Resumo receitas públicas
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Resumo receitas públicas


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As receitas efetivas são aquelas em que os ingressos de disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações correspondentes
2- Não efetivas (ou permutativa): Receitas de capital. 
Não alteram a situação do patrimônio líquido do Estado.
Alienações, operações de crédito, cobrança de dívida, etc.
As receitas não efetivas, ou por mutação patrimonial, são aquelas em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de registro de reconhecimento do direito.
CUIDADO: Recebimento de juros da dívida ativa é efetiva, mas somente receber dívida ativa é não efetiva, pois o patrimônio não é aumentado, vai trocar o direito de receber pelo dinheiro, só aumenta a \u201cdisponibilidade financeira\u201d.
Q90426 As receitas correntes e de capital têm em comum o efeito positivo sobre o patrimônio líquido e se diferenciam em razão do efeito financeiro que provocam no patrimônio.
FALSO. 
I) Ponto em comum: ambos vão aumentar a disponibilidade financeira do Estado (entra dinheiro no caixa)
II) Diferença: na receita corrente tenho aumentos do PL , já na de capital nada muda , é apenas um fato permutativo.
Outras
QUANTO A OCORRÊNCIA (REGULARIDADE)
1- Ordinária: Entram com uma certa periodicidade. (Impostos, transferências constitucionais)
2- Extraordinária: Não entram com periodicidade. 
CLASSIFICAÇÃO DO LIVRO DO PALUDO:
1- Patrimoniais - receitas que provêm das rendas geradas pelo patrimônio do próprio Estado (mobiliário e imobiliário). Ex. receitas de aluguéis.
 2- Empresariais - receitas provenientes das atividades realizadas pelo Estado como empresário, seja no âmbito comercial, industrial ou de prestação de serviços.
QUANTO A FORMA DE REALIZAÇÃO
1- Próprias: quando seu ingresso é promovido pela própria entidade, diretamente, ou por meio de agentes arrecadadores autorizados.
Tributos, alugueis, rendimentos , multas , juros de mora recebidos , alienações , etc.
2- Transferências: a arrecadação se processa por meio de outras entidades, em virtude de dispositivos constitucionais ou legais, ou mediante acordos ou convênios
Valores recebidos por cota-parte de tributos federais para Estados e Municípios, repartição de arrecadação de tributos como ICMS , IPVA. 
3- Financiamento: decorrentes de operações de crédito realizadas com destinação específica, vinculadas à comprovação da aplicação dos recursos
Classificações legais:
Natureza
Introdução 
Q68700 A discriminação da receita e da despesa em todos os níveis de governo obedecerá à classificação funcional estabelecida na legislação federal referente às normas gerais de elaboração dos orçamentos, sendo vedada a adoção de códigos de âmbito local.
FALSO. Lei seca da 4320
4320 Art. 8º A discriminação da receita geral e da despesa de cada órgão do Governo ou unidade administrativa, a que se refere o artigo 2º, § 1º, incisos III e IV obedecerá à forma do Anexo nº 2.
(...) § 3° O código geral estabelecido nesta lei não prejudicará a adoção de códigos locais.
Q394180 Antes de proceder ao registro de uma receita extraorçamentária, o órgão público deve, em primeiro lugar, definir a categoria econômica em que o registro será feito.
FALSO. Em primeiro lugar , NÃO SE REGISTRA receita extraorçamentária , portanto não tem o que falar de usar \u201ccategoria econômica\u201d para ela!
Essa classificação aqui se aplica SOMENTE para receitas orçamentárias.
Q369572 A classificação da receita quanto à natureza visa identificar a origem do recurso que ingressa nos cofres públicos segundo o fato gerador, servindo para análise do impacto dos investimentos governamentais na economia
A classificação orçamentária por natureza de receita é estabelecida pelo § 4º do art. 11 da Lei nº 4.320, de 1964.
