Resumo despesas públicas
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Resumo despesas públicas


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vencimentos e vantagens fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros prestados sob qualquer forma, subvenções sociais, obras e instalações, equipamentos e material permanente, auxílios, amortização e outros que a Administração Pública utiliza para a consecução de seus fins.
A descrição dos elementos PODE não contemplar todas as despesas a eles inerentes, sendo, em alguns casos, EXEMPLIFICATIVA.
Segundo Giacomoni, trata-se da mais analítica das classificações e sua finalidade básica é propiciar o controle contábil dos gastos, tanto pela própria unidade orçamentária ou órgão de Contabilidade, como pelos órgãos de controle interno e externo. Para o autor, juntamente com a classificação institucional, a classificação por elementos constitui os mais antigos e tradicionais critérios de classificação da despesa nos orçamentos públicos.
ALGUMAS VEDAÇÕES:
É vedada a utilização em projetos e atividades dos elementos de despesa 41 \u2013 Contribuições, 42 \u2013 Auxílios e 43 \u2013 Subvenções Sociais, o que pode ocorrer apenas em operações especiais.
É vedada a utilização de elementos de despesa típicos de gastos (exemplos: 30 \u2013 Material de Consumo; 39 \u2013 Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica; 51 \u2013 Obras e Instalações; 52 \u2013 Material Permanente) em operações especiais.
Portaria 163
A portaria 163/2001 regulou o uso da classificação por natureza para elaboração e controle dos orçamentos da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal
Art. 3º A classificação da despesa, SEGUNDO A SUA NATUREZA, compõe-se de: 
I \u2013 categoria econômica; 
II \u2013 grupo de natureza da despesa;
III \u2013 elemento de despesa;
§ 1º A natureza da despesa SERÁ COMPLEMENTADA pela informação gerencial denominada \u201cmodalidade de aplicação\u201d, a qual tem por finalidade indicar se os recursos são aplicados diretamente por órgãos ou por entidades no âmbito da mesma esfera de Governo ou por outro ente da Federação e suas respectivas entidades, e objetiva, precipuamente, possibilitar a eliminação da dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados. 
§ 2º Entende-se por GRUPOS DE NATUREZA de despesa a agregação de elementos de despesa que apresentam as mesmas características quanto ao objeto de gasto.
 § 3º O ELEMENTO DE DESPESA tem por finalidade identificar os objetos de gasto, tais como vencimentos e vantagens fixas, juros, diárias, material de consumo, serviços de terceiros prestados sob qualquer forma, subvenções sociais, obras e instalações, equipamentos e material permanente, auxílios, amortização e outros de que a administração pública se serve para a consecução de seus fins. 
§ 4º As classificações da despesa por categoria econômica, por grupo de natureza, por modalidade de aplicação e por elemento de despesa, e respectivos conceitos e/ou especificações, constam do Anexo II desta Portaria. 
§ 5º É facultado o desdobramento suplementar dos elementos de despesa para atendimento das necessidades de escrituração contábil e controle da execução orçamentária
Art. 5º Em decorrência do disposto no art. 3º, a estrutura da natureza da despesa a ser observada na execução orçamentária de todas as esferas de governo será \u201cc.g.mm. ee.dd\u201d, onde: 
a) \u2019c\u2019 representa a categoria econômica; 
b) \u2018g\u2019 o grupo de natureza da despesa; 
c) \u2018mm\u2019 a modalidade de aplicação; 
d) \u2018ee\u2019 o elemento de despesa; e 
e) \u2018dd\u2019 o desdobramento, facultativo, do elemento de despesa.
Outras
1- QUANTO A REGULARIDADE
Podem ser Ordinárias, aquelas despesas perenes e que possuem característica de continuidade, pois se repetem em todos os exercícios, como as despesas com pessoal, encargos etc. ou
Extraordinárias, aquelas que não integram sempre o orçamento, pois são despesas de caráter não continuado, eventual, inconstante, imprevisível, como as despesas decorrentes de calamidade pública, guerras, comoção interna etc.
