Resumo programação e execução orçamentária
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Resumo programação e execução orçamentária


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um cronograma de compromissos (empenhos) e de liberação (pagamento) dos recursos financeiros para o Governo;
3- Cumprir a legislação orçamentária (LRF, LDO etc.); e
4- Assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas ao longo do exercício financeiro, a fim de proporcionar o cumprimento da meta de RESULTADO PRIMÁRIO.
5- Assegurar recursos financeiros às unidades orçamentárias, em tempo hábil à melhor execução de seus programas orçamentários
7- Manter o equilíbrio entre a receita e a despesa, de forma a prevenir insuficiências de caixa.
ABRANGÊNCIA DA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA, deverão ser considerados os seguintes itens: 
Créditos contidos na Lei Orçamentária Anual; 
Créditos adicionais; 
Restituições de receitas; 
Ressarcimento a título de incentivo ou benefício fiscal; 
Restos a Pagar; 
Despesas de exercícios anteriores. 
Operações de créditos e as vinculações legais de receitas.
Obs.: pelo princípio da unidade de caixa, mesmo as receitas próprias e vinculadas legalmente devem primeiro ser recolhidas à conta única do tesouro para posterior liberação mediante programação financeira.
Decreto 93782 Art. 9º § 2º Serão considerados, na execução da programação financeira de que trata este artigo, os créditos adicionais, as restituições de receitas e o ressarcimento em espécie a título de incentivo ou benefício fiscal e os Restos a Pagar, além das despesas autorizadas na Lei de Orçamento anual.
Q392255 Os valores regularmente inscritos em restos a pagar são excluídos da programação financeira do exercício em que devam ser pagos, por corresponderem a recursos do exercício financeiro anterior
FALSO. RP são considerados SIM na programação financeira. 
Decreto de Programação Financeira
Q622364 O decreto de programação orçamentária e financeira estabelece normas específicas de execução para o exercício em curso.
Q110196 O decreto de programação orçamentária e financeira, também conhecido como decreto de contingenciamento, deve ser obrigatoriamente elaborado com a finalidade de detalhar os valores autorizados para movimentação e empenho e para pagamentos no decorrer do exercício
Q893361 Após a aprovação da lei orçamentária, o Poder Executivo deverá editar decreto de programação financeira que funcionará como orçamento de caixa a fim de compatibilizar a execução das despesas com o fluxo esperado das receitas ao longo do exercício financeiro
CORRETO. Note que a rigor será \u201cem até 30 dias da publicação do orçamento\u201d, mas \u201capós a aprovação da LOA\u201d não torna a questão incorreta, só abre margem para ser questionada.
Q595769 Tanto a programação financeira quanto o cronograma de desembolso devem estar contidos na LOA.
FALSO. A programação financeira e o cronograma de desembolso são estabelecidos POR DECRETO! 
Definições: O mecanismo utilizado para limitação dos gastos do Governo Federal é o Decreto de Programação Orçamentária e Financeira, mais conhecido com o \u201cDecreto de Contingenciamento\u201d
CUIDADO: 
1- A aprovação do limite global de saques para cada ministério ou órgão é competência da STN, por ato próprio. 
2- Entretanto Decreto do Executivo que fixará os limites para emissão de empenho e para pagamento de despesas. E também fixará as diretrizes gerais da programação financeira da despesa
Decreto 93872 Art. 9º As DIRETRIZES GERAIS DA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA DA DESPESA autorizada na Lei de Orçamento anual serão fixadas em DECRETO, cabendo à Secretaria do Tesouro Nacional, em ato próprio, aprovar o limite global de saques de cada Ministério ou Órgão, tendo em vista o montante das dotações e a previsão do fluxo de caixa do Tesouro Nacional
LRF Art. 8o Até 30 dias após a PUBLICAÇÃO dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4o, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.
CUIDADO: A programação financeira fica a cargo SOMENTE do Executivo mediante decreto.
Mas o cronograma de desembolso cabe aos três poderes e ao MP, mediante ato próprio, observadas as diretrizes emanadas pelo Executivo.
