Resumo despesas públicas
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Resumo despesas públicas


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do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do capital Constituição de Fundos Rotativos
Concessão de Empréstimos
Diversas Inversões Financeiras
Transferências de Capital
Amortização da Dívida Pública
Auxílios para Obras Públicas
Auxílios para Equipamentos e Instalações
Dotação para Investimentos de outro ente de direito público ou privado
Auxílios para Inversões Financeiras (Dotação para inversões financeiras de outro ente de direito publico ou privado)
Outras Contribuições.
1- INVESTIMENTOS: 
§ 4º Classificam-se como INVESTIMENTOS as dotações para o planejamento e a execução de obras, inclusive as destinadas à aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas últimas, bem como para os programas especiais de trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e material permanente e CONSTITUIÇÃO ou AUMENTO do capital de empresas que não sejam de caráter comercial 
CUIDADO: São classificados como Investimentos as Sentenças Judiciárias e Despesas de Exercícios Anteriores, quando expressamente se referirem a investimentos.
Art. 20. Os investimentos serão discriminados na Lei de Orçamento segundo os projetos de obras e de outras aplicações.
Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações globais, classificadas entre as Despesas de Capital.
2- Inversões Financeiras: 
§ 5º Classificam-se como INVERSÕES FINANCEIRAS as dotações destinadas a:
I - aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização;
II - aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do capital;
III - CONSTITUIÇÃO ou AUMENTO do capital de entidades ou empresas que visem a objetivos comerciais ou financeiros, inclusive operações bancárias ou de seguros.
CUIDADO: A construção de um prédio, portanto, constitui investimento, enquanto a aquisição de um prédio já em utilização consiste em inversão financeira. A aquisição de um imóvel novo para ser utilizado especificamente no fim a que se destina o órgão público é classificada como investimento.
3- Transferências de Capital: 
§ 6º São TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL as dotações para investimentos ou inversões financeiras que outras pessoas de direito público ou privado devam realizar, independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços, constituindo essas transferências auxílios ou contribuições, segundo derivem diretamente da Lei de Orçamento ou de lei especialmente anterior, bem como as dotações para amortização da dívida pública.
Art. 21. A Lei de Orçamento não consignará auxílio para investimentos que se devam incorporar ao patrimônio das empresas privadas de fins lucrativos.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se às transferências de capital à conta de fundos especiais ou dotações sob regime excepcional de aplicação
Q898705 A dotação orçamentária inserida no orçamento do município que se destine à constituição de instituição bancária é classificada como investimento. 
FALSO. Constituição de entidades comerciais ou financeiras é uma INVERSÃO FINANCEIRA.
Q842527 As despesas de investimentos, que devem estar previstas no plano plurianual, correspondem às dotações previstas para a amortização da dívida pública. 
FALSO. Amortizar dívida pública é uma TRANSFERÊNCIA DE CAPITAL
Q274873 A criação de empresa pública, por determinado governo estadual, para a comercialização de gêneros agropecuários constitui exemplo de inversão financeira.
CORRETO. Note que o inciso III aqui diz CONSTITUIR empresas com objetivos comerciais ou financeiras. Constituir nada mais é que CRIAR/ABRIR uma empresa. Como a questão diz que será para COMERCIALIZAR algo, de fato é uma inversão financeira. 
Obs.: Se fosse constituir empresa sem fim lucrativo ai sim seria investimento.
Q334854 Constitui investimento a aquisição pela administração pública de prédio recém- construído para servir de sede a órgão público
CORRETO. Note que para inversão financeira ele diz que deveria estar \u201cJÁ EM UTILIZAÇÃO\u201d. Como a questão diz \u201crecém construído\u201d , tudo dá a entender que não está sendo utilizado , então sera um investimento.
Grupo de Natureza da Despesa \u2013 GND
Q769655 A decisão de classificar determinada despesa pública como encargo financeiro ou como outras despesas correntes é definida pela classificação da despesa segundo a categoria econômica.
FALSO. Classificar segundo a categoria econômica é somente CORRENTE X CAPITAL. 
I) Classificar como outras despesas correntes por exemplo é segundo o GRUPO DE NATUREZA de despesa (GND)
(CESPE/Técnico Judiciário/Contabilidade/TRE-ES/2011) Os elementos de despesa guardam correlação com os grupos de natureza de despesa. Assim, é correto afirmar que material de consumo está associado a outras despesas correntes, não podendo constituir despesa com investimentos, em virtude de sua natureza, de seu objeto. 
FALSO. Segundo o MCASP, normalmente, os elementos de despesa guardam correlação com os grupos, mas não há impedimento para que alguns elementos típicos de despesa corrente estejam relacionados a um grupo de despesa de capital. Por exemplo, o material de consumo está dentro do GND#3 (Outras despesas correntes) mas também está dentro do GND#4 (Investimentos). 
Segundo Giacomoni, a finalidade principal dos grupos é demonstrar importantes agregados da despesa orçamentária. Para o autor, os grupos constituem um conjunto híbrido:
a) Parte são típicas subcategorias econômicas, como os investimentos e inversões financeiras
b) E parte são elementos responsáveis por parcelas importantes da despesa.
Basicamente, o grupo \u2013 GND funciona como um agregador de elementos de despesa, mantendo as mesmas características no que diz respeito ao objeto do gasto. 
A ideia é que a classificação por Grupo de Natureza de Despesa \u2013 GND AGRUPE AQUELAS DESPESAS COM CARACTERÍSTICAS COMUNS.
Em termos de utilidade prática dessa classificação, podemos citar o caso do atendimento às emendas no Congresso Nacional quando, por exemplo, por força de dispositivos constitucionais, as despesas classificadas nos GND 1, 2 e 6 não podem ser canceladas.
É importante destacar que a classificação por GND diverge daquela por Grupo de Despesa utilizada nas leis de orçamento
Portaria 163: § 2º Entende-se por GRUPOS DE NATUREZA de despesa a agregação de elementos de despesa que apresentam as mesmas características quanto ao objeto de gasto.
1 \u2013 pessoal e encargos sociais: despesas de natureza salarial decorrentes do pagamento pelo efetivo exercício do cargo ou do emprego ou de função de confiança no setor público, quer civil ou militar, ativo ou inativo, bem como das obrigações trabalhistas de responsabilidade do empregador, incidentes sobre a folha de salários. 
MTO: Despesas orçamentárias com pessoal ativo, inativo e pensionistas, relativas a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência, conforme estabelece o caput do art. 18 da Lei Complementar 101, de 2000.
CUIDADO: As vantagens pessoais e gratificações são pessoal, mas as verbas indenizatórias são OUTRAS despesas correntes (Auxílio alimentação / transporte / etc.)
2 \u2013 juros e encargos da dívida: despesas com o pagamento de juros, comissões e outros encargos de operações de crédito internas e externas contratadas, bem como da dívida pública mobiliária federal. 
MTO: Despesas orçamentárias com o pagamento de juros, comissões e outros encargos de operações de crédito internas