2- QUANTO À ESFERA ORÇAMENTÁRIA
Q893255 Determinado recurso público deve ser destinado pela lei orçamentária anual aos investimentos de empresa estatal não dependente por meio da classificação por esfera orçamentária.
A classificação por esfera orçamentária serve apenas para identificar se o orçamento é fiscal, da seguridade social ou de investimento das empresas estatais, conforme disposto no § 5º do art. 165 da CF/1988: 
10 - Orçamento Fiscal: referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; 
Inclui estatais dependentes.
20- Orçamento da Seguridade Social: abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da Administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público
30 - Orçamento de Investimento: orçamento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; e 
3- POR IDENTIFICADOR DE USO \u2013 IDUSO E POR IDENTIFICADOR DE DOAÇÃO/OPERAÇÃO DE CRÉDITO \u2013 IDOC
A classificação por código do IDUSO, embora pouco presente em provas de concursos públicos, serve para completar a informação concernente à aplicação dos recursos e destina-se a indicar se os recursos compõem contrapartida nacional de empréstimos, doações ou destinam-se a outras aplicações, constando da lei orçamentária e de seus créditos adicionais.
As classificações por IDUSO são as seguintes: 
0 Recursos não destinados à contrapartida. 
1 Contrapartida de empréstimos do BIRD2. 
2 Contrapartida de empréstimos do BID3. 
3 Contrapartida de empréstimos por desempenho ou com enfoque setorial amplo. 
4 Contrapartida de outros empréstimos. 
5 Contrapartida de doações. 
6 Recursos não destinados à contrapartida, para identificação dos recursos destinados à aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde.
Já a classificação por IDOC identifica as doações de entidades internacionais ou operações de crédito contratuais alocadas nas ações orçamentárias, com ou sem contrapartida de recursos da União. Os gastos referentes à contrapartida de empréstimos serão programados com o Identificador de Uso \u2013 IDUSO \u2013 igual a 1, 2, 3 ou 4 e o IDOC com o número da respectiva operação de crédito, enquanto que para as contrapartidas de doações serão utilizados o IDUSO 5 e o respectivo IDOC.
MTO: Esse código vem completar a informação concernente à aplicação dos recursos e destina-se a indicar se os recursos compõem contrapartida nacional de empréstimos ou de doações ou destinam-se a outras aplicações, constando da LOA e de seus créditos adicionais.
4- CLASSIFICAÇÃO REGIONAL
As despesas públicas são distribuídas por região, estados e municípios. Há casos em que as despesas são especificadas até em bairros de cidades, mas essa localização não faz parte da classificação regional.
A classificação regional consiste em instrumento que visa a possibilitar a verificação do atendimento ao dispositivo constitucional que determina o uso das leis orçamentárias, compatibilizadas com o Plano Plurianual \u2013 PPA, para reduzir as desigualdades inter-regionais segundo o critério populacional 
Para evitar confusão entre municípios com o mesmo nome, mas em estados diferentes, cada município recebe um código de identificação composto de 5 dígitos, que é fornecido pelo IBGE no início de cada processo orçamentário no Congresso Nacional.
5- QUANTO A PRESENÇA NO ORÇAMENTO / FORMA DE INGRESSO
1- Despesa orçamentária: toda transação, que depende de autorização legislativa, na forma de consignação de dotação orçamentária, para ser efetivada. 
Sua movimentação orçamentária ocorre com NOTAS DE DOTAÇÃO - ND
Seriam redução de ativo em decorrência de desembolso financeiro a vista, ou aumento do passivo em decorrência de despesas a prazo. 
Elas NECESSARIAMENTE deve estar previstas na LOA.
CUIDADO: Lembre-se que as receitas orçamentárias nem sempre precisam de autorização, por exemplo as receitas vindas de doações. Entretanto toda despesa orçamentária necessita de autorização.
Q840699 Somente despesas que contribuam para manutenção,