Manual Técnico do Orçamento 2019
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Manual Técnico do Orçamento 2019


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sem direito à
percepção de diárias, para execução de trabalhos de campo, tais como os de campanha de combate e controle de
endemias; marcação, inspeção e manutenção de marcos decisórios; topografia, pesquisa, saneamento básico, inspeção e
fiscalização de fronteiras internacionais.
96 - Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado
Despesas orçamentárias com ressarcimento das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem quando o servidor
pertencer a outras esferas de governo ou a empresas estatais não-dependentes e optar pela remuneração do cargo efetivo,
nos termos das normas vigentes.
97 - Aporte para Cobertura do Déficit Atuarial do RPPS
Despesas orçamentárias com aportes periódicos destinados à cobertura do déficit atuarial do Regime Próprio de Previdência
Social - RPPS, conforme plano de amortização estabelecido em lei do respectivo ente Federativo, exceto as decorrentes de
alíquota de contribuição suplementar.
98 - Compensações ao RGPS
Despesas orçamentárias com compensação ao Fundo do Regime Geral de Previdência Social em virtude de desonerações,
como a prevista no inciso IV do art. 9º da Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011, que estabelece a necessidade de a
União compensar o valor correspondente à estimativa de renúncia previdenciária decorrente dessa Lei.
99 - A Classificar
Elemento transitório que deverá ser utilizado enquanto se aguarda a classificação em elemento específico, vedada a sua
utilização na execução orçamentária.
4.6.2.1 Identificador de uso - IDUSO
Esse código vem completar a informação concernente à aplicação dos recursos e destina-se a indicar se os recursos
compõem contrapartida nacional de empréstimos ou de doações ou destinam-se a outras aplicações, constando da LOA e de
seus créditos adicionais. Conforme § 11 do art. 6º da LDO 2019, a especificação é a seguinte:
CÓDIGO DESCRIÇÃO
0 Recursos não destinados à contrapartida ou à identificação de despesas com ações e serviços públicos de saúde,ou referentes à manutenção e ao desenvolvimento do ensino
1 Contrapartida de empréstimos do BIRD
2 Contrapartida de empréstimos do BID
3 Contrapartida de empréstimos por desempenho ou com enfoque setorial amplo
4 Contrapartida de outros empréstimos
5 Contrapartida de doações
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CÓDIGO DESCRIÇÃO
6 Recursos para identificação das despesas com ações e serviços públicos de saúde, de acordo com os art. 2º e art.3º da Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012
8 Recursos para identificação das despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino, conforme arts. 70 e 71da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, no âmbito do Ministério da Educação
4.6.2.3 Identificador de doação e de operação de crédito - IDOC
O IDOC identifica as doações de entidades internacionais ou operações de crédito contratuais alocadas nas ações
orçamentárias, com ou sem contrapartida de recursos da União. Os gastos referentes à contrapartida de empréstimos serão
programados com o IDUSO igual a \u201c1\u201d, \u201c2\u201d, \u201c3\u201d ou \u201c4\u201d e o IDOC com o número da respectiva operação de crédito, enquanto
que, para as contrapartidas de doações, serão utilizados o IDUSO \u201c5\u201d e respectivo IDOC.
O número do IDOC também pode ser usado nas ações de pagamento de amortização, juros e encargos para identificar a
operação de crédito a que se referem os pagamentos.
Quando os recursos não se destinarem à contrapartida nem se referirem a doações internacionais ou operações de crédito,
o IDOC será \u201c9999\u201d. Nesse sentido, para as doações de pessoas, de entidades privadas nacionais e as destinas ao combate
à fome, deverá ser utilizado o IDOC \u201c9999\u201d.
4.6.2.4 Classificação da despesa por identificador de resultado primário
O identificador de resultado primário, de caráter indicativo, tem como finalidade auxiliar a apuração do resultado primário
previsto na LDO, devendo constar no PLOA e na respectiva Lei em todos os GNDs, identificando, de acordo com a
metodologia de cálculo das necessidades de financiamento, cujo demonstrativo constará em anexo à LOA. De acordo com o
estabelecido no § 5º do art. 6º da LDO 2019, nenhuma ação poderá conter, simultaneamente, dotações destinadas a
despesas financeiras e primárias, ressalvada a reserva de contingência.
