Resumo Restos a pagar e DEA
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Resumo Restos a pagar e DEA


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RP
Coisas de prova
DISPONIBILIDADE DE CAIXA:
Q290874 A inscrição em restos a pagar independe da existência de disponibilidade financeira ao final do exercício financeiro, sendo suficiente a realização do empenho. 
 FALSO. Isso é coisa de uma interpretação da LRF + responsabilidade na gestão fiscal. Os RP só serão inscritos se houver disponibilidade financeira no final do exercício.
Obs.: Na realidade, esta exigência de caixa se faz para os RP não processados, em que ainda não houve a liquidação. Pois para os RP processados não há essa possibilidade: o credor já cumpriu com sua obrigação, não é permitido que a entidade \u201canule\u201d essa obrigação que ela tem com o seu credor.
Olha o que diz que o RGF do último quadrimestre do exercício deve apresentar: (ele já anuncia que tem a possibilidade de ter despesa que NÃO VÁ SER INSCRITA EM RP POR FALTA de disponibilidade de caixa).
III - demonstrativos, NO ÚLTIMO QUADRIMESTRE:
b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas:
3) empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa;
4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados;
Sobre inscrever RP não processado: seria DEVER mesmo.
A ideia básica, tanto da Lei 4.320/64 quanto do Decreto 93.872/86, é que sempre as despesas que já tenham sido empenhadas, mas que ainda estejam em execução e por isso ainda não tenha sido liquidadas, SEJAM INSCRITAS EM RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS. A própria LRF reforça essa ideia de transparência na gestão fiscal. Assim, não existe discricionariedade quanto a inscrever ou não! É dever do responsável fazer a inscrição. A LRF inclusive faz uma série de restrições à inscrição em restos a pagar no final dos mandatos dos chefes do executivo.
A ideia é que a dívida flutuante seja apresentada corretamente, mesmo que, caso não seja liquidada no prazo, não seja paga no exercício seguinte.
VISÃO PARA LEVAR PARA O CESPE
CESPE: sempre AFIRMA que despesas empenhadas e não pagas DEVEM SER INSCRITAS em RP (e não fala nada sobre segregação de processados e não processados).
I) É por causa do texto da 4320, que o CESPE copia METADE do artigo, e não fala nada da outra metade. A banca sempre afirma \u201cserão RP as despesas empenhadas e não pagadas\u201d SECO, e vem correto.
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
Q868696 Uma despesa empenhada e não paga no exercício social em que havia sido prevista integra os restos a pagar e será classificada como despesa extraorçamentária do exercício em que se der o seu efetivo pagamento.
 CORRETO. Note como ele NÃO DISTINGUE entre processados e não processados, E AFIRMA que será inscrito em RP.
Q872031 No final do exercício, as despesas orçamentárias empenhadas e não pagas deverão ser inscritas em restos a pagar e, assim, constituirão dívida flutuante.
 CORRETO. Afirmando sumariamente que despesa DEVE ser inscrita em RP.
Q338734 Todos os empenhos liquidados e não pagos até o dia 31 de dezembro deverão ser inscritos em restos a pagar
 CORRETO. Esta seria a visão 100% correta, pois estamos falando dos RP processados, estes SEMPRE são inscritos em RP. Os não processados ainda existe a possibilidade de não serem escritos (se seguirmos a letra fria do Decreto 93872 que diz que em 31 de dezembro as despesas empenhadas e não liquidadas serão anuladas, SALVO algumas exceções). 
Q377034 Uma despesa realizada no exercício de 2013 e liquidada parcialmente nesse mesmo ano pode ser inscrita em restos a pagar pela parcela não liquidada, sendo vedado o seu pagamento, no exercício de 2014, na conta de despesas de exercícios anteriores
FALSO. Questão com redação muito ruim e com muita margem. Entretanto não é que seja VEDADO, pois temo DOIS CASO em que pagaríamos como DEA, mas não é pagar necessariamente o RP, e sim o RP de prescrição interrompida.
