Resumo Créditos Adicionais
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Resumo Créditos Adicionais


DisciplinaAdministração Financeira e Orçamentária I1.930 materiais16.561 seguidores
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da Constituição.
Os conteúdos semânticos das expressões \u201cguerra\u201d, \u201ccomoção interna\u201d e \u201ccalamidade pública\u201d constituem vetores para a interpretação/aplicação do art. 167, § 3º, c/c o art. 62, § 1º, I, \u201cd\u201d, da Constituição. \u201cGuerra\u201d, \u201ccomoção interna\u201d e \u201ccalamidade pública\u201d são conceitos que representam realidades ou situações fáticas de extrema gravidade e de consequências imprevisíveis para a ordem pública e a paz social, e que, dessa forma, requerem, com a devida urgência, a adoção de medidas singulares e extraordinárias.
Q352785 De acordo com entendimento do STF, é inadmissível a edição de medida provisória pelo Poder Executivo federal que determine a abertura de crédito extraordinário em favor de órgãos componentes desse poder, caso não estejam configuradas situações de guerra, comoção interna ou calamidade pública.
Q368241 Ante uma situação emergencial de aprovação de determinado crédito suplementar para reforçar uma dotação que se destine a pagamento de despesas de pessoal e encargos financeiros e que seja necessária ao fechamento da folha de pagamentos de determinado mês, o governo federal poderá editar medida provisória.
FALSO. Não temos nenhuma situação de extrema gravidade nem consequências imprevisíveis. Nada justifica o crédito extraordinário.
Q330879 É admitida a abertura de créditos extraordinários somente para atender as despesas imprevisíveis e urgentes, como as resultantes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. 
CORRETO. Note dois posicionamentos da banca:
I) SOMENTE despesas resultantes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.
II) Usou o termo imprevisíveis (É o que a CF usa), pois a 4.320 diz imprevisíveis. 
IMPREVISÍVEL X IMPREVISTA:
CF: § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas IMPREVISÍVEIS e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62.
LEI 4320: III - extraordinários, os destinados a despesas urgentes e IMPREVISTAS, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.
DOUTRINA: Pode-se observar que o por meio do texto da Lei 4.320/64 admite a existência do erro por parte de quem elabora o orçamento. O texto da Constituição não admite o erro, pois considera que a ocorrência de tais despesas escapa ao controle da mente humana.
RESUMINDO: O mais correto mesmo é seguir o que a CF diz, que somente para despesas IMPREVISÍVEIS!
Podem servir para reforçar dotações existentes ou criar novas dotações
Podem ser reabertos , processos igual aos créditos especiais.
Não necessita de autorização prévia para sua abertura, pode-se abrir e depois aguardar a autorização.
NO CASO FEDERAL são abertos por medida provisória , mas a regra geral é serem abertos por decreto Executivo , que dele dará imediata ciência ao legislativo, tendo validade de 120 dias.
Da aula de contabilidade pública tenho anotado que a MP deve ser convertida em lei em até 30 dias 
Até agora não vi nenhuma questão sobre isso.
Jurisprudência: A lei de conversão não tem o condão de convalidar eventuais vícios da respectiva Medida Provisória.
CUIDADO: Por mais que não precisa indicar a fonte, É OBRIGATÓRIO definir um valor para o crédito, mesmo a situação sendo imprevisível
SOBRE A ABERTURA DO EXTRAORDINÁRIO:
MTO: b) créditos extraordinários: destinados a despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, conforme art. 167 da CF. NA UNIÃO, serão abertos por medida provisória.
4320: Art. 44. Os créditos EXTRAORDINÁRIOS serão abertos por decreto do Poder Executivo, que deles dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo.
MCASP 7ª edição: O art. 44 da Lei nº 4.320/1964 regulamenta que os créditos extraordinários devem ser abertos por decreto do poder executivo e submetidos ao poder legislativo correspondente. Na União, esse tipo de crédito é aberto por medida provisória do Poder Executivo e submetido ao Congresso Nacional.
Q348686 Não é necessária a indicação de recursos para a abertura de créditos extraordinários. Sua abertura se faz, na União, por meio de medida provisória, e nos demais entes, por decreto do Executivo.
