Resumo receitas públicas
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Resumo receitas públicas


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Coisas de prova
COISAS DA LRF:
Q842417 A receita de tributos é uma receita orçamentária corrente cuja previsão pode ser alterada pelo Poder Legislativo, se comprovada ocorrência de erro ou omissão de ordem técnica ou legal. 
CORRETO. É o que a LRF diz:
LRF § 1o Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.
Q80441 A LRF veda, em qualquer caso, a aplicação da receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público no financiamento de despesas correntes.
FALSO. O via de regra é que não se use mesmo receita de capital para financiar despesa corrente, entretanto a LRF traz exceções:
Art. 44 da LRF. É vedada a aplicação da receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público para o financiamento de despesa corrente, SALVO se destinada por lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos.\u201d
IMPOSTOS E TRIBUTOS:
Q339934 Quando o poder de tributar e arrecadar tributos pertence a um ente, mas a aplicação dos recursos correspondentes pertence a outro, a classificação como receita tributária deve ocorrer no ente tributante. No ente beneficiário ou aplicador, deve ser registrado o recebimento dos recursos como receita tributária ou de transferência, conforme o caso
CORRETO. Aqui mostra a lógica das receitas tributárias.
I) Ente tributante vai contabilizar uma receita tributária no momento da arrecadação
II) Entretanto devido à obrigação de transferência, essa receita será transferida para outro ente. O ente beneficiário vai registrar essa receita tributária como Receita de Transferências Corrente, Ou receita tributária, conforme o caso.
Q862640 As parcelas do imposto sobre a renda retidas na fonte incidente sobre os rendimentos pagos pelos estados lhes pertencem, incorporando-se, desde logo, às respectivas receitas correntes.
 CORRETO. O imposto retido na fonte não precisa ser lançado como despesa em um ente para ser contabilizado como receita em outro , ele já entra DIRETO como receita no ente que arrecadar
Q289345 A receita, assim como a despesa, é executada de forma amplamente descentralizada, por meio de uma gama de unidades executoras.
FALSO. De fato as despesa são amplamente descentralizadas, mas as receitas são CENTRALIZADAS \u2013 uma vez que sua destinação final (ao final do recolhimento) é sempre a conta única do tesouro. 
Q560340 Se determinado órgão público precisar efetuar um empréstimo que tenha sido previamente autorizado, o produto dessa operação será incluído no orçamento tanto no que se refere à receita quanto no que se refere à despesa.
CORRETO. Acho que isso seria mais contabilidade. Ao pegar empréstimo, entra no caixa como receita de capital, mas também vai contabilizar uma despesa de capital também (vai precisar amortizar esse empréstimo depois)
SOC É DIFERENTE DE SUPERÁVIT FINANCEIRO. 
1- SOC- Será classificado como RECEITA DE CAPITAL embora não vá ser inserido na LOA do ano seguinte (por ser extraorçamentária)
3º \u2013 O superávit do Orçamento Corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, apurado na demonstração a que se refere o Anexo nº 1, não constituirá item de receita orçamentária\u201d.
Pode ser usado para pagar despesas de capital SOMENTE, mas NÃO INTEGRA A LOA.
NÃO PODE usar SOC para abrir crédito adicional.
2- Superávit financeiro
Não é classificado como receita 
Não é inserido na LOA .
Serve como fonte de recursos para créditos adicionais (suplementares e especiais).
\u201cEntende-se por superávit financeiro a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de credito a eles vinculadas\u201d.
3- Excesso de arrecadação:
Mesma lógica do superávit: não é item de receita, embora sirva como fonte para abertura de créditos adicionais.
Q393618 Eventual superávit financeiro apurado pelo governo federal, em determinado exercício, no orçamento fiscal não poderá ser reconhecido como receita no exercício financeiro subsequente.
CORRETO. O superávit financeiro não é inserido como receita no orçamento, embora sirva de fonte para abertura de créditos adicionais.
Lei seca \u2013 4320
Art. 11 - A receita classificar-se-á nas seguintes CATEGORIAS ECONÔMICAS: Receitas correntes e Receitas de Capital. 
§ 1º - São Receitas correntes as receitas tributária, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. 
§ 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente. 
§ 3º - O superávit do Orçamento Corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, apurado na demonstração a que se refere o Anexo nº 1, não constituirá item de receita orçamentária. 
§ 4º - A classificação da receita obedecerá ao seguinte esquema
RECEITAS CORRENTES
RECEITA TRIBUTÁRIA
Impostos.
Taxas.
Contribuições de Melhoria.
RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES
RECEITA PATRIMONIAL
RECEITA AGROPECUÁRIA
RECEITA INDUSTRIAL
RECEITA DE SERVIÇOS
TRANSFERÊNCIAS CORRENTES
OUTRAS RECEITAS CORRENTES
RECEITAS DE CAPITAL
OPERAÇÕES DE CRÉDITO
ALIENAÇÃO DE BENS
AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMO
TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL
OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL
Art. 9º Tributo é a receita derivada instituída pelas entidades de direito público, compreendendo os impostos, as taxas e contribuições nos termos da constituição e das leis vigentes em matéria financeira, destinando-se o seu produto ao custeio de atividades gerais ou especificas exercidas por essas entidades 
Art. 51. Nenhum tributo será exigido ou aumentado sem que a lei o estabeleça, nenhum será cobrado em cada exercício sem prévia autorização orçamentária, RESSALVADOS a tarifa aduaneira e o imposto lançado por motivo de guerra.
Art. 52. São objeto de LANÇAMENTO os impostos DIRETOS e quaisquer outras rendas com vencimento determinado em lei, regulamento ou contrato.
Lançamento das receitas 
Art. 53. O LANÇAMENTO da receita é ato da repartição competente, que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta.
Art. 54. Não será admitida a compensação da obrigação de recolher rendas ou receitas com direito creditório contra a Fazenda Pública.
Art. 55. Os agentes da ARRECADAÇÃO devem fornecer recibos das importâncias que arrecadarem.
§ 1º Os recibos devem conter o nome da pessoa que paga a soma arrecadada, proveniência e classificação, bem como a data a assinatura do agente arrecadador. 
§ 2º Os recibos serão fornecidos em uma única via.
Art. 56. O RECOLHIMENTO de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais.
Art. 57. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3. desta lei serão classificadas como receita ORÇAMENTÁRIA, sob as rubricas próprias, TODAS AS RECEITAS ARRECADADAS, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no Orçamento. 
Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei.
Parágrafo único. Não se consideram para os fins deste artigo as operações de credito por antecipação da receita, as emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financeiros.   
Q489202 Na execução orçamentária, as receitas devem ser