Manual primeiros socorros
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Manual primeiros socorros


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substância tóxica, por 
isto, encaminhe a vítima rapidamente ao 
hospital. 
V. Se a pessoa não consegue tossir, falar ou 
chorar e apresenta cianose (coloração 
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arroxeada da pele), necessita de manobras 
imediatas de desobstrução de vias aéreas. 
Leve imediatamente a pessoa ao pronto 
socorro para garantir que tudo esteja bem, 
mesmo que já tenha eliminado o corpo 
estranho. 
VI. Nenhum tipo de alimentação deve ser 
oferecido à vítima, até que seja liberada pelo 
médico. 
Desobstrução das vias aéreas: 
I. Nas pessoas inconscientes em sem respirar 
deve-se fazer varredura digital da orofaringe 
(garganta) e fazer pelo menos 05 (cinco) 
compressões abdominais com a vítima 
deitada; 
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II. Em bebês, deve-se aplicar 05 (cinco) 
palmadas nas costas e 05 (cinco) 
compressões no peito sucessivamente, até 
que o bebe comece a tossir e/ou retome a 
consciência; 
 
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4 Cortes e Hemorragias 
Os ferimentos podem ser classificados em 
abertos e fechados. Abertos são aqueles que 
apresentam descontinuidade da pele, enquanto 
que, nos fechados, a pele encontra-se íntegra e 
ocorrem em conseqüência de contusões 
compressões e abrasões. 
A hemorragia acontece sempre que qualquer 
dos vasos que carregam o sangue pelo corpo é 
cortado ou rasgado, e pode ser externa, portanto 
visível, ou interna e invisível. Uma séria perda de 
sangue é sempre uma emergência e precisa ser 
controlado o quanto antes. A perda abundante de 
sangue pode resultar no estado de choque e 
eventualmente na morte da vítima, e para que se 
preste o atendimento correto, o procedimento deve 
ser realizado ao ponto que o socorrista e a vítima 
tenham segurança. 
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Tratamento de emergência 
Nunca deixe um ferimento grave aberto, caso 
contrário ele se contaminará, aumentando o risco 
de infecção. Antes de ir ao pronto-socorro, faça o 
seguinte: 
I. Lave o local com água corrente e comprima 
levemente com um pano limpo, até parar o 
sangramento; 
II. Elevar o membro afetado acima do nível do 
coração, para que se perca o mínimo possível de 
sangue (exceto em casos de suspeita de lesão 
interna e/ou fratura); 
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III. Não coloque medicamentos ou soluções caseiras 
no local, para evitar alergia ou infecção; 
IV. Manter o acidentado agasalhado com cobertores 
ou roupas, evitando contato com o chão frio e 
úmido; 
V. Se houver necessidade de sutura, ela deverá ser 
realizada no hospital, com anestesia local. 
 
 
 
 
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4.1 Uso de torniquete: 
 
O torniquete é o ultimo recurso usado por 
quem fará o socorro, devido aos perigos que podem 
surgir por sua má utilização, pois com este método 
impede-se totalmente a passagem de sangue pela 
artéria. Deve ser utilizado somente em casos de 
hemorragias intensas e de grande gravidade. 
I. Elevar o membro ferido acima do nível do 
coração; 
II. Usar uma faixa de tecido largo, com 
aproximadamente sete centímetros ou mais, longo 
o suficiente para dar duas voltas, com pontas para 
amarração; 
III. Aplicar o torniquete logo acima da ferida; 
IV. Passar a tira ao redor do membro ferido, duas 
vezes. Dar meio nó; 
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V. Colocar um pequeno pedaço de madeira 
(vareta, caneta ou qualquer objeto semelhante) no 
meio do nó. Dar um nó completo no pano sobre a 
vareta; 
VI. Fixar as varetas com as pontas do pano; 
VII. Afrouxar o torniquete, girando a vareta no 
sentido contrário, a cada 10 ou 15 minutos. 
 
 
 
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5 Queimaduras 
 As queimaduras são lesões causadas por 
calor, agentes químicos, corrente elétrica ou 
irradiação. São classificadas de acordo com a 
profundidade e extensão da lesão causada à pele, 
sendo denominadas por queimadura de 1º grau, 2º 
grau e 3º grau. 
 