O QUE COMPÕE ESSE DECRETO DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA:
1- Limites de empenho: serve para que os beneficiários de créditos constantes da LOA não assumem compromissos que possam ultrapassar a efetiva realização das receitas \u2013 o que comprometeria o cumprimento das metas fiscais estabelecidas pela LDO.
Valor que cada ministério ou órgão poderão empenhar durante o exercício; 
CUIDADO: Por mais que o Decreto limite os empenhos, ele NÃO DIZ quais programas devem ou não ser realizados, fica a cargo do gestor avaliar e priorizar os seus gastos de acordo com os limites apresentados no decreto.
2- Limites de pagamento: serve para ATUALIZAR \u201co aprovado e a realidade\u201d da provável realização de receitas. Como o orçamento é elaborado no ano anterior, as receitas previstas podem sofrer novas \u201cprevisões\u201d de acordo com a atual conjuntura até iniciar o exercício a que se referem. 
Valor que esses entes poderão pagar em cada mês.
3- CUIDADO: O limite global de saques NÃO É DEFINIDO no decreto de programação financeira, ele é aprovado pela STN.
Obs.: O decreto de programação financeira é elaborado EM CONJUNTO pelo Ministério da Fazenda e o MPOG.
1- PRIMEIRO fixa o montante de despesas totais que o governo poderá realizar
2- e DEPOIS fixa os limites de gasto para cada ministério ou órgão.
Quadro de cotas trimestrais
Q79766 A fixação das quotas trimestrais para efeito de programação da despesa visa, entre outras finalidades, a que o ente público mantenha um comportamento regular na utilização de seus recursos. Estes deverão ser os necessários e suficientes para a execução tempestiva do programa anual de trabalho.
Lei 4320 Art. 47. IMEDIATAMENTE após a promulgação da Lei de Orçamento e com base nos limites nela fixados, o Poder Executivo aprovará um QUADRO DE COTAS TRIMESTRAIS DA DESPESA que cada unidade orçamentária fica autorizada a utilizar.
Art. 48 A fixação das cotas a que se refere o artigo anterior atenderá aos seguintes OBJETIVOS: 
a) assegurar às unidades orçamentárias, em tempo útil a soma de recursos necessários e suficientes a melhor execução do seu programa anual de trabalho; 
b) manter, durante o exercício, na medida do possível o equilíbrio entre a receita arrecadada e a despesa realizada, de modo a reduzir ao mínimo eventuais insuficiências de tesouraria.
Parte superior do formulário
A Lei 4.320/64 determinou que, imediatamente após a promulgação da LOA e com base nos limites nela fixados, o Poder Executivo aprovará um quadro de cotas trimestrais da despesa que cada unidade orçamentária fica autorizada a utilizar. Esse mecanismo foi aperfeiçoado pela LRF, que determina a elaboração da programação financeira e do cronograma mensal de desembolso, no prazo de 30 dias após a publicação dos orçamentos.
Obs.: Prof. disse que na prática é 1 decreto do Executivo para tudo:
Faz a programação de despesa + cronograma mensal de desembolso (conforme a LRF)
Estabelece as diretrizes da programação financeira (conforme decreto 93872)
Sistema de programação financeira: 
OBS.: É parecido com o SPOF, mas o SPOF não faz nada de programação e execução financeira.
SPOF só tem atividades de planejamento. 
Formado por um ÓRGÃO CENTRAL e ÓRGÃOS SETORIAIS
1- Órgão central: é a STN, cuja missão é zelar pelo equilíbrio financeiro do Governo Federal, dentro dos limites da Receita e Despesa públicas. 
Segundo a lei (10.180), as atividades de responsabilidade da STN são: 
Propor e executar a programação financeira da União; 
Exercer a orientação normativa e supervisão técnica dos demais órgãos componentes do sistema;
Administrar os direitos e haveres, garantias e obrigações de responsabilidade do Tesouro Nacional; 
Subsidiar a formulação da política de financiamento da despesa pública.
2- Os Órgãos Setoriais são as unidades de programação financeira dos ministérios, da Advocacia-Geral