Resumo Restos a pagar e DEA
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Resumo Restos a pagar e DEA


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Na inscrição dos restos a pagar, é vedado o registro de beneficiários específicos. 
FALSO. É justamente o oposto disso. Não confundir com a vedação de beneficiários nos precatórios e nos créditos adicionais para pagar os precatórios \u2013 estes realmente NÃO PODEM colocar nomes.
DECRETO 93872
Art. 35. O empenho de despesa NÃO LIQUIDADA será considerado anulado em 31 de dezembro, para todos os fins, SALVO QUANDO:
I - vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele estabelecida;
II - vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em cursos a liquidação da despesa, ou seja de interesse da Administração exigir o cumprimento da obrigação assumida pelo credor;
III - se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;
IV - corresponder a compromissos assumido no exterior.
Q485866 Ainda que os serviços contratados pelo poder público não tenham sido prestados ao órgão público interessado até 31 de dezembro de determinado exercício, deve ser feita a inscrição das respectivas despesas em restos a pagar se o prazo de cumprimento da obrigação vencer no exercício subsequente
CORRETO.
Q561032 São passíveis de inscrição em restos a pagar as despesas empenhadas e liquidadas, mas não pagas. Logo, o empenho da despesa não liquidada será considerado anulado, salvo em situações específicas, como, por exemplo, se for do interesse do gestor efetuar a inscrição sem que o serviço tenha sido executado, por estarem as partes em fase de negociação para assinatura de um contrato.
FALSO. Não tem nenhuma ressalva no decreto 93872 que se pareça com isso
Art. . 69. Após o cancelamento da inscrição da despesa como Restos a Pagar, o pagamento que vier a ser reclamado poderá ser atendido à conta de dotação destinada a despesas de exercícios anteriores.
Art. 68.  A INSCRIÇÃO de despesas como restos a pagar no encerramento do exercício financeiro de emissão da Nota de Empenho depende da observância das condições estabelecidas neste Decreto para empenho e liquidação da despesa.   
§ 1o A inscrição prevista no caput como RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS fica CONDICIONADA à indicação pelo ordenador de despesas.  
§ 2o Os restos a pagar inscritos na condição de NÃO PROCESSADOS E NÃO LIQUIDADOS POSTERIORMENTE terão validade até 30 DE JUNHO DO SEGUNDO ano subsequente ao de sua inscrição, ressalvado o disposto no § 3o.  
§ 3o PERMANECEM VÁLIDOS, após a data estabelecida no § 2o, os restos a pagar NÃO PROCESSADOS que:    
I - refiram-se às despesas executadas diretamente pelos órgãos e entidades da União ou mediante transferência ou descentralização aos Estados, Distrito Federal e Municípios, COM EXECUÇÃO INICIADA até a data prevista no § 2o; ou   
II - sejam relativos às despesas:  
a) do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC;     
b) do Ministério da Saúde; ou  
c) do Ministério da Educação financiadas com recursos da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.    
Q330840 Considere que o Ministério da Saúde tenha registrado em restos a pagar não processados determinado montante destinado ao pagamento de diferença salarial a seus servidores, e que, até 30 de junho do exercício subsequente, o pagamento não tenha sido efetuado. Nesta situação, os restos a pagar perderão sua validade, devendo ser cancelados
FALSO.
§ 4o  Considera-se como EXECUÇÃO INICIADA para efeito do inciso I do § 3o:
I - nos casos de aquisição de bens, a despesa verificada pela quantidade parcial entregue, atestada e aferida; e  
II - nos casos de realização de serviços e obras, a despesa verificada pela realização parcial com a medição correspondente atestada e aferida.              
§ 5o  Para fins de cumprimento do disposto no § 2o, a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda efetuará, na data prevista no referido parágrafo, o bloqueio dos saldos dos restos a pagar não processados e não liquidados, em conta contábil específica no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI.      
