Manual de Licitação em Contratos TCU
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Manual de Licitação em Contratos TCU


DisciplinaDireito Administrativo IV484 materiais1.262 seguidores
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no art. 55, III, da Lei nº 8.666/1993, no sentido de 
estabelecer, nos contratos a serem celebrados pela entidade, o valor fixo 
mensal pela prestação dos serviços contratados.
Acórdão 670/2008 Plenário 
Certifique-se de que os processos administrativos constituídos em decorrência 
de contratos celebrados apresentem a devida numeração das folhas em ordem 
cronológica da documentação acostada, como preconiza o art. 38, caput, da 
Lei nº 8.666/1993, c/c o art. 12, § 4º, da Lei nº 9.784/1999.
Acórdão 438/2008 Plenário
Obedeça, ao celebrar o contrato, todas as condições previstas no edital, nos 
termos do art. 41, caput, da Lei nº 8.666/1993.
Acórdão 227/2007 Plenário 
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Licitações e Contratos - Orientações e Jurisprudência do TCU
Proceda à consulta ao Cadin (Cadastro informativo de débitos não 
quitados) das empresas interessadas na realização de obras, serviços ou 
fornecimento, abstendo-se de celebrar contrato ou efetuar aquisições com 
aquelas que estejam inscritas no Cadin, em obediência ao disposto na Lei 
nº 10.522/2002.
Acórdão 1602/2004 Plenário
Formalize seus contratos nos casos de tomada de preços e concorrência, 
bem assim na dispensa ou inexigibilidade de licitação, cujo valor esteja 
compreendido nos limites das modalidades tomada de preços e concorrência 
e nas contratações de qualquer valor das quais resultem obrigações futuras, 
de acordo com os comandos do art. 62, \u201ccaput\u201d, e §4º da Lei nº 8.666/1993.
Acórdão 589/2010 Primeira Câmara
Abstenha de celebrar contratos cuja execução do objeto demande ações 
previstas em seu quadro funcional como atividade-fim.
Acórdão 3923/2009 Primeira Câmara
Abstenha-se de celebrar contratos com previsão de remuneração pelo regime 
de administração contratada, em obediência à Lei nº 8.666/1993, e de acordo 
com a jurisprudência adotada pela Corte de Contas.
Acórdão 3267/2007 Primeira Câmara
Registre previamente e por escrito, nos processos licitatórios e nos processos 
deles decorrentes, as devidas justificativas para as alterações contratuais, com 
as demonstrações analíticas das variações dos componentes dos custos dos 
contratos, conforme previsto nos arts. 60 e 65 da Lei 8.666/1993.
Acórdão 428//2010 Segunda Câmara
Assim, o contrato de natureza administrativa é regido pela Lei de Licitações, 
a qual reafirma, no art. 54, o contrato como instrumento de atribuição das 
responsabilidades às partes e, no art. 69, a responsabilidade do contratado 
por defeitos decorrentes de vícios ou incorreções.
\u201cArt. 54. Os contratos administrativos de que trata esta Lei regulam-se 
pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público, aplicando-se-lhes, 
supletivamente, os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições 
de direito privado.
§ 1o Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições 
para sua execução, expressas em cláusulas que definam os direitos, 
obrigações e responsabilidades das partes, em conformidade com os 
termos da licitação e da proposta a que se vinculam.
(...)
Tribunal de Contas da União
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Art. 69. O contratado é obrigado a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou 
substituir, às suas expensas, no total ou em parte, o objeto do contrato em 
que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções resultantes da execução 
ou de materiais empregados.\u201d (grifo nosso)\u201d
Acórdão 4377/2009 Segunda Câmara (Relatório do Ministro Relator)
Abstenha-se de celebrar contratos com efeitos retroativos, evitando o risco 
de simulação de cumprimento anterior de formalidades, em desrespeito ao 
disposto nos artigos 60 e 61 da Lei nº 8.666/1993.
Acórdão 1077/2004 Segunda Câmara
Obedeça as cláusulas legitimamente acordadas quando da celebração de 
contratos administrativos, somente as alterando se houver expressa previsão 
legal e o interesse público o recomendar.
