resumo princípios orçamentários
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resumo princípios orçamentários


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financeiro
CONCEITO
O exercício financeiro é o período de tempo ao qual se referem a previsão das receitas e a fixação de despesas registradas na LOA. Portanto os créditos orçamentários terão vigência somente dentro do exercício financeiro (VIA DE REGRA)
(CESPE/Técnico Administrativo/ANCINE/2012) Consoante o princípio da periodicidade, o exercício financeiro corresponde ao período de tempo ao qual se referem a previsão das receitas e a fixação das despesas
- A LRF diz que o exercício financeiro COINCIDIRÁ com o ano civil \u2013 Início 1 de janeiro, final 31 de dezembro.
CUIDADO: Sugerir uma mudança para qualquer outras duas datas, desde que separadas em 12 meses, não estaria ferindo o princípio da anualidade. 
As autorizações para os gastos e arrecadações somente valem para dentro do exercício financeiro, entretanto existem exceções: como REABERTURA de créditos especiais e extraordinários. 
Art. 167 § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente.
CUIDADO: somente os créditos ESPECIAIS E EXTRAORDINÁRIOS são exceções do princípio da anualidade (lembre-se que créditos suplementares não podem ser reabertos!)
Não é somente para conveniências contábeis, o princípio da anualidade também foi pensado para FACILITAR E FAVORECER O CONTROLE SOBRE AS CONTAS.
\u201cO princípio da anualidade orçamentária remonta ao controle parlamentar sobre os impostos e a aplicação dos recursos públicos. De acordo com o modelo de integração entre planejamento e orçamento, o orçamento anual constitui-se um instrumento de curto prazo que operacionaliza os programas setoriais e regionais de médio prazo.\u201d
Q301137 O princípio da anualidade orçamentária fundamenta-se em critérios puramente técnicos, relativos às questões operacionais de apuração contábil da receita e da despesa, não estando relacionado, portanto, com o controle político do Poder Executivo
FALSO. 
Exclusividade: 
Q846819 Parlamentar durante a analisa da LOA incluiu uma emenda propondo a criação de uma agencia de fomento.
Feriu o princípio da EXCLUSIVIDADE.
Art. 165 § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, NÃO SE INCLUINDO NA PROIBIÇÃO a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
LRF Art. 7º A Lei de Orçamento PODERÁ CONTER AUTORIZAÇÃO ao Executivo para: 
I \u2013 Abrir créditos suplementares até determinada importância obedecidas as disposições do artigo 43; 
II \u2013 Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.
§ 1º Em casos de déficit, a Lei de Orçamento indicará as fontes de recursos que o Poder Executivo fica autorizado a utilizar para atender a sua cobertura. 
§ 2º O produto estimado de operações de crédito e de alienação de bens imóveis somente se incluirá na receita quando umas e outras forem especificamente autorizadas pelo Poder Legislativo em forma que juridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las no exercício. 
§ 3º A autorização legislativa a que se refere o parágrafo anterior, no tocante a operações de crédito, poderá constar da própria Lei de Orçamento.
A LOA não conterá dispositivo estranho a previsão de receita e fixação de despesa, ressalvado dessa proibição a AUTORIZAÇÃO para abertura de créditos SUPLEMENTARES e a contratação de operações de crédito, ainda que por ARO.
- Evitar caudas orçamentárias ou orçamentos rabilongos, evitar que seja tratado outros assuntos que não sejam sobre orçamento dentro da LOA. As leis orçamentárias devem ser tratadas especificamente.
CUIDADO: existem também em anexo à LOA , outros documentos que tratam de matérias estranhas , mas estar em anexo não fere o princípio , o que fere é estar no texto da lei.
SÃO EXCEÇÕES: 
A abertura de crédito suplementar 
Contratação de operações de crédito (mesmo que por ARO)
Orçamento Bruto: 
Q511112 As parcelas referentes às transferências constitucionais da União para os estados e municípios, por constituírem destinações incondicionais, definidas por percentuais predeterminados, não integram a receita orçamentária da União, e, em atendimento ao princípio do orçamento bruto, ingressam diretamente como receita orçamentária dos entes beneficiários.
FALSO. Segue a regra normal. Essa exceção que ele diz é do imposto de renda redito na fonte sobre rendimentos pagos por estados e municípios. Neste caso nem se considera transferência , e esse imposto de renda já cai direto como receita do ente (não deduz nada da união).
Resumindo: Transferências constitucionais VIA DE REGRA SEGUEM SIM o princípio do orçamento bruto \u2013 vai deduzir de um e creditar no outro.
Q927407 Operação de transferência de recursos entre entes federativos não fere o princípio do orçamento bruto. Nesse caso, os recursos deverão ser incluídos como despesa no orçamento do ente que transfere e, como receita, no orçamento daquele que os receber.
CORRETO. Seguindo o mesmo que a questão anterior: Transferências constitucionais ou então qualquer transferência entre entes deve seguir o princípio do orçamento bruto: Quem envia vai colocar como despesa, quem recebe coloca como receita.
Q377406 Nas transferências de créditos orçamentários, a despesa do órgão transferidor é registrada como dedução das receitas arrecadadas a fim de evidenciar o valor líquido da receita pertencente ao órgão arrecadador.
FALSO. Fere frontalmente o princípio do orçamento bruto (e vai de encontro com o que a 4320 diz). No órgão que vai transferir , ele inclui como despesa. No órgão que receber , ele inclui como receita.
§ 1º As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como despesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no orçamento da que as deva receber. 
Preconiza o registro das receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer deduções. Guarda o princípio da transparência, detalhando as despesas e receitas da organização. 
- É VEDADO trabalhar com orçamentos líquidos (saldos).
Fundamento legal: 
Lei 4320 Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções.
 § 1º As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como despesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no orçamento da que as deva receber. 
Esse parágrafo primeiro tem exceção!
CUIDADO: Orçamento Bruto e Universalidade não se confundem. 
Universalidade veda omissões de receitas ou despesas. 
Orçamento Bruto veda deduções sobre as receitas ou despesas.
Obs.: Parte da doutrina entende que o princípio do orçamento bruto integra o princípio da universalidade.
Exceções:
-CF: O imposto de renda retido na fonte sobre rendimentos pagos pelos estados e municípios, de competência da União, não chega a constituir-se em transferência àqueles entes, sendo diretamente apropriado como receita tributária própria. 
Mesmo correspondendo à arrecadação de um tributo de competência da União, tais recursos não transitam por ela, ficando diretamente com o ente arrecadador. Desse modo, não há de se falar em registro de uma receita de transferência nos estados, DF e municípios, uma vez que não ocorre a efetiva transferência do valor pela União.\u201d
Não vinculação da receita de impostos: 
(CESPE/GOV-ES/2013) Em consonância com o princípio da não vinculação, as receitas de contribuições sociais devem ser recolhidas à conta única do Tesouro Nacional e utilizadas para o pagamento de quaisquer despesas públicas
FALSO. Sempre cuidado com essas questões pois confunde muito. 
1) Primeiro