Resumo Lei de Responsabilidade Fiscal
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Resumo Lei de Responsabilidade Fiscal


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o salário dos professores
CORRETO. Embora seja o último ano, é só nos 180 dias finais do ano que não pode aumentar a despesa. Se for antes disso, não tem vedação nenhuma de ele aumentar alguma despesa.
Art. 22. A verificação do cumprimento dos limites estabelecidos nos arts. 19 e 20 será realizada ao final de cada QUADRIMESTRE.
A verificação de quanto cada um está gastando com pessoal é POR QUADRIMESTRE, através do RGF.
LIMITE DE ALERTA: O tribunal de Contas vai alertar ao ente que ele atingiu 90%.
(CESPE/TCE-PR/2016) Sempre que verificar que as despesas de pessoal de Poder Executivo estadual atingiram o limite prudencial \u2014 95% do limite máximo das despesas com pessoal \u2014, o TCE deverá emitir alerta sobre esse fato, na forma da LRF.
FALSO. Limite de alerta é 90%. Em 95% só vai impedir que o ente faça coisas que aumente mais a despesa (como conceder vantagem ou aumento, criar cargo, etc.)
Obs.: Sempre cuidado com o que a questão afirmar, e os limites que foram extrapolados. 
- Se extrapolou o limite de alerta (90%), nada acontece, o órgão continua funcionando normalmente.
- Se extrapolou o limite prudencial (95%), note que ele ainda NÃO SOFRE SANÇÃO e não precisa diminuir suas despesas, apenas fica vedado de praticar atos que aumentem a despesa com pessoal, direta ou indiretamente.
- Se extrapolou o limite máximo: aí sim ele deve prontamente diminuir os seus gastos.
CUIDADO: Somente se após extrapolar o limite máximo o órgão/poder não tiver reconduzido os seus gastos de pessoal ao limite é que serão aplicadas as sanções (salvo se extrapolar o limite no primeiro quadrimestre do último ano de mandato \u2013 aí aplica as sanções imediatamente).
Q603027 A esfera de governo ou o órgão que tenha extrapolado o limite prudencial sem alcançar o limite máximo da DTP do ente Federado deverá reduzir o gasto com pessoal no próximo quadrimestre.
FALSO. Só vai precisar tomar a medida de reduzir gastos nos próximos quadrimestres SE PASSAR O LIMITE MÁXIMO. 
LIMITE PRUDENCIAL 
Art. 22 Parágrafo único. Se a despesa total com pessoal exceder a 95% do limite, são vedados AO PODER OU ÓRGÃO referido no art. 20 que houver incorrido no excesso:
I - CONCESSÃO de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a qualquer título, SALVO os derivados de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual, RESSALVADA a revisão prevista no inciso X do art. 37 da Constituição 
Se for aumentar ou conceder vantagem por sentença judicial ou determinação legal ou contratual vai poder sim conceder mesmo já tendo extrapolado o limite prudencial. Mesma coisa vale para as revisões nos salários dos servidores públicos. 
II - CRIAÇÃO de cargo, emprego ou função;
III - alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
IV - PROVIMENTO de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer título, RESSALVADA a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de EDUCAÇÃO, SAÚDE e SEGURANÇA;
CUIDADO: Somente saúde, educação e segurança que isso vale.
V - contratação de hora extra, SALVO no caso do disposto no inciso II do § 6o do art. 57 da Constituição e as situações previstas na lei de diretrizes orçamentárias.
CF art. 57 II -  pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso de urgência ou interesse público relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria absoluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional
EXTRAPOLOU O LIMITE
Art. 23. Se a despesa total com pessoal, DO PODER OU ÓRGÃO referido no art. 20, ultrapassar os limites definidos no mesmo artigo, SEM PREJUÍZO das medidas previstas no art. 22, o percentual excedente terá de ser eliminado nos 2 quadrimestres seguintes, sendo pelo menos 1/3 no primeiro, adotando-se, entre outras, as providências previstas nos §§ 3º e 4º do art. 169 da constituição.
CF Art. 169 § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências:
I -  redução em pelo menos 20 % das despesas com cargos em comissão e funções de confiança;
II -  exoneração dos servidores não estáveis.
§ 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.
Q339906 Embora a admissão ou a contratação de pessoal a qualquer título possa ser proibida antes que o órgão público atinja o limite de despesas de pessoal, a exoneração de servidores não estáveis por excesso de despesa somente é possível depois que esse limite for ultrapassado
CORRETO. Essas sanções da CF aqui em cima só vai aplicar caso o limite tenha sido ultrapassado. 
Q581402 Caso seja ultrapassado o limite de gasto com pessoal e se esgotem tanto as providências elencadas na LRF quanto o prazo legal para sanear a situação, o ente federado poderá demitir servidores estáveis
CORRETO. Mas é SOMENTE se as medidas não forem suficientes, esse seria o ÚLTIMO CASO.
§ 1o No caso do inciso I do § 3º do art. 169 da Constituição o objetivo poderá ser alcançado tanto pela EXTINÇÃO de cargos e funções quanto pela REDUÇÃO dos valores a eles atribuídos. 
§ 2o É FACULTADA a redução temporária da jornada de trabalho com adequação dos vencimentos à nova carga horária.    
Art. 169 § 3º I -  redução em pelo menos 20 % das despesas com cargos em comissão e funções de confiança
- A expressão \u201cquanto pela redução dos valores\u2019 foi suspensa 
- A redução temporária da jornada foi inconstitucional.
Q44484 Combinando-se as disposições constitucionais com as da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), constata-se que mesmo os servidores estáveis podem perder seus cargos, na hipótese de as despesas de pessoal ultrapassarem determinados limites, o que, entretanto, poderia ser evitado no caso de redução consensual dos respectivos vencimentos.
FALSO. STF já suspendeu a eficácia da parte que dizia que poderia reduzir o vencimento. O máximo que pode fazer é reduzir a jornada e então reduzir proporcionalmente o vencimento.
Art. 66. Os prazos estabelecidos nos arts. 23, 31 e 70 SERÃO DUPLICADOS no caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, regional ou estadual por período igual ou superior a 4 trimestres.
O prazo para recondução ao limite será: 
1- SUSPENSO, em caso de calamidade pública decretada pelo Congresso Nacional ou pela Assembleia Legislativa, ou na hipótese do estado de defesa ou de sítio; 
2- DUPLICADO, em caso de crescimento inferior a 1% ao ano ou negativo, medido pelo IBGE.
§ 3o Não alcançada a redução no prazo estabelecido, e ENQUANTO PERDURAR O EXCESSO, o ENTE não poderá:
§ 4o As restrições do § 3 aplicam-se IMEDIATAMENTE se a despesa total com pessoal exceder o limite no PRIMEIRO QUADRIMESTRE do ÚLTIMO ANO do mandato dos titulares de Poder ou órgão referidos no art. 20.
I - receber transferências voluntárias;
II - obter garantia, direta ou indireta, de outro ente;
III - contratar operações de crédito, RESSALVADAS as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal.
DICA: Proíbe o ROC.
CUIDADO: Essa sanção só se aplica se o órgão/Poder não eliminar o excesso nos dois quadrimestres seguintes, sendo 1/3 no primeiro. 
Obs.: Note que essa punição aqui vale para O ENTE inteiro, não importa se quem descumpriu foi somente um órgão ou um Poder, todos vão sofrer a sanção.
É diferente das medidas que impedem criar cargo, conceder vantagem, eliminar o excesso, etc. Tudo isso é somente para quem extrapolou.
Q586509 Um município que, no último quadrimestre de 2015, apresentar