 
Tratamento de emergência 
I. A primeira providência a ser tomada é isolar 
a vítima do agente causador do acidente e, 
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em seguida lavar com água corrente limpa a 
área queimada; 
II. Se a roupa estiver grudada na área 
queimada, tenha muito cuidado. Lave a 
região até que o tecido possa ser retirado 
delicadamente, sem aumentar a lesão. Se 
continuar aderido à pele, recorte-o ao redor 
do ferimento; 
III. Se a queimadura ocorreu por exposição a 
um agente químico ou cáustico, faça o 
contrário: remova a roupa para evitar que o 
produto permaneça em contato com a pele; 
IV. Não coloque gelo, sabão ou qualquer 
produto químico sobre a região lesada. Isso 
pode agravar a área machucada. 
V. Proteja o local e se surgirem bolhas, não as 
rompa; 
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VI. Para diminuir o inchaço, mantenha a região 
mais elevada que o resto do corpo. 
VII. Mantenha o local coberto com pano ou gaze 
úmida. 
VIII. Em casos de queimaduras elétricas, não 
toque na vítima. Desligue a eletricidade, 
afaste o fio elétrico com pedaço de pau e 
chame o resgate. 
 
6 Intoxicações 
 
 É a lesão provocada por substancias tóxicas 
e nocivas a saúde. Tente sempre manter os 
produtos perigosos fora do alcance das crianças. 
Em casos de intoxicações proceda assim: 
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I. Identificar o agente, através de frascos 
próximos do acidentado, procurar rótulos ou 
bulas. 
II. Telefone para o centro de informação 
toxicológica; (0800 643 5252, 048/3721-9535 
ou 048/3721-9173. 
III. Transporte a vítima para o Pronto Socorro o 
mais rápido possível e leve o tóxico 
responsável; 
IV. Não administre líquidos, principalmente se a 
pessoa estiver sonolenta ou inconsciente; 
V. Não tente provocar vômitos, especialmente 
se o produto ingerido for cáustico; 
VI. Certifique-se de que a vítima consegue 
respirar. 
 Se a intoxicação ocorreu por inalação, retire 
a pessoa do ambiente tóxico, remova suas roupas, 
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sem deixá-la passar frio e procure por queimaduras 
químicas. Se houver contato, remova as roupas da 
vítima, lave a região afetada com água corrente e 
sabão neutro e aplique compressas frias para 
diminuir a coceira. 
 
7 Trauma de crânio 
I. Se o local estiver sangrando, pressione uma 
bolsa de gelo ou gelo enrolado em pano limpo; 
II. Se a pessoa estiver consciente e respirando, 
deite-a de lado e coloque os ombros e a cabeça 
ligeiramente elevados; 
III. Fique atento para a possibilidade de fratura de 
crânio, para a presença de dor, sensibilidade e 
hemorragia no couro cabeludo, além de inchaço 
ao redor da ferida e perda de consciência. 
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IV. Leve a vítima ao pronto-socorro se, no período 
de observação (12 horas), ela apresentar 
episódios de náuseas ou vômitos, dor de cabeça 
ou tontura persistente, sonolência excessiva, 
palidez, convulsões, tremores ou presença de 
sangue no nariz, ouvido ou boca. 
 
8 Sangramento nasal (Epistaxe) 
 A epistaxe é também conhecida como 
hemorragia nasal. Esta é a forma mais freqüente 
das hemorragias, devido à intensa vascularização e 
fragilidade da mucosa nasal e à exposição da área 
a traumas e agentes irritantes. Em casos gerais, 
sempre podem ser estancadas. As medidas para 
evitar a perda excessiva de sangue são: 
I. Tranqüilizar o acidentado evitando pânico e 
afrouxar a roupa que esteja apertando o pescoço 
e o tórax; 
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II. Coloque a pessoa na posição sentada, com o 
tronco inclinado para frente, para evitar a 
deglutição de sangue; 
III. Pressione as narinas, com os dedos em forma 
de pinça, na região acima da ponta do nariz; 
IV. Se possível, aplique compressas frias. Após 
alguns minutos afrouxe a pressão vagarosamente 
e não permita que ela assoe o nariz; 
V. Se o sangramento persistir por mais de 10 
minutos ou recorrer, volte a comprimir a narina e 
procure o serviço médico. 
 
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9 Convulsões 
Durante as crises convulsivas, o indivíduo 
apresenta perda temporária da consciência, 
espasmos musculares intensos, contrações