Manual Técnico do Orçamento 2019
157 pág.

Manual Técnico do Orçamento 2019


DisciplinaDireito Administrativo IV484 materiais1.272 seguidores
Pré-visualização50 páginas
máximos da programação constante do Projeto de Lei Orçamentária de
2019 com os limites individualizados de despesas primárias calculados na forma do § 1º do art. 107 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias - ADCT.
Cabe destacar que a Emenda Constitucional nº 95 (EC 95) impôs ao Governo Federal, quando do encaminhamento do
projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional, a necessidade de demonstrar os valores máximos de programação
compatíveis com os limites individualizados, por Poder e Órgão, calculados na forma do § 1º do Art. 107, observados
também os §§ 7º a 9º do mesmo artigo. Tal imposição encontra-se prevista no § 3º do Art. 107 da EC 95.
Manual gerado pelo sistema do MTO Online.
Última atualização do conteúdo: 2018/08/20 18:20
Equipe CGTEC/SEAGE/SOF
88
7 ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DA
EXECUÇÃO
7.1 DECRETO DE PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E
FINANCEIRA E DE LIMITAÇÃO DE EMPENHO E
MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA (CONTINGENCIAMENTO)
Em decorrência da necessidade de garantir o cumprimento dos resultados fiscais estabelecidos na LDO e de obter maior
controle sobre os gastos, a Administração Pública, em atendimento aos arts. 8º, 9º e 13 da LRF, faz a programação
orçamentária e financeira da execução das despesas públicas, bem como o monitoramento do cumprimento das metas de
superávit primário.
A preocupação de manter o equilíbrio entre receitas e despesas no momento da execução orçamentária já constava na Lei
nº 4.320, de 1964, prevendo a necessidade de estipular cotas trimestrais das despesas que cada UO ficava autorizada a
utilizar.
Esse mecanismo foi aperfeiçoado na LRF, que determina a elaboração da programação financeira e do cronograma mensal
de desembolso, bem como a fixação das metas bimestrais de arrecadação, no prazo de 30 dias após a publicação dos
orçamentos.
Verificada a frustração na arrecadação da receita prevista ou o aumento das despesas obrigatórias, que venham a
comprometer o alcance das metas fiscais, torna-se necessária a adoção de mecanismos de ajuste entre receita e despesa.
A limitação dos gastos públicos é feita por decreto do Poder Executivo e por ato próprio dos demais Poderes, de acordo com
as regras fixadas pela LDO 2019 (arts. 58 e 59). No âmbito do Poder Executivo, esse decreto ficou conhecido como Decreto
de Contingenciamento, que, normalmente, é detalhado por portaria interministerial (MP e MF), evidenciados os valores
autorizados para movimentação e empenho e para pagamentos no decorrer do exercício.
Em resumo, os objetivos desse mecanismo são:
estabelecer normas específicas de execução orçamentária e financeira para o exercício;1.
estabelecer um cronograma de compromissos (empenhos) e de liberação (pagamento) dos recursos financeiros para o2.
Governo;
cumprir a legislação orçamentária (LRF, LDO etc.); e3.
assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas ao longo do exercício financeiro e proporcionar o cumprimento da meta4.
de resultado primário.
7.1.1. BASES LEGAIS
a) Lei no 4.320, de 1964:
Art. 47. Imediatamente após a promulgação da Lei de Orçamento e com base nos limites nela fixadas, o Poder Executivo
aprovará um quadro de cotas trimestrais da despesa que cada unidade orçamentária fica autorizada a utilizar.
Art. 48. A fixação das cotas a que se refere o artigo anterior atenderá os seguintes objetivos:
a) assegurar às unidades orçamentárias em tempo útil a soma de recursos necessários e suficientes a melhor execução do
seu programa anual de trabalho;
b) manter, durante o exercício, na medida do possível, o equilíbrio entre a receita arrecadada e a despesa realizada, de
modo a reduzir ao mínimo eventuais insuficiências de tesouraria.
89
b) Lei Complementar no 101, de 2000 - LRF:
Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e
observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o
cronograma de execução mensal de desembolso.
Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados à finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao
objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.\u201d
Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas
de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão,
por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subseqüentes, limitação de empenho e movimentação
financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.
§ 1º No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos empenhos
foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas.
§ 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas
destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.
§ 3º No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido
no caput, é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes
orçamentárias.
§ 4º Até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das
metas fiscais de cada quadrimestre, em audiência pública na comissão referida no § 1º do art. 166 da Constituição ou
equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais.
§ 5º No prazo de noventa dias após o encerramento de cada semestre, o Banco Central do Brasil apresentará, em reunião
conjunta das comissões temáticas pertinentes do Congresso Nacional, avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das
políticas monetárias, creditícia e cambial, evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados
demonstrados nos balanços.
[\u2026]
Art. 13. No prazo previsto no art. 8º, as receitas previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de
arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à evasão e à sonegação, da
quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do montante dos créditos
tributários passíveis de cobrança administrativa.
c) LDO 2019:
Art. 58. Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União deverão
elaborar e publicar por ato próprio, até trinta dias após a publicação da Lei Orçamentária de 2019, cronograma anual de
desembolso mensal, por órgão, nos termos do art. 8º da Lei de Responsabilidade Fiscal, com vistas ao cumprimento da meta
de resultado primário estabelecida nesta Lei.
§ 1º No caso do Poder Executivo, o ato referido no caput e os que o modificarem conterão, em milhões de reais:
I - metas quadrimestrais para o resultado primário dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, demonstrando que a
programação atende à meta estabelecida no art. 2º;
II - metas bimestrais de realização de receitas primárias, em atendimento ao disposto no art. 13 da Lei de Responsabilidade
Fiscal, discriminadas pelos principais tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, as contribuições
previdenciárias para o Regime Geral de Previdência Social e o Regime Próprio de Previdência do Servidor Público, a
contribuição para o salário-educação, as concessões e permissões, compensações financeiras, receitas próprias das fontes
50 e 81 e demais receitas, identificando-se separadamente, quando cabível, as resultantes de medidas de combate à
evasão e sonegação fiscal, da cobrança da dívida ativa e administrativa;
III - cronograma de pagamentos mensais de despesas primárias discricionárias à conta de recursos do Tesouro Nacional e de
outras fontes, incluídos