O quadro a seguir lista o rol de identificadores de resultado primário propostos para a elaboração do PLOA 2019:
LDO 2019
CÓDIGO DESCRIÇÃO DA DESPESA
0 Financeira
1 Primária e considerada na apuração do resultado primário para cumprimento da meta, sendo obrigatória quandoconstar do Anexo III
2 Primária e considerada na apuração do resultado primário para cumprimento da meta, sendo discricionária e nãoabrangida pelo PAC
3 Primária e considerada na apuração do resultado primário para cumprimento da meta, sendo discricionária eabrangida pelo PAC
4 Primária, constante do Orçamento de Investimento, e não considerada na apuração do resultado primário paracumprimento da meta, sendo discricionária e não abrangida pelo PAC
5 Primária, constante do Orçamento de Investimento, e não considerada na apuração do resultado primário paracumprimento da meta, sendo discricionária e abrangida pelo PAC
6 Primária, decorrente de programações incluídas ou acrescidas por emendas individuais e de execuçãoobrigatória nos termos do art. 166, § 9º e § 11, da Constituição Federal
7 Primária, decorrente de programações incluídas ou acrescidas por emendas de bancada estadual e de execuçãoobrigatória nos termos do art. 68
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Última atualização do conteúdo: 2018/08/20 16:11
Equipe CGTEC/SEAGE/SOF
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5 ELABORAÇÃO DO PROJETO DE LEI DE
DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
Este capítulo serve como instrumento de apoio ao processo de elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias
(PLDO). Ele será editado anualmente e tem como finalidade esclarecer as etapas do processo e conferir maior transparência
à gestão orçamentária.
O capítulo está estruturado de modo a atender aos seguintes objetivos específicos:
Esclarecer as funções da Lei de Diretrizes Orçamentárias(LDO);l
Apresentar um breve histórico do processo de elaboração do PLDO;l
Descrever as etapas do processo;l
Estabelecer diretrizes gerais para a realização das tarefas;l
Identificar os atores envolvidos e a matriz de responsabilidades;l
Apresentar o cronograma de atividades do processo;l
Dar instruções sobre os perfis e os papeis do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP); el
Informar sobre os canais de apoio.l
As instruções contidas nesse manual não pretendem ser exaustivas, de modo que eventuais dúvidas podem ser
solucionadas por meio dos canais de apoio, informados ao final do capítulo.
5.1 CONTEXTO
5.1.1 UM POUCO DA HISTÓRIA DA LDO
A Lei de Diretrizes Orçamentárias \u2013 LDO foi instituída pela Constituição Federal de 1988, com faculdades que vão além da
orientação para elaboração da lei orçamentária anual, quais sejam: expressar metas e prioridades da administração pública
federal, dispor sobre as alterações na legislação tributária e estabelecer a política de aplicação das agências financeiras
oficiais de fomento.
O quadro abaixo apresenta um panorama das 29 edições, desde a primeira Lei nº 7.800, de 10 de julho de 1989.
Ano Lei nº Data
Dias até
31/ago
(PLOA)
Qde.
artigos Fatos relevantes
1990 7.800 10.07.1989 52 59 Estruturação da lei orçamentária por grupos de natureza de despesa.
1991 8.074 31.07.1990 31 62
1992 8.211 22.07.1991 40 56
1993 8.447 21.07.1992 41 61
1994 8.694 12.08.1993 19 71 Inclusão da modalidade de aplicação na lei orçamentária.
1995 8.931 22.09.1994 -22 71 Primeira LDO sancionada após o encaminhamento do projeto de leiorçamentária ao Congresso Nacional.
1996 9.082 25.07.1995 37 55
1997 9.293 15.07.1996 47 59 Inclusão da fonte de recursos na lei orçamentária; separação dorefinanciamento da dívida em Unidade Orçamentária \u2013 UO específica.
1998 9.473 22.07.1997 40 71 Inclusão do identificador de uso na lei orçamentária e fim do Quadro deDetalhamento