Acórdão 1017/2007 Segunda Câmara 
Formalize as alterações contratuais de acordo com os artigos 60 e 65 da Lei 
nº 8.666/1993, de forma a deixar transparentes os acréscimos realizados no 
contrato original.
Acórdão 368/2010 Segunda Câmara (Relação)
Consulte também as Decisões: Plenário: 2272/2009, 745/2002, 586/2002; os 
Acórdãos: Plenário: 646/2007, 1677/2006, 1913/2003, 1656/2003, 777/2000; Primeira 
Câmara: 2237/2006; Segunda Câmara: 21/2006, 583/2005, 1643/2004, 1544/2004, 
1467/2004, 1077/2004, 591/2006 (Relação), 1077/2004 (Relação).
tipos de ContrAto
Em geral, os contratos administrativos são regidos por normas de direito público. 
Mas há contratos celebrados pela Administração Pública que são regulamentados 
por normas de direito privado. Exemplo: contratos de seguro, de financiamento e 
de locação, em que a Administração Pública é locatária e aqueles em que é usuária 
de serviço público.
Nesses contratos, a Administração pode aplicar normas gerais de direito privado, 
mas deve observar as regras dos artigos 55 e 58 a 61 e demais disposições ditadas 
pela Lei de Licitações.
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Licitações e Contratos - Orientações e Jurisprudência do TCU
DELIBERAÇÕES DO TCU
Um dos argumentos utilizados pelo responsável para tentar descaracterizar 
algumas das irregularidades pelas quais foi ouvido em audiência, é o de que 
os contratos celebrados pela (...) com os produtores independentes de energia 
seriam contratos de direito privado e não contratos administrativos. Segundo 
ele, a (...), ao atuar diretamente no domínio econômico, estaria subordinada 
às regras e princípios do direito privado, por força do disposto no art. 173, 
§1º da Constituição Federal. \u201cDesta forma, por determinação constitucional, 
a administração pública, ao atuar diretamente no domínio econômico, se 
iguala ao particular, se desvestindo da supremacia da Administração Pública 
que é característica dos Contratos Administrativos. Uma vez participante 
de contratos comerciais de direito privado descabida será a existência de 
prerrogativas atribuídas pelo regime de direito público, mesmo porque de 
regime de direito público não se trata\u201d (fl. 15, v.6).
A argumentação do recorrente, quanto a esse aspecto, não pode ser acatada. A 
maior parte da doutrina administrativista brasileira admite a existência de dois 
tipos de contratos celebrados pela Administração Pública: contratos de direito 
privado e contratos administrativos. Até mesmo os primeiros, apesar do regime 
de direito privado a que se submetem, não estão completamente afastados de 
normas publicistas. Já os contratos administrativos são inteiramente regidos 
pelo direito público. A Prof. Maria Sylvia zanella di Pietro destaca, dentre 
estes, os chamados contratos tipicamente administrativos, \u201csem paralelo no 
direito privado, inteiramente regidos pelo direito público, como a concessão 
de serviço público, de obra pública e de uso de bem público\u201d ( in \u2018Direito 
Administrativo\u2019, Ed. Atlas, 13ª Edição, pag. 237). E os serviços de energia 
elétrica são serviços públicos exclusivos do Estado, e que o particular explora 
mediante concessão, autorização ou permissão, conforme dispõe o art. 21, 
inciso xII, alínea b da Constituição Federal. Na própria definição de produtor 
independente de energia, feita no art. 11 da Lei nº 9.074/95, fica clara essa 
característica: \u201c Considera-se produtor independente de energia elétrica, a 
pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão 
ou autorização do poder concedente, para produzir energia elétrica ...\u201d
Sob outro ângulo, cabe mencionar, mais uma vez, a posição da Prof. Maria 
Sylvia zanella di Pietro, na obra já citada, acerca da caracterização do contrato 
administrativo: \u201cDiríamos até que, mais do que o tipo de atividade, o que 
se considera essencial para caracterização do contrato administrativo é a 
utilidade pública que resulta diretamente