 CORRETO. Usou a regra 100% correta.
Q304140 Se, em determinado exercício financeiro, for constatada a necessidade de abertura de créditos extraordinários, caberá ao Poder Executivo emitir decreto para a abertura dos créditos, o qual deverá ser imediatamente submetido ao Poder Legislativo
 CORRETO. Estamos na regra geral e texto da 4.320, que diz que a abertura é por decreto do Executivo.
Q331174 Quando inexistir, na Constituição de um ente federado, previsão de medida provisória, os créditos extraordinários deverão ser abertos por meio de decreto do Poder Executivo, que dele dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo. No caso de haver, na Constituição desse ente federado, previsão de medida provisória, tal operação será feita por esse instrumento legal.
 CORRETO. Usou a regra 100% correta.
	
Q593795 Situação hipotética: Em razão das chuvas ocorridas em determinado município, muitas casas foram levadas pelas águas, o que gerou um estado de calamidade na região, e, para tal emergência, não há previsão de destinação de recursos na lei orçamentária do município. Assertiva: Nesse caso, o prefeito poderá emitir decreto que permita abrir créditos adicionais extraordinários, mesmo sem indicar a fonte de recursos.
 CORRETO. \u201cPoderá\u201d emitir decreto deixa bem tranquilo responder, pois pela 4.320 realmente é por decreto que se abre, entretanto no caso da União se abre por MP.
Q80428 Os créditos adicionais extraordinários, destinados a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, devem ser abertos por meio de medida provisória
 FALSO. Note que aqui ele colocam DEVEM ser abertos por MP .
I) em nenhuma letra fria a gente lê esse \u201cdevem ser abertos por MP\u201d. O dever de se abrir por MP é somente NA UNIÃO \u2013 os outros entes não têm esse dever.
Para questões de cálculo:
As fontes sempre serão:
Reserva contingencial
Cancelamento de dotações
Operações de crédito (exceto ARO\u2019s)
Recursos sem destinação (cancelamento de despesas ou vindo de veto de emendas e projetos de lei).
Excesso de arrecadação (Receita Arrecada \u2013 Receita Prevista \u2013 Créditos extraordinários abertos).
Superávit financeiro do exercício anterior (Ativos financeiros \u2013 passivos financeiros \u2013 créditos reabertos)
Obs.: Se algumas dessas fontes estiverem negativos, DESCONSIDERA , não precisa deduzir de outras fontes
Por exemplo, tem déficit do orçamento anterior de 100 , e tem excesso de arrecadados de 100 
Nesse caso ainda continua tendo 100 de fonte, pois uma fonte não vai interferir na outra
E no caso, só o superávit é fonte, déficit não é fonte e não interfere nas outras fontes
Q354894 Queria saber quanto tinha de saldo para abrir crédito suplementar
- A receita arrecadada ficaria em R$ 150.000,00 abaixo do previsto; (NÃO É FONTE)
- A despesa realizada geraria uma economia de despesa de R$ 180.000,00;  (NÃO É FONTE) 
- O balanço patrimonial do exercício anterior apresentava superávit financeiro de R$ 55.000,00; (FONTE)
- Haviam sido reabertos créditos adicionais de R$ 35.000,00; (RETIRA DO SUPERÁVIT FINANCEIRO)
- R$ 70.000,00 de determinada dotação não iriam ser utilizados. (FONTE)
Note que CESPE chamou de fonte sim \u201cdotação que não seria utilizada\u201d como fonte, quando a rigor é somente a anulação desta dotação que é a fonte, e não uma \u201cdotação sobrando\u201d.
As fontes:
1- É o superávit financeiro (RETIRANDO OS CRÉDITOS REABERTOS) + dotações que não seriam utilizadas, totalizando 120k de fonte
Q47251 Queria saber o saldo para abrir um crédito especial
A ÚNICA fonte que temos é um excesso de arrecadação = Receita Arrecadada \u2013 Receita prevista \u2013 Créditos extraordinários abertos no exercício = 550 -500 = 50 milhões.
 Esse lance de despesa fixada e despesa realizada NÃO É FONTE, pois economia