Manual de Licitação em Contratos TCU
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Manual de Licitação em Contratos TCU


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legislação;
(...)
no caso da primeira repactuação dos contratos de prestação de serviços \u2022	
de natureza contínua, o prazo mínimo de um ano a que se refere o item 
8.1 da Decisão 457/1995 Plenário conta-se a partir da apresentação da 
proposta ou da data do orçamento a que a proposta se referir, sendo 
que, nessa última hipótese, considera-se como data do orçamento a data 
do acordo, convenção, dissídio coletivo de trabalho ou equivalente que 
estipular o salário vigente à época da apresentação da proposta, vedada a 
inclusão, por ocasião da repactuação, de antecipações e de benefícios não 
previstos originariamente, nos termos do disposto no art. 5° do Decreto 
nº 2.271/1997 e do item 7.2 da IN/Mare nº 18/1997;
no caso das repactuações dos contratos de prestação de serviços de \u2022	
natureza contínua subseqüentes à primeira repactuação, o prazo mínimo 
de um ano a que se refere o item 8.1 da Decisão 457/1995 Plenário conta-
se a partir da data da última repactuação, nos termos do disposto no art. 
5° do Decreto nº 2.271/1997 e do item 7.1 da IN/Mare nº 18/1997;
os contratos de prestação de serviços de natureza contínua admitem \u2022	
uma única repactuação a ser realizada no interregno mínimo de um ano, 
conforme estabelecem o art. 2° da Lei nº 10.192/2000 e o art. 5° do Decreto 
nº 2.271/1997;
Tribunal de Contas da União
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nas hipóteses a seguir, a repactuação poderá contemplar todos os \u2022	
componentes de custo do contrato que tenham sofrido variação, desde 
que haja demonstração analítica dessa variação devidamente justificada, 
conforme preceitua o art. 5° do Decreto nº 2.271/1997:
 no caso da primeira repactuação dos contratos de prestação de 	\u2022
serviços de natureza contínua, o prazo mínimo de um ano a que se 
refere o item 8.1 da Decisão 457/1995 Plenário conta-se a partir da 
apresentação da proposta ou da data do orçamento a que a proposta 
se referir, sendo que, nessa última hipótese, considera-se como data do 
orçamento a data do acordo, convenção, dissídio coletivo de trabalho 
ou equivalente que estipular o salário vigente à época da apresentação 
da proposta, vedada a inclusão, por ocasião da repactuação, de 
antecipações e de benefícios não previstos originariamente, nos 
termos do disposto no art. 5° do Decreto nº 2.271/1997 e do item 7.2 
da IN/Mare nº 18/1997;
no caso das repactuações dos contratos de prestação de serviços 	\u2022
de natureza contínua subseqüentes à primeira repactuação, o prazo 
mínimo de um ano a que se refere o item 8.1 da Decisão 457/1995 
Plenário conta-se a partir da data da última repactuação, nos termos 
do disposto no art. 5° do Decreto nº 2.271/1997 e do item 7.1 da IN/
Mare nº 18/1997.
Acórdão 1563/2004 Plenário
Antes de iniciar a análise, cabe verificar a definição de revisão (realinhamento), 
reajuste e repactuação dos preços, de acordo com a tese de Marçal Justen Filho, 
em Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos, 11ª edição, 
editora Dialética, 2005 (págs. 549/551):
(...)
c) repactuação de preços (contratações do art. 57, inc. II): \u201cA chamada 
\u201crepactuação\u201d foi instituída no âmbito federal, tomando em vista 
especificamente as contratações de serviços contínuos subordinadas ao 
art. 57, inc. II. No início, o problema relacionou-se com a introdução do 
Plano Real. (...) A repactuação assemelha-se ao reajuste, no sentido de ser 
prevista para ocorrer a cada doze meses ou quando se promover a renovação 
contratual. Mas aproxima-se da revisão de preços quanto ao seu conteúdo: 
trata-se de uma discussão entre as partes relativamente às variações de custo 
efetivamente ocorridas. Não se promove a mera e automática aplicação 
de um indexador de preços, mas examina-se a real evolução de custos do 
particular. Posteriormente, a figura da repactuação de preços generalizou-se 
para as contratações do art. 57, inc. II. É que, nesses casos, a efetiva variação 
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Licitações e Contratos - Orientações e Jurisprudência do TCU
de custos do particular pode ser inferior àquela retratada em índices gerais de 
preços. Veja-se que a finalidade da repactuação não é negar ao particular uma 
compensação automática, a cada doze meses, pelas elevações em seu custo, 
mas sim a de evitar que a adoção de índices genéricos produza distorções 
contrárias aos cofres públicos\u201d.