O § 1º do art. 8º da Lei nº 4.320/1964 define que os itens da discriminação da receita, mencionados no art. 11 dessa lei, serão identificados por números de código decimal. Convencionou-se denominar este código de natureza de receita 
No âmbito da União, sua codificação é normatizada por meio de Portaria da SOF, órgão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. 
A normatização da codificação válida para Estados e Municípios é feita por meio de Portaria Interministerial (SOF e STN).
Importante destacar que a classificação da receita por natureza é utilizada por todos os entes da Federação e VISA IDENTIFICAR A ORIGEM DO RECURSO SEGUNDO O FATO GERADOR: acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita nos cofres público
CONCEITO: As naturezas de receitas orçamentárias demonstram o fato gerador que originou o ingresso dos recursos aos cofres públicos, podendo ser considerada a menor célula de informação em termos de orçamento público no que diz respeitos às receitas públicas, de modo a permitir as necessárias vinculações.
CARACTERÍSTICAS: A codificação das Naturezas de Receita em vigor para a União aplica lógica integralmente voltada para a gestão das receitas orçamentárias. Os códigos são estruturados de forma a proporcionar extração de informações IMEDIATAS, a fim de prover celeridade, simplicidade e transparência, SEM A NECESSIDADE de qualquer procedimento paralelo para concatenar dados. Essa é a premissa que pauta a estrutura de codificação da classificação orçamentária
A classificação por natureza é a de nível MAIS ANALÍTICO da receita; por isso, auxilia na elaboração de análises econômico-financeiras sobre a atuação estatal.
Obs.: Entrará em vigor para o exercício de 2018 , uma nova estrutura de codificação da natureza da receita , que possibilita associar , de forma imediata , a receita principal com aquelas dela originadas: Multas e Juros , Dívida Ativa , Multas e juros Da dívida ativa.
É importante ter em mente que a estrutura da nova codificação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a receita principal com aquelas dela originadas: multas e juros, dívida ativa, multas e juros da dívida ativa.
Codificação quanto a natureza: São 8 dígitos numéricos:
Os dígitos representam:
1º: categoria econômica
2º: origem
3º: espécie
4º até 7º: desdobramento para identificação de peculiaridade da receita
8º: tipo:
 C O E DDDD T
I) Categoria econômica: se é corrente ou de capital
II) Origem: Identificar a procedência das receitas no momento que ingressam no cofre público. Detalhamento das categorias econômicas Receitas Correntes e Receitas de Capital, com vistas a identificar a procedência das receitas no momento em que ingressam nos cofres públicos. 
III) Espécie: Permite qualificar com maior detalhe o fato gerador. A espécie, nível de classificação vinculado à origem, permite qualificar com maior detalhe o fato gerador das receitas.
IV) Desdobramento: Identificar peculiaridades de cada receita, caso seja necessário
V) Tipo: identificar o tipo de arrecadação a que se refere aquela natureza.
OBS.: COMO ERA ANTES:
OBS.: A classificação para Estados / DF e Municípios que foi substituída (Vai parar de viger em 2018) era assim:
Já no âmbito dos Estados, DF e Municípios, permanece vigente até 2018 a classificação por natureza formada por um código numérico de 8 dígitos, que é subdividida em seis níveis: categoria econômica, origem, espécie, rubrica, alínea e subalínea
Categoria econômica
Geral
Q737969 A receita oriunda da privatização de empresa pública estadual não pode ser utilizada em obras de conservação de imóveis pertencentes ao estado-membro, mas não há óbice à sua utilização para a aquisição de imóvel necessário à realização de obra pública.
CORRETO. Aqui é no sentido de Receitas de capital só financiam despesas de capital. Como foi uma privatização de uma empresa pública, gerou uma receita de capital. 
I) Despesa de conservação de imóvel é uma despesa corrente, via de regra não se financia despesa corrente com receita de capital. 
II) Entretanto, para aquisição de um imóvel (uma despesa de capital) nada impede que