Resumo Lei de Responsabilidade Fiscal
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Resumo Lei de Responsabilidade Fiscal


DisciplinaAdministração Financeira e Orçamentária I1.930 materiais16.572 seguidores
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às entidades da administração indireta e suas respectivas empresas controladas e subsidiárias conceder garantia com recursos de seus próprios fundos
§ 7o O disposto no § 6o não se aplica à concessão de garantia por:
I - empresa controlada a subsidiária ou controlada sua, nem à prestação de contragarantia nas mesmas condições;
II - instituição financeira a empresa nacional, nos termos da lei.
§ 8o Excetua-se do disposto neste artigo a garantia prestada:
I - por instituições financeiras estatais, que se submeterão às normas aplicáveis às instituições financeiras privadas, de acordo com a legislação pertinente;
II - pela União, na forma de lei federal, a empresas de natureza financeira por ela controladas, direta e indiretamente, quanto às operações de seguro de crédito à exportação.
§ 9o Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia prestada, a União e os Estados PODERÃO condicionar as transferências constitucionais ao ressarcimento daquele pagamento.
§ 10. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada pela União ou por Estado, em decorrência de garantia prestada EM OPERAÇÃO DE CRÉDITO, terá SUSPENSO o acesso a novos créditos ou financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida.
Q84109 O ente da Federação que tiver a sua dívida honrada pela União em decorrência de garantia prestada em operação de crédito não terá acesso a novos créditos ou financiamentos até que a respectiva dívida seja totalmente liquidada
CORRETO. Via de regra quando o ente \u201cgarantidor\u201d honrar a dívida do outro , o ente garantidor vai poder (note que não é dever) condicionar transferências constitucionais ao ressarcimento dessa garantia. 
MAS NESSE CASO ESPECÍFICO de honrar dívida decorrente de operação de crédito, o ente que não pagou vai ficar SUSPENSO de acessar novos créditos ou financiamento até liquidar tudo.
Restos a pagar
Art. 42. É VEDADO ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos 2 quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.
CUIDADO: Não é que seja vedado deixar obrigação de despesa para outro mandato, o que a LRF veda é você deixar a obrigação de despesa SEM DISPONIBILIDADE DE CAIXA para pagar ela.
Q207696 Nesse sentido, é correto afirmar que a LRF vedou a inscrição de restos a pagar nos dois últimos quadrimestres do mandato de titular de poder ou órgão.
FALSO. Não é que a LRF vedou, ela apenas colocou a exigência que se for deixar, deve ter caixa para tanto. 
Q680759 Nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, o titular do Poder Executivo pode contrair obrigação de despesa com parcelas a serem pagas no exercício seguinte, desde que haja suficiente disponibilidade de caixa para pagá-las
Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade de caixa SERÃO CONSIDERADOS os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do exercício.
Q694285 Para se efetuar a inscrição em restos a pagar, é necessário determinar a disponibilidade financeira depois de excluídos os valores constantes nas contas de encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do exercício, bem como observar as contas de caixas e equivalentes de cada ente federado, separando-se os compromissos vinculados.
Disponibilidades de caixa
Art. 43. As disponibilidades de caixa dos entes da Federação serão depositadas conforme estabelece o § 3o do art. 164 da Constituição.
§ 1o As disponibilidades de caixa DOS REGIMES DE PREVIDÊNCIA SOCIAL, GERAL E PRÓPRIO DOS SERVIDORES PÚBLICOS, ainda que vinculadas a fundos específicos a que se referem os arts. 249 e 250 da Constituição, ficarão depositadas em conta SEPARADA das demais disponibilidades de cada ente E APLICADAS NAS CONDIÇÕES DE MERCADO, com observância dos limites e condições de proteção e prudência financeira.
Disponibilidades de caixa do RPPS e RGPS ficam em contas separadas das demais disponibilidades, e são aplicadas nas condições de mercado, entretanto não se pode aplica-las se for nessas vedações aqui em baixo.
§ 2o É VEDADA A APLICAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES DE QUE TRATA O § 1O EM:
I - títulos da dívida pública estadual e municipal, bem como em ações e outros papéis relativos às empresas controladas pelo respectivo ente da Federação;
II - empréstimos, de qualquer natureza, aos segurados e ao Poder Público, inclusive a suas empresas controladas.
Q737963 É vedada a aplicação das disponibilidades de caixa do regime próprio de previdência dos servidores públicos estaduais em ações e outros papéis relativos às empresas controladas pelo estado, mas não em títulos da dívida pública estadual.
FALSO. É vedado tanto para títulos da dívida pública estadual ou municipal !
Regra de ouro Preservação do Patrimônio Público
Art. 44. É VEDADA a aplicação da receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público para o financiamento de despesa CORRENTE, SALVO se destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos (RGPS E RPPS).
Q164982 A receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público pode ter a sua destinação, por lei, aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos
Q898712 O pagamento de servidores inativos e pensionistas do município jamais poderá se realizar com recursos oriundos da venda de ações do capital social de sociedade de economia mista municipal.
FALSO. Vender ação de capital social de empresa pública seria uma alienação de direito. Ora, a LRF diz que via de regra não poderia utilizar mesmo essa receita para financiar despesa corrente, MAS VAI PODER SIM, caso destinada por LEI, para pagar despesas de inativos e pensionistas (que é justamente a previdência)
Art. 45. Observado o disposto no § 5o do art. 5o, a lei orçamentária e as de créditos adicionais só incluirão novos projetos após adequadamente atendidos os em andamento e contempladas as despesas de conservação do patrimônio público, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias.
Parágrafo único. O Poder Executivo de cada ente encaminhará ao Legislativo, até a data do envio do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, relatório com as informações necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo, ao qual será dada ampla divulgação.
Art. 46. É NULO DE PLENO DIREITO ato de desapropriação de imóvel urbano expedido sem o atendimento do disposto no § 3o do art. 182 da Constituição, ou prévio depósito judicial do valor da indenização.
CF Art. 182 § 3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro.
Desapropriação de imóvel URBANO só via poder ser feito ou com previa e justa indenização em dinheiro OU ENTÃO por deposito judicial do valor da indenização. 
Q310083 Segundo a LRF, é nulo de pleno direito o ato de desapropriação de imóvel urbano expedido sem prévio depósito judicial do valor da indenização
CORRETO. Questão mal feita do CESPE, porque a rigor não seria nulo de pleno direito CASO houvesse justa e prévia remuneração em direito. 
I) Note que ela diz \u201csem o atendimento da CF OU \u2026\u201d. Isto quer dizer que se atender ao que diz a CF, dispensa-se o depósito judicial. 
(CESPE/AUDITOR \u2013 CONSELHEIRO SUBSTITUTO/TCE-PR/2016) É permitido ao Estado-membro usar títulos da dívida pública de vencimento no curto prazo para o pagamento de desapropriação de imóvel urbano. 
FALSO. A ressalva que a LRF faz é que se não for em dinheiro (como a CF manda) pode ser em prévio deposito judicial.
Empresas controladas
Art. 47. A empresa controlada QUE FIRMAR CONTRATO DE GESTÃO em que se estabeleçam objetivos e metas de desempenho, na forma da lei, disporá de autonomia gerencial, orçamentária e financeira, SEM PREJUÍZO do disposto no inciso II do § 5o do art. 165 da Constituição.
(CESPE/TCE-PR/2016) Quando o contrato