Acórdão 3040/2008 Primeira Câmara (Relatório do Ministro Relator)
Abstenha de conceder repactuações de contratos decorrentes de pleito 
salarial sem a observância da Súmula/TST nº 374, que reza que \u201cempregado 
integrante de categoria profissional diferenciada não tem o direito de haver 
de seu empregador vantagens previstas em instrumento coletivo no qual a 
empresa não foi representada por órgão de classe de sua categoria\u201d.
Acórdão 3924/2009 Segunda Câmara 
Limite possíveis repactuações contratuais à ocorrência de fatos imprevisíveis, 
ou previsíveis, porém de conseqüências incalculáveis, retardadores ou 
impeditivos da execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso 
fortuito ou fato do príncipe; além disso, quando da repactuação contratual, 
certificar-se que o acréscimo no valor contratado esteja de acordo com o 
valor de mercado, utilizando, dentre outros métodos, a aferição de preços que 
outros órgãos públicos estão pagando por serviço similar, em observância 
ao previsto no art. 65, inciso II, alínea \u201cd\u201d, da Lei nº 8.666/1993, e no art. 5º do 
Decreto nº 2.271/1997,
Acórdão 525/2008 Segunda Câmara
Consulte também os Acórdãos: Plenário: 1941/2006, 2255/2005, 2104/2004, 
1563/2004; Primeira Câmara: 561/2006; Segunda Câmara: 291/2009, 3151/2006, 
1913/2006, 1744/2003.
Compensação Financeira
Compensação financeira é admitida nos casos de eventuais atrasos de pagamento 
pela Administração, desde que o contratado não tenha concorrido de alguma forma 
para o atraso. 
É devida desde a data limite fixada no contrato para o pagamento até a data 
correspondente ao efetivo pagamento de etapa ou parcela.
Tribunal de Contas da União
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Compensação financeira pode ser aplicada nos casos 
em que o contratado tiver executado o objeto ou 
cumprido a obrigação e a Administração não tenha 
efetuado o pagamento dentro do prazo estipulado no 
ato convocatório e no contrato. 
 
Quando aplicável compensação financeira, 
deve ser calculada com base em critérios 
previamente estabelecidos obrigatoriamente 
no ato convocatório e no contrato.
Encargos moratórios devidos em razão de atraso no pagamento poderão ser 
calculados com utilização da seguinte fórmula:
EM = N x VP x I
onde:
EM = Encargos moratórios;
N = Número de dias entre a data prevista para o pagamento e a do efetivo 
pagamento;
VP = Valor da parcela a ser paga;
I = índice de compensação financeira, assim apurado:
I = (Tx/100) I = 
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Tx = Percentual da taxa anual a ser definido previamente no edital de licitação/
contrato.
No exercício do controle externo, o Tribunal de Contas da União tem utilizado 
o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE) para atualização de débitos imputados e de multas 
aplicadas aos maus gestores de recursos públicos.
Nas compras para entrega imediata, cujo pagamento possa efetivar-se em 
até quinze dias, pode ser dispensada a compensação financeira correspondente 
ao período compreendido entre a data do adimplemento e a prevista para 
pagamento.
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Licitações e Contratos - Orientações e Jurisprudência do TCU
Entrega imediata é aquela com prazo de entrega 
de até trinta dias da data da contratação.
DELIBERAÇÕES DO TCU
Inclua, no edital, item específico referente às condições de pagamento, 
prevendo: prazo não superior a trinta dias; cronograma de desembolso 
máximo por período; critério