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Recursos em espécie

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de Instrumento (processo em primeiro grau) 
ou Agravo Interno (da decisão do Relator) 
 
Julgamento 
 
O julgamento dos RE e REsp repetitivos têm grande repercussão, uma vez que versam 
sobre matéria que impacta grande parcela da sociedade, por isso envolve uma série de 
providências, por parte do Relator, que poderá solicitar dos Tribunais estaduais e federais, 
informações sobre a controvérsia. 
 
Poderá, ainda, ser admitida a manifestação de pessoas, órgão ou entidades com interesse 
na controvérsia, na condição de amicus curiae. 
 
- Poderá, também, marcar data para realização de audiência pública onde serão 
ouvidas pessoas com experiência e conhecimento na matéria, com a finalidade de 
instruir o procedimento. 
 
- poderá haver intervenção do Ministério Público, com vista pelo prazo de 15 dias 
 
- o julgamento dos recursos paradigmas preferirá a qualquer outro, exceto os que 
envolvam habeas corpus ou réu preso. 
 
Com o julgamento, ocorrerá o seguinte: 
 
1) se o acórdão recorrido estiver em conformidade com a decisão do STF ou STJ: aos 
recursos suspensos na origem será negado seguimento; 
 
2) se o acórdão recorrido não estiver em conformidade com a decisão do STF ou STJ: 
o tribunal de origem o reexaminará, podendo retratar-se, modificando-o, para ajustá-lo à 
nova orientação do STF ou STJ. 
- se mantido o acórdão divergente: o RE ou REsp contra ele interposto será remetido ao 
tribunal superior 
- se houver retratação, será negado seguimento ao recurso. 
 
3) se tratar-se de recurso afetado: primeiro o tribunal superior apreciará a repercussão 
geral, e, se for negada sua existência serão considerados automaticamente inadmitidos 
todos os recursos extraordinários sobrestados 
 
4) os processos e recursos (de natureza) ordinários ainda não julgados: retomarão o 
seu andamento, devendo ser aplicada a tese jurídica formulada no recurso afetado, sob 
pena de reclamação (artigo 988, IV, CPC) 
 
Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: 
[...] 
IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de 
resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência; 
 
5) se os recursos versarem sobre questão relativa a prestação de serviço público, 
objeto de concessão, permissão ou autorização: o resultado do julgamento será 
comunicado ao órgão, ao ente ou à agência reguladora competente para fiscalização da 
efetiva aplicação, por parte dos entes sujeitos a regulação, da tese adotada. 
 
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL E EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO - artigo 1.042, 
CPC 
- tem o objetivo de permitir o seguimento de recursos especiais ou extraordinários que 
tenham sido inadmitidos na origem. 
- o cabimento está afastado quando for negado seguimento fundamentado na aplicação de 
entendimento firmado no regime de repercussão geral ou em julgamento de recursos 
repetitivos. 
- o Agravo deve ser dirigido ao Presidente ou ao Vice-Presidente do Tribunal de origem, e 
será encartado nos próprios autos, independente de preparo. A parte agravada será 
intimada para apresentar resposta em 15 dias. Não havendo retratação, o agravo será 
remetido ao tribunal superior competente para julgamento. 
 
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO 
ESPECIAL – artigo 1.043 e 1.044, CPC 
 
Sua finalidade é evitar a divergência, de natureza material ou processual, no âmbito 
do STF ou STJ, uniformizando a jurisprudência. 
 
STF: 2 Turmas, compostas por 5 Ministros e o Plenário, com 11 Ministros 
STJ: 6 Turmas, com 5 Ministros cada. Cada Seção é composta por 2 Turmas e há o Órgão 
Especial, denominado Corte Especial, integrada pelos 15 Ministros mais antigos e presidida 
pelo Presidente do Tribunal 
 
- pode haver divergência de entendimento, no âmbito do STF, entre uma e outra Turma, ou 
entre uma Turma e o Plenário 
- pode haver divergência de entendimento, no âmbito do STJ, entre uma Turma e outra, ou 
entre Turma e Seção, ou entre Turma e o Órgão Especial. 
- é preciso que a divergência seja atual, não cabendo mais os embargos se a jurisprudência 
do Tribunal já se uniformizou em determinado sentido. 
 
Processamento: regulado pelos regimentos internos do STF e STJ. 
- prazo para interposição: 15 dias da publicação da decisão embargada 
- a petição de interposição deve vir acompanhada com a prova da divergência, sendo 
necessário que indique, de forma analítica, em que a divergência consiste. 
- o Relator pode não conhecer, negar ou dar provimento monocraticamente (art. 932, CPC), 
cabendo contra esta decisão Agravo Interno para o órgão colegiado. 
 
Julgamento no STF: será feito pelo Plenário. 
Julgamento no STJ: 
- se a divergência se der entre Turmas da mesma Seção: julgamento pela Seção 
- se a divergência se der entre Turmas de Seções diferentes, ou entre Turma ou Seção com 
a Corte Especial: julgamento pela Corte Especial 
 
 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – STF 
2 Turmas, compostas por 5 Ministros e o Plenário, com 11 Ministros 
 
O Supremo Tribunal Federal é o órgão de cúpula do Poder Judiciário, e a ele compete, 
precipuamente, a guarda da Constituição, conforme definido no art. 102 da Constituição da 
República. 
É composto por 11 (onze) Ministros, todos brasileiros natos (art. 12, § 3º, inc. IV, da 
CF/1988), escolhidos dentre cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de 
notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 101 da CF/1988), e nomeados pelo 
Presidente da República, após aprovação da escolha pela maioria absoluta do Senado 
Federal (art. 101, parágrafo único, da CF/1988). 
Entre suas principais atribuições está a de julgar a ação direta de inconstitucionalidade de 
lei ou ato normativo federal ou estadual, a ação declaratória de constitucionalidade de lei 
ou ato normativo federal, a arguição de descumprimento de preceito fundamental 
decorrente da própria Constituição e a extradição solicitada por Estado estrangeiro. 
Na área penal, destaca-se a competência para julgar, nas infrações penais comuns, o 
Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus 
próprios Ministros e o Procurador-Geral da República, entre outros (art. 102, inc. I, a e b, 
da CF/1988). 
Em grau de recurso, sobressaem-se as atribuições de julgar, em recurso ordinário, o 
habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção 
decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão, e, em 
recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão 
recorrida contrariar dispositivo da Constituição. 
A partir da Emenda Constitucional 45/2004, foi introduzida a possibilidade de o Supremo 
Tribunal Federal aprovar, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, súmula 
com efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração 
pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal (art. 103-A da CF/1988). 
O Presidente do Supremo Tribunal Federal é também o Presidente do Conselho Nacional 
de Justiça (art. 103-B, inc. I, da CF/1988, com a redação dada pela EC 61/2009). 
O Plenário, as Turmas e o Presidente são os órgãos do Tribunal (art. 3º do RISTF/1980). 
O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos pelo Plenário do Tribunal, dentre os Ministros, 
e têm mandato de dois anos. Cada uma das duas Turmas é constituída por cinco Ministros 
e presidida pelo mais antigo dentre seus membros, por um período de um ano, vedada a 
recondução, até que todos os seus integrantes hajam exercido a Presidência, observada a 
ordem decrescente de antiguidade (art. 4º, § 1º, do RISTF/1980).

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