Resumo Orçamento na Constituição Federal
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Resumo Orçamento na Constituição Federal


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as metas fiscais da LDO (é aquele lance que durante a execução , se for verificado que a arrecadação não vai comportar as despesas , os poderes terão que fazer contingenciamento de despesa)
§ 12. As programações orçamentárias previstas no § 9º deste artigo NÃO SERÃO DE EXECUÇÃO OBRIGATÓRIA nos casos dos impedimentos de ordem técnica.
Ou seja , emendas individuais NÃO É OBRIGATÓRIO executar se houver impedimento de ordem técnica.
As emendas parlamentares foram impactadas pela PEC DO NOVO REGIME FISCAL
Art. 111. A partir do exercício financeiro de 2018, até o último exercício de vigência do Novo Regime Fiscal, a aprovação e a execução previstas nos §§ 9º e 11 do art. 166 da Constituição Federal corresponderão ao montante de execução obrigatória para o exercício de 2017, corrigido na forma estabelecida pelo inciso II do § 1º do art. 107 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Mastigando essa informação para você, o que a \u201cPEC dos Gastos\u201d trouxe à baila foi que a partir de 2018 até o fim do Novo Regime Fiscal, a aprovação e execução das emendas individuais de execução obrigatória terão como limite o valor do exercício anterior acrescido do IPCA de 12 meses.
§ 13. Quando a transferência obrigatória da União, para a execução da programação prevista no § 11 deste artigo, for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, INDEPENDERÁ da adimplência do ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169.
Esses 1,2% que será obrigatório executar (a União vai transferir para os entes federativos) , quando esse dinheiro chegar no caixa deles , NÃO PODE CONTABILIZAR ele como RCL PARA FINS de limite de despesa de pessoal.
Q693541 O repasse dos recursos orçamentários derivados de emendas individuais constantes da lei orçamentária anual não poderá ser realizado se o ente federativo destinatário do recurso estiver inadimplente com a União. 
FALSO. Quando for transferência obrigatória da UNIÃO , esse repasse independe de adimplência ! O que NÃO PODE é computar essa receita que entrar para fins de limite de despesas com pessoal.
§ 14. No caso de impedimento de ordem técnica, no empenho de despesa que integre a programação, na forma do § 11 deste artigo, serão adotadas as seguintes medidas:
I -  até 120 dias após a publicação da lei orçamentária, o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública enviarão ao Poder Legislativo as justificativas do impedimento;
II -  até 30 dias após o término do prazo previsto no inciso I, o Poder Legislativo indicará ao Poder Executivo o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;
III -  até 30 de setembro ou até 30 dias após o prazo previsto no inciso II, o Poder Executivo encaminhará projeto de lei sobre o remanejamento da programação cujo impedimento seja insuperável;
IV -  SE, até 20 de novembro ou até 30 dias após o término do prazo previsto no inciso III, o Congresso Nacional não deliberar sobre o projeto, o remanejamento será implementado por ato do Poder Executivo, nos termos previstos na lei orçamentária.
§ 15. Após o prazo previsto no inciso IV do § 14, as programações orçamentárias previstas no § 11 não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos justificados na notificação prevista no inciso I do § 14.
No final de todo esse processo , as emendas individuais NÃO SERÃO DE EXECUÇÃO OBRIGATÓRIA se seus impedimentos tiverem sido justificados (segundo esse rito aqui)
§ 18. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independentemente da autoria.
Lei seca \u2013 Art. 167 Vedações
Coisas de prova
Q226915 Em matéria orçamentária, as vedações constitucionalmente definidas incluem a abertura de crédito adicional sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes.
FALSO. Crédito adicional É O GÊNERO, portanto temos casos de créditos adicionais que se abrem sem prévia autorização e sem recursos \u2013 os créditos extraordinários.
I) Note que NEM A CF usa esse termo \u201ccréditos adicionais\u201d , ela diz expressamente suplementar ou especial.
V -  a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa E sem indicação dos recursos correspondentes;
(CESPE) A imprensa escrita e falada tem discutido recentemente uma alteração proposta pelo governo federal no que tange à regra de ouro. Com relação ao assunto, está correto afirmar que a regra de ouro presente na CF e nas constituições estaduais prescreve que as operações de crédito não poderão exceder as despesas com investimentos realizadas no exercício financeiro, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.
FALSO. A CF proíbe que seja o montante das operações de créditos exceda as despesas DE CAPITAL (e não de investimentos, pois investimentos é somente uma das despesas de capital).
Q595774 A diferença entre o montante das despesas de capital e o montante previsto para as receitas de operações de crédito no projeto de LOA deverá ser igual ou superior a zero.
CORRETO. Note que a CF diz que o montante das operações de crédito NÃO PODE SER SUPERIOR.
Ou seja, pode ser igual ou inferior ao montante das despesas de capital. 
Então essa diferença vai ser sempre igual ou maior que 0. 
I) Pegar operação de crédito MENOR que a despesa não tem problema nenhum (é o caso em que você já tem X reais para pagar , mas ainda falta um pouco , ai você pede a operação de crédito)
II) O que não pode é pegar operação de credito MAIOR que a despesa (ou seja , você está se endividando A TOA , pois vai pegar o dinheiro para pagar o que?)
Q874834 Obras públicas somente podem ser realizadas quando as despesas de capital correspondentes estiverem previstas no plano plurianual, ao passo que as despesas correntes necessárias à manutenção predial podem ser realizadas ao final da obra, sem necessidade de inclusão no plano plurianual.
FALSO. Temos dois erros:
1- Se a obra pública for durar menos de 1 exercício financeiro, ela poderia SIM ser realizada sem estar no PPA, bastaria estar inserida na LOA. 
§ 1º Nenhum INVESTIMENTO cuja execução ULTRAPASSE um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.
2- EXISTEM CASOS que as despesas correntes devem estar previstas no PPA SIM , se for uma despesa corrente QUE DECORRA de uma despesa de capital prevista no PPA , ela deve também integrar o PPA.
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, DE FORMA REGIONALIZADA, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.
Q874877 Determinado ente público firmou contrato de prestação de serviços com uma entidade privada, com prazo superior a um exercício financeiro. Se o referido contrato prever a realização de investimentos anuais por parte do órgão público, então será necessário que os recursos para atender as despesas em exercícios seguintes estejam contempladas no orçamento plurianual.
Foi dada CORRETO. Alguns questionaram o lance de \u201cOU EM LEI QUE AUTORIZE a inclusão\u201d , pois a questão veio taxativa no sentido de que É NECESSÁRIO estar no PPA (excluiu a possibilidade de outra lei que autorizasse sua inclusão). 
Enfim, guardar essa posição do CESPE para questões desse tipo.
Q776741 A Constituição Federal de 1988 prevê a possibilidade de aprovação, pelo Poder Legislativo, de desequilíbrio entre despesa e receita no projeto de lei orçamentária.
CORRETO. É justamente esse inciso: (por mais que não seja bem desequilibro NO PLOA , e sim NA LOA (sendo executada) parece que