Manual de Licitação em Contratos TCU
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Manual de Licitação em Contratos TCU


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preço praticado pela contratada, no desempenho das 
atividades de fiscalização ou acompanhamento, de que trata o art. 67 da Lei 
nº 8.666/1993.
Acórdão 90/2004 Segunda Câmara
Observe o disposto no artigo 67 c/c o artigo 116 da Lei n.º 8.666/1993, 
designando formalmente um fiscal para acompanhamento de seus contratos 
ou convênios, mesmo naqueles executados com suas fundações de apoio, 
bem como passe a registrar as ações de acompanhamento e fiscalização 
dos convênios, comprovando o exercício da função gerencial atribuída ao 
concedente pelo artigo 23 da IN STN n.º 01/1997.
Acórdão 367/2010 Segunda Câmara (Relação)
Promova o efetivo acompanhamento e fiscalização de sua execução, 
designando profissional tecnicamente capacitado a fiscalizar os projetos, nos 
termos do art. 23 da IN/STN 01/97 e da Portaria Interministerial nº 127, de 29 
de maio de 2008, arts. 51 a 54.
Acórdão 4067/2009 Segunda Câmara (Relação)
Adote providências no sentido de orientar o servidor responsável pela 
fiscalização de todos os contratos na unidade para que elabore, periodicamente, 
relatórios de acompanhamento de execução dos referidos instrumentos, bem 
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Licitações e Contratos - Orientações e Jurisprudência do TCU
como exerça efetiva fiscalização dos contratos, consoante preconiza o art. 67, 
caput, da Lei nº 8.666/1993.
Acórdão 3966/2009 Segunda Câmara (Relação)
Exerça a fiscalização do contrato com rigor, aplicando, sempre que houver 
descumprimento contratual, as sanções previstas, sobretudo no que concerne 
aos prazos de execução, de forma a evitar custos e transtornos adicionais.
Acórdão 3339/2009 Segunda Câmara (Relação)
Inclua nos processos licitatórios a portaria de designação de representantes da 
Administração para acompanhar e fiscalizar a execução do contrato, conforme 
o art. 67 da Lei nº 8.666/1993.
Acórdão 1077/2004 Segunda Câmara (Relação)
Consulte também a Decisão: Plenário: 1069/2001; Acórdãos: Plenário: 859/2006 
(Sumário), 1595/2006, 195/2005, 93/2004; Primeira Câmara: 2582/2006, 1710/2006; 
Segunda Câmara: 4070/2009 (Relação), 1294/2006, 2219/2006, 591/2006 (Relação), 
1077/2004, 1412/2004, 595/2001. 
Subcontratação e Sub-rogação
Subcontratação consiste na entrega de parte de fornecimento de bem, execução 
de obra ou prestação de serviço a terceiro, estranho ao contrato, para que execute 
em nome do contratado item, etapa ou parcela do objeto avençado.
É permitido ao contratado, pela Lei de Licitações, subcontratar parte do objeto. 
Nada obstante, aceita a subcontratação, deve a Administração deve exigir do 
subcontratado a apresentação dos documentos de habilitação requisitados na 
licitação, especialmente quanto à regularidade jurídica, idoneidade fiscal, qualificação 
técnica, qualificação econômico-financeira e o cumprimento do disposto no inciso 
xxx III do art. 7º da Constituição Federal.
Subcontratação de partes do objeto não libera 
o contratado de quaisquer responsabilidades 
legais e contratuais. 
 
Responde o contratado perante a Administração 
pela parte que subcontratou. 
Tribunal de Contas da União
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Ao decidir pela possibilidade de subcontratação e quais partes do objeto poderão 
ser subcontratadas, a Administração deve levar em conta práticas usuais adotadas 
no mercado e o interesse público subjacente à contratação.
Subcontratação de parte do objeto contratado é possível 
apenas dentro dos limites permitidos no ato convocatório 
e no contrato, propostos e aceitos pela Administração.
Sub-rogação consiste na entrega da totalidade do objeto contratado a terceiro 
alheio à avença. Vale dizer que, na sub-rogação, pessoa estranha ao ajuste firmado 
assume, sem ter participado da licitação, todos os direitos e deveres consignados 
no contrato inicial, afastando qualquer responsabilidade do contratado.
