aconselhamento produzido na América.

Parece estranho, mas nos dias atuais esta “área intermédia” está quase totalmente sem cobertura. As

bibliotecas estão cheias de livros sobre psicologia popular, e não há falta de livros para os interessados

na profissão de psicoterapia intensiva. A necessidade premente é para aqueles que não querem ser

psicoterapeutas, mas precisam de algo sobre o funcionamento interior da personalidade. Esta

necessidade é sentida não apenas pelos engajados na educação, mas também, por exemplo, por

médicos que muitas vezes precisam aconselhar os aflitos e falar com os pacientes sobre assuntos

íntimos, por advogados que atuam no aconselhamento a seus clientes, sem mencionar os campos óbvios

da religião e do trabalho social. Inclusive há membros de empresas que querem saber como lidar

proveitosamente com as pessoas que trabalham para eles.

Quando, pois, a Gardner Press me propôs esta revisão, eu concordei. Esta nova edição de A arte do

aconselhamento psicológico foi revista quase totalmente e, espero, numa linguagem que faça justiça à

importância do assunto e à fascinação do campo educacional.

Rolio May

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SUMÁRIO

Prefácio, 9

PARTE 1

Princípios fundamentais, 11

1. UMA DESCRIÇÃO DA PERSONALIDADE, 13

1. A personalidade é determinada?, 14

2. A liberdade da pessoa, 20

3. Individualidade na personalidade, 21

II. A PROCURA DO SI-MESMO, 30

1. Integração social. 30

2. A fonte do espírito, 36

III. A ORIGEM DOS PROBLEMAS DA PERSONALIDADE, 43

1. O caso de George, 43

2. Tensão criativa, 49

3. A estrutura de nossos problemas, 57

IV. A EMPATIA - CHAVE PARA O PROCESSO DO

ACONSELHAMENTO, 65

1. A empatia na arte, 68

2. A transferência mental, 72

3. O segredo da influência, 79

PARTE II

Passos práticos, 87

V. LEITURA DO CARÁTER, 89

1. Esquecimento e deslizes, 95

2. A constelação da família, 98

VI. CONFISSÃO E INTERPRETAÇÃO, 107

1. O caso de Bronson, 108

2. Aspectos da confissão, 118

3. Limitações do aconselhamento, 121

VII. A TRANSFORMAÇÃO DA PERSONALIDADE, 124

1. Os limites do conselho, 124

2. O fermento da sugestão, 126

3. Citando alternativas construtivas, 127

4. Usar o sofrimento do aconselhando, 131

PARTE III

Considerações finais, 137

VIII. A PERSONALIDADE DO ACONSELHADOR, 139

1. O que faz de alguém um bom aconselhador?, 139

2. Análise de um aconselhador típico, 142

3. A coragem da imperfeição, 151

IX. MORALIDADE E ACONSELHAMENTO, 153

1. A individualidade criativa na moralidade, 156

2. A estrutura da moralidade, 161

3. Impulsos construtivos, 163

X. RELIGIÃO E SAÚDE MENTAL, 168

1. A religião neurótica, 169

2. A paixão por significado, 172

3. O ateísmo como