I) É o caso de anular esse RP que foi inscrito. RP com prescrição interrompida pode ser pago a conta de DEA
II) Na hora de liquidar a parcela que falta, vai precisar pagar a mais , essa diferença vai poder ser empenhada e paga a conta de DEA.
Q547537 Os restos a pagar compreendem as despesas empenhadas e não pagas até o dia 31 de dezembro e servem para resguardar o direito do credor de receber, uma vez que a despesa foi empenhada. 
FALSO. Não podemos generalizar. De fato, se for um RP PROCESSADO ele tem o direito SIM de receber, e a questão estaria correta. Mas note que os RP não processados NÃO GARANTEM DIREITO NENHUM ao credor, pois ele ainda deve liquidar a a sua parte.
Obs.: Note que a questão diz \u201cresguarda o direito do credor UMA VEZ QUE A DESPESA FOI EMPENHADA\u201d. Note que isso também não é verdade, pois o empenho não garante o direito do credor de receber, e sim \u201cgera ao Estado o dever de pagar\u201d , que são duas coisas diferentes. O que garante o direito do credor de receber É A LIQUIDAÇÃO.
Q595773 Restos a pagar não geram, necessariamente, obrigações financeiras para o Estado.
CORRETO. O RP é apenas uma despesa \u201cempenhada\u201d que não foi paga. Ora, não necessariamente vai gerar obrigação financeira, pois tem a chance de o credor NÃO RECLAMAR o seu crédito e o RP prescrever.
Q369573 É possível que determinada despesa de pessoal relativa ao exercício de 2012, cujo pagamento tenha sido exigido por um servidor em 2013, exercício no qual tenha sido empenhada, seja considerada restos a pagar de 2012 e despesa orçamentária de 2013.
FALSO. É a pegadinha clássica: se foi empenhada, é RP. se não foi empenhada, é DEA. Não tem como ser as duas coisas ao mesmo tempo.
Leis secas
LEI 4320:
Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.
É daqui que o CESPE tira o lance de \u201cRP = Despesas empenhadas e não pagas\u201d , mas ele NUNCA distingue as processas das não processas , o que sempre gera polemica nas questões. 
Parágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de créditos com vigência plurienal, que não tenham sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do crédito.
Q644845 Se empenhos referentes a determinada obra pública, cuja execução esteja prevista para mais um exercício financeiro, não puderem ser pagos até 31/12 de cada ano, eles deverão ser inscritos em restos a pagar no exercício em que tiverem sido empenhados.
FALSO. Tem dois erros:
I) A questão não diz se o empenho foi liquidado ou não. 
II) E somente os não liquidados é que não precisam ser inscritos como RP, sendo inscritos somente no último ano de vigência. Os empenhos liquidados não há que se falar, pois se o credor já cumpriu sua parte, é obrigação inscrever este empenho como RP.
Art. 92. A dívida flutuante compreende:
I - os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida;
II - os serviços da dívida a pagar;
III - os depósitos;
IV - os débitos de tesouraria.
Parágrafo único. O registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor distinguindo-se as despesas processadas das não processadas.
Q627589 Os restos a pagar registrados por exercício são resíduos passivos que integram a dívida pública flutuante
CORRETO. Vale dizer que tanto os processado quanto os não processados ambos integram a dívida flutuante. 
Q326428 Os serviços de dívidas a pagar, representados pelos valores referentes à parcela da amortização do principal, correção monetária, juros e outros encargos financeiros, são considerados restos a pagar
CORRETO. Realmente os serviços da dívida A PAGAR são dívida flutuante. O curioso é que a banca chamou ele de Resto a Pagar. 
Q339936 Os valores inscritos em restos a pagar passam a integrar a dívida flutuante somente quando as despesas orçamentárias correspondentes percorrerem os estágios de empenho e liquidação
FALSO. Tanto os RP processado quanto os não processados, ambos integram a dívida flutuante.
Q893265