Não encontra amparo na Lei de Licitações a sub-rogação.
Subcontratação não autorizada e sub-rogação 
constituem motivos para rescisão unilateral 
do contrato pela Administração, sem 
embargo das penalidades cabíveis.
Nas contratações públicas realizadas pela União, pelos Estados e pelos Municípios, 
poderá ser exigida do licitante subcontratação de microempresa ou de empresa 
de pequeno porte, nas hipóteses em que o percentual máximo do objeto a ser 
subcontratado não exceder a 30% do total licitado, nos termos da Lei Complementar 
n° 123/2006.
Nesse caso, empenhos e pagamentos do órgão ou entidade da Administração 
poderão ser destinados diretamente às microempresas e às empresas de pequeno 
porte subcontratadas.
Contudo, esse tratamento diferenciado apenas poderá ser concedido quando:
existir regulamentação específica na esfera legislativa para o ente no qual se \u2022	
insere o órgão ou entidade contratante;
for expressamente previsto no ato convocatório;\u2022	
for vantajoso para a Administração e não representar prejuízo para o conjunto \u2022	
do objeto a ser contratado; 
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Licitações e Contratos - Orientações e Jurisprudência do TCU
houver, no mínimo, três competidores que se enquadrem na condição de \u2022	
microempresa ou empresa de pequeno porte, sediada na região ou no local da 
licitação, com capacidade para cumprir as exigências do ato convocatório; 
não se enquadrar nos casos de dispensa e inexigibilidade de licitação previstos \u2022	
nos arts. 24 e 25 da Lei nº 8.666/1993.
DELIBERAÇÕES DO TCU
O TCU firmou entendimento de que, em contratos administrativos, é ilegal 
e inconstitucional a sub-rogação da figura da contratada ou a divisão das 
responsabilidades por ela assumidas, ainda que de forma solidária, por 
contrariar os princípios constitucionais da moralidade e da eficiência (art. 37, 
caput, da Constituição Federal), o princípio da supremacia do interesse público, 
o dever geral de licitar, conforme o art. 37, inciso xxI, da Constituição Federal) 
e os arts. 2º, 72 e 78, inciso VI, da Lei nº 8.666/1993. 
Acórdão 678/2008 Plenário (Sumário)
Quando a prestação de serviços depender de terceiros alheios à contratada, 
o edital deve esclarecer que tais serviços dependerão de sua efetiva 
disponibilidade e autorização pelos terceiros envolvidos.
Acórdão 112/2007 Plenário (Sumário)
Disponha adequadamente sobre a possibilidade de subcontratação no edital 
e no contrato, definindo claramente seus parâmetros quando desejável, ou 
vedando sua ocorrência quando indesejável, nos termos dos arts. 72 e 78, 
inciso VI, da Lei nº 8.666/1993.
Acórdão 265/2010 Plenário
Não permita a subcontratação do objeto ajustado em qualquer caso de 
contratação direta com base no art. 24, inc. xIII, da Lei nº 8.666/1993.
Acórdão 1561/2009 Plenário
Disponha adequadamente sobre a possibilidade de subcontratação no edital 
e no contrato, definindo claramente seus parâmetros quando desejável, ou 
vedando sua ocorrência quando indesejável, nos termos dos arts. 72 e 78, 
inciso VI, da Lei nº 8.666/1993.
Acórdão 2625/2008 Plenário
Preveja a autorização de subcontratação total das obras a serem realizadas 
somente para os licitantes que não integrem o setor construtivo.
Acórdão 1733/2008 Plenário
Tribunal de Contas da União
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Com relação à inviabilidade da subcontratação total das obras, é oportuno 
registrar o entendimento de Marçal Justen Filho sobre a questão (Comentários 
à lei de licitações e contratos administrativos, 9ª ed., São Paulo: Dialética, 2002, 
pp. 517-518):
\u201cNão se admite a natureza personalíssima do contrato administrativo. 
Ao menos, não na acepção tradicional de Direito Privado. A atividade 
administrativa do Estado se rege pelo princípio da impessoalidade, o 
que significa que as características pessoais do particular contratado 
não se configuram como fator relevante para a contratação. A licitação 
é procedimento desvestido de qualquer preferência subjetiva. Os