§ 6o  As unidades gestoras executoras responsáveis pelos empenhos bloqueados providenciarão os referidos desbloqueios que atendam ao disposto nos §§ 3o, inciso I, e 4o para serem utilizados, devendo a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda providenciar o posterior cancelamento no SIAFI dos saldos que permanecerem bloqueados.          
§ 7o  Os Ministros de Estado, os titulares de órgãos da Presidência da República, os dirigentes de órgãos setoriais dos Sistemas Federais de Planejamento, de Orçamento e de Administração Financeira e os ordenadores de despesas são responsáveis, no que lhes couber, pelo cumprimento do disposto neste artigo.     
§ 8o  A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, no âmbito de suas competências, poderá expedir normas complementares para o cumprimento do disposto neste artigo.        
Art. 68-A.  Os empenhos a serem inscritos e reinscritos em restos a pagar a cada exercício financeiro poderão ter seus limites estabelecidos pelo Ministério da Fazenda.       
Pontos Relevantes
Q590149 Os resíduos passivos de cada exercício são uma modalidade de dívida pública flutuante e denominam-se restos a pagar.
Q677857 Restos a pagar são despesas empenhadas e não pagas no exercício. Seu impacto orçamentário ocorre no exercício corrente e o financeiro, no exercício posterior.
CORRETO. Impacto orçamentário é o empenho, impacto financeiro é o pagamento. 
Q88800 Os restos a pagar são as despesas empenhadas, pendentes de pagamento na data de encerramento do exercício financeiro, inscritas contabilmente como obrigações a pagar no exercício subsequente
No fim do exercício (31/12), as despesas orçamentárias empenhadas e não pagas serão inscritas em restos a pagar e constituirão a DÍVIDA FLUTUANTE. 
Q326402 Considere que a vigência de um contrato assinado por um órgão público com determinada empresa se encerre em julho de determinado ano e que, ao final do contrato, ainda haja pagamentos a fazer. Nessa situação, o órgão deverá inscrever o saldo devedor em restos a pagar imediatamente após o término do contrato
FALSO. CESPE sempre faz essa mesma pegadinha. Os RP só serão inscritos em 31/12.
TIPOS
1- Restos a pagar PROCESSADOS (já liquidados) : despesa orçamentária que já foi liquidada, mas não foi paga 
Geralmente quando não deu tempo para pagar antes de terminar o exercício ou quando não tinha limite de pagamento disponível.
2- Restos a pagar NÃO PROCESSADOS (não liquidados): quando o empenho ainda não foi liquidado, ou está em fase de liquidação. 
As despesas empenhadas que não foram liquidadas , geralmente ocorrem quando o serviço ou material contratado tenha sido prestado ou entregue e que se encontre, em 31 de dezembro de cada exercício financeiro, em fase de verificação do direito adquirido pelo credor ou quando o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor estiver vigente.
O MCASP: As despesas empenhadas e ainda não liquidadas, para efeito do adequado tratamento contábil, são divididas entre \u201ca liquidar\u201d e \u201cem liquidação\u201d. Essa distinção depende da correta identificação da ocorrência do fato gerador da obrigação a ser reconhecida.
1- Empenhos a liquidar: é quando ainda não ocorreu o fato gerador.
2- Empenhos em liquidação: é quando já ocorreu o fato gerador.
Q354896 Os restos a pagar classificam-se como não processados a liquidar caso a inscrição da despesa esteja em processo de liquidação
FALSO. Seriam RP não processados \u201cem liquidação\u201d.
3- RP Não Processados em Liquidação: no momento da inscrição a despesa empenhada estava em processo de liquidação; deve ser reconhecido como um exigível no BP. 
Entre o estágio do empenho e da liquidação há uma fase intermediária na qual o fato gerador da despesa já ocorreu, porém o processo de liquidação ainda não foi concluído. Esta fase é denominada \u201cem liquidação\u201d. De forma mais objetiva, a fase \u201cem liquidação\u201d é toda despesa orçamentária em que o credor, de posse do empenho correspondente: