Resumo Lei de Responsabilidade Fiscal
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Resumo Lei de Responsabilidade Fiscal


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dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;
c) OBSERVÂNCIA dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar e de despesa total com pessoal;
Q420920 Uma das exigências a serem atendidas pelo beneficiário da transferência voluntária é a observância dos limites de inscrição dos restos a pagar
d) Previsão orçamentária de contrapartida.
Q235562 Para que seja realizada a transferência voluntária, o beneficiário deve comprovar previsão orçamentária de contrapartida
§ 2o É VEDADA a utilização de recursos transferidos em FINALIDADE DIVERSA da pactuada.
Q846457 As transferências voluntárias podem ser utilizadas para finalidade diversa da pactuada, caso haja fundado interesse público. 
FALSO. Não tem exceção 
§ 3o Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes desta Lei Complementar, EXCETUAM-SE AQUELAS RELATIVAS a ações de educação, saúde e assistência social.
Caso algum ente sofra sanção de impedimento de receber transferência voluntaria (o lance de não arrecadar o tributo de suas competências) , essa sanção NÃO VALE (NÃO AFETARÁ) transferências voluntarias para educação , saúde e assistência social.
(CESPE/MPU/2018) A transferência de recursos da União para um município, com o objetivo de custear a construção de posto de saúde, somente poderá ser realizada se o município beneficiário comprovar estar em dia com a prestação de contas dos recursos anteriormente recebidos e se houver previsão de contrapartida.
FALSO. Se for transferência voluntária para saúde, educação e assistência social nenhuma sanção de suspensão é aplicada. 
Q110231 Um ente que não tenha cumprido os limites constitucionais relativos à educação e à saúde só poderá receber transferências voluntárias de outros entes destinadas a esses setores quando comprovar que atendeu aos limites constitucionais
FALSO. Note que realmente existe a necessidade do ente comprovar que está cumprindo os limites constitucionais relativos a saúde e educação. Mas isso NÃO SE APLICA se a transferência voluntária para educação, saúde e assistência social , essas o ente não pode ficar sem receber (não importa o que ele deixa de fazer, ou qualquer penalidade que ele venha a sofrer).
Ou seja, para receber transferências voluntárias de OUTROS TIPOS, realmente ele vai ter de comprovar os limites com educação e saúde, mas para receber transferências voluntarias para educação e saúde ele não precisa comprovar , porque essas ele recebe sempre.
Recursos ao setor privado
Art. 26. A destinação de recursos para, direta ou indiretamente, cobrir necessidades de pessoas FÍSICAS ou déficits de pessoas JURÍDICAS DEVERÁ ser autorizada por LEI ESPECÍFICA, atender às condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias E estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.
Requisitos (CUMULATIVOS)
- Lei Específica:
- Atender à LDO
- Estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.
Q571813 A destinação de recursos para, direta ou indiretamente, cobrir necessidades de pessoas físicas ou déficits de pessoas jurídicas precisa atender às condições estabelecidas na LDO e estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais
FALSO. Note que aqui é necessário dizer que foi autorizada por lei especifica, porque esse \u201cincompleto\u201d É ERRADO.
Q336750 A destinação de recursos públicos para o setor privado deve ser autorizada por lei específica, devendo, ainda, atender ao disposto na LDO e estar prevista no orçamento ou em créditos adicionais
Q643341 Ainda que haja autorização por lei específica e conformidade com a lei de diretrizes orçamentárias, não é permitido ao município usar recursos previstos em créditos suplementares para cobrir déficits de pessoas jurídicas.
FALSO. Ora, é possível SIM a destinação de recursos para cobrir déficits de PJ, a LRF só diz que vai ter de ter lei especifica, atender à LDO e estar prevista ou no orçamento ou em credito adicional.
Q298621 Se determinada unidade orçamentária precisar de recursos adicionais para cobrir necessidades de pessoa física, então a destinação desse recurso não poderá ser feita por meio de créditos adicionais
FALSO. É possível SIM cobrir esses déficits por créditos adicionais (o caput permite).
§ 1o O disposto no caput APLICA-SE a toda a administração indireta, inclusive fundações públicas e empresas estatais, EXCETO, no exercício de suas atribuições precípuas, as instituições financeiras e o Banco Central do Brasil.
Instituições financeiras e o BACEN NÃO PRECISAM atender esses 3 requisitos aqui de cima, eles podem receber recursos para cobrir suas necessidades sem nada disso.
§ 2o Compreende-se incluída a concessão de empréstimos, financiamentos e refinanciamentos, inclusive as respectivas prorrogações e a composição de dívidas, a concessão de subvenções e a participação em constituição ou aumento de capital.
TUDO ISSO DAQUI é considerado destinação de recurso para o setor privado
Q354062 A simples prorrogação de um financiamento ao setor privado por empresa pública federal não financeira é considerada uma modalidade de destinação de recursos públicos para o setor privado
Q581802 Se determinado órgão público for autorizado por lei específica a destinar recursos à cobertura de déficits de pessoas jurídicas por meio de operações de crédito e, posteriormente, for verificada a necessidade de prorrogação dos empréstimos concedidos, tal prorrogação somente poderá ocorrer se estiver prevista em lei específica. 
CORRETO. As respectivas prorrogações também devem ser autorizadas por lei específica.
Art. 27. Na concessão de crédito por ente da Federação a pessoa física, ou jurídica que não esteja sob seu controle direto ou indireto, os encargos financeiros, comissões e despesas congêneres não serão inferiores aos definidos em lei ou ao custo de captação.
Ou seja , um ente que vai emprestar dinheiro para uma PF ou PJ fora de seu controle não pode emprestar o dinheiro cobrando taxas menores de que seu custo de captação.
Os encargos é que não podem ser inferior ao o que a lei definir ou ao custo de captação:
Encargo financeiro >= custo de captação
Q547896 Se determinado ente da Federação pretender conceder empréstimo a pessoa jurídica que não esteja sob seu controle direto, o encargo financeiro correspondente a essa operação poderá ser superior ao custo de captação
CORRETO. O encargo é que não pode ser MENOR que o custo de captação. Então o encargo pode ser tanto igual quanto superior ao custo de captação. 
Parágrafo único. Dependem de autorização em LEI ESPECÍFICA as prorrogações e composições de dívidas decorrentes de operações de crédito, bem como a concessão de empréstimos ou financiamentos em desacordo com o caput, sendo o subsídio correspondente consignado na lei orçamentária.
Ou seja, é possível SIM o governo emprestar dinheiro abaixo do seu custo de captação , mas vai depender de ter lei especifica autorizando isso. 
Art. 28. SALVO mediante LEI ESPECÍFICA, não poderão ser utilizados recursos públicos, inclusive de operações de crédito, para socorrer instituições do Sistema Financeiro Nacional, AINDA QUE mediante a concessão de empréstimos de recuperação ou financiamentos para mudança de controle acionário.
Via de regra não se usa recurso público para \u201csalvar\u201d o sistema financeiro nacional de crise. Mas VAI PODER SIM salvar o setor financeiro se houver lei especifica. 
Q256132 Em regra, não poderão ser utilizados recursos públicos, incluindo-se os provenientes de operações de crédito, para socorrer instituições do Sistema Financeiro Nacional, ainda que mediante a concessão de empréstimos de recuperação ou financiamento para mudança de controle acionário
Q898711 Uma das principais contribuições da LRF para o equilíbrio orçamentário dos municípios foi acabar com a possibilidade de uso de recursos públicos municipais para socorrer financeiramente pessoas jurídicas