Resumo programação e execução orçamentária
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Resumo programação e execução orçamentária


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a finalidade pretendida.
SOBRE O TCU:
De acordo com o artigo 71 da CF/1988, o TCU possui basicamente duas funções: a de fiscalização e a de jurisdição, já que pode julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluindo sociedades de economia mista e empresas públicas. As decisões tomadas pelo TCU são estritamente técnicas, não julgando pessoas, mas somente contas.
Como no Brasil temos a jurisdição ÚNICA, o TCU não opera coisa julgada. Por isso, seus acórdãos podem ser reapreciados pelo Poder Judiciário face ao artigo 5º, XXXV da Constituição Federal de 1988.
Em relação às atribuições constitucionais do Tribunal de Contas da União, há a divisão em três blocos distintos a partir da leitura do artigo 71 da Carta Magna: 
a) atividades de fiscalização em sentido estrito (incisos I, II, IV, V, VI e VII, dividindo-se entre fiscalização de contas e a realização de inspeções e auditorias \u2013 elaboração de pareceres prévios); 
b) controle da legalidade dos atos (em relação a empresas supranacionais, deve-se atentar para acordos internacionais, bem como fiscalizar contas dos Estados-Membros e Municípios quando houver transferência da União); 
c) providências práticas diante de ilegalidades ou irregularidades.
CONTROLE INTERNO
- o cumprimento das metas previstas pelo Plano Plurianual, a execução dos programas de Governo e dos orçamentos da União; 
- A legalidade e os resultados, quanto à eficácia e à eficiência, relativos aos gastos públicos realizados por órgãos e entidades federais e também referentes à aplicação de recursos provenientes de subvenções; 
- o cumprimento dos limites e condições de operações de crédito, avais e garantias, além de direitos e deveres da União.
O controle da execução orçamentária, PREVISTO NA LEI N. 4.320/1964, estabelece três tipos de controle orçamentário:
1) o de legalidade dos atos (prévio, concomitante ou subsequente); 
2) da fidelidade funcional dos agentes públicos; e 
3) o cumprimento do programa orçamentário.
CONTROLE SOCIAL
Podemos dizer que controle social é a integração da sociedade com a administração pública, com a finalidade de solucionar problemas e as deficiências sociais com mais eficiência:
Em termos orçamentários, o controle social deve ocorrer tanto no planejamento como na execução orçamentária.
Registre-se que a sociedade deve participar não apenas da elaboração dos instrumentos de planejamento (PPA, LDO e LOA), mas, inclusive, do processo de apreciação e votação nas casas legislativas.
Ordenadores de despesa
DL 200/67   Ordenador de despesas é toda e qualquer autoridade de cujos atos resultarem emissão de empenho, autorização de pagamento, suprimento ou dispêndio de recursos da União ou pela qual esta responda.
 § 2º O ordenador de despesa, salvo conivência, não é responsável por prejuízos causados à Fazenda Nacional decorrentes de atos praticados por agente subordinado que exorbitar das ordens recebidas.
Pode-se dizer ainda que o ordenador de despesas acaba por centralizar as decisões finais sobre diversas áreas administrativas, exercendo um papel de liderança na gestão de uma entidade pública.
É interessante destacar que não existe o cargo \u201cordenador de despesas\u201d, sendo esse papel exercido, por exemplo, por um Diretor-Financeiro, um Diretor-Executivo ou até mesmo por um Presidente de órgão ou entidade.
Deve-se destacar ainda que o ordenador de despesa necessariamente precisa ser um servidor público, seja ocupante de cargo público, titular de cargo de confiança com ou sem vínculo efetivo, ou mesmo empregado público, sendo, em regra, o responsável pelo recebimento, verificação, guarda ou aplicação de dinheiros, valores e outros bens públicos, respondendo, assim, pelos prejuízos que eventualmente acarretar à Fazenda pública
A LRF, com o objetivo de tornar efetiva a transparência das finanças públicas, tornou obrigatória, nos casos especificados, a chamada \u201cDeclaração do Ordenador de Despesa\u201d, documento em que o ordenador de despesa declara que a despesa tem adequação orçamentária e financeira com a LOA e compatibilidade com a LDO e com o PPA
Uma das atividades mais importantes do ordenador de despesa ocorre na fase do EMPENHO da despesa, quando ele necessariamente precisa confirmar a existência de dotação orçamentária, necessária e suficiente.
Deve-se destacar ainda que os ordenadores de despesa podem ser classificados em ordenadores PRIMÁRIOS e ordenadores SECUNDÁRIOS.
Os ordenadores de despesas primários ou principais são os profissionais que assumem a gestão da execução orçamentária em macroáreas de atuação, sendo, na prática, uma tarefa muito difícil para que uma pessoa sozinha como responsável cumprir adequadamente de realizada de modo centralizado.
Nessa pegada, usando de seu poder discricionário, um ordenador de despesas primário pode delegar competência, designando um agente administrativo, por meio de portaria, como ordenador secundário de despesa
Por delegação de competência, o ordenador secundário ou derivado de despesa torna-se revestido de autoridade para realizar despesas orçamentárias em áreas especificadas, nos limites da vontade do ordenador principal.
SIAFI
Q792413 Como característica do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) que contribui para a padronização de métodos e rotinas de trabalho, a centralização não restringe a gestão dos recursos, os quais permanecem sob o controle do ordenador de despesa da unidade gestora.
Guarde que o Siafi é um sistema informatizado que processa e controla, por meio de terminais instalados em todo o território nacional, a execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil dos órgãos da Administração Pública Direta federal, das autarquias, fundações e empresas públicas federais e das sociedades de economia mista que estiverem contempladas no Orçamento Fiscal e/ou no Orçamento da Seguridade Social da União.
CUIDADO: sociedades de economia mista do orçamento de investimento NÃO USA SIAFI (estatais INDEPENDENTES)
O Siafi é um sistema de informações usado para fins de registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo FEDERAL, sendo o TESOURO NACIONAL o seu órgão responsável.
Ele é usado pela administração direta, autarquias, fundações e estatais DEPENDENTES - FEDERAIS.
CUIDADO: Por meio de convênio ou de termo de cooperação técnica entre interessados e o Tesouro Nacional, entidades de caráter privado também podem utilizar o Siafi.
(CESPE/TCE-PR/AUDITOR/2016-adaptada) Como forma de garantir a segurança do sistema, as entidades de caráter privado estão impedidas de usar o Siafi.
FALSO. Elas podem participar sim!
E pode ser usado também pelas pelas Entidades Públicas Federais, Estaduais e Municipais apenas para receberem, pela Conta Única do Governo Federal, suas receitas (taxas de água, energia elétrica, telefone etc.) dos órgãos que utilizam o sistema.
Pois o SIAFI e do governo FEDERAL!
Objetivos do SIAFI:
a) prover mecanismos adequados ao controle DIÁRIO da execução orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública; 
b) fornecer meios para agilizar a PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal; 
c) permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal; 
d) padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora;
e) permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de suas supervisionadas; 
f) permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das transferências negociadas; 
g) integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;